Overdrive & Dark End

11 Capítulo 10-Novo mundo


Notas iniciais
Falas escritas em script
Asteriscos representam ações ou pensamentos dos personagens

Era uma noite quieta, Schatten estava com treze anos de idade, e procurava por Ilere como nunca fez antes. Andava por perto da região que separava Godspring de Lostope. Era um dia estranho, Schatten sentia o mesmo, estava determinado a encontrar sua irmã. Durante dez horas de procura sem parar para descansar, Schatten desmaia no meio da estrada. Ao acordar, estava sem nenhum dos seus pertences, apenas com suas vestes. Viu que os assaltantes tinham deixado um rastro de migalhas pelo chão, e resolveu seguir. Seguiu o rastro até achar uma cidade abandonada, aparentemente, sem nome ou placa. Schatten continua observando, escondido atrás de um muro. Começa a escutar alguns barulhos, vindos de um bar imundo e quase que despedaçado. Schatten se aproxima aos poucos, e os bandidos estavam aparentemente torturando um aimal. Ao olhar pela janela dava para perceber que era uma aranha gigante. Ao lado dela, estavam os pertences de Schatten.

Schatten: Dark Spike!

Uma estaca de osso é atirada da janela, e acerta um dos bandidos. Os outros pegam suas armas e começam a tentar atacar Schatten.

Schatten: Shield!

Um escudo de energia bloqueia todos os ataques na direção de Schatten. De repente outros bandidos começam a aparecer, e Schatten estava cercado. A aranha escapa e começa a atacar todos no bar, já Schatten rapidamente se desfaz do escudo e entra no bar pela janela para pegar seus pertences. A aranha já tinha matado todos no bar, só restava fugir da cidade. A aranha por ser gigante, deixa que Schatten monte nela, para a fuga ficar mais rápida. O bar ficava na saída da cidade, então não tiveram problemas para sair de lá. Quando estavam bem longe, Schatten parou para ambos descansarem.

Schatten: Você me salvou... Eu não sei o que dizer, mas se quiser me acompanhar, serei muito agradecido. Vou te chamar de Flauspinne.

Flauspinne se aproximou de Schatten e começou a se esfregar nele, e ele apenas passava a mão na cabeça dela.

O grupo de Azarok continuava caminhando enquanto Schatten contava a história. Azarok reconhecia cada vez mais o local para onde eles estavam indo, e sentiu que em pouco tempo, eles chagariam na cidade onde seu tio morava.

Azarok: Então... Você salvou Flauspinne de ser torturada, e ela se tornou um animal de estimação?
Schatten: Sabe... Eu acho um absurdo o que fazem com os animais, sei lá, torturar uma pobre e indefesa aranha.
Azarok: Alguns comem animais para sobreviver, mas torturar é bem diferente. Dizem que a pele das aranhas valem uma fortuna, Schatten... É normal esse tipo de coisa acontecer, infelizmente.
Schatten: Tanto tempo longe da Flauspinne que eu até esqueci... Ela sempre anda na frente para ver se não tem nenhum perigo, se tiver, ela se esconde e só volta quando as coisas se acalmarem. Certas vezes ela fica horas seguindo o rastro até me encontrar.
Lince: Sabe, eu nunca confiei em animais selvagens, não que a Flauspinne seja uma, mas mesmo assim... Quando eu tinha seis anos, um amigo meu era filho de caçador que tinha um lobo de estimação... Uma vez o garoto estava dormindo junto do lobo, até jogar todo o seu peso na pata dele. O lobo ficou tão revoltado que atacou o menino, e quase arrancou um braço dele, se não fosse pelo pai chegar e dar um tiro na cabeça do lobo, o garoto teria morrido. Eu confio em você, Schatten, mas admito que durmo com os olhos abertos perto dessa aranha.
Schatten: Não é em todo dono que se pode confiar... Só estranho da Flauspinne não ter voltado.

Enquanto andavam, eles encontram uma estrada de cheia de barro, servia para chegar em uma fazenda local. Na estrada tinha rastros de sangue espalhadas para todos os cantos.

Azarok: Entramos nessa fazenda?
Lince: Primeiros nós somos atacados em uma estrada, agora no meio do caminho aparecem rastros de sangue misteriosamente. É, precisamos descobrir o que é.

Seguiram o caminho da fazenda. Aparentemente, ela estava caindo aos pedaços, madeira podre, animais desnutridos por todo o caminho. Mas o que mais chamava atenção assim que chegaram lá, era a contagem de corpos. Velhas, crianças, mulheres, e homens, a quantidade de cadáveres era impressionante. Era possível escutar gritos dentro do celeiro, difícil de identificar se era homem ou mulher.

Daniel: Problemas...

Os assassinatos aparentemente tinham sido cruéis. Era possível observar Cabeças decepadas, corpos queimados, entre outras coisas horríveis.

