Notas iniciais
Oie! Bom, preciso me desculpar pelo atraso, eu realmente demorei demais dessa vez, minhas aulas voltaram e agora vai começar a correria --', mas prometo tentar atualizar o mais rápido possível. Não esqueçam que a fic agora tem trailer no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=8yJnaHI7iVo adoraria saber a opnião de vocês! Espero que gostem do capítulo, boa leitura.

– Então ela disse que vocês seriam só amigos e te beijou?- Rick perguntou no caminho da escola enquanto comia uma torrada.

– Isso.- respondi.

– Sabe, isso tá parecendo aquele filme... 500 days of winter...?

– 500 days of Summer. — corrigi.

– Isso aí.- ele disse com a boca cheia.

– Por que essas coisas acontecem comigo, Rick? Qual é o meu problema.- ele riu quando falei isso e contraiu os ombros.

Quando chegamos no colégio, nossos amigos já nos esperavam sentados no mesmo lugar usual. Kick estava focado no celular, sorrindo como se estivesse fazendo a coisa mais interessante do mundo, nem se quer falou algo quando chegamos.

– To acabado.- reclamou Travis.

– Onde está seu irmão?- eu perguntei.

– Não vem hoje, ele ficou doente ontem. Tossiu a noite toda, eu praticamente não dormi.- ele disse apoiando a cabeça nos joelhos.

– Tadinho.- disse uma voz atrás de mim, eu nem mesmo precisei virar para saber quem era.

– Relaxa, Bel. Amanhã ele já está bem de novo.- disse Travis para Annabel, que se sentou ao meu lado.

– E vocês, tudo bem?- Rick assentiu com a cabeça e eu nem mesmo respondi.

– Você sumiu.- Kick falou de relance, sem desgrudar os olhos do celular.

– Estava fazendo amigos do meu ano, mas vocês são de longe mais legais.- ela riu.

– Ah, mas disso até eu já sabia.- Rick respondeu. Enquanto todos riam e conversavam tudo que eu fazia era observar Annabel interagir com meus amigos e nem se quer olhar para mim, ou fazer algum tipo de referência à minha pessoa. Nada, absolutamente nada. Eu era um puto, nada mais nada menos que um puto.

O restante do dia foi cheio de Annabel sem olhar na minha cara,estava frio e ensolarado. Ela andava para lá e para cá com meus amigos e eu, mas não falou comigo. Nem se quer na hora de ir embora. Segui meu caminho para casa cansado e bravo, Rick tinha ido para a casa de sua avó e eu pretendia dormir até o dia seguinte. Quando estava próximo de casa uma BMW X5 preta parou ao meu lado e buzinou, o vidro de trás abriu e Annabel sorria para mim com um óculos de sol que era grande demais para o seu rosto.

– Christian!

– Annabel?

– Rogers estava me levando para casa e te vi andando pelo caminho, entra aí.- ela abriu a porta do carro e deu um pulinho para o lado.

– Mas eu nem avisei minha mãe...

– Estou ligando para ela agora.- ela levou o celular até a orelha. ''Annabel, você tem o número da minha mãe?''

– Tá legal.- entrei no carro e fechei a porta. Annabel vestia um shorts branco e um moletom enorme e largo, que cobria quase todo o shorts, usava botas pretas e peludas. Qual o sentido e usar shorts e bota?

– Oi, Katie. Aqui é a Annabel... Sim, e com a senhora? ...- ela olhou para mim e sorriu.- É sobre ele mesmo, nós podemos dar uma volta hoje?... Não, imagina... Obrigada você, até mais.- ela desligou o celular e sorriu para mim, me olhando por debaixo dos óculos. Um homem careca dirigia o carro, ele usava um paletó.

– A senhorita deseja ir diretamente para casa?

– As bicicletas já chegaram?- ela perguntou

– Sim, senhorita. Estão todas no depósito.

– Entendi,- ela pegou o celular e discou um número que atendeu rapidamente.- Oi Lala, aqui é a Annabel... Isso, você pode preparar duas bicicletas para mim? Chego em casa em mais ou menos dez minutos... Ok, obrigada. — ela desligou e continuou mexendo no celular.

– Annabel?

– Sim. — ela respondeu.

– Onde vamos?

– Passear, ué. — ela deu uma risadinha.

– Passear aonde?

– Você faz muitas perguntas, Christian. — ela me encarou rapidamente. Fiquei incomodado, quase quis sair do carro e voltar andando para casa, mas minha curiosidade era maior que meu orgulho e perto de Annabel, meu ego praticamente não existia.

Quando chegamos em sua casa, nem mesmo entramos. Ela entregou nossas mochilas para o tal Rogers e me puxou pelo braço até o jardim, onde estava duas bicicletas, uma era azul clara e tinha uma cestinha pendurada no guidão e a outra era cinza escuro. Ela entrou e voltou com um chapéu de palha, que caiu muito bem.

– Vamos? — ela disse empurrando a bicicleta pelo jardim.

– Você não vai nem perguntar se sei andar de bicicleta?

– Você sabe andar de bicicleta?

