''Outro Conto Da Nova Cinderela''
9 Capítulo 9
Notas iniciais
POV DE FATINHA
Meus dias não podiam estar sendo melhores. Eu estou namorando com o Bruno, ultimamente estamos saindo em casais (Eu e o Bruno, Lia e Victor, Juh e Gil), e hoje, recebi a carta da Academia de Artes!
Pulei feita louca pelo meu quarto. Ia colocar qualquer roupa, quando me lembrei que hoje eu ia com o Bruno conhecer a comissão julgadora do Concurso de Artes, produzida pela própria Academia de Artes.
Coloquei uma calça jeans justa, uma regata básica amarela e meus lindos all star pretos. Dentro da mochila coloquei sapatilhas, um casaquinho de lã fininho, pra colocar por cima da regata lá e um glós. Peguei minha carta e sai. Bruno me esperava na frente de casa com seu carro.
— Oi Brunito – eu lhe dei um selinho e fechei a porta do carro.
— Oi Fadinha. – ele sorriu e me deu outro selinho.
— Hoje chegou minha carta da Academia de Artes! – eu disse contente.
— Sério? Mas isso é ótimo! É seu sonho Fat – ele me disse, e parecia feliz por mim.
— Eu sei. Eu passei em uma prova feita por 400 candidatas. Eu fiquei entre as vinte melhores. – eu me dediquei muito para isso. Dias estudando.
— Isso prova que você merece – Bruno me disse sorrindo – eu sei que você quer isso mais que tudo. E vou te ajudar.
— Me ajudar? – eu estava surpresa.
— Bem, eu sei que seu sonho é cantar e dançar. Nunca ouvi sua voz, mas se ela for como você, será perfeita – eu corei na hora. Bruno riu – e dançar, eu sei que dança. E se você quiser eu posso te ajudar a dançar, e se quiser, a compor alguma musica. A Academia de Artes gosta de musicas originais.
— Eu iria adorar – falei sorrindo animada – amanhã depois da aula, na minha casa?
— Ótimo.
Durando o resto do caminho para a escola, conversamos sobre tudo um pouco. Eu confessei que estava nervosa para hoje, a final eu iria como a namorada de Bruno Menezes, e ainda iria conhecer todo o comitê julgador do concurso.
— Fique tranqüila. Você é incrível – Bruno me disse.
Chegamos à escola e assim que achei as meninas, que falavam com Gil e Victor, contei.
— AAAAAAAHHHHHHHHH! – gritou a louca da Juliana me abraçando, ou melhor, me esmagando. Lia pulou junto com Juliana me esmagando, só não gritou.
— Eba! Até que enfim! – disse Lia sorrindo radiante.
Gil e Victor me abraçaram também.
Fomos conversando para a aula.
Assim que as aulas acabaram, eu e Bruno fomos para o local. Dentro do carro, eu troquei meus all star pela sapatilha e coloquei o casaquinho, fechei um botão e passei o glós.
— Ficou bom? – perguntei quando ele estacionou o carro.
— Perfeita.
Demos um selinho e entramos.
— Maredith, Argos, Deniel – cumprimentou Bruno. Meredith é o nome da diretora da Academia de Artes OMG! – Essa é Maria de Fátima Dos Prazeres, minha namorada.
Sorri tímida e os cumprimentei.
— Maria de Fátima dos Prazeres? – perguntou Meredith – foi você que passou no concurso da Academia de Artes? – ela é um mulher de meia idade, usa roupas sóbrias e pouca maquiagem.
— Eu mesma – respondi. Nervosa.
— Parabéns, é realmente muito difícil de se passar – Bruno me olhou orgulhoso.
- É a minha meta de vida desde que entendo por gente – falei sorrindo.
— A Srtª é parente da antiga cantora (nome da mãe da Fatinha) Dos Prazeres? – Deniel perguntou surpreso. Ele deve ser apenas poucos anos mais velho que eu e Bruno. Tem aparência jovem e usa terno.
— Filha.
— Ela era brilhante. Uma das nossas melhores alunas – falou Deniel.
Sorri orgulhosa. Minha mãe era minha inspiração.
— Ela era casada, não é? – Argos perguntou. Argos é o marido de Meredith. Um homem de igual meia idade, de terno e cabelo impecável.
— Sim. Meu pai faleceu há alguns anos. Hoje eu moro com a minha madrasta, Andresa Faria de Carvalho, acho que conhecem.
— Ela é sua madrasta? Coitada de você – falou Deniel.
— Deniel! – repreendeu Meredith. Claro, Deniel De Lá Ruan. Filho de Meredith e Argos De Lá Ruan, e que freqüenta a academia.
— É a verdade – ele murmurou.
Eu e Bruno rimos.
- Posso dizer que Andresa precisa compreender mais o mundo – eu disse. O que foi obviamente uma mentira.
— Uma namorada encantadora você tem, Bruno – disse Meredith sorrindo – não a deixe escapar.
Provavelmente eu fiquei vermelha. Bruno me abraçou pelos ombros e sorriu.
