Overwatch: A Luta pelo Futuro [Descontinuada]
3 Episódio 1: Oasis, Parte 3
Seu pai havia prometido a essa moça estranha que iria sair com ela para um almoço. E ainda assim havia prometido para Juliana que iria levá-la aos Jardins... A mente jovem da pequena não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Tantas perguntas vindo a mente e todas era algo que não tinha coragem de falar. O que queriam saindo juntos? Eram amigos de longa data? Por que ela e seu pai parecem tão... próximos? Sua mãe sabe disso? Será que... ela deveria saber?
Todas essas dúvidas e muito mais se passavam em sua cabeça, mesmo enquanto tentava deixar de preocupar com isso para aproveitar o passeio de barco. Ao menos ele estava cumprindo sua promessa de levá-lo aos Jardins. Charles os acompanhava também, Juliana já esperava isso. Seu pai sempre dizia que ele era programado para lhe proteger e cuidar. Ele a segurava pelo ombro para que não caísse na água por acidente, e segurava sua mão quando aportaram.
Juliana podia sentir que os adultos não estavam bem satisfeitos com Café e Lanche para o almoço, apesar de dizerem para si o contrário.
— Desculpe por esse incomodo, Angela. — Yusef dizia, um pouco corado. Angela respondia— Não preocupe, eu entendo perfeitamente. Afinal você é um homem de palavra, Yusef.
Eles sorriam timidamente um para o outro. Juliana franzia. Será que isso é... um encontro? O Robô Barista trouxe cappuccino para os adultos e para a miúda, trouxe um achocolatado fervendo e em seguida alguns pasteis. Juliana se limitou a ouvir a conversa dos adultos, querendo saber tudo o que podia, embora não tivesse todos os detalhes.
— Alguns dos imóveis que lhe mostrei lhe interessaram? Tive um amigo no ramo imobiliário a pesquisar os melhores possíveis a um preço razoável. Algum lhe agrada? - Fala, Yusef.
— Eu não tive tempo. Quando chego no meu Hotel geralmente já está tarde demais para focar em qualquer coisa.
— Ah! Entendo. Uma pessoa ocupada como você, deveria ter feito recomendações mais diretas.
— Não é isso. — Angela suspira. — Eu não tenho planos de ficar por muito tempo, Yusef.
Uma coisa sobre os adultos é que tendiam a conversar ao redor dela achando que ela era incapaz de entender qualquer coisa que diziam... será que pensavam falar outra língua? Era claro que entendia, mas como geralmente não era nada que a interessava, não queria saber do que se tratava... Não leva muito tempo para que o lanche acabe. Juliana a esse ponto queria apenas fazer qualquer coisa pra se animar, e logo implora ao pai:
— Pai. Podemos passear nos Jardins?
Yusef ouve o comentário, e olha para Ziegler:
— Uma caminhada após a refeição é agradável, não? O que acha?
Juliana franze. Meio aborrecida por seu pai estar dando mais atenção a doutora do que para ela. Angela que é mais perceptiva do que o pai percebe a inquietação da menina e concorda:
— Sim. Não vamos deixar a menina esperando.
Os Jardins sempre foram um dos locais favoritos de Juliana. São extremamente bonitos e arejados. Era o modo que tinha para se sentir em sintonia com a natureza sem ter que se sujar ou arriscar no mato de verdade. Além do mais, ela duvidava que a própria natureza pudesse criar algo tão bonito assim. Seria alegre e perfeito. Se seu pai não insistisse em continuar a conversar com a doutora. Charles era o único que dava atenção a ela, mas ela sabia que era por causa de sua programação. E isso a aborrecia um pouco.
Quando estava ficando impaciente, pediu pro pai:
— Pai, posso ir ver os peixes?
Yusef ouve o pedido e concorda: — Pode querida. Vá na frente, eu já me junto com vocês. Charles?
O Robô responde:— Acompanharei a senhorita.
E assim se separaram por um momento em que Juliana foi até um dos cantos do Jardim e observou o mar. A brisa acariciando o rosto lhe fazia sorrir. Esquecer desse dia que estava tão... confuso. Tanta coisa acontecendo de uma só vez. Se perguntava se estava sendo egoísta, desejando que todo mundo parasse o que estavam fazendo para tentar fazê-la se sentir melhor. Talvez sim... Mas como lidar com tudo o que estava acontecendo? Primeiro sua melhor amiga vai embora e agora seu pai estava praticamente lhe trocando por uma estranha?