– Sei.

Nós pedalamos até uma trilha de barro e grama, onde era um pouco mais complicado para a direção da bike, mas era divertido. Estávamos num bosque aberto e Annabel estava sempre ao meu lado, em silêncio. Comecei a assobiar a introdução da música Patience.

– Shed a tear 'cause I'm missing you, I'm still alright to smile. — ela começou a cantar, sua voz era linda, eu quase perdi o controle da bicicleta. Era uma voz doce, adorável. Ela parou de cantar, então eu continuei:

– Girl, I think about you every day now,was a time when I wasn't sure but you set my mind at ease there is no doubt you're in my heart now...– ela olhou para mim e sorriu.

– Said, woman, take it slow and it'll work itself out fine. All we need is just a little patience...– cantamos juntos a música toda, eu fazia os solos e Annabel os vocais, era engraçado mas eu adorei ouvi-la cantar, estava realmente encantado.

Chegamos num campo cheio de flores com umas três árvores enormes. Annabel desceu da bicicleta e eu fiz a mesma coisa, ela segurou na minha mão e me guiou até uma árvore onde sentamos numa sombra agradável.

– Aqui é lindo.

– Eu sei.- ela respondeu apoiando a cabeça no meu ombro. — Mas essa árvore é especial.

– Especial como?- perguntei.

– Olha para aquele galho. — ela apontou para cima e pendurado na ponta de um dos galhos da árvore, havia um casulo.

– O que é isso?

– Um casulo de lagarta. A metamorfose dela está completa, ela pode virar borboleta qualquer hora. Por isso venho aqui todos os dias agora.

– E me escolheu para fazer companhia hoje?

– Isso mesmo. — ela nem mesmo perguntou se tinha algum problema ou qualquer coisa do tipo, simplesmente respondeu e depois me deu um beijinho no rosto. Eu estava prestes a protestar, até que o casulo começou a se mexer, eu veria uma lagartinha saindo do casulo ao vivo!

A borboleta era branca e grande, suas asas saíram amassadas do casulo e desamassaram devagar até que quando estava pronta, saiu voando.

– Que lindo. — falei baixinho.

– Você já virou borboleta, Christian?

– Como assim?

– Todos nós temos nossa fase de lagarta e borboleta. Quando você não sabe onde ir, nem o que fazer, você é uma lagarta. Quando sabe o que fazer e está trabalhando para isso, você está no casulo.

– E borboleta?

– Não sei como é ser uma borboleta ainda. — ela disse. — Por isso perguntei para você, se caso for uma borboleta, eu adoraria saber a sensação.

– Acho que ainda sou uma lagarta, Annabel... — ela ficou delirando sobre esse assunto por mais uns vinte minutos, eu escutava cada palavra com atenção, ela era sensacional, poderia ouvi-la falar por horas.

– Christian?

– Hm? — eu estava de olhos fechados, Annabel e eu, deitamos na grama.

– Já volto, vou fazer uma coisa.

– Tá. — então ela rolou para cima de mim e me beijou. Eu entrelacei meus dedos em seus cabelos e puxei-os, num movimento brusco, afastando nossos lábios. Ela me olhou com seus grandes olhos verdes e um sorriso brotou no canto da sua boca.

– Annabel... — antes que eu pudesse continuar ela me beijou de novo, e eu repeti o movimento, puxando seus cabelos novamente, eu não podia mais fazer isso ou ficaria louco, mas observei o contorno de seus lábios e a maneira de que seus olhos imploravam por mim, toquei seu rosto como se fosse possível sentir cada detalhe e contornei sua boca com a ponta do dedo indicador, movi minha outra mão para seu maxilar e aproximei lentamente seu rosto do meu ficando bem perto, ela avançou e levemente mordeu meu lábio inferior e nos beijamos por umas três horas, sem parar.

Hoje a noite meus amigos e eu iriamos no Red Lobster,comer lagosta e camarões, comemorar a volta às aulas, mesmo não fazendo sentido nenhum. Meus amigos sempre arranjavam algum motivo aleatório para ir jantar ou sair quando não tinhamos motivo algum. Cheguei no Red Lobster com a cabeça longe, tudo que eu pensava era em Annabel. Rick e Travis estavam sentados em uma mesa, esperando por Kick e eu, Travis acabara de desligar de uma ligação.

– E aí? — eu disse, me sentando.

– Kick vai trazer uma garota com ele. — respondeu Travis.

– Entendi, e qual é o problema? — perguntei.

– Nenhum, é só uma namorada nova. — Rick falou. Kick trocava de namorada mensalmente, sempre trazia alguma garota para conhecer a gente mas se livrava dela rapidamente.

– Ele vai demorar para chegar? — perguntei e quase instantaneamente, a porta se abriu e eu quase vomitei. Kick estava entrando de mãos dadas com minha ex-namorada, Lindsey.

Notas finais
Obrigada por ler, não esqueça que seu comentário é mega importante para mim. Queria agradecer a Nick, minha leitora fiel que voltou para mim e recomendou minha fic, obrigada princesa