Overdose
8 Capítulo 8
Notas iniciais
John, John, John. Era tudo que o moreno conseguia pensar naquele momento. Há tanto tempo ele queria sentir John, ter John. Mas aquela não era a melhor maneira, por mais que não quisesse, teria que se separar do loiro.
Tentou chamar o nome do amigo mas falhou miseravelmente. Em um impulso se separou do médico, que o olhou confuso.
–John.- Ambos buscavam por ar e olhavam nos olhos do outro- Você está bêbado.
John respirava fundo, não tirando os olhos do moreno.
A conversa mal começou e já havia chegado a um ponto final, com Sherlock pegando Lestrade entrando no clube pela sua visão periférica.
Se virou para ir de encontro ao Inspetor não antes de olhar para John, que tentava se recompor.
Sherlock foi de encontro a Lestrade, tentando colocar sua cabeça em ordem, enquanto John vinha alguns passos atrás.
– Ei! Como você está amigo? — O Inspetor deu alguns tapinhas no ombro do mais alto. — Meus homens conseguiram pegar o cara. Bom ter vocês de novos juntos, hum ? — Lestrade disse então percebendo o loiro chegando ao lado do Holmes. — Como vai John ? Vejo que estava se divertindo. — Greg deu uma risada quando percebeu que John quase tropeçara no chão, mesmo com a cara fechada, era uma cena engraçada.
– É, graças ao bom Sherlock aqui — O médico disse com um tom irritado, arqueou as sobrancelhas, e depois deixou os dois pra trás andando rumo a saída onde agora alguns policiais estavam evitando que mais alguém entrasse ou saísse do local, John conseguiu por que era uma figura que todos da Yard conheciam.
– Então, John está morando com você de novo?
– Sim, se mudou esses dias atrás, achei que seria bom se saísse comigo em um caso, como faziamos, e o local era um bar então...
– Oh, entendi, John se diverte enquanto você trabalha, como se saísse com ele, mas você não teria que frequentar o local propriamente dito? — O Inspetor ia guiando o moreno entre as pessoas, um tanto assustadas, onde já não havia música tocando, até chegar ao suspeito algemado que estava praticamente no mesmo canto que o moreno o havia deixado.
– Mais ou menos. — John dizendo " Se eu não posso te ter, então ninguém terá" , começava a voltar a sua mente. Aquilo havia surpreendido Sherlock, mas sua mente dizia que provavelmente era um sentimento esquecido pelo amigo que só havia aparecido a tona porque ele estava bêbado, não devia estar ciente do que estava fazendo.
– ... um plano que vocês bolaram? — Greg olhava para Sherlock esperando uma resposta.
– Como? Ah, isso — Sherlock olhou para o ruivo que havia o achado na multidão e preenchia todos os requisitos para ser o culpado. Agora ele olhava um tanto frio para Sherlock enquanto era levado por um policial para fora do local, olhando por cima do ombro. — Não, foi um golpe de sorte, pensando bem. John o golpeou forte o bastante para ele estar quase incapacitado até o momento de você chegar.
– Imagino o porquê ele fez isso...
– Como eu lhe disse, esse Sebastian, escolhia pessoas jovens e que lhe atraiam sexualmente, e aconteceu de o assasino vir até mim. — Sherlock disse sem muito problema.
– Oh...então John meteu um soco no cara porquê estava com cíumes de você?
– É oque parece -Sherlock desviou o olhar — Eu não deveria ter deixado ele passar tanto tempo no bar. Eu havia conseguido encurralar o assasino e John nós pegou beijan-
– Deus, Sherlock. De qualquer forma, parece que as coisas vão finalmente ir pra seu devido lugar. — Greg riu.
– Como ?
– Nada, de volta pro trabalho.
– Melhor. — Sherlock disse, enquanto olhava para a porta onde fora o último lugar em que havia visto o amigo.
Começou logo a narrar os eventos para o Inspetor, o qual estava atento a todos os detalhes, até aqueles que ele não fazia muita questão. Andou pelo clube com Sherlock onde este lhe mostrara que além do fato que todos os outros locais que havia acontecido o crime havia o mesmo esquema e quase a mesma arquitetura, o assassino era peculiar em relação a escolha das vítimas.
