Our Forbidden Love

20 Capítulo 20


Notas iniciais
MUITA gente parou de ler, mas eu vou terminar a fic, então quem ainda está aí, mande review
saibam que estou chateadíssima mas é isso né UHASUASHUASHUASHAS
e eu ri porque rio de tudo
ANTES de ir embora, preciso falar algo: EU NÃO GOSTEI DO CABELO DO LOUIS E NÃO VOU FALAR EM FIC ALGUMA MINHA QUE ELE É RUIVO, OK? U_U dito isso, podem ler
bjs :*

- Vamos para o nosso quarto. — Pediu manhoso.

- Não, eu tenho que me comportar. — O cacheado respondeu firme.

- Por favor, você é o maior safado que eu conheço. — Bufou.

- Eu sei, mas agora sou inocente, sua mãe tem que me aprovar.

- Hazza, ela já te aprovou e as garotas também. — Revirou os olhos.

- Mas... — Antes de terminar sentiu algo em cima dele. Algo pesado. E quando olhou o que, ou melhor quem era, se surpreendeu.

- Gemma.

Ela estava sentada no colo dele sorrindo.

- Leonaaaaaard, fazem dois anos que não nos vemos. — Disse.

- Nossa, quanto tempo, você está linda, cresceu muito, hein.

- E você mais gostoso ainda. — Murmurou, beijando seu pescoço, fazendo-o se arrepiar. — Continua com o mesmo ponto fraco. — Riu.

- Com licença. — Harry pigarreou, irritado.

- Fica tranquilo. Eu sei que ele é gay... Pensar que eu já gostei dele. — Riu novamente.

- Awn, G, está namorando?

- Sim e vocês são namorados? — O mais velho deixou com que o outro respondesse propositalmente, assim saberia a resposta.

- Não. — Disse, deixando-o chateado.

- Então está perdendo 'O' cara.

- Já me disseram isso. — Riu.

- Mas garota, o que faz aqui? Anne te trouxe?

- Sim, está na cozinha falando com a sua mãe. Nós tínhamos ido para os Estados Unidos, como sabe. Mas então minha mãe terminou com o namorado de lá e acabamos voltando. Faz uma semana que chegamos.

- Ah, que pena. Eles pareciam tão felizes.

- Pois é. — Deu ombros. — Assim que chegamos, ela ligou para Jay e as duas começaram a conversar como loucas. Sua mãe acabou contando que agora um 'amiguinho' seu estava morando aqui e falou sobre ele ter vindo de um orfanato e tudo mais... Anne acabou decidindo que iria achar seu filho perdido que até então eu nem sabia de sua existência.

- Filho perdido? — Perguntou perplexo.

- É, algo do tipo. — Disse como se fosse super normal descobrir que tem um irmão. — Pedi para que ela me contasse toda a história, mas falou que só diria quando encontrasse o menino.

- Ah, daí ela pediu ajuda para minha mãe?

- Isso. Na verdade, do seu 'amiguinho'. Pelo que entendi, eles vieram do mesmo orfanato.

- Minha ajuda? — Harry perguntou.

- Sim, pode fazer isso? Por favor? Não sabe como ela está desesperada para achá-lo.

- Claro. Podem me perguntar o que quiserem.

- Ok, é ativo ou passivo? — Gargalhou ao ver o rosto surpreso do menino. — Brincadeira. Morou naquele orfanato desde quando?

- Pouco antes do meu primeiro aninho.

- Ah, sinto muito... Conhece todos da sua idade?

- Provavelmente sim.

- Então será ótimo. — Falou animada. — Conheço um menino de olhos verdes?

- Nossa, assim isso vai ser super rápido. — Leonard falou sarcasticamente.

- Ok, desculpa, acontece que apenas minha mãe sabe sobre ele. Só que o aniversário dele era em Fevereiro.

- O meu também é. — Sorriu. — Acho que não será difícil de eu lembrar quem é, porque havia um quadro com todos os aniversários.

- Hm, então tá. Vou chamá-la, assim ela pode nos ajudar. — E, dito isso, se levantou. Alguns segundos depois voltou segurando o braço de uma mulher nova demais para ser mãe. Não algo como uma adolescente, mas não chegava aos 40. Ela era linda e tinha uma impressão de ser simpática.

