Our Little Secret
1 Um - Olhos
Notas iniciais
Quase todas as tardes eu ansiava para ver a intensidade dos olhos castanhos, e obviamente a dona deles. A manhã passava lentamente e quando eu não a via murchava por dentro, e ficava o resto do dia chateada.
Não culpo Isabella, a dona dos intensos olhos castanhos, de me sentir atraída por ela antes mesmo de conhece-lá, ela além de incrivelmente linda tinha algo que me puxava para ela, e eu nem fazia questão de resistir.
Mesmo com um enorme conflito interno por naor saber o que eu estava sentindo eu me deixei levar, era algo bom mesmo nem eu mesma entendesse, era como se eu estivesse completa.
Isabella é uma garota de quinze anos, olhos incrivelmente fascinantes, cabelos negros e encaracolados, uma pele Macia e gostosa de apertar, e com seu um metro e cinqüenta e bocechonas mais se parece com um esquilinho, ela tem um cheiro doce e inesquecível que com o tempo virou um vício pra mim, e sempre tem respostas na ponta da lingua e é lésbica.
E eu, bom, eu me apaixonei por ela.
Ela costumava estudar no período da tarde mas como era uma garota inteligente a diretora a colocou de manhã por ter classe melhores, e por coincidência ou não ela caiu na minha sala. Como minha melhor amiga, Raynara, já a conhecia foi fácil me aproximar, de modo que logo notei que tinhamos muito em comum.
Era bom estar perto dela, e eu sempre voltava com seu cheiro pra casa. Os dias passavam rápido e nós ficávamos cada vez mais próxima, ela me contava seus segredos e eu revelava a ela meus medos. Um clima rolava, mas eu levava na brincadeira, primeiro porque ela tinha saido a pouco tempo de um rolo que a deixou muito mal, e segundo, minha amiga Juliana gostava dela. Podia ser brincadeira ou não, mas aquilo me fazia sorrir como boba e me davam esperanças. Eu devia me sentir mal por saber que minha amiga gostava dela, mas e eu, o fato é que ninguém manda no coração e eu não pedi pra gostar dela, antes mesmo de entender meus sentimentos ela já tinha se cravado em mim. Era algo incomum.
O tempo passou e os flertes aumentaram e com eles o peso, eu a queria, mas só de saber que a Juh queria eu me sentia mal.
Com o tempo eu percebi que a Isa estava afim da Juliana e eu decidi parar com os flertes, queria esquecer ela, mesmo não falando com ela sobre nós beijar ainda tinha algo lá, uma conexão, toques que pareciam levar e trazer choques pelo meu corpo, olhares que me deixavam tonta, mesmo sem nada profundo tudo meu parecia queimar.
Uma garota nova se matriculou na escola e por minhas fontes e gaydar descobri que ela era lésbica, ela era bonita e tinha um sorriso lindo, mas não me chamava atenção como a Isa. Mesmo assim eu fiz amizade, as redes sócias me ajudaram a conhecer ela melhor, e mesmo sem admitir pra mim mesma, eu esperava que meus sentimentos pela Isabella diminuíssem, só que com o tempo eu notei que a única que me causava calafrios era a dona dos olhos caramelo.
Com o tempo veio uma época perigosa, em uma saída qualquer da escola, Isabella se despediu de mim com um selinho e aquele simples gesto fez minha boca formigar pelo resto do dia. Depois desse dia sempre que podíamos nós despediamos com um selinho, claro tudo em segredo. Ela sempre dava um jeito, se despedindo de todos primeiro e sempre no fim se jogando em mim e colando rapidamente nossos lábios, e eu fazia questão se sempre puxar ela pra longe.
Mesmo com os selinhos e sabendo que meus sentimentos não mudariam, eu investi na Letícia, eu não podia gostar dela, não podia porque ela nunca seria minha.
Com esse pensamento eu fiquei com a Leh pela primeira vez e segunda e terceira. O que adolescentes não fazem numa cabine de banheiro feminino. Mesmo o beijo sendo bom, eu esperei em todos eles os choques, que nunca vieram.
Com beijos doces e Carnais, Letícia não tinha me provocado sequer um choque, enquanto a Isa com um simples abraço me fazia ir ao inferno. Se julguei mentalmente por comparar elas duas. Tentei enganar minha cabeça dizendo que o beijo da Isabella poderia ser normal, mas no fundo eu sabia que não seria.
Os dias passaram, Isa ficou chateada por eu ter ficado com a Letícia mas depois de vários textos meus dizendo que eu queria ela e só ela, passou a raiva e ela finalmente pediu pra ficar comigo, e ah, como eu queria, me afastei de Letícia pra não magoar, e mesmo que a Juh gostasse dela, eu não iria mais deixar, elas tiveram tempo, mas não ficaram, eu queria ter uma chance, e deixei tudo de lado pra lutar por quem amava.
E consegui!
Isa ia sair uma semana mais cedo da escola, mas acabou inndo na recuperação por minha causa. No último dia o combinado era ficarmos na hora do recreio, mas não conseguimos, a vergonha falou mais alto, parecia que eu ia ter meu primeiro beijo. O recreio passou e uma enorme decepção me inundou, pensei que tinha perdido a chance, mas logo a esperança voltou quando ela me perguntou se podia ser na saída e eu prontamente aceitei.
Na última aula sentamos juntas, rimos conversamos e trocamos olhares. Num momento em que a professora saiu da sala, Isa me cutucou e quando eu a olhei ela me roubou um selinho, e eu senti a adrenalina me percorrer, ainda tinha alunos na sala, mas ela pareceu não ligar e apenas riu da minha cara. O sinal tocou depois do que pareciam séculos, e ai insegurança me tocou eu travei, e só conseguia pensar no pior, até que senti sua pequena mão me dando um leve empurrão me fazendo andar até o banheiro, e eu só voltei a realidade quando jar estávamos dentro da cabine, uma de cara para a outra, não sei quem deu o primeiro passo, mas logo os lábios dela estavam nos meus, e então seu gosto, sua boca macia, seu corpo pra que eu pudesse explorar livremente e eu logo desci as mãos para sua redonda bunda, sua boca abriu me dando passagem, e minha língua curiosa de encontro com a sua, nos envolvemos num beijo lento e delicioso que fez minhas pernas tremerem e todo meu corpo queimar. Até que uma risada invadiu o ambiente fazendo nós afastar Bruscamente, Isabella olhou pra cima e não gostou do que Viu, num ato rápido me empurrou na parede e não deu tempo nem de reclamar, pois rapidamente seus lábios se colaram nos meus, e uma de suas mãos me seguraram com força como se não fosse para mim fugir e a outra puxou meus cabelos da nuca dando mais acesso ainda a sua lingua que agora explorava minha boca com rapidez. Logo tivemos que nós separar, ela tinha que pegar a van, eu a segurei por um tempo, testa na testa, so respirando e pensando em como eu precisava mais dela.
Levei ela até sua van onde ela me abraçou apertado e me deu um último selinho. E eu voltei rapidamente para casa, onde ia lhe mandar uma mensagem dizendo que tinha amado e precisava de mais.
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