Se eram ricas e bonitas, eram um ótimo alvo. Sherlock não era rico, e...bonito? Bem, ele não pensava sobre aquilo, mas sendo que isto havia atraído a atenção do assassino, agradecera por aquilo, claro que conseguiria de qualquer jeito, mas todas aquelas pessoas e todo aquele barulho o estavam perturbando.
Enquanto se dirigia para a saída do clube, o qual estava praticamente vazio agora, lembrou de Lestrade falando “ Parece que as coisas estão indo finalmente para seu devido lugar.” Oquê aquilo devia significar? . Checou o relógio em seu pulso, eram cinco horas da manhã. Esperava que John tivesse pegado um táxi para Baker Street, e estivesse bem. Se ele o tinha feito, era um sinal que não estava tão bêbado assim.
“ Ainda com níveis de álcool no sangue suficiente para permitir que fizesse algo sem pensar antes.” Ter beijado John era uma coisa que não queria abandonar sua mente no momento.
Entrou no primeiro táxi que apareceu.
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Quando chegou no apartamento um peso de suas costas o deixou quando percebeu que John estava em casa, o casaco jogado de qualquer maneiro no braço do sofá, provavelmente estava em seu quarto dormindo.
Sherlock tirou o próprio casaco e o pendurou o atrás da porta, logo foi até o casaco do amigo e fez os mesmo.
Se sentou em sua poltrona, não estava com a mínima vontade de dormir, e o dia amanhecia.
Puxou o ar forte para seus pulmões, se sentia tão culpado. Mas sabia que não havia feito nada demais, então porque se sentia assim ? Ele havia feito oque era preciso, o plano era encurralar o assassino, mesmo que fossem parar num quarto, antes de Lestrade chegar. O beijo que aquele homem estranho havia lhe dado, não havia significado nada. Aquela não fora a primeira vez que precisara colocar em prática suas habilidades sociais para um crime, então não fora nada demais. Mas porquê o rosto magoado de John sempre voltava a sua mente?
“Ele estava bêbado, não seja tolo”, provavelmente quando o loiro acordasse ele teria apenas uma breve lembrança do ocorrido, e tudo seria esclarecido. Sherlock não iria arriscar sua amizade com John de qualquer maneira, mesmo que isso custasse ver a pessoa que amava, indo embora com um outro alguém, de novo...
A lembrança da boca do amigo contra a sua lhe tirou um suspiro, ele podia refazer a cena em sua mente quando quisesse, lembrando de como John gemia e como ambos não conseguiam mais respirar quando se separaram.
Juntou suas mãos e ali ficou, tomado por coisas que escondia de todos ao redor, que lutavam para sair.
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A cabeça de John parecia mais pesada que nunca, e fazia alguns minutos que estava deitado em sua cama, de barriga pra cima, tentando tomar coragem para se levantar e tomar alguma coisa para ressaca.
A primeira coisa a lembrar quando acordara, fora de como havia puxado Sherlock para si e como o moreno havia lhe retribuido o beijo. Sabia que estava bêbado no momento, a ressaca não o deixava esquecer disso, mas aquilo, aquilo foi um impulso que John sempre tivera, sempre quisera, e que havia sido liberado pela facilidade com que a bebida tomara seu corpo.
– Deus...- John disse baixo, olhando para o teto.
Ele amava Sherlock, ele o havia amado desde que conhecera aqueles olhos azuis e pálidos. Ele amava e não podia mais negar para si. Ele sempre o havia amado, e ter que sair e lidar com o fato que o Holmes nunca retribuiria, isso o deixava cansado, tão cansado.
Se sentou em sua cama, e repassou a madrugada daquele mesmo dia na cabeça. Sherlock beijando um ruivo, provavelmente o culpado pelos crimes que Sherlock estava investigando, e a raiva, combinada com a bebida, dominando John. A próxima cena era o estranho no chão e John puxando o detetive pela multidão.
Ele não se arrependia de nada que havia feito. Afinal fora apenas um beijo, certo ?
