Notas iniciais
Como eu tinha dito! Esse Capítulo tá curto, mas pretendo caprichar no próximo. Esse capítulo provavelmente é o mais forte da minha história.

Londres amanhecia, uma brisa fresca entrava pela janela meio aberta da sala, e a música natural da cidade começava a soar pela rua. Sherlock estava deitado no sofá, em sua típica postura de pensamento. Tudo estava quieto, mas de vez em quando algum barulho vinha do andar de baixo onde Mrs.Husdon provavelmente estava acordando. Para sorte do detetive, ele estava no meio de um caso, que o fizera permanecer acordado por dois dias consecutivos, não que fosse difícil. Triplo homícidio, corpos sem nenhuma ligação aparente, mas todos escontrados pendurados em algum lugar como roupas em um cabid....”Oh”, o Holmes abriu os olhou e procurou pelo celular. Digitou rapidamente a mensagem. Provavelmente Greg poderia salvar a quarta vítima, sim, haveria uma quarta vítima se nada fosse feito.
O moreno fechou os olhos novamente, suspirando. Como pode demorar tanto para notar o padrão? Inspirou e sentiu o celular vibrar sobre sua barriga. Num movimento rápido o pegou e ficou sentado. “Greg está deixando de ser tão lerdo”, pensou com um sorisso, que logo sumiu ao ver que a mensagem era de John.

Sherlock — JW
John ? — SH

Era estranho John mandar mensagens para Sherlock tão cedo em uma manhã, claro que provavelmente ele estava se dirigindo para o trabalho, e eles vinham se comunicando via sms, mas não justificava.

Venha para Northwick Park Hospital na Watford Road, por favor. — JW
Sherlock franziu o cenho.
John, esse é um hospital maternidade oque você está fazendo aí? — SH

E no mesmo momento que Sherlock se deu conta, a mensagem foi enviada “ Mary estava dando a luz”. O Holmes se levantou rápido e se diregiu ao quarto, minutos depois estava dentro de um táxi que saia da Baker Street, e a mensagem não havia sido respondida por John.

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Sherlock andava apressadamente pelos corredores da maternidade, podia-se ouvir choros de bebês recém nascidos por toda parte, até ele virar um corredor e ver a silhueta de John , ao longe no fim de um corredor, sentado em um banco, imóvel.
O Holmes chegou perto de John e esse não reagiu, seu sangue congelou.A filha de John havia nascido, pelo que Sherlock andara lendo não era assim que as pessoas reagiam, elas geralmente ficam agitadas e risonhas, um ar de felicidade deveria estar ao redor deles no momento. E não era o caso. Ali tudo estava silencioso, tudo era preto e branco.
–John?
Nenhuma resposta. Com isso, o moreno calmamente se sentou ao lado do outro, que ainda olhava para o nada, imutável. -John? — Sherlock tentara mais uma vez. — John, está tudo bem? — Sherlock não sabia como agir, até perceber que as mãos, pousada entre as pernas de John, tremiam. Então o detetive começou a ler a figura corporal de John, e a cada dedução sua expressão de ‘Granito’ díminuia.
“Não” ,foi tudo que o Holmes conseguia pensar.
–John... — Sherlock queria dizer alguma coisa, mas não conseguia, nada lhe vinha a mente. Então percebeu que os olhos do médico se inspremiam, em uma tentativa frustada de repreender as lágrimas que já estavam escorregando pelas suas bochechas. John se virou para Sherlock e pousou sua cabeça entre o pescoço e o peito do amigo, e no meio do silêncio pode se ouvir um soluço abafado.
Sherlock movera-se para ficar mais confortável na posição, para abrigar melhor o amigo em seus braços, em um movimento que se esforçara para fazer, como se fosse algo que ele não entendia. John precisava daquilo, e Sherlock o abraçou, enquanto o loiro começava a tremer sob braços do detetive, e começava a soluçar alto,tentando entre as lágrimas respirar, por mais que não quisesse, por mais que o Exército tivesse lhe ensinado como colocar todas emoções garganta abaixo.
John parecia tão pequeno aos olhar do moreno, logo ele começara a passar as mãos nas costas do amigo -Eu to aqui, John. — E Sherlock não o soltara, mesmo depois que John havia se acalmado de estar soluçando alto como uma criança, estar numa maternidade era a última coisa que o mais velho estava pensando no momento, quando se sentia tão ferido e desiludido que não conseguia se controlar.
Eles ficaram assim por um tempo, John afundado no abraço de Sherlock, e este com a cabeça logo acima da de John, que se dane oque as pessoas pensasse ao ver os dois ali assim. Em meio a pensamentos sobre oque Sherlock deveria fazer, ele sentiu seus olhos arderem, rapidamente levou suas mãos a eles, John precisava dele.
O loiro então se desprendeu dos braços do outro e seu olhar ficou caído,perdido, seu rosto estava inchado e os olhos terrivelmente vermelhos. -Porquê...Sherlock? Porquê? Porquê minha esposa Sherlock? Minha filha, minha filha,Deus eu não pude nem ver o rosto dela , ela esteve viva por 10 segundos....pelo amor de Deus, porquê as duas...de uma vez... — As últimas palavras saíram engasgadas demais com a voz enbargada de John, que logo não pode resistir as lágrimas e Sherlock o envolvera de novo, apertando-o e fechando os olhos, tentando acalmar não apenas o amigo, mas também a si mesmo.

Notas finais
Não me matem ok? Oquê tão achando ? Atualização provavelmente ainda hoje ou amanhã. E sim vai ter muito fluffly pra compensa gente.