Overdrive & Dark End

9 Capítulo 8- O que vem pela frente


Notas iniciais
Falas escritas em formato de script
Asteriscos representam ações ou pensamentos

Cinco dias após o ataque em Noline, Azarok e seus companheiros continuaram viagem, deixaram os inocentes irem para outro lugar, levando o caminhão. Sem nenhum outro meio de transporte, seguiram a viagem caminhando. Estavam um pouco longe do deserto, e dentro de uma região tropical, chamada de Godspring com grandes cidades, com muita vegetação, e um clima quente. No meio da estrada, eles entraram em um pequeno bar, lugar onde muitos aventureiros, de diversas raças conversavam e bebiam, alguns diziam como arrancaram um olho de gigante, outros falavam que derrotaram um exército enorme em uma luta. Mesmo tudo era descontraído e divertido. Azarok pagou umas bebidas assim que entraram, e todos sentaram em uma mesa.

Psycho: Alguma ideia de como começar?
Azarok: Precisamos de um veículo... E de contatos. Cara, eu não sei por onde começar.
Lince: Deixa eu ver, precisamos de um veículo, contato com os outros que sumiram, achar os outros locais onde nossa organização está instalada, e de um lugar para passar a noite...
Schatten: E também temos que achar minha irmã.
Lince: É, tem isso também.
Azarok: Obrigado por me deixarem tenso... Espero que tenham um pouco de dinheiro, vamos ver se achamos uma pousada para passar a noite. Eu conheço um pouco dessa região, mas se eu não me engano, meu pai só instalou uma base por aqui, no final dela... Vamos por partes...
Schatten: Eu sei que é meio arriscado, mas já ouviram falar de Jack Preast?
Daniel: Já ouvi falar...
Schatten: Quando eu tinha acabado de ser preso, tinha um colega de cela, ele me contou sobre ele... Ele conseguiu escapar da prisão de Abel, matou o segurança mais forte de lá, e aparentemente ele passa sua vida lutando, por comida, e uma moradia, além de dinheiro. Ele luta em uma arena.
Psycho: Como chegamos até ele?
Schatten: Eu sei que para falar com os lutadores, você precisa lutar contra eles, os organizadores dos torneios sempre permitem que pessoas da plateia lutem de forma experimental, então nós podemos ter sorte. E eles só vão deixar Jack sair caso ele fique vivo e perca a luta.
Azarok: Ele pode saber de muita coisa, e ter o mesmo em nosso grupo seria de grande ajuda.
Lince: Onde nós vamos passar a noite?
Azarok: Eu conheço um pouco dessa região, e até onde eu me lembro, a cidade mais próxima não deve ser muito longe daqui, mas vamos ter que acampar, e com a falta de recursos, vai ser uma noite bem desconfortável. São em situações como essa em que me arrependo de deixar o caminhão para aquelas pessoas, hehehe.
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Noline estava sendo reconstruída, aos poucos depois do estrago causado. Enquanto isso, Abel continuava sendo tratado. Noline não parecia nem de longe a mesma, tudo estava destruído, vazio despedaçado, não dava para reconhecer naquela uma cidade onde crianças brincavam nos parques livremente, luzes enfeitavam tudo, dando mais cor e deixando as coisas mais alegres. Abel se orgulhava do feito, enquanto os médicos que tratavam ele e os outros Verraters simplesmente se sentiam pressionados, trabalhando com uma arma apontada em suas cabeças o tempo todo. Na ambulância onde Abel estava sendo tratado, David aparece para visitar ele.

David: Olá, Abel... Vejo que ultimamente a sorte não sorriu para você.
Abel: Mais ou menos... Aquela mulher me traiu e eu precisava tirar Azarok daqui, eu consegui o que queria, mesmo sendo melhor se ele estivesse morto. E ela está perdida atualmente, então tenho tempo de sobra para me recuperar. Aliás, eu pagarei bem se você mandar TODA sua gangue procurar por Azarok e os outros, e de preferência, me traga vivo...
David: Vai ser um pouco complicado...
Abel: Eu vou te pagar bem, e eu preciso ter um acerto de contas com ele...
David: Eu te entendo. Vou começar a planejar isso tudo amanhã, aliás, se importa caso eu fique aqui por um tempinho?
Abel: Nem um pouco... Aliás, assim que me recuperar, quero pedir que mande alguns homens seus pra ajudar na reconstrução daqui, e entrarei em contato com a base de Everwinter para ajudar na segurança daqui.
David: Pretende se mudar para cá?
Abel: Vou ficar na minha antiga base por um bom tempo, mas farei de tudo para aqui se tornar outras das grandes bases minhas. Apesar de muita coisa ter sido destruída, tem recursos excelentes espalhados pelo chão.
David: E você, se sente capaz de lutar mesmo sem uma mão?
Abel: Óbvio que sim, só não me peça para segurar um machado. Os médicos já estão vindo para checar a situação das minhas queimaduras, se me der licença.
David: Claro.

