Notas iniciais
Obrigado a todos que estão acompanhando a fic!!! ;) Esse capítulo foi rápido, então espero que gostem!

Depois de passar da placa, Midney se recordou do acidente que assistiu e da conversa com o funcionário do restaurante.

Com receio, o pálido levantou o corpo e começou a olhar bem mais atento para o que o veículo deixava para trás.

De relance, viu a ossada de um animal no acostamento. Quando tentou avistá-la melhor, foi interrompido por Ana.

– Vejam!

A morena apontou com o indicador para uma pickup azulada tombada fora da pista. Todos olharam curiosos, exceto Matt que devia estar no segundo sono.

– É a mesma da TV! — Reconheceu Bree.

– Então foi aqui que eles bateram... — Ana murmurou.

– Bateram? TV? — Nolan não entendeu nada. — Do que vocês estão falando? Conhecem aquele carro?

– O casal que estava nele morreu há dois dias. — Midney explicara.

Aquilo deixou Nolan mais curioso. O negro se distraiu da estrada querendo observar o estado do outro veículo novamente...

O Ford do grupo iniciou-se a ir para a pista oposta lentamente. Da mesma, um casal de moto vinha em uma velocidade muito acima do limite.

Assim que Matt abriu os olhos, num flash, viu o que estava prestes a acontecer e deu um grito alto "Nolan!". O loiro puxou o volante, mudando a direção do carro, e salvou por muito pouco o grupo de uma batida.

Todos ficaram abalados. O negro pisou fundo no freio, o carro saiu da pista chiando. O casal na moto deu uma forte buzinada e seguiu seu caminho.

Finalmente o Ford parou quando bateu calmamente em uma moita de cactos. Nolan suspirava fundo naquela altura, sua pele estava mais branca que a de Matt.

– O que foi isso? — Bree perguntou entre gaguejos.

– Nolan, seu retardado, quase matou a gente! — Matt gritou, passando as mãos pelo rosto e pelo cabelo.

– As coisas sobre esse quilômetro são verdadeiras... — Midney grunhiu, olhando Ana, que respirava pausadamente. — Você está bem, amor?

– Um pouco gelada... Mas tô viva!

O atleta respirou fundo, abriu sua porta e saiu do carro.

– Nolan, eu dirijo daqui pra frente!

– Acho uma boa ideia, Matt. — O negro falara, descendo trêmulo pelo seu lado e bufando do lado de fora. — Acho que não dirijo mais essa semana...

Em poucos segundos, os rapazes voltaram para o veículo. Matt pegou a chave e a engatou na ignição.

De repente, o telefone de Ana começou a chamar. Ela o retirou do bolso e olhou inclinada para o namorado.

– É minha mãe...

Assim que o loiro o ligou, um forte tremor abalou todo o veículo, as montanhas e tudo mais naquele cenário.

– O que está acontecendo? — Ana perguntou assustada.

– Um terremoto. Fiquem no carro. — Midney explicou segurando firmemente a namorada.

Segundos depois, a vibração parou e tudo voltou ao normal. Ana olhou em seu celular e percebeu que a ligação caira, assim como a rede.

– Acho que já passou. Podemos continuar agora!

Com as palavras de Midney, Matt notou que o carro havia morrido. Desligou e ligou com a chave, tentou dar partida, mas nada aconteceu. Mais duas vezes e nada, então olhou suspirante para os amigos.

– Não fala que o carro deu defeito... — Nolan adivinhou.

– Ficamos a pé! — O loiro usou outras palavras.

– E agora? — Ana questionou.

– Já fui mecânico. — Midney abriu a sua porta. — Vou tentar ver o que houve e consertar...

Ana, Bree e Nolan saltaram. As garotas ficaram olhando em volta para as colinas do deserto, enquanto o negro ficou próximo de Midney.

– Abre o capô, Matt!

E o loiro o fez. O pálido apoiou a lataria num suporte, aproximou-se do motor e observou cautelosamente todos os cabos na parte de dentro.

– Encontrou o que é? — Nolan estava tenso. — Fala que encontrou... Esse carro é alugado!

– Infelizmente sim...

– Infelizmente?

– Pra um carro da pane desse jeito só pode ser uma coisa: Queimou a bateria... A gente só volta pra rodovia com uma bateria nova!

– Droga! — Nolan berrou.

– E o que vamos fazer? — Bree ficou preocupada, olhando o celular. — A rede telefônica caiu, não tem como chamar ninguém!

– Não sei... — Matt saiu do carro e bateu a porta. — Talvez apareça uma carona... Vamos ter que esperar!

– "Talvez apareça uma carona"? — Repetiu Ana em dúvida. — Acha que alguém vai passar por aqui e ter espaço pra 5 estranhos? Eu duvido muito!

– E o que sugere? — O loiro retrucou.

– Bom, aquele restaurante não tá muito longe daqui, e tem um posto de gasolina próximo... Voltamos até lá, pegamos a bateria e pedimos carona até aqui...

– Boa ideia, mas eu não vou abandonar esse carro aqui, sozinho...

– Não precisamos ir todos. — Midney falou. — Eu e a Ana vamos e vocês nos esperam aqui...

– Eu vou também. Preciso muito beber água... — Bree disse.

– Então peguem suas malas e vão. Eu fico aqui com o Nolan. — Explicara o atleta. — E antes que eu me esqueça: Se não acharem ajuda, fiquem por lá. Se demorarem mais de 2 horas, nós vamos pra lá também.

– Ok.

O trio compareceu ao porta-malas, pegou sua bagagem e iniciou uma longa caminhada debaixo daquele sol nada amigável.

Nolan entrou para o seu Ford e se aconchegou no banco, e Matt ficou sentado numa rocha até ver os amigos sumirem com a estrada.

– Essa não era a viagem que eu queria... — Nolan recomeçou.

– Nenhum de nós queria... Mas temos sorte de ainda serem 11 horas da manhã. — Matt disse. — Com certeza vamos conseguir carona, centenas de carros vão passar por aqui pra ir ao Hereafter!

– Ou talvez não... — Nolan expressou preocupação.

– Como assim? Este não é o caminho para a festa?

– Bem, é... Mais é um atalho!

– O quê?! — Matt se levantou surpreso.

– É que eu sabia que a estrada principal deveria estar congestionada e resolvi caçar uma rota alternativa...

– E você nos levou pra um atalho onde não passa sequer um carro? É isso? Que droga! A gente tá sem veículo, sem ajuda e perdidos aqui!

– De qualquer forma, adiantamos bastante passando por aqui... — Nolan se protegeu.

– Que seja! — Matt tirou seu celular do bolso e começou a andar para a estrada na frente no carro.

– Aonde vai?

– Procurar sinal telefônico ou uma mecânica uns 2 quilômetros pra frente. Se eu não achar, eu volto. Fique aqui e espere pelos outros!

– Beleza!

Nolan acompanhou o loiro com os olhos até vê-lo sumir em uma curva, bufou e deu um tapa de leve na testa.

– Ótima ideia, idiota. — Gruiu consigo mesmo. — Por sua culpa a viagem foi arruinada!

E aquele era apenas o começo...

Notas finais
Gostaram? Continuem ai... A MATANÇA VAI COMEÇAR NO PRÓXIMO!!!! O que acham que está acontecendo e quem acham que vai sobrar no fim da história? Vai haver sobreviventes ou não?! Hehe... #DÚVIDAS!!! O próximo capítulo vem logo, logo!!! ;-)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.