Our Forbidden Love

21 Capítulo 21


Notas iniciais
awn, saudades dos meus leitores ♥
enfim, faltam menos de quatro capítulos (não lembro exatamente quantos) e vou deixar claro que mesmo não mandando reviews ou algo do tipo continuarei postando, mas preferia que vocês me dissessem o que estão achando
tenho um projeto em mente que já está "andando": ask.fm/ficsdamah é só ler a bio que vocês entendem
espero ter pedidos de alguém por aqui!
bjs :*

Meses haviam se passado, agora o semestre estava no final. E com ele tão perto de terminar, todos esperavam suas merecidas férias.

Nos exames finais Harold e Leonard não se falavam tanto quanto antes, até mesmo no intervalo, onde os dois usavam o tempo para estudar mais um pouquinho, porém todo aquele esforço trouxe resultados bons. Tanto o mais velho quanto o mais novo estavam se dando super bem nas matérias e, se continuassem nesse ritmo, passariam de ano sem problemas.

Era o último período de sexta feira, o que normalmente já animaria os alunos, ainda mais quando se tratava do último dia de aula. Ao som do sinal, todos se levantaram com enormes sorrisos em seus rostos, juntando os materiais para irem pra casa aproveitar.

- Finalmente. — Matt falou pulando. — Mais um semestre e estaremos no terceiro ano. — Sorriu.

- Mas não poderá sair com Leonard, afinal ele irá ter saído da escola. — Perrie comentou, enquanto colocava o caderno em sua bolsa preta cheia de tachinhas.

- Claro que vou, adicionei ele em todas as redes sociais possíveis, não vai ser difícil chamá-lo para comer ou beber algo.

- Vou desistir do Zack. Se está feliz com a sua namorada, eu arranjarei outro. — Ela murmurou decidida.

- Assim que se fala. — Ele riu. Foram juntos até a entrada da escola, onde fizeram uma despedida rápida. Brandon e Harry acabaram estabelecendo que seriam amigos na escola e apenas isso.

Quando terminaram de ser dar 'tchau', o mais novo se juntou aos seus outros amigos, que estavam conversando em uma rodinha. Chegou por trás e beijou o pescoço de Leonard, que se arrepiou por inteiro.

- Olá. — Sorriu e deu-lhe um selinho. Não se importavam mais em ser discretos. Alguns já haviam percebido sua relação, mas eles não ligavam. Ou quase não. Harold não queria "esfregar" na cara de Matthew que Leo já era dele, depois de ter ouvido sobre sua paixão. — Animado para nossa viagem?

- Muito. — Sorriu de volta.

- Vamos comer algo fora para comemorar? — Nick perguntou e eles assentiram.

- Não vai dar. — Hayley falou. — Ed me convidou para viajar com ele. — Sua voz estava completamente ansiosa. — Iremos para uma chácara dele, tipo uma fazenda e eu amo essas coisas de natureza, sabe. — Sorriu.

- Ora, tão apaixonadinha. — Luke brincou, fazendo-a rir.

- Bastante. — Admitiu, suspirando. — O único problema é que não tem sinal, apenas na cidade vizinha, que fica meia hora de lá. Ou seja, só quando formos para lá eu poderei falar com vocês. — Fez bico.

- Vocês vão pra vida de campo, Nick e Luke para uma praia, Leonard e Harold para Miami e eu aqui, sozinho. — Zack reclamou.

- Pode ficar com o Stan. — Hay sugeriu. Todos haviam se aproximado dele agora, menos Hazza, que continuava se mordendo de ciúmes.

- Não, ele vai ir visitar seus parentes nos Estados Unidos também. — Revirou os olhos.

- E Sophie? Jamie?

- Elas vão para a casa de seus pais. — Resmungou. — Vou ficar entendiado.

- E porque não na Luísa?

- Disse que sua avó não iria deixar que eu fosse sozinho, apenas se alguém viesse comigo, mas todos estão ocupados.

- Que peninha me deu. — Leonard disse, apertando suas bochechas.

- Quieto. — Murmurou, fazendo os outros rirem. O bolso de Harry tremeu, indicando uma mensagem. Ele retirou o celular discretamente e o desbloqueou. "Fiquei sabendo que suas aulas terminam hoje. Estarei sozinho em casa. Sophie foi viajar hoje de manhã. Quer vir aqui?". Adivinha de quem era? Nathan, claro.

