Pânico 5 - O Último Grito
10 Na delegacia
Depois que a vizinhança inteira havia visto a retirada do corpo de Stacey na árvore, Dewey precisava levar Matt e Steven para a delegacia.
– Vamos, precisamos ir até a delegacia — disse Dewey.
– Mas porque Xerife? — pergunta Matt.
– Por que vocês são testemunhas de um assassinato, não pense que eu estou culpando vocês por algo — respondeu Dewey.
– É claro que não está, nessa parte nós apenas vamos nos sentar ao seu lado, infelizes, dando nosso testemunho sobre o que acabara de acontecer, e talvez tomando chocolate quente... Eu já vi muito filme de terror — disse Matt.
– Sabe garoto, você me lembra alguém — diz Dewey, pensando em Randy.
– Matt, eu não sabia que você era tão legal — diz Kirby, percebendo que Matt sabe tanto de filmes de terror quanto ela.
Na delegacia, uma ideia passa pela cabeça de Kirby.
– Ei Matt! Matthew, venha aqui! — diz Kirby, chamando Matt, que estava dando seu testemunho para Dewey, e tomando chocolate quente.
– Kirby, eu não posso sair daqui — responde Matt.
– É rápido, Matthew.
– Ok — disse Matt ao sentar do lado de Kirby — o que você quer?
– Eu fiquei pensando... Nós dois conhecemos muito sobre filmes de terror, não é?
– Sim — responde Matt.
– Então, qual de nós dois é o Randy?
– Kirby, isso é sério? O Randy sou eu, óbvio.
– Mas Matt, se você pensar bem, foi eu quem sobrevivi de um filme para o outro. Nada mais certo que eu ser o Randy.
– Ok, se você for o Randy, deve morrer agora Kirby, a menos que o assassino estivesse trabalhando num remake, onde ele ache que Randy não deveria ter morrido.
– Nem pensar Matt, o assassino não quer um remake, ele quer salvar o original. Remakes não prestam, e o assassino sabe disso.
– Então, quem você acha que é o assassino? Freddie? Dewey?
– Matt... Dewey? Que motivos ele teria para isso?
– Um policial nos quarenta anos, sem grandes casos a muito tempo... É motivo pra você?
– Bom, mesmo assim eu não acredito que seja o Dewey, mas Freddie... Um cara misterioso, não o conhecemos direito, é namorado da mocinha inocente da escola... Ele grita assassino.
– E a Sidney?
– Matt, como você me explicaria o motivo da Sidney? — disse Kirby, olhando para Sidney, que estava ali sentada, do outro lado da sala.
– É fácil, seus livros pararam de vender, ela não tinha mais inspiração, ficou em casa todo esse tempo planejando tudo isso e BOOOM! Quando ela finalmente vem pra cidade, as mortes começam.
– Mas Matt, sempre quando ela aparece as mortes começam. Isso é fato. Eu apostaria até em você.
– Em mim? Porque Kirby?
– Apareceu do nada, é expert em filmes de terror... Todo mundo sabe que não se pode ter dois experts em filmes de terror, um deles tem que ser o assassino.
– Bom, isso é verdade, mas eu não sou o assassino, sem chance.
– E o que você acha do John?
– Ah Kirby, o cara morreu, e estava com uma faca de borracha, ele não é o assassino.
– Mas ele é o irmão do Stu... É coincidência demais o irmão do assassino original armar um falso ataque?
– É, você tem razão Kirby.
– Matthew, sente-se aqui, é sua vez de depor — disse Dewey.
Um pouco mais afastada do centro da cidade, ficava a casa de Mandy Moretz, uma das garotas que Kristi odiava.
– Sabe amiga, devíamos dar uma festa agora — disse Alice, a melhor amiga de Mandy.
– Você não assistiu os filmes Facada? Tudo acabava numa festa! — respondeu Mandy.
– Mas amiga, só iremos chamar quem conhecemos, pouca gente, só umas 30 ou 40 — diz Alice.
– Ok, vamos dar essa festa.
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