- Olá, sou Anne. — Sorriu, mas olhava-o de um modo diferente, como se estivesse o avaliando. — Ora, Leonard, como cresceu. — Abraçou-o. — Que saudades de você, querido.

- Parece que a cada ano fica mais jovem. — Riu.

- Pare de mentir. — Brincou e sentou-se no sofá em frente ao deles. — Bom, então já sabem que eu preciso de uma ajuda enorme, não? — Assentiram. — O meu menino era muito novinho quando eu o deixei lá, mas algo que eu nunca esqueci foram aqueles olhos incrivelmente verdes e suas covinhas amáveis. — Fala como se estivesse lembrando do seu rosto.

- Acho que precisa de algo mais exato do que aparência. — Gemma falou.

- Ok... Ele nasceu dia 01/02 e seu nome era Har... — Foi interrompida.

- ...old? — Leonard perguntou.

- Isso. — Sorriu. Os dois garotos se entreolharam. Nenhum teve coragem de dizer mais nada. — Estão me assustando... O que houve com o meu filho?! Ele... morreu? — Perguntou e seus olhos já estavam se enchendo de lágrimas, quando o mais novo balançou a cabeça rapidamente.

- S-Sou eu. — Murmurou. Naquele momento seus pensamentos haviam parado. Era como se nada mais fizesse sentido. Ele apenas sentia uma estranha felicidade corroendo todo seu corpo.

- Harold? Meu Harold? — Pronto, agora já chorava. Concordou freneticamente com a cabeça, sem conseguir falar nada. Anne correu até o garoto e o abraçou o mais forte que conseguia. Aquela cena era de se emocionar, com certeza. Não tem como explicar o que ele estava sentindo, era como se finalmente não se sentisse sozinho. Acolhido era a melhor palavra pra descrever.

Gemma teve que ir até Jay e tirar a bandeja de suas mãos ou ela derrubaria todas as xícaras no chão, tamanha fora a surpresa que ela teve ao ouvir.

Leonard levantou-se e deu lugar para Anne sentar-se ao lado de seu filho. Foi até a cozinha buscar uma água... Ou melhor, três. Entregou um copo para Jay, Harry e a própria Anne.

Ele e Gemma se sentaram no sofá que antes estava sendo ocupado, enquanto sua mãe preferiu ficar em pé.

- Não consigo acreditar nisso. — Ela murmurou.

- Porque fez isso comigo? — O cacheado perguntou cheio de mágoa, como se fosse chorar a qualquer minuto. O mais velho quis ir até ele e o abraçá-lo, mas naquele momento precisava deixá-los conversarem.

- Eu... Me desculpe... — Limpou suas lágrimas. — Minha família era pobre. Nós mal tínhamos dinheiro para nos alimentarmos direito. Até que meu pai apresentou o filho de um amigo dele. Eles tinham uma fábrica de importados que era famosa na nossa pequena cidade. 'Nadavam' em dinheiro. Era a solução perfeita, pelo que meus pais pensavam. Ele só queria me ver feliz e saudável, então acabou 'obrigando-me' a casar com aquele garoto. Albert não só era rico como gentil e lindo, o sonho de consumo de várias amigas minhas, mas o meu não. Eu, certo dia, encontrei um menino que, para mim, era perfeito. Des. Começamos a nos conhecer melhor e eu vi que aquele sim era o homem da minha vida. Estava saindo com dois caras ao mesmo tempo e me sentia péssima, então havia decidido que iria largar Albert, mesmo que meus pais fossem contra essa decisão. Porém, em uma de minhas 'saídas', eu e Des acabamos fazendo coisas... Coisas erradas para alguém que estava em minha situação. Algum tempo depois e eu descobri que estava grávida. Todos pensaram que era de Albert, assim como o próprio. Não tinha conseguido terminar com ele, porque temia muito desobedecer meu pai. Eu fui fraca. Muito fraca. Des exigiu saber o que estava acontecendo quando eu parei de ir encontrá-lo, então eu contei a ele que estava mantendo dois relacionamentos ao mesmo tempo. No mesmo dia Albert me pediu em casamento. Eu não sabia mais o que fazer. Disse a verdade para meus pais. Eles me perguntaram de quem era o bebê e eu sabia que era de Des, afinal nunca havia feito nada 'demais' com o outro garoto. Ao ouvirem isso, disseram que eu devia deixar esse bebê em um orfanato qualquer ou dá-lo a alguém que quisesse, porém eu queria ele. Era o meu filho. Meu pai falou que se não fizesse isso, daria um jeito de Des nunca mais se aproximar de mim. Então, por mais que fosse difícil, eu levei-o ao melhor orfanato que existia naquele tempo e recusei o pedido de Albert. Acabaram aceitando meu namoro com Des, apenas não queriam que a sociedade me visse grávida antes de estar casada e ainda mais de um homem que não era o meu namorado 'oficial'. — Desabafou. Precisaram de uns dois minutos para absolver tudo que havia falado.