Harold não gostava dele e muito menos o amava, mas tinha que continuar encontrando-o escondido, ou o garoto contaria ao Leo e isso terminaria com a relação deles na hora. Eles ainda não haviam se beijado nem nada do tipo, mas Nathan mandava mensagens assim para que, caso o mais novo o desobedecesse, ele iria mostrá-las ao outro.

"Eu e Leo vamos viajar hoje de noite. Não fale comigo durante isso. Aviso quando voltar" "haha, que bonitinho achando que manda em mim. Quer que eu estrague a viagem de vocês?" "Pare de fazer isso, não aguento mais ser chantageado" "Devia ter pensado antes de vir me procurar e negar minha linda proposta". Depois disso ele parou de responder.

- Vamos para casa, amor. — Leonard disse.

- Claro. — E agora sim a despedida foi dramática. Vários abraços e frases carinhosas foram trocadas entre seus amigos.

--

- Já terminou de arrumar a sua? — O mais velho perguntou, olhando Harry deitado em sua cama comendo uma bolacha recheada.

- Sim, ontem de noite. Está tudo certo, não é?

- Yeah. — Sorriu. — Hoje às 19:00 embarcaremos. Miami, lá vamos nós. — Pulou na cama, ao lado do 'namorado'. — Os americanos vão cair matando pelo nosso sotaque.

- Você fala isso para me deixar com ciúmes ou sai sem perceber? — O cacheado perguntou em um tom brincalhão.

- Um pouco de cada. — Sorriu e o beijou.

- Booooooo. — Daisy apareceu na porta. — Telefone pra ti. — E o entregou-o. — É a bruxa.

Leonard pegou-o hesitante. Se ela falou bruxa só podia ser...

- Alô?

- Olá, é a Elizabeth. — Aquela voz doce disse. — Faz tempo que não conversamos.

- É, bastante... Está bem?

- Muito melhor do que antes. — Riu fraco. — Eu te liguei por um motivo. Precisamos conversar.

- Conversar?

- É, esclarecer tudo que aconteceu entre nós.

- Por mim, parece ótimo.

- Então venha jantar aqui em casa hoje.

- Jantar?

- Sim, pode trazer Harold, se quiser.

- Não pode ser antes? — Perguntou tentando não parecer chato.

- Pra falar a verdade, não. Eu estou fora de casa e só voltarei às oito horas.

- É realmente importante?

- Muito mesmo, juro. Até mesmo seu pai está envolvido no assunto.

- Bom, pelo que ele falou da última vez que nos vimos, não sou mais seu filho. — Murmurou amargo.

- Oh... Sinto muito... Você o conhece, sabe que foi da boca pra fora.

- Saber, eu sei, mas foi algo difícil de ouvir, entende?

- Sim, sim.

- Bom, se é tão importante assim, eu vou.

- Ok, muito obrigado, apareça 20:30.

- Claro. — Sorriu. — Tchau. — E desligou.

- O que ela queria? — Harry perguntou.

- Que eu vá jantar com ela hoje. Precisa me contar algo muito importante.

- Jantar?! Mas e nossa viagem?

- Teremos de ir amanhã de manhã.

- E se as passagens estiverem esgotadas?

- Compraremos de tarde.

- Não é assim, Leonard. Estamos indo para Miami, não uma cidadezinha qualquer. A probabilidade de estar esgotada é altíssima. Talvez nem mesmo em três dias não haja voos. — Ele se levantou, irritado.

- Não posso fazer nada, meu pai está envolvido! Porque está exagerando tanto?

- Não estou, é claro que isso é uma desculpa dela para que você vá! — Gritou. — Vai me trocar por ela?

- Não é uma desculpa e ela te convidou também.

- Essa garota infernizou minha vida por um ano, acha mesmo que eu quero encontrá-la? — Harry já estava tirando-o do sério.

- Ela está arrependida!

- Por favor, ouça a si próprio. Elizabeth é uma pessoa horrível, se for pedir desculpas, provavelmente serão falsas.

- Ela não é isso que você pensa! — Falou, tornando sua voz alta.

- Esqueça ela! "Ex" significa algo pra você?

