Over Night
1 Prólogo Cartas Intimas
Notas iniciais
Sejamos pragmáticos. Para começar, eu não faço a mínima idéia do porque eu estou falando. Escrever sobre o nada... Achei que principiar a traçar letras pudesse ser um alivio, já que as palavras também são eternas. Doce engano. Curiosamente, essa ferida aberta no formato da eternidade em meu peito dói menos que essas pequenas inocentes negras traçadas por essa pena e essa alma .Palavras,Unicamente minhas. Talvez eu seja como elas. Anos. E as mesmas, as mesmas. As mesmas mortas e putrefatas palavras correndo pelos lábios da mesma forma enfadonha, Anos passam e algumas palavras morrem. Morrer. Deixar de existir, simplesmente. Morrer élembrar e esquecer. Palavras não morrem. O esquecimento é cruel, não?
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Talvez, somente talvez, eu seja como as palavras. Parte de mim, já está morta. M-o-r-t-o.Ou meio morto. Escrever parece atenuar a realidade, não? Eu começo a odiar esse débil traçado negro que vem a tona tão carregados.Bem, voltemos a mim. Essa parte minha que ainda vive, está exausta.Tão exausta quanto esse conjunto de traços desgastados. Exaustificados pela devastação do tempo.
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\"Apenas uma questão de tempo\". Apenas uma questão de tempo, hm?Foi uma questão de tempo até que a guerra acabasse. Uma questão de tempo até que esquecessem. Uma questão de tempo até que tudo voltasse a \"ser-o-que-era\". Ser o que era, hm? Jamais, Nisso eu consigo acreditar, mas posso estar errado. Apesar de não querer crer nisso
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A lua despontou cedo no céu desse hoje.Os dias são mais quentes, como se o céu fosse uma mãe que estende um cobertor sobre o filho, acalmando-o antes do sono.São tempos de paz. Tempos que me levam a crer que certas coisas não deveriam mudar. Nunca. Pessoas. Pessoas são como letras. Letras são formas vazias.Formas que só valem unidas.
Novamente, eu encontro um paradoxo na minha eternidade. Eu procurei o desenho da sombra mais perfeita então? O cálice do sumo da existência...
São só sombras.Sombras viram jogos.Não demorará até que outra guerra comece.Afinal, sempre existirão loucos que adoram brincar.
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Meu pecado, então?Não sei dizer se sim. Lutar por uma fé da qual eu duvido...Não, eu duvido de qualquer fé, por definição.No que eu acredito?Nas minhas pernas. Esse, talvez, seja m,eu inferno pessoas nesse mundo.A ausência da presença. Quem se importa? É mais fácil acreditar. eu quero acreditar.Sim, quero acreditar nessa paz. Nesse cobertor manso que se estende aos meus pés.
Em algum lugar do mundo, existe uma palavra chamada saudade
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