Ela pensa um pouco sobre esse ultimo pensamento. Talvez não seja realmente assim. As coisas geralmente não eram como ela pensava ser. Então, queria perdoar seu pai. Deixar ele viver a vida dele. Começou a voltar até onde estavam, quando percebeu uma oportunidade de espreitá-los... parecia divertido. Planejava assustá-los, mas acabou por ouvir sua conversa em segredo.
— Eu realmente acredito que você é uma ótima adição à nosso corpo docente da Universidade. Todos os avanços no campo medicinal que você fez durante seu emprego na Overwatch assim como as tecnologias que patenteou. Você pertence ao Oasis.— Yusef parecia animado ao elogiar a doutora. Ela respondeu adequadamente.
— É verdade que eu me sinto em casa aqui... Trabalhar aqui em meio a tecnologia de ponta é um luxo que sinto falta desde meu ultimo emprego. No entanto, não posso simplesmente aceitar. Eu ... sinto... que sou necessária em outros lugares. Onde pessoas estão precisando de ajuda.
Yusef sorri para ela, parando por um momento em que lhe toca sua mão, falando confiante: – As pessoas do Oasis precisam de sua ajuda. Sua mente brilhante trabalhando com outras de seu nível serão capazes de desenvolver coisas ainda mais grandiosas. O campo de Medicina Genética na Universidade ainda é extremamente pioneiro comparado as conquistas que você sozinha adquiriu com toda sua experiência. Ensinando aqui, pesquisando lado a lado com pessoas que pensam semelhante, você poderia revolucionar a medicina moderna, avançando-o a um futuro ainda não imaginado!
Angela é tocada por esse discurso. Seus olhos brilham, quase como se estivesse vendo um futuro brilhante diante de si. Yusef continua:— Há mais de um modo de ajudar as pessoas. Não somente tratando feridos em zonas de conflito... Ficando aqui. Irá garantir um futuro a você.— Yusef estende a mão e toca o rosto de Angela que enrubesce. Eles fitam os olhos um do outro por um longo momento em que... o coração de Juliana não aguenta.
Ela vai pra longe dali, ainda em segredo. Caminhando em direção ao chafariz. Será que era verdade? Seu pai estava traindo sua mãe com aquela mulher? Ela... não queria acreditar, mas não conseguia pensar em outro motivo para serem tão... próximos. Seus passos eram pesados nesse ponto, estava irritada, enraivecida. Charles tentava acalmá-la mas ela não tinha paciência para o mordomo robô. Ela senta no banco e enterra as mãos nas palmas abertas. Queria chorar de novo... queria sumir... Charles queria falar algo, mas irritada, ela grita com ele:
— Cala a boca! Por favor! Ugh...
E Charles obedece. Observando a criança calado. Queria ter trazido seu videogame, para se distrair, mas nem tinha certeza se algo poderia fazer seu dia melhor... talvez fosse... aquilo foi um miado?
Juliana franze. Fica em silêncio, e ouve de novo.
Ela se abaixa e olha debaixo do banco, e escondido entre um monte de folhagem estava um pequeno gato filhote, de pelo rajado em tons de cinza claro e escuro. Os olhos de Juliana abrem-se maravilhados. Ela nunca tinha visto um gato antes.
— Charles, tem um gatinho aqui!
O Robô observa e comenta: — Ora, que incomum. Animais são proíbidos aqui no Oasis.
— Sim!— Juliana pula o banco e corre até a grama, onde se ajoelha afim de observar o gato de mais perto. Era tão pequeno, e estava assustado com ela. Se acanhando na parede, miando frequentemente.
— Será que ele está procurando a mãe dele?
Charles, um poço de sabedoria porém um deserto de emoção, responde: — Provavelmente fora levada junto com o resto da ninhada pelas autoridades. Visto que animais são proibidos, iriam se livrar deles imediatamente.
Juliana olha pra ele, um pouco irritada. Mas então, se volta para o pequeno animal com dó. Pegando ele nas mãos e trazendo para o colo. Ele mia e mia, começando a se agarrar na blusa dela, querendo escalar, porém tremendo com medo da pouca altura que enfrentava. A criança sorriu. Estava feliz...
— Acho que vou mostrar pro Papai...
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