- PARA MIM? Talvez nós dois precisamos aprender mais sobre essa palavra, afinal, você também anda conversando com Nathan. E saindo com ele. Para piorar, faz isso escondido. — Disse chateado e enraivado ao mesmo tempo. Harold estava sem fala. Ele sabia que era o errado da história. — Não vai perguntar como eu sei? Sophie me ligou ontem para eu avisar a ele que ela precisava de ajuda pra formatar seu computador ou algo do tipo. Então eu disse que não havia falado com ele faziam MESES. Paguei papel de idiota, porque ela me disse que ele sai com você toda a porra da semana. E onde estava ontem? Eu não sei. Simplesmente desapareceu, como faz toda a merda de quinta-feira. NUNCA iria imaginar que você fazia isso. MENTIA para mim. Como tinha coragem de voltar de uma saída com ele e me encarar? Me diga!

Apesar de saber que estava errado e que Leonard estava sofrendo, seu orgulho era muito maior do que isso. Tão grande que acabou se irritando.

- É, eu conversava com ele, algum problema? Isso é crime?

- Não, apenas não acho que precisava, já que 'esqueceu tanto ele', não é?!

- Talvez eu não tenha esquecido, talvez eu o ache divertido e goste de sua companhia. — Mentiu. Era tudo mentira, mas a raiva vencia.

- Se ele é tão perfeitinho porque não viaja com ele?! — Gritou.

- Vou fazer isso mesmo, pelo menos estaria ao lado de alguém que amo. — O mais velho olhou-o perplexo. Não sabia se estava triste, magoado, com raiva ou com ciúmes. Era um misto de sentimentos horríveis. Mas ele não se permitiria chorar na frente dele, então desceu as escadas correndo, pegou o carro de sua mãe e começou a dirigir sem rumo.

Harry ficou lá, parado, absorvendo a bobeira que havia dito. Ele não merecia perdão e sabia disso.

Tentou ligar para Leonard, mas seu celular começou a tocar ao seu lado.

- Harold, querido, o que houve com o Boo? — Jay perguntou, entrando no quarto assustada.

- Nós brigamos. — Falou. Estava se segurando ao máximo para não desabafar tudo, porém sabia que quando isso acontecesse além de cair no choro, ela iria odiá-lo por ter magoado tanto seu filho.

- Ora, meu amor. — Se aproximou, fazendo um rápido cafuné. — Fique tranquilo, logo ele voltará e farão as pazes.

- Isso não vai acontecer. Nunca mais. — Murmurou e se levantou, antes que as lágrimas caíssem. — Eu vou ir para casa, quando ele voltar avise-o de que precisamos conversar.

- Ok, mas não se aborreça. — Assentiu, apesar de ser impossível.

- Ah, e fale também que eu o amo.

- Nós temos um pequeno problema. Não estarei aqui quando ele voltar, porque em uma hora as garotas e eu iremos viajar com sua mãe, se lembra? — Ele bateu a mão em sua testa. — Mas Stanley vai ficar aqui. Provavelmente está olhando um filme, esse garoto é viciado nisso.

- Então não diga nada. Boa viagem. — Disse. — Tenho que ir. — Abraçou-a e foi para sua casa.

"Preciso conversar" mandou para Nathan. Apesar dele ter sido o grande problema na briga, não queria ter que explicar para algum de seus amigos. "Não sou seu psicólogo, seja rápido" "Leonard e eu brigamos. Ele está indo jantar na casa de sua ex" "Traição na certa" "Como sabe?" "Até parece que não me conhece" "Ele não faria isso comigo" "Aposta quanto?" "O que eu tenho que fazer?" "Venha aqui em casa, vou te distrair". Olhou por alguns segundos a mensagem e respirou fundo. "Estou indo".

--

O mais velho mordeu seu donut de chocolate, enquanto olhava o ambiente. Haviam apenas três clientes, cada um sentado em seu lugar, sem desviar o olhar da comida. Não que fosse algo realmente gostoso, porque não era. Aquela lanchonete não parecia ser muito limpa ou até mesmo 'segura', porém, naquele momento, Leonard pouco se importou com isso. Só queria ficar sozinho por um tempo e não se preocupar em bater o carro.

Ficou lá por mais de duas horas e já havia comido três donuts, sem contar a quantidade enorme de refrigerante; Ele nem ao menos sabia se estava com a carteira, porque com o celular tinha certeza que não.