- Estão juntos ainda? — Harry perguntou, quebrando o silêncio.

- Ele... Já morreu. — O garoto olhou-a triste. — Acidente de trânsito.

- Faz muito tempo?

- Pouco mais de seis anos.

- E porque você só foi me procurar hoje, depois de dezesseis anos que me abandonou?

- Eu não tive forças para sair atrás de você. Eu e Des acabamos enfrentando muitos problemas. Fomos nos casar apenas quando você devia estar completando quatro anos. E, naquele tempo, fomos atrás de ti, juro que sim. Porém a dona do orfanato disse que não tínhamos condições o suficiente para cuidar de uma criança, ou seja, falou que éramos pobres e parte disso era verdade, mas queríamos tentar recomeçar a vida com nosso filho. Queria matá-la, mas não podia fazer nada, afinal, eram regras e ela não poderia abrir exceções, até porque poderia ficar doente e morrer, já que não teríamos dinheiro para pagar medicações e tudo mais. Pedimos para amigos nossos irem adotá-lo, porém ninguém queria se responsabilizar por uma criança que nem ficaria com eles. Até porque, iria constar que você era filho deles. Um dia, de tanto insistirmos, um lindo casal foi. A mulher é minha amiga até hoje. — Sorriu, olhando Jay. — Ela tentou adotá-lo, porém você se recusou a ser pego por qualquer pessoa. Chorava e gritava desesperadamente, então não deixaram levá-lo. Grace, a dona, disse que algumas crianças que são deixadas lá desde pequenas tem problemas para confiar nos outros novamente e que até ele passar dos dez anos provavelmente não seria adotado. — Suspirou. — Não sabe como esperamos para completar essa idade. Porém, pouco tempo depois de seu aniversário aconteceu aquilo com Des... Meu mundo desabou... Era como se viver havia se tornado difícil e eu não queria fazer de sua vida aquele inferno que eu estava sentindo, então acabei deixando de lado a ideia de adotá-lo novamente. Dois anos atrás, minha tia me chamou para ir passar um tempo em sua casa nos Estados Unidos, como uma forma de me deixar mais animada, acabei aceitando. Eu e Gemma fomos para lá, onde eu encontrei um homem que me deixava quase tão feliz quanto eu era com Des. Acabamos morando por lá, até eu descobrir que ele me traía. Então voltamos pra cá e, ao ouvir sobre você, pensei em reencontrar meu filho e tornar ele parte de minha vida.

- Nem sei o que lhe dizer.

- Olha, entendo que fiz muitas escolhas erradas na minha vida, mas, com certeza, te procurar agora não é uma delas. Eu realmente espero que você aceite ir morar conosco e participar da nossa família.

- Acho que é muita coisa para um dia só. Ainda estou tentando colocar na minha cabeça toda essa história. De repente eu ganho uma mãe, uma irmã mais velha e descubro que meu pai morreu. Estou confuso demais.

- Ah, claro. — Ela murmurou, chateada.

- Que tal deixarmos Harold sozinho um pouco para pensar e decidir o que fazer. — Gemma sugeriu e os outros assentiram. Leonard olhou-o atentamente enquanto saía da sala, mas o menor nem percebeu. Naquele momento tudo que ela havia contado rondava sua cabeça.

Não conseguia assimilar as coisas tão rapidamente quanto os outros queriam.

--

Uma semana havia se passado desde que seu passado havia sido revelado. Harold estava arrumando suas coisas, colocando-as em uma mala que lhe fora dado pela Jay.

- E se eu precisar dormir abraçado em alguém? — Leonard perguntou fazendo beicinho. — Acho que vou ter que ir chamar o filho do vizinho.

- Nem pensar, é só me chamar que eu venho correndo. — Deu um selinho nele e voltou a guardar suas camisetas.

