Our Forbidden Love

1 Im A Human And I Need To Be Loved


“Como você pode dizer que eu enfrento as coisas de maneira errada? Eu sou humano e preciso ser amado, assim como todos precisam.” (How Soon Is Now?)

Era assim que eu me sentia, todos me julgavam, todos diziam que as minhas atitudes eram erradas, mas, e as atitudes deles? Porque eu sempre era a errada? Porque tudo era culpa minha e eu era o motivo de tanta decepção? Eu já estava completamente cansada daquele jeito como as pessoas me tratavam, pois eu sabia que mesmo que tentassem nunca me entenderiam. Pra eles podia ser normal você crescer sem sua mãe ao seu lado depois de um tempo, mas pra mim não. Eu sempre fui extremamente apegada á minha mãe e talvez isso tivesse causado tanta dor e raiva dentro de mim. Dor por ter perdido minha mãe e raiva por ninguém entender meus sentimentos e achar que a errada era eu, por sentir aquela dor. Era ridículo da parte deles me julgar daquela maneira, sem ao menos saber meus sentimentos...

Eu pensava nisso todas as noites, o pior de tudo mesmo, era pensar que não havia uma pessoa da qual eu confiasse. Talvez eu até tinha em quem confiar, mas eu não confiava nem em mim mesma, e nem eu sabia o motivo disso. Eu precisava de alguém que me mostrasse o caminho da felicidade, do qual depois da morte de minha mãe, me perdi totalmente dele.

Após três anos, vivi meu primeiro amor, mas sempre com medo. Medo do que pudesse acontecer, medo de sofrer novamente, medo de não ser amada de volta, medo de tudo! Eu realmente não tinha motivos, mas antes que eu entendesse isso, o meu primeiro amor partiu, indo para outra cidade, bem distante de mim. Tive que superar, não foi fácil mas eu consegui. Não posso, não hoje em dia, reclamar da minha vida. Ela está bem melhor que antes, apesar de que eu sabia que algo faltava em mim, não sei se era o carinho de mãe do qual eu não cresci recebendo ou, o amor de alguém...

Ao contrário de minha infância, eu estava bem, bem comigo mesma, bem com minha família e eu sabia que era rodeada de pessoas me amavam, mas aquilo não era o suficiente. Como eu disse, eu precisava do amor de VERDADE de alguém, não querendo dizer que o amor da minha família não fosse importante, era e sempre foi, mas eu podia ter mais, ou não podia...

Ainda machucava quando alguém falava algo relacionado á minha mãe, pois me vinha na mente todas as lembranças, desde quando ela se foi até tudo resolver se ajeitar na minha vida e eu ficava mal, e demorava algum tempo para eu entender de que aquilo era passado. No fundo eu sei que era passado, mas era inevitável não sofrer durante o tempo em que eu me lembrava de tudo, simplesmente inevitável.

“I am small and the world is big. All around me is fast moving. Surrounded by so many things…”

Me’s POV:

Eu havia acabado de acordar, estava sentada na minha cama coçando os olhos para que tivesse coragem para levantar daquela cama e ir me arrumar para a escola. Foi o que eu fiz. Logo que terminei de me arrumar, desci para pegar apenas uma maçã e logo sai correndo pois o ônibus já estava me esperando. Entrei nele e sentei sozinha, ouvindo minha banda preferida, até que minha amiga Luísa chega e senta ao meu lado, logo me cumprimentando. Eu, óbvio, não iria deixar de falar com ela, então logo a cumprimentei e disse:

- Como está a rainha dos doces? Porque depois de ontem na casa da Anne você deve ter se tornado a rainha mesmo, comeu tanto que não conseguia comer mais nada – Logo soltei uma risada, fazendo com que ela me olhasse com cara de quem não tinha achado nenhuma graça na brincadeira, mas é óbvio que ela achou, então logo riu junto comigo. Depois disso, ficamos colocando conversa fora, falando sobre diversos assuntos até chegar á escola. Chegando lá, eu desci do ônibus e ela também, e então fomos até a sala de aula e sentamos juntas. Luísa tinha um namorado, o nome dele era Leonardo, e ele era um grande amigo meu, tanto que se não fosse por mim eles não teriam namorado. Prestei bastante atenção na aula, até bater o sinal para o intervalo, então logo peguei meu celular e fiquei ouvindo Nobody’s Home da Avril Lavigne. Logo que havia saído com Luísa da sala de aula, vejo um menino loiro com os olhos castanhos que estava em pé logo á frente de seu armário, conversando com Leonardo e seu amigo Victor. Não fui até lá para não ficar estranho, mas Luísa logo me puxou, fazendo com que eu fosse junto com ela até lá. Acho que ela não tinha percebido o quanto eu havia achado aquele garoto bonito, mas tudo bem.

Chegando lá ele logo olhou pra mim e me deu oi, eu correspondi, mas foi só isso, nem conversamos. Então eu, Luísa, Victor, Leonardo e aquele garoto do qual eu não sabia o nome ainda fomos até um lugar, longe de todos, e ficamos conversando...

O nome do tal garoto era Eduardo, mas ele parecia ser quieto até demais. Não que eu não seja, eu sou, mas junto á meus amigos não sou tanto como ele parecia ser, se bem que junto com uma pessoa que eu nem conheço direito eu acho que ficaria meio quieta mesmo...

Victor foi falar com seu amigo que havia o chamado, e Luísa e Leonardo tinham isso buscar algo para comer, enquanto eu e Eduardo continuávamos ali, naquele silêncio insuportável, até que ele finalmente diz:

- Mas então, me conte sobre sua vida... – Disse ele, logo me olhando com uma cara de curiosidade. Então eu, por pura brincadeira, disse:

- Talvez isso não seja da sua conta – E logo dei risada, mas depois percebi a cara que ele havia feito de quem não havia achado nenhuma graça, não como eu achei que tivesse.

