Os dois estavam sentados, em pleno Outono, observando as folhas alaranjadas caírem no chão, se juntando as outras milhares iguais a elas, cobrindo toda a extensão de uma parque em Los Angeles, Lea mantinha a cabeça encostada ao peito dele, respirando calmamente enquanto ouvia as batidas do coração de Cory compassadas num ritmo perfeito, que poderia ser comparado ao de uma das muitas canções compostas por ele. O garoto ostentava um sorriso bobo, observando as pálpebras fechadas dela tremerem de vez em quando, sempre que ela se movimentava um pouquinho mais ou apenas abria um sorriso, enquanto passava a mão pelo braço dela. O silêncio reinava e só tornava a companhia um do outro mais gostosa naquele lugar. Palavras não eram necessárias entre os dois naquele momento.

Ele querendo brinca com ela pegou uma morango passou no chocolate pegou o morango colocou na boca dela e mordeu dando um beijo em seguida que sorriu. Algumas pessoas passavam com sorrisos divertidos, um grupo de garotas havia passado por aquele banco em que eles estavam em meio a suspiros e sussurros, ele não saberia dizer se perguntando entre si se ‘um dia elas teriam algo assim’ ou comentando esperançosas acenando conforme elas passavam. Tinha visto um provável morador dos arredores do parque, brincando de frisbee com seu Golden Retriever. Não tinha conseguido segurar o riso, quando viu uma menininha de mais ou menos cinco anos de idade cair, no que provavelmente era a sua primeira tentativa a andar numa bicicleta sem as rodinhas de treinamento, e seu pai, ainda mais estabanado tropeçar na bicicleta, indo ao chão junto com a filha, no que essa ria, ainda sentada nas folhas. Viu a garota ao seu lado começar a soltar leves risadas, sabia que a sua gargalhada provavelmente tinha feito com que ela abrisse os olhos, mas não se importava de ter tirado ela de sua serenidade, já que agora ele era agraciado com a risada dela.

Lea olhou pra cima enquanto o garoto ainda ria, sentindo cada oscilação da risada dele passar por seus ouvidos e ficarem presas em seu corpo, como tudo que ele havia lhe dito nesses últimos dois anos e antes, antes de toda a história dele com ela, mal se lembrava daquela época, como se tudo que tinha antecedido as palavras “Então, eu queria saber se... Qualquer dia desses, você gostaria de sair comigo? É... Só comigo.” Saídas da boca dele antes deles começarem a se ver, sair juntos dessa forma, como se toda a sua vida antes dele, fosse obra de uma vida passada. Ou acontecido num Universo Paralelo, já que ela não acreditava em vidas passadas. Observou os olhos dele naquela garotinha e quase deixou as palavras ‘eu quero te dar uma dessas’ escaparem da sua boca, mas não disse nada e apenas apertou a mão dele mais forte quando notou o que ia fazer.

Cory baixou os olhos e encontrou os dela novamente pela primeira vez naquela última hora, sentindo que podia ler tudo que ela pensava sendo mostrado ali nos olhos dela e se sentindo completamente exposto a análise dos mesmos. Não conseguindo, nem querendo desviar o olhar do da garota, Os dois se sentiam novamente como adolescentes estavam tão apaixonados um pelo outro que se uma pessoa que não conhece os dois poderia disse que os dois são algemas palavras da Senhoria. Agron, Lea se perdeu pela incontável vez observando cada detalhe do rosto dele, como se engolindo aquela expressão ou gravando-a no filme imaginário que ainda rodava em sua cabeça, mesmo depois de anos ainda tentando se convencer de que tudo aquilo era verdade, enquanto sentia o olhar dele preso nela, a observando daquela forma que fazia com que ela se sentisse a única mulher do mundo e ela ingenuamente, mal sabia que pra ele isso era verdade.