- Quem vai me fazer chá antes de eu dormir agora?

- Pare de deixar isso mais difícil, bobo. — Sorriu. — Não é como se fôssemos nos separar, apenas vou me mudar de casa.

- Não vai conseguir acordar na hora e se arrumar sem a minha ajuda. — Empinou o nariz e depois riu, indo abraçar o menino por trás.

- Leo... Está me atrapalhando. — Murmurou rindo. — Assim nunca vou terminar de ajeitar aqui.

- Sem problemas por mim. — Riu. — Ok, vou te deixar aí e ir conversar com a minha mãe.

- Tudo bem. — E continuou a arrumar.

- Mããã... — Leonard descia as escadas animado até vê-lo. — O que faz aqui?

Stanley estava em sua frente, entregando um envelope para Jay. Os dois o olharam assustados.

- E-Eu queria deixar algo antes de ir embora.

- Como assim "embora"? — Se aproximou deles, ficando frente a frente com o garoto.

- Lembra que eu me mudei para minha tia? — Assentiu, rancoroso. Não eram as melhores lembranças que ele queria ter. — Meus pais decidiram passar um tempo por lá, visitando-a, pois sua filha, minha prima e sobrinha deles, acabou de ficar grávida. — Sorriu de canto. — E eu terei que ir junto.

- Mas e a faculdade? — Leonard sentia sua voz desaparecendo e um nó na garganta o consumindo.

- Irei ser transferido.

- Porque não mora em um "apartamentozinho" por aqui?

- Meus pais não me acham responsável o suficiente para cuidar de mim mesmo. — Revirou os olhos e suspirou. — Enfim... Eu queria deixar essa carta contigo ao invés de ir embora novamente sem avisar. — E ofereceu aquele papel, mas o menino não o pegou. Ele simplesmente não queria aceitar que o outro iria, de novo, ficar longe dele.

- Essa vai ser a terceira vez que me abandona. — Murmurou, sem olhá-lo.

- Eu sei. Me desculpe. Não sou um bom amigo e tenho noção disso. Nunca vou te merecer, mas não posso fazer nada.

- Posso dar uma ideia? — Jay perguntou e ele assentiu. — Que tal se morasse conosco? Óbvio, se Leonard aceitasse.

- Morar com vocês?

- É, pode fazer a faculdade aqui e nós cuidaremos de ti.

- Por mim, é claro.... Mas L... — E antes de terminar o garoto havia pulado em Stanley, abraçando-o.

- Sim, sim, sim! — Disse animado, fazendo os dois rirem.

- Tem espaço?

- Tem sim. Harold está indo morar com sua família biológica.

- E eu não vou atrapalhar?

- Óbvio que não, Harry também não atrapalhou. — Ela disse sorrindo por ver seu filho feliz.

- Não sei se meus pais irão deixar...

- Eu ligo para eles e pergunto. É só me dar o número. — Jay falou e ele logo fez isso. — Subam lá e contem para o cacheadinho. — Riu. — Assim que terminar de convencê-los, eu preparo um lanche e levo para vocês.

- Ok. — Leo assentiu, mesmo hesitante em contar ao 'namorado'. Pegou a carta e a guardou no bolso, amaçando-a um pouco. Queria lê-la mais tarde. Ele estava muito animado com a ideia de não perder mais seu amigo e uma companhia de quarto.

Ao abrirem a porta do quarto, encontraram Harold guardando seus tênis em uma sacola marrom.

- Stanley? — Perguntou surpreso ao vê-lo.

- Olá. — Sorriu.

- Ele precisava de um lugar para ficar porque sua família vai visitar sua tia, então vai morar aqui em casa até terminar a faculdade ou até seus pais chegarem. — Leonard falou rapidamente, com um sorriso enorme.

- Morar aqui? — Uma onda de ciúmes o invadiu. — E onde ele irá dormir?

- Quem mais dorme nessa cama? — Stan perguntou, apontando para a cama de casal.

Eles finalmente haviam terminado o quarto que tanto queriam. Tinha ficado lindo mesmo.

- Só eu agora.

- Então cabe mais um. — Sorriu travesso. Hazza queria matá-lo. Não queria que eles dormissem na mesma cama, dividissem o mesmo banheiro, se trocassem um na frente do outro ou qualquer coisa que iriam fazer agora. Ele simplesmente não queria que esse garoto recebesse tudo que ele havia tido.

