Overdose
7 Capítulo 7
Notas iniciais
– John! Acorde! — O loiro ouviu a voz do amigo, e acordou percebendo que alguma coisa fora jogada sobre ele, o fazendo abrir os olhos.
– Bom dia pra você também. — O médico disse meio abafadamente. Percebeu que estava no sofá da sala, deitado, com um cobertor o cobrindo, suas costas doiam. — Deus... que horas são? — Ele se sentou e olhou pela janela a fora, mostrando que Londres ainda estava imersa na escuridão da noite.
– Três e dez, vamos! Ainda podemos encontrar o bar aberto. — O Moreno se enfiara em seu quarto e logo voltara com um par de luvas nas mãos, e ajeitava seu cachechol azul sob seu sobre-tudo.
– Bar? — John passou a mão pelos olhos. — Ei, espera. Aonde estamos indo ? — John se levantou e percebeu que oque fora jogado em cima dele era uma troca de roupas suas. Sherlock havia então estado em seu quarto.
– Não me faça repetir John, você ouviu , em um bar, Lestrade mandou uma mensagem. Homem adulto, embebeda pessoas em festas, e os corpos somem, nunca acharam nada que pudesse dar pistas dele, mas dessa vez encontraram algo. Não é mais que um cinco, mas não temos algo assim há dias!- Sherlock fez uma pausa ao pé da porta — Achei que gostaria de vir.
– Hm...claro, só, me dê alguns seg- John meneou a cabeça tão rápido quanto viu o amigo indo escada a baixo.
– Ei ! — O loiro trocou de roupa ali mesmo rapidamente, e seguiu o amigo, sem pensar em mais nada. “ Mais que diabos” , tinha que admitir, sentia falta da adrenalina.
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– Esse jovem já conseguiu capturar 5 vítimas, nunca deixou nada pra trás, os corpos simplesmente sumiam, mas dessa vez, ele fora descuidado, acharam um sapato no meio de um corredor no último bar em que esteve, pelo qual deduzi facilmente, que este bar que estamos indo agora é seu próximo destino.
– Jovem ? — John desviou seu olhar das ruas escuras e frias do lado de fora do táxi, para o moreno.
–Sim , jovem, ele convencia as pessoas facilmente, certamente tinha uma aparência que o favorecia, até mesmo os estúpidos da Yard consegueriam deduzir isso. Agora o sapato que acharam, confirma isso, é uma edição limitada da Louis Vuitton, do ano passado, a última vítima foi uma mulher jovem, com boa condição financeira, ótima na verdade, mas em decadência, alguém como ela não usaria algo de uma edição passada se podia simplesmente comprar outra, mas é de edição limitada e o dinheiro não estava tão fácil, com certeza havia brigado com pai, não mãe, com certeza pai e queria fazer algo que pudesse irritá-lo. — Sherlock disse tudo aquilo muito rápido quase não respirando.
John ficou ali apenas absorvendo tudo aquilo, até perceber que entraram em uma rua movimentada, cheia de bares e clubes, mesmo para aquela hora da madrugada, o lugar parecia estar no auge. O táxi parou, e ambos sairam.Percebeu que Sherlock se dirigia para o maior estabelecimento da rua, onde podia ouvir uma música eletrônica ,mais alta que o necessário, John pensou, vindo de dentro, haviam pessoas na porta do local, algumas tentando entrar, e outras saídando completamente bêbadas, todas se vestindo de forma extravagante demais.
Olhou para as próprias roupas, uma camiseta polo azul clara e por cima uma jaqueta, calça jeans e sapatos que geralmente usava pra sair. Deu de ombros.
Sherlock levantara um cartão para um segurança robusto na porta que apenas acenou com a cabeça, e então o moreno segurou a porta e deixou John entrar, o qual fora recebido por luzes de todas as cores golpeando seu rosto, e música preenchendo seus ouvidos.
– O plano é o seguinte. — Sherlock se voltara para John, que tentava ouvir oque o amigo dizia, enquanto olhava o lugar, cheio de gente e cheiro de bebida . — Fique atento para qualquer ato suspeito, naquele corredor a direita — O loiro olhou quando o amigo lhe apontou com a cabeça — Ficam quartos que podem ser usados pelos usuários daqui, todos os outros clubes onde aconteceram o crime, tinham o mesmo esquema : seja associado, tenha quanta bebida quiser, tenha boa aparência, convença alguém e leve-o para um dos quarto, sem nenhum questionamento.
– Eu vou dar uma olhada por aí, fique aonde eu possa lhe encontrar facilmente.- O moreno completara. — Se suspeitar de algo, venha até mim, você pode ficar no bar se quiser, será suspeito se andarmos juntos, temos que lembrar que o suspeito sempre pegava vítimas que estavam sozinhas.
– Certo . — John limpou a garganta.- Então, eu vou beber alguma coisa. — Aquela seria uma noite longa, teve mais certeza daquilo quando ouviu uma música que conhecia como ‘Selfie’ começou a ser tocada, enquanto as luzes do lugar acompanhavam a batida , “Oh Deus” . John se dirigiu ao bar, tentando passar por diversas pessoas dançando e casais de todos os tipos ocupados de mais para se importar com quem estivesse olhando.
