Meu peito aperta

Um pulso firme, esmagador

Ora com fisgadas, ora com ardência

Peço clemência, sob dor e clamor

Minha boca seca

O gosto amargo do bom dia

Pupila dilata, papila amargada

De tarja preta... quando se cria!

Falta-me ar!

Corpo subjugado pela mente

Incertezas, inseguranças

O pânico é o azar sob uma nova lente

Minha anátema, minha sina

Minha medíocre vida

Meu ônus emponderado

Minha mente em péssimo estado

Tênue como uma linha fina

Sofro...

Sofro...

Sofro. Esse pânico, essa droga

Não aguento mais esse sentimento

Que me arrebate de tempos em tempos

E me põe à prova

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