- Que horas é sua faculdade? — Leonard perguntou.

- De manhã.

- Então fechou, porque minha escola também, então estaremos em casa no mesmo horário. — Sorriu. — Que dia seus pais irão ir?

- Amanhã mesmo. E quando você vai sair? — Olhou para Harry.

- Hoje, iríamos jantar lá na casa de Anne. — Respondeu irritado. Ele ainda não conseguia chamá-la de mãe, mas já havia adquirido um carinho enorme por ela.

- Ah, ok então.

- Com licença. — Ouviram Jay e ela abriu a porta, aparecendo com uma bandeja. Haviam vários sanduíches. — Chocolate quente para Harold, chá para o Boo e suco de melancia para o menino teimoso. — Ela riu, deixando-a em cima da cama.

- Melancia?

- Sim. Stanley era viciado nisso e certo dia havia acabado o de sua casa, então foi lá na nossa, mas como não tínhamos também, ele me convenceu a ir procurar uma melancia eu mesma e fazer. — Revirou os olhos, sorrindo. — O resultado é que eu tive que atravessar metade da cidade para achar uma que agradava-o. — Os dois meninos riram, lembrando do drama que aquele dia havia se tornado.

--

- Cheguei. — Harry falou entrando no quarto do mais velho, enquanto o mesmo se vestia.

- Bom dia, amor. — Sorriu e o beijou.

- Como foi sua noite?

- Depois que voltei da janta na sua casa fiquei de bobeira olhando televisão e convenci as meninas para dormirem comigo. — Riu.

- Bobo. — Mas logo 'fechou' a cara. — Hoje não terá esse problema, já que alguém irá aceitar rapidamente dormir na mesma cama que a sua.

- Não seja bobo, vocês tem que ser amigos.

- Não necessa... — Foi interrompido pelo toque do celular do outro menino.

- Alô? Oláá, Staaaan. — Sorriu. — Mas já? Posso sim... Ok, já vou... Tá, tchau. — E desligou. Harold o olhava curioso. — Ele precisa de ajuda para trazer suas coisas, então eu vou ir na sua casa e ajudá-lo

- Mas e a escola? Se não formos agora iremos nos atrasar.

- Eu sei, vai indo na frente que eu vou perder o primeiro período.

- Vai me trocar por ele?

- Não é assim. Só hoje. Te vejo no intervalo. — E Harry ficou emburrado, então, sem nem responder, se virou e saiu.

Leonard quis ir atrás dele, mas sabe como aquele garoto é. Precisava esperá-lo se acalmar.

Terminou rapidamente de se arrumar e, após pegar o endereço, foi até a casa do outro.

- Aquele idiota, parece que não se importa em me deixar de lado desde que seja para ajudar o seu amiguinho. Poxa, ele é AMIGO dele, eu sou o NAMORADO, ou quase, não sei. — Desabafava sozinho. Sua voz demonstrava toda a irritação que estava sentindo. — E enquanto os dois se divertem, estou indo sozinho para a escola. Cadê aquele lance que Leonard estaria sempre ao meu lado? Porque não estou vendo NINGUÉM aqui! — Chutou uma pedra como se fosse acalmá-lo. — Sim, estou com ciúmes, mas qual é, todos sentiriam. Se ele não se importa de me ver assim, eu o farei se sentir como eu. — Sorriu travesso e pegou o celular. "Sop, qual o número do seu namorado? Os meninos queriam para chamá-lo para sair" digitou e enviou rapidamente. "Hazza :( cadê você? Desapareceu da minha vida desde o aniversário. Te quero de volta, bobão. Aqui ó XXXXXXX. Espero que se deem bem, ele não para de falar em ti". Se ela estava falando tão tranquilamente assim significa que ele não havia aberto o jogo ainda e continua fingindo que a ama. "Desculpa, muuuuuitas coisas andam acontecendo comigo. Vamos sim hahah :) bem, vou indo para a escola, obrigado. Beijão" e recebeu apenas mais uma mensagem dela se despedindo. Pegou o número e mandou outra sms.

