Our Fire Tail
8 Família - Layla
Notas iniciais
Havia muitas coisas que poderiam ser feitas em um dia como aquele. Não havia muito sol e também não estava chovendo, a cidade estava vazia, o que representaria um momento ideal para executar um plano para salvar uma guilda da pobreza... Mas Layla, que parecia completamente chocada com uma nova situação, estava no banco do parque... Com um cara estranho que dizia ser seu pai.
Bem, ele realmente parecia com ela. O tipo de cabelo era praticamente o mesmo, a única diferença era que os seus eram loiros e compridos e do pai eram curtos e rosa (sim, rosa). O olhar que ele usava de felicidade ao falar com ela era tão irritante que a fazia se sentir cansada. Mas de certa forma, irritada não era exatamente o seu sentimento... Até porque Layla não sabia o que pensar.
Estava tomando um sorvete de morango, enquanto Natsu já devorava seu terceiro de chocolate. A loira começou a se perguntar quem pagaria aquilo no final das contas.
— Então. – ele disse tentando puxar alguma conversa. – Você não é mais aquela garotinha de antes... Qual foi sua primeira palavra? Foi fogo, não foi? E quando você andou pela primeira vez? Quem te ensinou a ler? Qual foi sua primeira missão?
— Calma. – pediu Layla e ele parou de falar. – Uma pergunta de cada vez, por favor... – depois a garota suspirou. – Eu realmente não sei minha primeira palavra ou quando aprendi a andar... E aprendi a ler com uma senhora que morava na minha vila... Durante um bom tempo da minha vida não sabia que era uma maga, ou quem eram meus pais. Eu morava com um casal de idosos em uma cidade bem longe de Magnólia... Não falo com eles há anos...
— O que?! Como assim?! Laxus não cuidou de vocês ou algo assim? Ele os liberou no mundo?! MEU BEBÊ PASSOU FOME?!
— Calma! – ela gritou dessa vez. – Eu não passei fome, ok? E Laxus não fez nada disso. Ele entregou aqueles que tinham família para esses em questão, e os que só tinham parentes da Fairy Tail foram doados em lares de orfanatos, mas tenho certeza que nenhum de nós passou fome. Você é muito estressado, sabia?
Natsu bufou o que fez Layla soltar um risinho. Ela não se sentia mal a dividir o passado com as pessoas, até se sentiu feliz porque, bem... Fora a primeira vez que alguém a perguntara sobre ele.
— Minha primeira missão foi há três anos... Mas parece que foi há uma eternidade. Fiz time com o Karov, que é o filho do mestre, você ainda não conhece. E uma garota que era da Fairy Tail, mas acabou morrendo três anos atrás.
— Sério? Do que?
— Exceeds, milhares deles, com armas.
— Exceeds?! Exceeds não poderiam matar ninguém, que idiotice! Eles são bons demais para isso.
Layla se sentiu insultada naquele momento.
— Ei! Os Exceeds mudaram ok? E não é possível Grace estar viva... Ela realmente...
— Espere aí! Grace? A filha da Levy? Ah, Lucy vai ficar triste, as duas são tão amigas... Acho que vou ter que pescar um peixe enorme só para colocar um sorriso na cara dela de novo...
Layla começou a se perguntar se sua mãe seria tão fã de peixe assim... E também se era verdade que ela e a mãe de Grace eram amigas... Isso a fez pensar se poderia ter feito mais alguma coisa para salvar a ex-maga do ferro... Quer dizer... Ela viu o corpo de Grace morto... Não viu?
-... Mas e o seu irmão? – continuou falando Natsu. – Onde ele está? Como estão suas magias?
— O que? – perguntou Layla sem prestar atenção.
— Seu irmão. Jude Igneel Dragneel...
— IRMÃO?! QUE IRMÃO?!
— COMO ASSIM QUE IRMÃO?!
***
- Argh! – murmurou Grace cansada. – Essa pirâmide não tem ar não?! Que calor é esse?!
— Para de reclamar! Estamos quase chegando! – disse Faizel Farell enquanto andavam pela pirâmide cheio de ouro, desenhos egípcios e coisas que Grace não ligava a mínima.
— Isso é tão estranho... – ela disse.
— O que? A pirâmide? Pois saiba que isso foi construída...
— Dane-se! Estou falando de mim... Eu não deveria estar em algum tipo de paraíso do que nesse lugar? Quero dizer... Eu... Sinto-me tão viva.
— Hã... Cala a boca que todos os mortos devem se sentir assim. Olhe aqui, daqui a pouco encontraremos as múmias, se quiser ajudar, seria de utilidade.
— Tanto faz.
Os dois continuaram andando com Farell na frente. Finalmente, chegaram a uma sala onde havia mais de cem caixões empilhados um em cima dos outros, pela sala inteira, indicando algo como: perigo.
- Ei Zé. – ela disse. – O que exatamente estamos procurando?
— Não sei direito. – disse ele ignorando o “Zé”. – Talvez... Um faraó, de preferência.
- Como exatamente você ressuscita pessoas?!
— Hã?
— O que você faz? Quero dizer... Você pega a alma, o corpo... O que?
— Hum... Nenhum dos dois... Se eu te contasse você provavelmente ficaria irada comigo... Mas é bem mais simples do que parece...
Grace estreitou os olhos.
— Já ouviu falar dos espíritos estelares? – ele perguntou, sem esperar ela responder. – Eu transformo a mente de pessoas mortas neles.
— O que?!
Ele tirou do bolso uma chave e me entregou na minha mão. Em vez de prata ou ouro, essa era negra, com um pouco de ferro pelo cabo.
— Sua chave. – ele disse. — Um espirito das trevas, como se chama. Mas eu não preciso dela para chamar você... É claro que se outro mago celestial tocar nessas chaves o espirito começa a pertencer a outro dono... Viu? Mais simples do que você pensava...
Grace não sabia o que falar... Esperava qualquer coisa... Mas isso...
— É uma magia das trevas mesmo... – disse Grace. – Então se eu...
— Se você voltar, não será problema. De todo o modo, você está aqui, então me ajude a abrir esses caixões.
Grace deixou a chave cair no chão. Mas não pensou em pega-la de volta. Farell iria fazer logo depois... Só ficou pensando no que ele havia dito: “É claro que se outro mago celestial tocar nessas chaves o espirito começa a pertencer a outro dono...”... Sua chance de poder ficar livre de novo, por que não pensara naquilo antes? E já sabia quem poderia ajuda-la nisso...
Fale com o autor