Se apoiou no balcão, e pediu alguma coisa forte, não fazia a mínima idéia o quanto alguma coisa custava ali mas colocaria na conta de Sherlock, John não havia pedido para sair no meio da madrugada pra uma balada. Ele sabia que estava sendo hipócrita, havia sentido falta daquilo, de no meio da noite, seguir Sherlock por Londres, trocar um olhar ou dois, dar risada, e ter que enfrentar seu emprego 'mundano’, como o Holmes dizia, no dia seguinte, então se deixou sorrir.
Olhou para todo o local, era espaçoso, e a área VIP podia ser vista logo no andar de cima que parecia ainda mais animada, repleto de pessoas com as melhores das aparências.
Depois da primeira cerveja, se sentiu mais acordado e começou a procurar Sherlock na multidão, e nessa busca, perdeu a conta de quanta bebida tomou, finalmente apenas parando quando achou um amontoado de cachos morenos no meio de todas aquelas pessoas. A visão de John estava um pouco embaçada, mas tinha certeza que era o amigo pelo cachecol azul.
A batida mudou para algo mais rápido entre pop e música eletrônica dos anos 80, e John tentava enxergar a cena melhor. O Holmes estava conversando com um ruivo tão alto quanto o amigo.
Percebeu que estavam muito perto um do outro, e o estranho começava a acareciar o rosto do detetive. John não estava gostando nada daquilo , saiu de perto do balcão e começou a caminhar meio cambaleando. Esbarrou em algumas pessoas, e mesmo quando uma bonita morena lhe dera um sorriso, a atenção de John não desviara. Quando o loiro chegou perto o bastante, percebeu que aquele estranho ruivo agora estava sorrindo para o detetive, que retribuia o gesto, enquanto sua mão estava bem em cima da bunda do amigo, praticamente apertando-a.
O Watson sentia-se estranho, algo entre ofendido e irritado com oque via sua frente . A bebida tinha tomado conta dele, mas ele sabia que oque estava sentindo era cíumes.
Logo, o ruivo havia desviado sua atenção do homem a sua frente e olhava para John, que pigarreou. Logo o Holmes se virou, com uma cara de surpresa.
– Quem é esse esse, amor? — O ruivo disse olhando para Sherlock novamente.
– Um amigo. — Finalmente disse escaneando o rosto de John.
– Oh, pena que só quero brincar com você hoje. Aliás ele não faz muito meu tipo, é um tanto velho não? — E o estranho lhe deu um sorrriso malícioso.
John encarou fundo o outro com uma carranca, não tinha gostado do comentário, e nem sobre “brincar” com Sherlock
– Eu estou um pouco ocupado aqui John, tenho certeza que podemos conversar depois. — Sherlock disse dando um olhar significativo para o Watson, que não entendeu nada, e voltou a olhar para o ruivo.
E o ruivo voltara com a mão para onde esta estava, começando a beijar o moreno ali mesmo, de um jeito totalmente obsceno, como se fosse totalmente para irritar o médico.
John assistiu aquilo indignado, com a boca aberta. O pior, o Holmes estava retríbuindo o beijo, de forma mais que sedutora.
Sentiu raiva se acumulando em suas mãos que flexionavam . “ Oquê esse filha da puta acha que tá fazendo?” , não estava racionando direito, e nem o fez nos minutos seguintes.
Separou Sherlock do outro, e meteu no rapaz ruivo um soco aplicado com força, e raiva, suficiente para quebrar-lhe o nariz, logo o jovem foi parar no chão com um estrondo, enquanto as pessoas em volta olhavam surpresas.
John sem ponderar, pegou o pulso do amigo, e o conduziu até chegarem a um corredor mal iluminado ao lado do bar, só parando quando percebeu que Sherlock chamava seu nome mais alto que o necessário, fazendo então o loiro ceder e libertar a mão do amigo.
– Mas que diabos você estava fazendo, John? — Sherlock disse exasperado.
– Pergunto o mesmo para você !? Como-.
– Oquê ? John você está fora de si , bebeu de mais, está prestando atenção no que está dizendo? — O rosto do moreno estava vermelho.
– Cala boca, Sherlock! — John disse gritando. — Você acha que pode fazer essas coisas e tá tudo certo é ? Não está, você não vai me usar assim, se eu não posso te ter, ninguém pode, seu estúpido! — John apontava seu dedo indicador para o rosto do detetive, as palavras meio embaralhadas, podia-se ouvir uma pontada de mágua na voz do mais velho.
A resposta veio segundos depois enquanto Sherlock, o qual mostrava agora uma singela cara de desconcertado,examinava o rosto de John.
– Oquê ? Te usar? Pelo amor de DEUS, JOHN! Eu não devia ter te trazido, eu estou no meio de um caso, e você dá um soco NO SUSPEITO ? ÓTIMO! — Sherlock deu uma olhadela para trás, recuperando seu temperamento calculista — Eu vou voltar para lá, se quiser pode ir embora, só não atrapalhe.
Enquanto o Sherlock se virava irritado com John sendo tão irracional e irresponsavél tendo deixado si mesmo ficar bêbado, o loiro agarrou seu pulso, e puxou-o para baixo, lhe dando um beijo desesperado nos lábios. John respirava alto , e Sherlock não conseguiu lutar contra aquilo, logo ele estava pressionando o médico contra a parede, devolvendo o beijo e soltando um gemido.
Subitamente ter achado o criminoso e o fato de seu amigo estar totalmente bêbado, não tinha mais importância, tudo oque importava no momento era como a boca de John era quente e gostosa contra a sua, como John gemia abaixo de si, e como Sherlock estava totalmente perdido naquilo que só sua imaginação havia lhe proporcionado um dia.
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