"Olá. É o Harry :)". Caminhou rapidamente, a adrenalina o consumia. "Ora, veja quem apareceu. Terminaram?" O modo que ele havia escrito não deixou o cacheado muito contente. "Não, só queria conversar. Ninguém me entende como você" e, ao ler, queria não ter enviado essa mensagem. "Quer manter em segredo nossa conversa?" "Sim, por favor" "Por mim, tudo bem, desde que a gente saia para nos encontrarmos. Hoje de tarde" "Só me dizer onde" "Starbucks, rua taltaltaltal" "Fechou nos encontramos lá. Que horas?" "Três. Venha sozinho, óbvio" "Ok, vou para a escola, até mais :p" e não recebeu mais nada. Continuou andando sorridente.

Mas como vingança é um prato que se come frio, logo Leonard ligou para o garoto. Eles estavam na troca de períodos.

- Hazza. — Disse, assim que atendeu.

- O que?

- Eu queria recompensá-lo por hoje. Que tal se olharmos um filme no cinema. Só nós dois.

- Eu n... — Foi interrompido.

- Sei que o que eu fiz foi maldade, mas quero que saiba. Você é mais importante para mim do que Stanley e eu te amo mais. Não vou mais fazer aquilo. Espero que não esteja bravo ainda.

- Não estou. Eu só não vou poder... — Como ele estava arrependido de ter marcado com Nathan. Tinha medo de dizer que não podia ir e ele mostrar as mensagens ao Leo, como 'vingança'.

- Não vai? Irá aonde? — Perguntou desconfiado.

- Você não precisa saber de tudo na minha vida. — Falou rapidamente. Não podia admitir com quem iria ir. Simplesmente porque sabia como o mais velho havia se sentindo quando encontrou pela primeira vez com Nathan e também não queria que ele passasse por isso novamente. Leonard era extremamente inseguro. Um silêncio prevaleceu.

- Por favor, me desculpe pelo que eu fiz, não quero que fique chateado... Pense bem, hoje de tarde almoçamos juntos e vamos olhar um filme. Lá estará escuro e ninguém pode ver, então eu ficaria te beijando a qualquer minuto. — Riu meigo. — Te deixo escolher o filme, pode ser qualquer um. Ah, e também, quando sairmos de lá, podemos fazer o que qui...

- Acha que eu só tenho você na minha vida? Por favor, quero andar com outras pessoas também. — Interrompeu-o.

- D-Desculpa, não sabia que estava sendo muito grudento. — Sua voz era como se estivesse extremamente magoado. Harold queria dizer que era tudo mentira e que amava o jeito carinhoso dele.

- Está. Olha, eu vou ir para a aula antes que me atrase. — E desligou sem ouvir resposta. Sabia que havia 'ferido' Leonard, porém não podia fazer nada. Havia decidido que iria apenas a esse "encontro" com Nathan e depois esqueceria-o por completo.

--

- Bom, eu já vou indo para casa. — Falou após a meia hora de conversa.

- É tão cedo.

- Sei disso, apenas vim aqui para falar pessoalmente que não quero que atrapalhe meu relacionamento atual. — Mentiu.

- Mentira. Fale a verdade. — O mais novo bufou.

- Queria deixar Leonard com ciúmes.

- Funcionou? — Sorriu travesso.

- Não, acabei magoando-o e agora irei embora. Obrigada por h... — Foi interrompido.

- Não pense que irá parar de conversar comigo e fingir que esse dia não existiu. Harold, eu voltei por você.

- Por favor, cale-se. Lembra que ouvi tudo aquilo que disse sobre mim?

- Eu sou o tipo de cara pra curtir, sabe. Não namorar. E não me importo em te dividir com o Leonard. Vamos fazer assim, passa a manhã e a tarde com ele e depois, quando volta para casa, me avise. Eu chego lá em cinco minutos, então a gente aproveita... — Sorriu. Aquele sorriso malicioso que nunca sai de seu rosto, como se não importa o que acontecesse ele estivesse por cima de tudo e todos.

- Não fale mais comigo. — Disse enojado, mas Nathan segurou seu braço.

- Se sair agora eu irei pegar o telefone dele com a Sophie, ligarei e mostrarei nossa conversa. Depois vou dizer que quando me encontrou implorou para que fizéssemos essa proposta.

- Não faria isso...

- Experimenta. — Aquele olhar cínico o irritava.

- Eu te odeio. — Murmurou e voltou a sentar-se.

Notas finais
to chocada ainda com o lou e com o harry por ter deixado ele pintar
sei lá, espero que tenham curtido o cap
bjs :*