Azarok: Eu acho que sei quem é...

Azarok entrou no celeiro sozinho, os outros cercavam o local para garantir a segurança. Larry Feitel estava fazendo uma mulher de refém. O corpo dela estava cheio de gasolina, e Larry ameaçava ela com um bingo. Assim que viu Azarok entrar, Larry começou a falar, com uma voz irritante de tão fina. Ele estava em cima do celeiro, com a mulher amarrada em uma cadeira.

Larry: Minha nossa, o que você quer? Espera, a contagem de corpos espalhados pelo chão te impressionou? Quer se juntar para minha festa?
Azarok: O que você quer?
Larry: Nada, só estava me divertindo... Mas acreditei que você estaria por perto, então gostaria de se juntar a mim. Talvez eu convide Abel também para essa festa...
Azarok: Como soube que eu estaria por perto?
Larry: Se esqueceu que conheço muito bem o seu pai? Sei sobre sua família, Azarok... Você sabe que você e Abel são iguais, e eu sou o único que tem a solução para isso... Bem, estou em desvantagem agora, obviamente não posso te atacar... Mas, só queria deixar o aviso bem claro.

Larry acendeu o bingo e jogou na mulher, que teve seu corpo queimado. Azarok tentou atacar, mas Larry pulou para fora do celeiro, caindo em um monte de feno. Daniel, que estava cercando o celeiro por trás, começou a correr atrás de Larry. Daniel sentiu dificuldades em correr atrás dele, devido a sua alta velocidade. Por fim, Larry tentou atirar um facão em Daniel, que se jogou no chão para se esquivar. Os outros não conseguiram alcançar ele a tempo, e pensavam em checar caso tivesse mais sobreviventes.

Psycho: Maldição!
Azarok: Nós precisamos nos apressar... E rápido.
Schatten: Eu escutei a conversa, e ele disse algo sobre conhecer sua família, Azarok...
Azarok: O desgraçado conhece meu pai... Mas ele nunca me disse de onde.

Por fim, Flauspinne apareceu, estava escondida atrás de uma carroça cheia de feno, enquanto Azarok falava. Schatten ficou feliz em ver ela, e rapidamente a abraçou.

Azarok: Temos que ir...

O grupo seguiu viagem. Eles ficaram o tempo todo calados, não falavam nada durante o caminho, estavam tensos em ter de enfrentar tantos inimigos. Apesar de seguirem o que Azarok diz Uma coisa de cada vez. Por fim, depois de horas, eles encontram uma estrada cheia de curvas, e em seguida uma enorme reta.

Azarok: Estamos muito perto...
----------------------=------------------------

Na vila da Salvação, Ilere estava ficando cada vez mais acostumada com os costumes de lá. Brincava com crianças, conversava com as pessoas, e falava especialmente sobre o que tinha lá fora. Mas, ainda assim Luderick deixava ela preocupada. No mais, ela tinha se esquecido de Elly, que sumiu desde que chegou na vila. Assim que encontrou Luderick, ela procurou conversar com ele.

Ilere: Ei, Luderick, você viu...
Luderick: Achei que demorou para perguntar sobre o seu gato... Venha comigo...

Luderick levou ela para as matas onde tinha um grande muro feito com pedras, e todos os animais estavam acorrentados e presos.

Ilere: O que é isso?
Luderick: Não consegue ver? Os animais podem ser perigosos para os outros, Ilere... Alguém pegou ela depois que você entrou no bar.
Ilere; Elly não é selvagem...
Luderick: Não é? Ela já ficou em chamas de tanta raiva, uma vez... Isso não é algo que um animal doméstico faria. E você pode ver ela, desde que não leve para vila, e que fique só dentro desses muros... Você sobe com uma escada que tem no meio das matas.
Ilere: Isso é...
Luderick: Ilere, você tem que entender...
Ilere: Para que isso?
Luderick: Essas pessoas passaram por tanta coisa, Ilere, elas não podem correr riscos.
Ilere: Correr riscos? Animais inocentes causam riscos? Você deveria parar de mentir para elas, Luderick.
Luderick: Mentira? Onde está a mentira? Digo, onde nós estamos? Acha mesmo que alguém vai nos achar, Ilere? Essas pessoas precisam ficar vivas, e esse lugar é perfeito... Acha que elas vão sair daqui, alguém vai nos resgatar? Esse é um mundo novo, Ilere, novas regras, nova civilização, nova crença...
Ilere: Você não devia mentir para os outros, Luderick...
Luderick: E qual é a verdade? A verdade de que andaremos em carros esportivos levar os filhos para a escola? De que podemos viver em casas enormes, e ter do bom e do melhor? Acha mesmo que isso vai ser alcançado aqui?
Ilere: Você me enoja, Luderick...