Talvez fosse a hora certa para contar ao moreno oque sentia, se este quisesse esclarecer as coisas, diria oque sentia, e que os céus lhe ajudassem. Quanto tempo havia perdido ?
Se levantou e desceu as escadas para chegar até a sala do apartamento.
Passou direto pelo detetive o qual, conseguiu ver com o canto dos olhos, estava sentado em sua poltrona como se aquele fosse um dia qualquer, e foi para a cozinha. Encheu um copo de água que bebeu logo após ingerir dois comprimidos. A ressaca não parecia tão ruim agora, sentindo a tensão que estava presente no lugar.
Logo colocou água para ferver, precisava de um chá.
Apoiou suas costas contra a pia e cruzou os braços. Percebeu que Sherlock ainda estava na mesma posição, mas agora lia um jornal, o qual John deduzira que era o do dia.
Era melhor acabar com aquilo de uma vez.
Encheu uma caneca de chá, da qual apenas tomara um gole ao final a deixando na cozinha, se dirigiu a sala e se sentara na poltrona na frente da de Sherlock.
Respirou fundo, o jornal tampava quase inteiramente o rosto do moreno.
–Sherlock...- E se Sherlock não havia conseguido capturar o assassino ? John lembrava que havia visto o ruivo e Sherlock, e que o primeiro havia acabado no chão, e também que Greg aparecera depois mas não lembrava se tivera uma conversa com ele, ou que o valha. Não lembrava de mais nada em relação ao que tinha dito depois de beber, era como um filme mudo. E se tivesse estragado tudo ? — Me desculpe pelo oquê houve no bar, eu estava bêbado, ma-
– Não precisa se desculpar John, foi claramente um erro ter te levado para aquele lugar.- Sherlock disse em seu tom seco e frio. Sem mais uma palavra se levantou. “Lá está”, o moreno pensou “ É claro que ele se arrependeria do que tinha feito, estava bêbado, ou oquê? Pensou que realmente ele acordaria e te pediria para beijá-lo de novo? Como você é patético.”
Ia deixar a sala, até sentir uma mão firme puxar seu pulso e fazer-lo parar. Era John, que agora também estava em pé olhando para Sherlock.
–Você não me deixou terminar de falar.
–Para quê? Vamos apenas esquecer isso John, eu entendo que se arrependeu, está tudo bem. -Não era oque a voz de Sherlock transmitia, parecendo tão irritado.
– Bom. — John soltou a mão de Sherlock mas manteve contato visual — Bom que você entende.
Parecia então que o loiro havia estragado tudo. Sherlock não ficava tão irritado assim depois de um caso bem resolvido.
– Então o caso...fracassou ? — John perguntou balançando a cabeça de forma positiva.
– Oquê? Ah, não. O soco que você deu em Sebastian foi um tanto...certeiro. Ele não conseguiu se movimentar muito depois, e eu havia mandado uma mensagem de texto a Greg minutos antes disso, então aconteceu de ele chegar a tempo.
– Ah, isso é bom. — John falou um pouco surpreso. Pelo menos não tinha ruinado aquilo. Agora eles não faziam mais contato visual e o silêncio os dominava. John queria dizer logo pra Sherlock que não sentia a mínima vontade de se desculpar pelo que tinha feito bêbado, ainda mais sobre a parte de te-lo beijado.
John olhou para os lábios do moreno que ainda estava a sua frente, como se também planejasse dizer algo.
– Sobre o beijo...- John finalmente disse, e uma resposta seca de Sherlock veio.
– Você estava bêbado John, não perca tempo repetindo as coisas. — E Sherlock mais uma vez foi impedido de sair do lugar por John.
– Por uma vez na vida Sherlock, pare de pensar e me escute. — John respirou fundo, apertando o pulso do moreno que agora olhava para seus olhos — Eu não me arrependo de ter te beijado. E não me arrependo de ter dado um soco naquele maldito estranho. Porquê eu gostei daquilo. Você me entende ? — John achava difícil falar desse tipo de coisa, então esperava que o moreno entendesse oque queria realmente dizer.
Sherlock piscou algumas vezes e então começou a falar com uma voz mais afável.