Moveu-se para o lado, se aproximando de um senhor.

- Com licença, pode me dizer que horas são? — Ele olhou em seu relógio de ouro e depois para Leo.

- Sete e quarenta.

- Obrigado. — Murmurou, mas não obteve resposta alguma.

Levantou-se e apalpou o bolso de sua calça jeans. Por sorte ela estava lá. Dirigiu-se ao caixa e pagou o que havia consumido. Entrou no carro e apoiou a cabeça no volante.

Ele nem mesmo podia estar dirigindo. Além de não ter completado 18, não tinha carteira de motorista e se alguém o pegasse, estaria 'ferrado'.

O que faria agora? Não queria voltar para casa, porque sua mãe já deveria saber sobre a briga. Seus amigos estavam viajando e não havia nenhuma chance de ir até a casa do cacheado pedir desculpas.

Passou os olhos pelo carro, em busca de algo que o distraísse. Abriu o porta-luvas. Havia maquiagem, uma escova de cabelos e um óculos de sol. Riu ao pensar no que poderia fazer com isso, porém, se virou e, no banco de trás achou uma pilha de livros infantis. Provavelmente que vieram da escola das meninas. Elas tinham que levar um por semana e agora todos tinham que voltar para suas casas. Era sua salvação. Cada um não devia ter mais de vinte páginas e a escrita provavelmente era 'imatura', mas não se importou. Pegou o primeiro; "O pequeno príncipe". Começou a lê-lo.

- "Tu serás eternamente responsável por aquilo que cativas". Awn. — Murmurou lendo. Após um tempo achou outra frase que o "marcou". — "A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar..."QUEM FALOU QUE EU QUERIA SER CATIVADO?! MERDA! — Gritou, irritado. — Isso, Leonard, grita com um livro, faz muito sentido. — Disse sarcasticamente.

--

Começou a ficar escuro e ele estava com dificuldade de ler, só então notou que havia anoitecido. Deu um pulo ao lembrar de Elizabeth. No mesmo momento colocou o livro de lado e começou a dirigir até a casa da garota.

Quando chegou lá, quem abriu a porta era ninguém menos do que a própria ex.

- Estou atrasado? Desculpa, perd...

- Fique tranquilo, está sete minutos adiantado. — Disse olhando no relógio. Ela parecia melhor, de um certo jeito. Não se aguentou e abraçou-a, que não recusou.

- Você está linda. — E realmente estava. Usava um vestido soltinho todo branco, com pequenas flores na barra e na cintura. Estava com um coque e sem muita maquiagem. Parecia um anjinho de verdade.

- Obrigada, o senhor também. — Sorriu. — Entre. — Ofereceu espaço para ele passar. — Cadê Harold? — E, ao não obter resposta, assentiu. — Bem, vamos comer algo. — Os dois foram até a sala de jantar e logo lhe serviram uma massa deliciosa.

- O que era tão importante que queria me dizer? — Perguntou, mastigando.

- Meu pai estava pensando em processar e terminar o contrato com Mark. Eu falei para que ele não fizesse isso, porque acabaria causando problemas para você, porém ele não me ouviu e agora está acusando seu pai de vários crimes que ele não cometeu. Tudo por vingança.

- Vingança?

- Charlie considerava seu pai um de seus melhores amigos. E quando descobriu o motivo de você ter me namorado todo esse tempo ficou extremamente irritado.

- Quero que saiba que eu fui forçado. Nunca teria feito isso contigo e, mesmo assim, ainda gosto muito de você.

- Sinceramente, tanto você quanto eu sabíamos que não existia um amor de verdade na nossa relação. Apenas curtíamos como amigos e fazíamos sexo. Uma quase amizade colorida. — Riu.

- Verdade. — O mais velho sorriu.

- O fato é que agora seu pai está na pior e corre risco de ser preso.

- Não tem como convencer a tirar os processos?

- Ter, tem, mas não sei se vou conseguir.

- Ele já falou que não é mais meu pai, porque tenho que me preocupar?

- Pare de dizer isso, sabemos que não se sente assim. Ele te ama muito. — O garoto bebeu mais um gole de seu suco, pensativo. — Sabe que Charlie consegue subornar quem ele quer, não?

- Ok, o que quer que eu faça?

