Ouvir-te dizer

9 Ouvir-te dizer


De volta à sua casa, Alemanha sentia-se impotente. Viajara praticamente o mundo inteiro, mas não conseguira suas respostas. Só conseguia pensar em tomar um bom banho – ou talvez uma bela caneca de cerveja – e ir dormir. À sua frente, o sol se punha.

“No final das contas, o Grécia tinha razão. O amor é uma coisa complicada!” exausto, ele passou a mão pelos cabelos.

– Ei, Alemanha? – disse a última voz que ele esperava ouvir.

– Itália? – ele virou o rosto, surpreso.

– Oi! Eu tô te procurando há um tempão, mas me disseram que andou viajando em busca de respostas. Espero que as tenha encontrado.

– Bom, eu...

– Você parece muito cansado. Já sei! Vamos comer pasta! Pasta deixa qualquer um animado. Vem comigo e eu te levo a um dos melhores restaurantes de pasta do mundo! Ou... Já sei! Vamos jantar em Veneza! Vai te ajudar a recuperar o ânimo. Vamos, vem comigo, Alemanha!

Ele fitou o Itália, surpreso. Veneziano continuou falando sem parar, mas o loiro mal ouvia. Lembrava-se de tudo que tinham lhe dito naquela jornada.

O amor é uma coisa complicada.

Ah, isso é mais fácil! Porque, afinal, todo mundo tem aquela pessoa que considera especial, não é? Aquela pessoa para quem você sente que seria capaz de fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo!

Nem sempre as coisas que você fala são as mais importantes. É como você age que conta mais, é como trata os outros.

– E depois podemos comer sobremesas deliciosas acompanhadas por vinhos. O que acha?

Itália abriu um largo sorriso, um sorriso tolo e gentil. Alemanha fitou-o. Então, sorriu de volta. Ficando de pé, acompanhou o outro em direção ao pôr-do-sol. Veneziano voltou a falar – uma vez que abria a boca, ele não se calava mais –, e Alemanha ouviu tudo com um olhar distraído.

Em sua mente, ele finalmente compreendeu. No final das contas, só precisava ouvir o Itália falar para descobrir as respostas para todas as suas perguntas.

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