Outro mundo
1 Capítulo 1
Em um campo aberto, só é possível ver o sol no horizonte e um mar de gramas por todos os lados, quando um buraco se abre no céu e dele surge um garoto com roupas velhas que aparentam com panos de chão, o garoto fica olhando para o sol, quando uma fumaça branca surge atrás dele e se transforma em uma mulher, que fala.
“você devia saber que ficar aqui é perigoso.”
o garoto se vira para olhar para ela, e vê em sua frente uma mulher branca, de cabelos negros, trançados até a cintura, olhos finos, de azul profundo, que demonstra malicia e curiosidade, seu corpo é bem torneado e coberto por uma toga grega. O garoto olha friamente pra ela e responde.
“Eu devia ter medo de ficar aqui?”
“Depende, às vezes um demônio poderia aparecer, e simplesmente levar sua alma.”
“Existem varias formas de se matar um demônio, então não sei por que eu teria medo de tal coisa.”
A garota começa a rir e fala.
“Não sei o que um garoto, vestindo com sacos de lixo poderia fazer contra um demônio. — ela para por um momento e- meu nome eh An Lie, e você menino trapo como se chama?”
“Meu nome? Eu ainda não sei ao certo quem eu sou.”
Em risos: — como assim você não sabe quem você é?
“Em parte eu não lembro quem eu sou então ainda não decidi quem eu devo ser.?”
“Então quem você quer ser?”
“Essa é a parte que soara estranha. — olhando friamente pra An Lie. – eu não sinto vontade de ser nada, talvez nunca senti.”
An Lie se aproxima do garoto e começa a falar olhando fixamente em seus olhos.
“eu já conheci muita gente estranha, mas você é uma criatura estranhamente interessante. Se você não se importa, irei te chamar de ‘Lost’, por que creio que você não tem noção alguma do que se passa a sua volta. Você sabe bem, que aqui é...”
“Lost” interrompe An Lie perguntando:
“você diz ‘aqui’, como se fosse um lugar especial, como se eu devesse realmente reparar onde estamos, o engraçado (ele vira seu olhar pro horizonte) é que eu não sei onde estou, nem muito menos como vim parar aqui.”
O rosto de An Lie é de espanto, como se ela visse algo inexplicável em sua frente.
“como você não sabe!? É impossível vir pra cá, sem saber onde está. É a Regra! Ela não é alterada, ela não pode ser alterada, nunca!
“regra? Como assim?”
“olha. Vou tentar ser clara, não sei como você não sabe dessas informações. Infelizmente existe outra regra, que nos proibi de explicar como se vem parar aqui, sei que deve ser confuso, mas é uma regra pra tornar, tudo isso aqui uma algo além de uma utopia. Você não terá nenhuma informa do tipo, como vim pra cá, que lugar é esse, como tudo aqui funciona e qual seu proposito, com as pessoas. Mas se por acaso você falasse com ‘Deus’, ele sim te daria todas as informações que você queira saber.”
Por um momento os dois ficam em silencio, uma forte brisa se choca com os dois, e Lost fala.
“Deus?”
“sim, ele é o criador, ele tem todas as respostas, sem precisar obedecer nenhuma regra.”
“então agora tenho um objetivo, tenho que ir até esse ‘Deus’, e pegar todas as respostas que preciso.”
An Lie dá uma forte risada, põe a mal nos ombros de Lost.
“você fala como se falar com ‘Deus’, fosse algo simples, mas pelo menos agora você tem algo que queira e deve começar de algum lugar, ao sul tem uma cidade, ela é feita de uma rocha branca por isso a chamam de Whitehill, lá você poderá comprar roupas e começar sua buscar por ‘Deus’. Mas cuidado, pessoas podem querer se aproveitar de você, já que você não passa de uma criança perdida.”
“Posso até estar perdido, mas não me sinto uma criança, ao sul tem uma cidade. Então devo começar logo a obter minhas respostas.”
“vá, espero te encontrar de novo, e ver o qual perdido você ainda estará.”
Lost começa a caminhar, e segue em direção ao caminho que An Lie mostrou ao sul, seguindo por uma imensidão verdade, onde só se vê colinas, e deixando pra trás a imagem de uma estranha mulher que acaba de conhecer.
An Lie segue olhando Lost sumir no horizonte, passo a passo.
“garoto estranho, como alguém não saberia onde é ‘aqui’, isso me deixa frustrada, curiosa. Espero ver ele novamente, assim também terei respostas.”
Fale com o autor