- Convença meu pai comigo. Simplesmente esteja ao meu lado. — Ela falou. — Estou me sentindo mal, como se estivesse sozinha. É muita pressão. Não quero que ele faça isso com Mark, que sempre me tratou tão bem.

- Fique tranquila, eu vou contigo. — Sorriu, fazendo-a sorrir também. — Onde ele está?

- No escritório. Podemos ir lá agora. — Sugeriu e ele assentiu, levantando-se. Foi até ela e segurou sua mão. Não de um modo romântico, era apenas algo como "estou aqui". Foram juntos e a garota bateu na porta, abrindo-a em seguida. — Pai, preciso conversar com o senhor.

- Claro, entre. — E, quando ele viu o menino, se levantou, surpreso.

- Queria lhe pedir novamente para que retirasse os processos. Sabe que Mark é inocente.

- Sinceramente, eu não fiquei tão chateado com Leonard, porque queria ver Harold feliz, apenas por isso. Porém descobrir que meu melhor amigo me enganou por dinheiro foi o cúmulo. Ele merece ficar na cadeia, sozinho.

- Sei que meu pai fez coisas horríveis e que às vezes é uma péssima pessoa, porém você sabia do "trato". — O homem arregalou os olhos. — Em um jantar na minha casa, minha mãe e eu estávamos falando sobre ele ter me obrigado a ser namorado dela, eu lembro que justo naquela hora você havia entrado para pegar um vinho. Sei que ouviu tudo.

- Pai, não tem problema. Eu mesma sabia. Todos nós sabíamos. Era claro que nunca fomos os namorados mais convincentes, apenas queríamos ser, porém, no fundo, todos participavam da mesma mentira suja.

- Querida... Sinto muito... Não tinha ideia que também sabia.

- Não precisa ficar assim. Apesar de ser mentira, os tempos que passei ao lado de Leonard serão lembrados por muito tempo. Ele foi um ótimo amigo e eu o amo como amiga. Desejo que seja feliz com quem quer que seja. Demorei para aceitar que havia perdido. Falhei no meu "trabalho" como namorada perfeita que sempre quis ser. — Desabafou. — Quando realmente descobri tudo sobre Harry, eu chorei. Chorei porque durante nosso tempo juntos, havia chegado a conclusão de que se fosse uma menina que acertasse em tudo e agradasse-o, ele iria, eventualmente, começar a me amar, mas não deu certo.

- Mas você era perfeita. O problema era eu. Não posso escolher quem amo, mas se pudesse, com certeza seria você. — Disse sincero.

- Tudo bem então... Eu vou retirar. — Charlie disse e Eliza olhou seu ex namorado, sorrindo. — Mas trate de cuidar bem do meu filho. — Leonard assentiu, apesar da briga. Sabia que ao voltar para casa os dois fariam as pazes. — E saiba que não vou voltar a conversar com seu pai por um longo tempo. Ainda estou ressentido. — Murmurou e os dois assentiram.

Ela o convidou para ir na piscina e ele acabou concordando, apenas querendo se divertir.

--

"02:30" piscava no relógio do carro. Ele tinha que voltar e rezar para que sua mãe estivesse dormindo e, por sorte, estava. Abriu a porta do quarto e encontrou Stan deitado olhando para o teto.

- O que faz acordado?

- Te esperando, fiquei preocupado.

- Ora, que bonitinho. — Riu. — Minha mãe foi dormir que horas?

- Ela e as meninas foram viajar. — Relembrou.

- Ah, é mesmo. — Disse tirando os sapatos e se jogando na cama. — Está tudo bem?

- Agora que chegou, sim. — Sorriu. — Ah, seu celular não para de vibrar. Eu nem mexi porque sou educado. — Ele passou as mãos pelo cobertor e logo achou o iPhone.

Ao desbloqueá-lo viu uma chamada não atendida de Harold, duas de Luke, três de Nick e sete de Zack. Que desespero, pensou o mais velho. Havia também uma mensagem do moreno. "Entre no site de fofocas do colégio, precisa ver algo".

- Stan, pega ali meu notebook? — Pediu e ele concordou, trazendo-o para o meio da cama. Ligou-o, enquanto o mais velho retornava a ligação para seu amigo.

- LEONARD, meu Deus, onde estava?! — Quase gritou. — Sei que aquilo é péssimo, mas não pode ficar mal.