– John-
– Não Sherlock, me escute. Precisou eu ver um completo estranho te beijando, pra perceber que eu não poderia te ver com outro alguém, eu não conseguiria conviver com isso . Eu sou idiota certo ? No dia que nos conhecemos você me disse que eu era um idiota, e de fato sou. Porquê desde esse dia eu te amei, eu amei seu sorriso, e amei seus olhos, eu amei cada parte do seu ser, e fingi que não o tinha feito. E por um tempo eu tentei me convencer que era mentira, que eu não sou gay, porquê eu nunca me imaginei gostando de homem, mas você apareceu, e eu te amei desde o primeiro momento que tínhamos pisado nesse apartamento. E o tempo passou, e você se foi, e me deixou aqui. Seu bastardo egoísta, e eu pensei que nunca, eu nunca poderia te dizer o quanto te amei.
Os olhos do loiro estavam com lágrimas agora, mas sua voz estava firme.
Sherlock percebeu que John estava falando tudo no passado. “ Está morto no passado”.
– Mas...eu não posso continuar mentindo pra mim mesmo, Sherlock. Eu — John fez uma pausa — Quanto tempo mais eu vou perder fazendo isso ?- John suspirou — Eu...Eu te amo Sherlock.
John desviou o olhar, e Sherlock olhava para ele perplexo, sentia seu rosto queimando também. Mas aquilo era tão surreal. “ Seja racional”, Sherlock disse a si mesmo.
– John...você pode estar confundindo seus sentimentos. E isso é perfeitamente normal, você acabou de perder esposa e -
–Cale a boca — John disse quase gritando olhando para o moreno agora. — Eu sei oque eu sinto.Eu sei, Sherlock. Deus, Mary... eu amava sim ela, e mesmo depois de descobrir todas aquelas coisas, eu fiquei com ela, pelo bêbê,mas, as vezes, eu apenas penso, que provavelmente ela era a pessoa errada, sabe? Ela nunca teve a mim inteiro. Nunca fui verdadeiramente verdadeiro para ela. Então, apenas, não toque nisso. Apenas...se você não se sente do mesmo jeito, apenas me diga.- John umedeceu os lábios — Como você, de todas as pessoas, o grande Detetive Consultor, não viu que eu te amo...e não me parou?
– Porque quando eu percebi que também estava apaixonado por você...era tarde demais.- A voz de Sherlock era tão calma, que apenas olhando para seu rosto podia-se ver quanto ele estava quebrado por dentro — Porque eu ainda estou apaixonado por você, e eu odeio estar apaixonado por você, e eu não posso fazer nada contra isso...E se você estiver enganado, eu não quero estar envolvido nisso, porquê se eu me envolver mais fundo, em você, não terá volta para mim.
– John, você é minha pior droga. E eu teria uma overdose de você. — Sherlock disse olhando para os olhos de John, os olhos que mais amava no mundo.
John levou suas mãos para o rosto do mais alto, e olhou para os olhos deste, que agora sorriam com o loiro tão próximo dele assim. John também sorriu antes de beijá-lo.
Agora nenhum dos dois estavam bêbados, ambos estavam muito ciente do que faziam. A boca de Sherlock preenchia a do médico perfeitamente, e quando suas línguas se conheceram, ambos sentiram que nunca conseguiriam o suficiente daquilo.
Continuaram a se beijar até sentirem que não conseguiriam mais respirar. Se separam por um momento. Nos olhos de John não haviam mais lágrimas, e nos de Sherlock não haviam mais dúvida.
Voltaram agora a se beijar de forma mais desesperada. Entre tropeços e esbarrões, sem se desprenderem dos lábios um dos outro, andaram pelo apartamento até chegarem ao quarto de Sherlock, e caírem juntos em sua cama.
John começou a desabotoar a camisa do moreno enquanto dava de tempo em tempo um beijo neste. Sherlock então começou a tirar a calça do loiro, enquanto dava uma risada que só era reprimida pelos beijos delicados que Watson lhe dava.
–Oquê ? — John franziu as sobrancelhas.
– Você estava errado. — Sherlock jogou a calça longe, do amigo..amigo ? Eles provavelmente não seriam mais apenas isso, seriam?
