Ours
5 My diary is you
Notas iniciais
No último ano eu tinha me aproximado bastante de Edward. Chegava a passar mais tempo com ele do que com Rosalie, que agora vivia grudada em Royce King II, seu namorado. Até que ele era legal, mas tanto grude me enjoava.
Jasper também estava namorando, com Maria. Mas ela não parecia gostar dele, tinha percebido os olhares que ela lançava de vez em quando para outros garotos. Desconfiava que ela estava com Jazz pela fama que estar com um Hale trazia.
Eu torcia para que Edward não começasse a namorar também, pois além dos três eu só tinha Ângela, que quase só falava comigo no colégio. Não iria aguentar a "solidão".
Agora por exemplo, eu tinha cansado de ficar sozinha em casa e vindo bater na porta do Edward.
Ele abriu a porta, com o cabelo bagunçado de sempre, vestindo uma calça de moletom e sem camisa.
– Trouxe sorvete, pequena? — ele perguntou, sem nem mesmo me cumprimentar. O sorvete era quase como uma tradição, pelo fato de só nós dois gostarmos do sabor.
– Alguma vez esqueci? — rebati.
– Nunca. — ele respondeu e me abraçou, puxando para dentro de casa e fechou a porta. Andamos em direção à cozinha. Kylie estava lá sentada na bancada, comendo biscoitos.
– Oi, Kiki. Como você tá? — dei um beijo em sua bochecha.
Por passar bastante tempo na casa dos Masen, me apeguei um pouco a todos eles e principalmente Kylie.
– Estou bem. Mas meu irmão está me irritando. — ela respondeu, fazendo uma careta pra ele.
– O que ele fez? — perguntei, me fingindo de brava.
– Tentou roubar meu biscoito. — ela respondeu, abraçando o pote que antes estava em seu colo.
– Não preciso mais do seu biscoito. A Bella me trouxe sorvete. — ele implicou, pegando vasilhas no armário e começando a servir.
– Esse sorvete horrível, ninguém quer. — ela revidou e pulou da bancada.
– Espero que esteja indo arrumar o seu quarto. — ele falou autoritário — Dona Elizabeth falou que não queria nenhuma bagunça quando ela chegasse.
– Pode deixar, senhor mandão. — ela bateu continência e saiu correndo. Edward veio em minha direção e me entregou um pote. Fomos andando para o quarto dele.
Sentei na cama enquanto ele procurava um filme na televisão.
– Ação? — perguntou-me.
– Não, a gente já viu o filme que você queria da última vez. — respondi — Quero ver comédia, Ed.
– Tudo bem, pequena. — ele respondeu. Colocou algum filme e veio em direção a cama, cheguei mais para perto da parede e me acomodei. — Espero que goste do que eu escolhi.
Ele deitou ao meu lado e deu play no filme. Saboreava o sorvete quando as primeiras cenas começaram, o filme parecia ser bom. Tinha lançado a pouco tempo. Sexo sem compromisso que chamava, e contava com a atuação de Ashton Kutcher.
Quando o sorvete acabou, entreguei o pote ao Edward, que colocou no chão. Deitei em seu peito e ele começou a fazer carinho no meu cabelo. Ele era sempre tão carinhoso comigo. O filme acabou e eu me sentei na cama.
– O que você faria se tivesse apaixonada pelo seu melhor amigo? — ele perguntou.
– Não sei, você sabe que eu não sou muito boa com causas emocionais. Acho que na melhor das hipóteses eu ficaria quieta para não estragar a amizade. — respondi — Ou talvez, eu beijasse ele e estragasse tudo, como sempre faço.
– Bells, minha pequena, eu já falei que você nunca estraga nada, são esses caras que não são bons o suficiente para você. — ele falou acariciando minha bochecha.
No último ano, eu também tinha tido dois relacionamentos totalmente fracassados. O primeiro com James, que me traiu com a Jéssica, que eu pensava ser minha amiga. O segundo com Laurent, que era tão ciumento que chegava a ser obsessivo.
– Espero que um dia possa achar alguém. — falei tristemente. Não queria acabar como meus pais. Sozinha, procurando qualquer pessoa para passar a solidão.
– Você vai achar, minha pequena. Quando você menos esperar, vai encontrar alguém que te ame como você merece. — ele falou e deu um beijo na minha testa.
Levantou da cama e pegou o computador em cima da mesa, trazendo para onde a gente estava. Ele mexeu um pouco, procurando alguma coisa e depois uma música começou a tocar.
Era uma batida eletrônica e uma mulher que cantava. Animava e dava vontade de dançar. E foi exatamente o que eu fiz, pulei da cama e comecei a dançar. Quando acabou, me joguei na cama.
– Música nova? — perguntei.
– É, lançou tem pouco tempo. — respondeu.
Edward era apaixonado por música, ele gostava de procurar novos cantores, músicas. E sempre me apresentava os que mais gostava.
– Como chama? — perguntei para que quando chegasse em casa, pudesse baixar.
Sempre que podia atualizava as músicas do iPod que tinha ganhado do Edward, de aniversário e que tinha vindo com suas músicas favoritas.
– We found love, da Rihanna. — respondeu, no momento que meu celular tocou. Olhei no visor, era Esme.
– Fala, mãe. — atendi.
– Onde você tá, filha?– perguntou.
– Na casa dos Masen, por quê?
– Estou precisando conversar com você.
– Aconteceu alguma coisa?
– Nada muito sério. Podemos jantar juntas?
– Claro.
– Então por volta das sete eu passo na casa do seu pai. Tudo bem?
– Tudo sim. Até lá, então.
– Beijos, filha.
– Beijos. — me despedi e desliguei o celular.
O que será que ela queria falar comigo?
– Que cara é essa, Bells? — Edward perguntou preocupado.
– Minha mãe querendo conversar comigo. — respondi — Acho melhor eu ir embora. Vou ter que ir embora. Dona Esme não gosta de esperar e você sabe.
– Tudo bem. Vou te levar na porta. — ele levantou e me ajudou a levantar também.
Fomos até a porta abraçados, ele andou comigo até a esquina, onde chamou um táxi.
– Te ligo quando souber a bomba. — falei, dando uma risadinha.
– Cuidado, pequena. — ele beijou minha testa e entrei no carro.
Dei o endereço ao motorista e passei o caminho todo em silêncio. Só falando quando entreguei o dinheiro.
Entrei em casa e estava tudo vazio. Renée ainda não devia ter resolvido tudo o que precisava na rua. Fui para o meu quarto, tomei banho e comecei a me arrumar. Pensando à todo momento no que minha mãe queria falar.
Fiquei pronta um pouco antes das sete, aproveitei o tempo que sobrava para colocar algumas músicas para baixar.
Esme me ligou quando estava na porta, desci e deixei um bilhete avisando aonde iria.
Entrei no carro e minha mãe estava com uma cara ótima, um sorriso enorme estava no seu sorriso. Devia ter fechado um enorme negócio. Dei um beijo em seu rosto.
– Boa noite, mãe. — a cumprimentei.
– Boa noite, filha. — ela falou e partiu com o carro.
– O que você precisava falar comigo? — perguntei.
– Iremos conversar quando chegarmos ao restaurante. — ela respondeu — Será uma longa conversa.
Fale com o autor