- Talvez você pudesse deixar de ser arrogante, afinal só te fiz uma pergunta, então se não estava a fim de responder que pelo menos fosse educada, ou sua mãe esqueceu de dar isso á você? – Pronto. Aquilo foi a gota da água, o que fez eu simplesmente ficar completamente cheia de raiva e dor dentro de mim, e simplesmente mandei ele calar a boca. Não sabia que ele, parecendo tão meigo, seria capaz de falar desse jeito comigo, sem ao menos deixar-me explicar de que aquilo não passava de uma brincadeira. Falar da minha mãe, isso foi o limite de tudo, o que me fez sair dali com raiva, o deixando pra trás, e logo me dando de Luísa e Leonardo voltando do lugar de onde eles haviam ido. Eles me olharam apavorados, e logo indo até Eduardo perguntar o que havia acontecido. Logo quando eu estava sentada em um banco, muito longe deles, eu vi Luísa se aproximando de mim rapidamente, e me perguntando:

- O que deu em você? – Disse ela, logo com uma expressão de cansaço, por ter corrido até mim, que estava muito longe deles.

- Culpa daquele garoto idiota! – Disse colocando raiva nas minhas palavras.

Mas o que o Edu fez para você? – Perguntou ela, sem ao menos ter noção do acontecido, óbvio.

- Diga para ele não falar mais da minha mãe, e diga também que se ele não sabe brincar o problema é dele, mas não precisa ser ignorante com os outros. – Eu disse logo saindo dali.

- Espera, a onde você vai? – Disse Luísa, logo se virando para trás. Eu já havia ido. Eu estava indo ao banheiro, novamente chorando, como todas as vezes que falavam de minha mãe. Eu saí daquele banheiro com a cara vermelha e inchada, de tanto chorar. Não tinha como não perceber que eu havia chorado, estava muito óbvio que eu havia chorado.

Luísa’s POV:

Não havia entendido mais nada após vê-la com tanta raiva, eu nem sabia ao certo o que havia acontecido, mas era óbvio que seria algo relacionado á sua mãe. Fui até Léo e Edu, logo dizendo que havia falado com ela, e depois fui perguntando para Edu:

- O que foi que aconteceu aqui enquanto eu e Léo não estávamos presentes? – Eu perguntei, esperando ansiosamente pela resposta.

- Eu fiz uma simples pergunta para ela, e ela me respondeu com arrogância, fiz o mesmo, e depois disse que sua mãe não havia dado educação pra ela. – Disse ele, totalmente sem entender o motivo que ela havia ficado tão brava, afinal ele não sabia que sua mãe não estava mais viva e que isso a fazia sofrer demais, ainda.

- É o seguinte, Edu, a mãe dela morreu quando ela ainda era muito pequena, o que fez com que a vida dela virasse um verdadeiro inferno e só a uns três anos que ela conseguiu finalmente ficar bem, mas ainda a machuca quando falam algo relacionado á sua mãe. – Eu disse, lembrando-me das vezes que ela falava-me as coisas que passavam pela mente dela que me deixava preocupada, afinal ela era minha amiga e eu não queria que nada de ruim acontecesse á ela.

- Ah, cara, eu não sabia disso, nem imaginava. Sério, eu queria muito me desculpar, até acho que nesse ponto eu errei, mas mesmo assim ela foi grossa comigo, então não sei se por isso eu me desculparia, mas a parte de sua mãe, eu quero muito pedir desculpas á ela. – Disse ele, com uma cara de arrependimento.

- Porque você não vai até lá e pede desculpa é ela? – Disse Léo, um tempo depois do que o Edu tinha falado.

- Se você quiser eu vou com você, mas você fala com ela sozinho, não quero me meter nisso, deixa que vocês resolvam. – Eu disse, com um tom de calma, para não deixa-lo com medo do que pudesse acontecer afinal ele não a conhecia direito, não sabia se ela era do tipo agressiva ou não.

— Tá, pode ser. – Disse ele, logo se levantando e vindo comigo até o corredor. Chegando lá pude ver ela de costas, com um livro nas mãos.

- Hey, alguém quer conversar com você... – Eu disse, logo passando a mão em seu ombro, o que fez com que ela tomasse um susto com minha atitude, para ela, inesperada e se virasse.

- O que esse moleque está fazendo aqui, Luísa? – Disse ela, revoltada com a presença dele ali.

- Calma, ele só veio conversar com você, numa boa. – Eu disse, tentando acalmá-la, já me retirando.

- Então, eu queria te pedir desc... – Disse Edu, sento interrompido por ela.

- Veio pedir desculpas por ter falado coisas que não devia? Porque não mede o que fala antes?

- Seria porque eu jamais imaginaria isso sobre sua... mãe... – Disse ele, pausando na última palavra que havia dito.

- Ok, eu só preciso de um tempo, sozinha, para poder pensar. – Disse ela, logo abaixando a cabeça e se virando novamente.

Ele apenas despediu-se dela e ela ficou ali, lembrando das palavras ditas por ele.

Me’s POV:

Eu não sabia ao certo o que era aquilo, se era raiva ou apenas saudade da minha mãe. Mãe. Essa palavra dói tanto... Mas eu fui para casa depois da escola e fiquei em meu quarto, pensando, e finalmente decidi uma coisa da qual nunca tinha pensado antes, e finalmente entendi o que os outros tentavam me mostrar...

Continua...

Notas finais
êêê, primeiro capítulo da história, asuhaush. Então, espero que gostem desse, vem mais por ai hein *-*