– Hum ? — John agora estava em cima do Holmes, tentando entender.
– Nós somos idiotas.
–Cale a Boca . — John sorriu e começou a beijar novamente o moreno. Então começou a descer os beijos . O queixo, os ombros, o peitoral, a barriga, e chegou até a calça do moreno, percebeu que o Holmes estava tão excitado quanto ele. Então deu conta de tirar logo aquela calça social, a mesma que Sherlock havia usado para sair no último caso.
John tirou sua camisa, e também ficou só de boxer. Logo voltou a beijar o moreno de forma demorada.
Enquanto o loiro o beijava, Sherlock passeava suas mãos delgadas pelas costas do outro, memorizando cada traço ali. Então a mão do médico se direcionou para dentro da cueca do moreno, que quando sentiu aquilo gemeu entre seus lábios.
John começou com um movimento lento, de baixo para cima no membro de Sherlock. Foi aumentando a velocidade conforme sentia necessidade, sentindo o quente sob a mão forte do médico.
–Eu sempre te imaginei assim, nas minhas mãos .- John disse ao pé do ouvido do moreno,sorrindo, enquanto descia por seu pescoço, finalmente dando um chupão naquele local.
O detetive tentava dar mais espaço e facilidade para o loiro, e logo Sherlock teve seu ápice, e seu corpo estremeceu. Depois de olhar alguns segundos sorrindo para John, que ainda estava sentado em seu dorso, gentilmente tirou a cueca deste com as pontas dos dedos pálidos e um pouco tremulos, enquanto se ocupava em encher cada centímetro do rosto do mais velho com beijos.
John sorria, nem no canto mais sombrio de sua imaginação pode imaginar que o Holmes fosse tão grande, e tão íncrivel em um momento como aquele. Se sentia tão sortudo. Foi despertado de seus pensamento quando sentiu o moreno apoiando ambas pernas na cintura do Watson.
– Eu quero sentir você dentro de mim, John. — Sherlock disse olhando diretamente para o amigo, sua voz rouca.
John afastou alguns cachos morenos da desta deste, e lhe deu um beijo nos lábios. Levou seu corpo mais abaixo contra o moreno, e lentamente entrou em Sherlock, seu membro já estava ereto o suficiente.
Quando o moreno sentiu, suas mãos agarraram forte os cabelos na nuca do loiro, que ia e vinha contra o Holmes, aquilo era tudo que precisava, John, apenas John.
A pele antes pálida do detetive agora estava vermelha, John podia sentir a respiração rarefeita de Sherlock em seu pescoço, e mordia seu lábio inferior tentando repreender um gemido.
Ambos sentiam que podiam ficar assim daquele jeito por anos, juntos um ao outro, tão íntimos, como se fossem só um. John teve seu orgasmo enquanto beijava a boca esquecida aberta do moreno.
Seus corpos agora tinham o mesmo cheiro, perdidos no perfume um do outro. John saiu de dentro de Sherlock e se deitou ao lado deste. Arfavam por ar. Sua mãos se encontraram, e seus dedos se entrelaçaram.
John virou para o amigo e esperou que seu olhar fosse correspondido. Com a mão livre, começou a acariciar as bochechas que estavam totalmente vermelhas do mais alto.
– Eu sei oque eu estou sentido, e eu amo você. — John disse quase como um sussurro, mas não menos firme.
– Eu também te amo, John. — Sherlock sorriu e repousou sua testa na do médico.
Depois de um tempo, Sherlock abraçara John e ambos estavam quase dormindo. Quem se importava que havia praticamente acabado de acordar, ou que seu emprego no novo Hospital podia correr risco , quando se percebe quanto tempo havia se perdido?
"Se eu não posso te ter, então ninguém terá".
– Você sempre me teve, John. — Sherlock disse sonolento contra o pescoço do Watson.
– Hum? — John mal conseguia abrir um olho.
– ' Se eu não posso te ter, ninguém terá', no bar, você me disse quando me achou.
John conseguiu se lembrar da cena, e riu.
– Eu disse isso mesmo?
– Sim.
A conversa poderia ter continuado, se os dois não tivessem dormido no meio dela.
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