— Não vou.
— Nos vemos no verão – disse Meredith – vamos, temos que conhecer a gravadora.
Os três saíram.
— Ai que vergonha – eu disse tímida.
— Eles adoraram você – disse Bruno sorrindo – e é difícil conquistar Meredith De Lá Ruan.
Corei ainda mais. Bruno riu e me deu um selinho.
— Vamos, ainda temos que conhecer a comissão julgadora.
Hoje Bruno iria me ajudar a ensaiar uns passos novos. Ele criou para mim e iria me ensinar para eu apresentar no verão na Academia de Artes.
— Gira para a direita, três voltas, de braços abertos, pare e abra espaçado – ele me disse.
Fiz isso. Sorte minha que havia colocado um short de malha e o meu bom all star. Minha regata vermelha estava toda suada. Estávamos ensaiando a duas horas.
— Ok, cansei. Vamos lá comer alguma coisa – eu disse.
Peguei uma salada de frutas na geladeira e suco de laranja.
— Tem sorvete? – Bruno me perguntou.
— Tem sim.
— Pega.
Coloquei o pote em cima da mesa.
Bruno pegou uns pratinhos de sobremesa, colocou o sorvete, a calda que ele me pediu (morango e chocolate) e de enfeite, as frutas da salada.
— Meu namorado sabe fazer sorvete artístico – eu disse rindo e comendo uma colherada. Ficou delicioso.
— Minha antiga babá fazia para mim – respondeu Bruno – quando eu estava triste.
Eu lhe lancei um sorriso amoroso e acho que ele entendeu.
POV DE BRUNO
Estar namorando com a Fatinha era de mais. Ela é atenciosa, carinhosa, doce. Mas o que mais eu gosto nela é à força de vontade dela. Mesmo vivendo tudo aquilo, com a madrasta e as irmãs, ela ainda segue seus sonhos.
E agora, o mais importante dela se concretizou. Ela conseguiu uma bolsa na Academia de Artes. Ficou entre as vinte melhores, e vai fazer o estágio de verão para no ano que vem começar lá.
Passamos umas duas semanas ensaiando passos novos, criamos alguns realmente hilários e agora, estamos escrevendo uma musica para ela apresentar na audição da Academia de Artes.
— Existe algum tipo de musica especifica? – ela me perguntou.
— Não. Lá tem todos os tipos de músicos. Hap, hip hop, funk, sertanejo, pop, pop rock, rock, eletrônica – eu disse.
— Bem, eu gostaria de fazer uma musica romântica – falou Fadinha, era assim que eu a chamava, com as bochechas rosadas.
Eu lhe dei um selinho.
— Adoraria escrever um dueto com você – eu disse sorrindo.
Pegamos uma folha e começamos a rabiscar alguma coisa.
A primeira coisa a ficar pronta foi o refrão. Uma semana depois, a musica havia ficado pronta.
(gente me deu um branco ,por isso eu escoli essa musica.)
Eu te quero sempre,
Você é como um anjo pra mim
Te amo,
Vem comigo pra ser feliz
Eu sei,
Eternamente vai ser assim
Você é o melhor pra mim
— Será que eles vão gostar? – Fat me perguntou nervosa.
— Claro que vão. Com você cantando então... Melhor ainda – eu falei rindo.
— Bobo – ela disse me dando um tapa de brincadeira no braço.
— Mas, é sério. Sua voz é linda.
— Vindo de você... Eu acredito – ela falou.
***Outro Conto da Nova Cinderela***
Hoje nós iríamos à sorveteria do bairro.
— Victor, eu to saindo. Diz pra minha mãe que não me incomode – eu disse.
— Pode deixar.
Sai e fui buscá-la.
ela estava simples: http://ak2.polyvoreimg.com/cgi/img-set/cid/87403260/id/E5Tvr0G_TPCuRhwqYmZWWw/size/y.jpg
Mas, perfeita. Assim que me viu, sorriu. Seus lábios estavam brilhosos.
— Oi – me deu um selinho e eu senti gosto de morango.
— Oi.
Conversamos até a sorveteria.
— Morango e flocos, com calda de chocolate e MMs – pediu Fatinha.
— Frutas tropicais e creme, com calda de morango e MMs – eu pedi.
Sentamos em uma mesa afastada de todos.
— Bruno, como vamos fazer ano que vem? É o nosso ultimo ano, e eu estarei indo para a Academia de Artes – Fat me disse.
— Simples, eu também vou para a Academia de Artes. – eu disse como se fosse óbvio.
Ela riu.
- Você é um astro, não precisa passar por uma escola assim.
— Tudo para ficar junto com você – eu disse.
Ela sorriu e se esticou por cima de mesa e me beijou. Esse beijo tinha gosto de sorvete e estava gelado.
Já estava anoitecendo, quando eu a levei para casa.
— Boa noite, até amanhã – Fadinha me disse sorrindo quando chegamos ao portão de sua casa.
— Boa noite, olhos lindos.
Nos beijamos um pouco e eu fui para casa.
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