Depois que David saiu, Abel começou a falar sozinho.

Abel: É melhor aproveitar esse tempo vantajoso, Azarok, pois quando eu te achar, tenha certeza que vou fazer coisas horríveis com você, bem piores que amputar uma mão.
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Em uma floresta estranha, Ilere caminhava, sem saber para onde ir, em algumas horas parecia que estava andando em círculos. Ela estava em Lostope, floresta conhecida por ser uma divisa entre as regiões de Nomit, sendo comum algumas horas sentir o calor de Godspring, e em minutos a sensação de frio que tem em EverWinter. Mesmo assim, a floresta é um verdadeiro labirinto, com poucos locais de saída, já que a mesma é cercada por um enorme paredão. É uma floresta abandonada, onde poucos tem o azar de entrar.

Ilere: Onde eu estou... Meu Deus...

Ilere continuou caminhando, sempre pela mesma direção, até escutar alguns barulhos.

Ilere: Quem está aí? DIGA AGORA!

Dois homens aparecem na frente de Ilere, enquanto três seguram ela por trás. Eles eram extremamente feios, com pouco cabelo, sujos e extremamente magros, todos estavam descalços e com camisa rasgada. Todos eles estavam armados com facas.

Ilere: O que querem de mim?
Homem (1): Digamos que nesse lugar, nós temos muita fome, e precisamos de comida... Sobrevivência pura.
Homem (2): Mas não se preocupe, sua morte será lenta e dolorosa.

Um Golem aparece atrás dos homens que seguravam Ilere, e nocauteia ambos.

Ilere: Acho que mexeram com a pessoa errada...

Um dos homens fugiu, e o outro rapidamente se aproximou dela, e pegou sua faca. De repente, Elly aparece em chamas, pulando na cabeça do rapaz, matando ele rapidamente. Ilere estava chocada, afinal não tem o costume de matar.

Ilere: O que foi que eu fiz? Vamos, Elly.

Ilere continuou seguindo em frente até achar um rio completamente seco,andou por ele até o fim do mesmo, e começou a sentir um pouco de frio.

Ilere: Estranho...

Ao caminhar por algumas horas no meio das matas, Ilere encontrou um grande paredão. Ao tentar subir nele, acabou caindo, pois era bem escorregadio.

Ilere: Melhor procurar outro caminho...
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Enquanto isso, Azarok fez uma fogueira ao anoitecer, não tinham onde dormir, então passaram a noite na estrada, dormindo na terra, e usando folhas de bananeiras como coberta, tudo era improvisado e o desconforto era enorme. No meio da madrugada, Schatten sai da área em que o grupo estava dormindo, e saiu um pouco. Enquanto isso, Lince tinha acordado com os barulhos de Schatten enquanto ele andava, e seguiu ele. Lince seguia Schatten até ele parar, em uma mata densa, fechada e cheia de árvores. Uma aranha gigante se aproximava de Schatten.

Lince: SCHATTEN, CUIDADO!

Lince foi correndo atacar a aranha, antes de Schatten perceber o motivo.

Schatten: NÃO! MAELSTROM!

Schatten acerta uma estrela de vento em Lince, que faz um grande corte em sua barriga.

Schatten: Cara, você tá bem?
Lince: Por que fez isso?
Schatten: Desculpe, mas... Ela é minha aranha de estimação.
Lince: O QUE?
Schatten: A maioria tem cachorros, eu sei, hehehe. Não se preocupe, ela é domesticada.
Lince: Melhor assim.
Schatten: É estranho, mas quando eu to por perto dela, eu geralmente consigo sentir a presença da mesma, mesmo eu não vendo.
Lince: Ela entende o que nós falamos?
Schatten: Daí você já tá exagerando. Hehehehe
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No dia seguinte, Ned preparava um delicioso café da manhã em EverWinter, a mesa estava toda decorada, como sempre, com pães de queijo quentes que acabaram de sair do forno, um bolo de chocolate redondo, e uma cesta de maçãs, bananas e abacaxi. Ned estava terminando de colocar os talheres na mesa, e um Verrater entra na cozinha desesperado.

Verrater: Ned, os prisioneiros estão querendo se revoltar! Hoje, um dos nossos soldados foi entregar um pouco de comida, peguemos uma ração contaminada, e ELES MATARAM O CARA! Alguns usaram o material que tem e estão fazendo lanças, eles são a maioria lá, ninguém quer se arriscar de entrar!
Ned: Seus idiotas...