Foi a vez dele de apertar um pouco mais forte a mão dela, comprimindo os dedos dela, puxando-a mais pra perto, apertando o abraço, no que observava Lea fechar os olhos calmamente para depois fazer o mesmo, Lea sentiu um calafrio percorrer seu corpo e sabia que isso tinha menos haver com a rajada de vento mais forte que tinha acabado de passar por eles do que tinha com o contato dos lábios dele com os seus, sentindo aquela textura com a qual ela já era até acostumada como se fosse a primeira vez, no final daquele primeiro encontro, ele se possível estava ainda mais nervoso do que ela até a hora que a garota tinha resolvido esticar uma das mãos em direção a dele, procurando juntar essas como estavam juntas agora. Levou uma das mãos a nuca do garoto, prendendo o cabelo dele por entre seus dedos, sentindo ele escorregar por esses, apertando os fios mais forte conforme ele passava a conduzir o beijo num ritmo um pouco mais rápido, a língua passeando pela dela e apertando o corpo dela cada vez mais forte para protegê-la do frio que já não existia mais ali.

Cory começou a canta uma melodia bem conhecida por Lea a música She Will Be Loved ficou cantando a música com o tom de voz calmo cantando apenas no ouvido dela que escuta a música com um sorriso nos lábios e de olhos fechados imaginado o dia de seu casamento com Cory de como séria os vestidos, Sonhando com uma família ao lado do homem que tanto amava.

–Cory você tem certeza disso?

–De que minha pequena.

–De nós?

–Mais que tudo na minha vida eu te amo.

–E se eu fica gorda?

–Eu quebro o espelho.

–E se eu não te ama mais.

–Eu te conquisto todos os dias.

–Tenho que te perdi desculpas por todas as vezes que eu te magoei, Lea começou a cantar a música The Reason da banda Hoobastank a voz dela era leve e suave dava a Cory a sensação de paz calma.

–Você está ouvindo? — Foi á pergunta que havia saído dos lábios de Cory, que sorriam enquanto ele esfregava o nariz no dela, olhando em seus olhos, que pareciam intrigados, talvez se perguntando de forma silenciosa se finalmente ele tinha perdido a cabeça ou algo assim.

– Ouvindo o que, Cory? — Lea parecia não entender o que ele dizia, já que a tempos a menininha não estava mais lá, rindo do pai e o morados dos arredores já tinha ido embora levando seu Golden Retriever, que não precisava nem ao menos de um coleira para andar perto do dono e o grupo de meninas suspirantes tinha passado sem que nenhuma delas viesse pedir autógrafo astros da série Glee.

– Os sinos. — Uma resposta que significou ainda menos do que a pergunta em si e assim ela ficou, no escuro, observando o enorme sorriso que ele tinha nos lábios, tentando entender o porque de agora ele estar soltando a sua mão para poder enfiar a própria mão dentro do bolso, como se estivesse procurando por alguma coisa, inquieta, desistiu de olhar pro bolso dele. Bufou, olhando pra baixo e encarando a bota de couro preta com um pequeno salto que ela calçava no momento. — Porque eu deveria estar ouvindo sinos... — Começou a falar, levantando os olhos mais uma vez, encarando Cory que tinha um sorriso que ria sozinho nos lábios e os olhos brilhando de uma forma que não se comparava nem ao brilho nos olhos dele quando cantava Girls Just Wanna Have Fun, porque nem esse brilho chegava perto de dizer metade do que o brilho nos olhos dele agora lhe dizia e o que realmente tinha feito ela perder a fala. Ali nas mãos dele, as mãos quentes, que já tinham sido tão carinhosas com ela, entre os dedos, que entrelaçavam tão perfeitamente aos seus, como se estivessem unindo uma peça de um quebra-cabeça a outra, ele segurava, bem na direção dos olhos dela, um anel de aro prateado, com um diamante maior que reluzia na luz do sol fraco, naquele final de tarde nublada, e alguns menores cercando esse de uma forma bonita, simples, mas bem planejada. Levou suas duas mãos em direção a mão dele, envolvendo essa, lançando um último olhar ao anel antes de levantar os olhos, encarando os dele, sentindo seu nariz começar a coçar, sinal de que começaria a chorar. Lavou uma das mãos a boca, ainda segurando a mão dele com a outra, enquanto observava o sorriso dele, talvez o mais sincero, o mais ansioso ou o mais nervoso, mas com certeza o mais bonito que Lea tinha visto Cory dar s sua vida inteira.

– Tem certeza que você não está ouvindo os sinos?

Os sinos de que ele tanto falava era quando as almas gêmeas se encontravam.

Fim

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.