- Mal?

- Espera... Não leu a minha mensagem?

- Só agora. Eu voltei de uma janta na Elizabeth, longa história.

- Leonard.. Eu... Sinto muito.

- Pelo que?

- Entre no site.

- Ok, calma, a internet está lerda. — Reclamou. A curiosidade o dominava. — Pronto, entrei.

- Agora vá no lugar dos casais e clica segundo ano.

- Fizeram algo sobre o Harry e eu? — Perguntou, mas não obteve resposta. Olhou rapidamente e não notou nada muito importante. Até ler um dos últimos nomes. "HaroldXNathan". — Como assim Nathan? Aquele Nathan? Ninguém o conhece.

- Só clique. — Falou, contra sua vontade. Zack queria que seu amigo visse, mas não podia nem imaginá-lo triste.

"Quem é Nathan? Simplesmente um garoto extremamente gostoso e quente. Ninguém diria que alguém como ele estaria com Harold. Parece que as férias fizeram o nosso pequeno garotinho se revelar. Devem estar se perguntando cadê Leonard nessa história? Bom, ele já era. O próprio Nathan nos mandou um vídeo dos dois garotos no maior momento... Hahaha, não vou nem comentar. Apenas assistam e tomem suas próprias conclusões.

*vídeo*

por hoje é só, espero ter mais notícias do nosso novo confidente. xoxONE"

O garoto, confuso e surpreso, clicou no 'play'.

'- Harry, olhe para a câmera. — Pediu. — Aqui, besta. — Riu e o mais novo encarou a lente. — Dê oi para o seu lindo site de fofocas.

- Oi. — A voz estava diferente, mais grossa e vagarosa, porém não era uma montagem ou algo do tipo. Nathan deixou a câmera em cima de uma bancada e apareceu, se aproximando do cacheado. Os dois estavam sem camiseta. Ele se sentou no sofá e o menor fez o mesmo, ficando em seu colo.

- Diga a eles que me ama e me quer. — Falou beijando seu pescoço.

- Eu te quero. — Disse entre gemidos. — Eu te amo.

- Ama quem? Quer quem?

- Você.

- "Você" quem?

- Você, Nathan Mason. — E o próprio menino passou seus braços pelo pescoço do outro, puxando-o mais para perto e depois deu-lhe um longo beijo.

- E Leonard? Você não o ama, não é?

- É.

- "É" o que? É que não o ama?

- É. — Disse fazendo-o sorrir.

- Então dê tchau aos nossos amigos. — E apontou para a câmera, vendo o garoto fazer exatamente o que lhe fora mandado.

- XoxONE, Leonard. — Nathan sorrindo e balançou o braço, se "despedindo". Depois mandou um beijo, então a filmagem terminou.

Ele estava sem reação alguma. Derrubou o celular na cama e Stanley o pegou.

- Alô? Sim, acabamos de olhar... Ele está muito mal... Deixe hoje por minha conta, amanhã venha para cá, almoçamos juntos... Ok... Mas como ele descobriu o site?... Então eles conversavam antes disso?!... Ah, entendi. Harry estava bêbado?... É, também notei, mas isso não justifica... Pois é, então tá, até amanhã. — E desligou. Olhou para seu amigo. — Leo? Escuta, ele foi um idiota de ter feito isso contigo. — De repente lágrimas começaram a cair mais e mais.

- Ele me traiu.

- Mas... — Foi interrompido.

- Não só me traiu quanto me humilhou. — Disse fitando o nada, enquanto seu rosto começava a ficar vermelho. — Praticamente esfregou na minha cara que não me amava e sim ao Nathan. Como pode mentir pra mim desse jeito? — E logo estava fungando. Stanley começou a se preocupar de verdade e o abraçou com força.

- Fique tranquilo, estou aqui. — E o deitou na cama, puxando a coberta para tapá-lo. Beijou sua testa e se levantou. Desligou e guardou o computador e foi fazer um chá para o garoto.

Quando voltou no quarto o garoto mal conseguia respirar de tão sequentes que eram seus soluços.

- Eu irei cuidar de ti. De agora em diante, esqueça-o de uma vez por todas. — Murmurou.

Notas finais
bom, está aí
gostaram? Não?
reviews por favor u.u
bjs :*