Ned foi até a cidade, onde os seus prisioneiros estavam, com seguranças para todos os seus lados, qualquer um que tentasse se aproximar dele seria fuzilado. Chegou até o centro do local, onde um prisioneiro fazia um discurso de como eles deveriam se rebelar e sair de lá, ou que eles tinham que tomar a fortaleza de alguma forma. Ned se aproximou dele e deu um soco em sua cara.

Ned: Então é você...
Prisioneiro: VOCÊ É UM IDIOTA, NÓS AQUI LUTAMOS PELA LIBERDADE DE TODOS! Acha mesmo que me matar seria o suficiente...
Ned: Acho...
Prisioneiro: Você é um tolo!

Um dos Verraters entrega um machado para Ned, que quebra as pernas do prisioneiro, e fez todos os que estavam ali observarem.

Ned: VOCÊS VÃO FICAR AQUI E OUVIR TUDO O QUE EU TENHO A DIZER, CASO QUEIRAM VIVER, É CLARO! EM NENHUM MOMENTO FECHEM OS OLHOS!

Ned decepa a cabeça do prisioneiro com o machado, todos ali ficaram chocados, queriam ir embora, fechar os olhos, mas tinham medo das consequências. Uma mulher tenta fechar os olhos de seu filho, mas é fuzilada pelos guardas.

Ned: Ótimo... Como podem ver, o amigo de vocês tentou quebrar as regras desse lugar, e o resultado, bem vocês foram FORÇADOS a ver. Acho que isso deixou bem claro quem ESTÁ NO COMANDO AQUI, e se tentarem fazer algo parecido de novo, as consequências vão ser MUITO PIORES. Esse lugar é apenas um teste, pessoal, eu garanto que se você for forte o suficiente, vai ser recompensado no futuro com mulheres, dinheiro, comida, ou abrigo, não importa, apenas joguem conforme as regras. Óbvio que existem alguns que não aguentam tal situação, mas quem mandou ser fraco? Ninguém ligaria para vocês lá fora, então, esse mundo é para os fortes. Mas mesmo o mais forte de vocês, é igual a todos, ele não aguentaria levar duzentos fuzilamentos, eu garanto. Querem ver só? Ninguém vai embora agora, só avisando.

Ned pegou a metralhadora de um de seus guardas, e começou a fuzilar um bom número de pessoas ali. Todos ficaram com medo, alguns choravam, mas não saíram de lá.

Ned: NÃO ESTÃO VENDO? Eu sou quem manda aqui, e isso tudo pode acontecer com qualquer um de vocês, caso façam algo de errado... Passar bem.

Ned voltou para o castelo, e a maioria dos prisioneiros choraram, algumas crianças que viram tudo aquilo, ficaram traumatizadas, inclusive.
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Enquanto caminhava sem rumo algum, Ilere acabou indo em direção de um campo aparentemente vazio, andou mais um pouco, e encontrou uma pequena vila um pouco abaixo. Tudo parecia lindo, pessoas humildes, campos belos, crianças brincando, e até uma professora levando os alunos para uma escolinha.

Ilere : Que lugar é esse? Parece tão... Belo...

Ilere começou a ir correndo na direção da vila, no meio daquele inferno, finalmente algo parecia perfeito.
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O grupo de Azarok se preparava para seguir viagem, Lince estava apenas cuidando dos últimos mantimentos. Schatten voltou de madrugada com sua aranha de estimação sem ninguém perceber, o que causou estranheza em muitos.

Azarok: Ótimo, dormiram bem? Óbvio que não, vamos seguir viagem?
Schatten: Na verdade, Azarok, eu posso falar com você por um minuto?
Azarok: Ótimo... Se for pela aranha, saiba que eu acho ela meio feia, mas não tem nenhum problema com ela, tá?
Schatten: Seu idiota... Sério, tem certeza que tudo vai correr bem? Digo, especialmente na questão do Jack, se ele não for do bem, e matar um de nós?
Azarok: Acha mesmo que a vida vai voltar a ser como antes? Sair em um bar para beber, ir ao banco, ir em festas? Esse mundo para nós não vai ser mais o mesmo, Schatten... Estamos nos arriscando desde que Noline foi atacada, mas não vou correr riscos desnecessários. Se quer saber de uma coisa... Alguma hora, todos nós teremos que tomar decisões horríveis, seremos testados toda hora... Acha que tem como ser bonzinho toda hora? Todo mundo está correndo perigo, aqui e agora mesmo. Qualquer um pode morrer, não se esqueça disso.

O grupo pega todos os mantimentos que tinham, e começam a seguir viagem, em uma estrada aparentemente sem fim.