Ilere começa a voltar para a vila, e Luderick aponta sua arma para ela.

Luderick: Eu te disse Ilere... Se você por um acaso se adaptar aqui, sua vida será uma maravilha, caso contrário, não vou poder correr mais riscos...
Ilere: E vai fazer o que? Mentir ainda mais sobre como eu era possuída que só traria desgraça? Deixe de ser burro, Luderick.

Ilere voltava para a vila, já Luderick resolveu caçar um pouco. No meio das árvores, Ilere encontrou um rapaz, que estava escutando toda a conversa de Luderick com Ilere. Ele se esgueirava pelas árvores até ficar na frente de Ilere.

Ilere: Quem é você?
Daewron: Daewron Sword... Primeiro de tudo, o que aquele MONSTRO fez com você?
Ilere: Você está falando de Luderick? E a propósito, me chamo Ilere.
Daewron: Você também veio de fora? Se Luderick disse que era a última a tempos, está enganada. Eu cheguei faz alguns anos, e moro nas florestas. Sei o que acontece lá, e como aquele monstro manipula as pessoas.
Ilere: O motivo de ele fazer isso?
Daewron: Benefício próprio. Manipulando elas, ele consegue além de muita comida, abrigo e segurança, além de sobrevivência. Apesar de que eu acho possível ter algo além disso tudo, como ele consegue bebidas nesse lugar? Aliás, como você veio parar aqui?
Ilere: Abel Verrater... Eu acabei fingindo ser amiga dele para conseguir algo que quero, e parei aqui. E você?
Daewron: Blackhow. Eu estava sendo perseguido por eles, mas acabei parando aqui, no fim das contas.
Ilere: Conheci o líder deles, David Raspot.
Daewron: Amigo?
Ilere: Inimigo.
Daewron: Ainda bem, caso contrário teria que matar você...
Ilere: Quanta coragem... Bem, eu tenho que ir, Daewron...
Daewron: Ótimo...

Daewron sentiu esperançoso assim que Ilere partiu, ele finalmente via esperança para as pessoas da Salvação. Ilere assim que voltou para a vila foi falar com Hedork. Ele estava limpando a sujeira do bar.

Ilere: Hedork, podemos conversar?
Hedork: É claro.
Ilere: Você sabe quantas pessoas tem consciência do que Luderick é?
Hedork: Alguns devem saber... Não sei quantos.
Ilere: Você não entende? As pessoas tem que parar de serem enganadas. Precisamos tomar esse lugar.
Hedork: Ficou louca? Não tem como, os que louvam Luderick são muitos, não entende? Qualquer coisa que faça contra ele vai significar sua morte.
Ilere: Tem que ter um jeito.
Hedork: Sinto muito, Ilere, mas vou ter que negar o seu pedido.
Ilere: Está bem... Mas, você gosta disso tudo?
Hedork: Talvez, eu como, tenho um lugar para morar, e posso dormir sem se preocupar caso algum bicho me ataque.

Ilere voltou para a pousada, enquanto Hedork aos poucos ficava mais assustado.
--------------------------------------=--------------------------

Abel estava se recuperando, já conseguia andar, mesmo assim tomava todo o cuidado possível. Os sinos tocavam, o que significava que algum aliado tinha chegado. Kay saiu do seu carro para procurar seu pai. Ele ficou sentado no banco de uma praça, totalmente destruída, até Kay achar ele. Ela o abraçou, e se sentou ao seu lado. O anoitecer estyava próximo, e Kay só quis fazer uma breve visita.

Kay: Eu cheguei assim que soube...
Abel: Você não precisa se preocupar comigo, Kay...
Kay: Quem fez isso com você? Foram os Leone? *Aponta para a mão amputada de Abel*
Abel: Isso não importa. Logo eu estarei de volta, e as coisas tendem a ficar cada vez mais complicadas.
Kay: Aliás, eu posso ficar aqui?
Abel: Não... Seu lugar não é aqui em Noline, Kay... Olha, eu quero que você cuide de nossa base principal enquanto eu estiver por aqui? Está bem?
Kay: Ótimo.
Abel: Aliás, vou mandar treinarem você para melhorar o combate, pois os nossos inimigos não vão facilitar.
Kay: Está bem... Aliás, no meio da viagem, enquanto parei para comer, só comentavam na lanchonete que um massacre ocorreu em uma fazenda. Ele usava roupas parecidas com as de uma mulher... Sabe o que isso significa, não?
Abel: Larry realmente está voltando? Ele quer complicar a vida dos Leones, mas isso quer dizer que logo ele vai vir atrás de mim... Ele deve saber da tensão atual entre nós e os Leones... Fido deveria sentir desprezo pela própria criação...
Kay: O que você disse?
Abel: Nada, filha... Não importa, por agora...