Our Fire Tail
3 Apenas mais um daqueles casos de família – Grace
Notas iniciais
- Então... Já chegamos? – perguntou a garota morrendo de tédio enquanto andavam pelo deserto. E como sempre, o lugar estava quente, cheio de areia e não parecendo acabar nunca.
Não que Grace realmente se importasse com o tempo. Seu sonho de um dia ser mais alta do que todo o resto da população e rir com uma grande e terrível risada maléfica por causa disso já havia sido destruído há alguns anos.
— Quase. – respondeu o novo companheiro de viagem. Um garoto loiro, que era mais alto que a maga do ferro e também um ano mais velho. – Já ouviu falar das pirâmides que existem aqui perto? Acho que vou dar uma passada lá...
— Conseguir mais pobres fantasmas que gostariam de estar em qualquer lugar por aí a não ser falando com você?
— Isso mesmo. Que bom que entendeu. Agora faz um favor para mim e volta para o mundo dos mortos, oks? O que seja que esteja do outro lado. Eu quero chamar o Carlos, preciso dele.
— Tanto faz. Pode ir.
O cara loiro parecia querer mata-la.
— Você não ouviu?! Vai embora!
— E por que faria isso? Só porque agora você me ressuscitou acha que é meu dono ou algo assim?
- Eu sabia que deveria ter ficado em casa, comendo hambúrguer e ter virado padeiro junto do meu pai. – disse ele como se estivesse deprimido. – Por que resolvi aprender magia?! Por quê?!
— Está perguntando para mim?! Eu ainda nem sei seu nome direito!
— É Faizel! Faizel Farell!
— Foi Zé Farol?
— Faizel Farell! Faizel significa o juiz e Farell significa homem de valor. Na minha família é comum dar nomes aos bebês que possam indicar o seu caminho na sua futura vida e morte. Sou o juiz de valor.
Grace quase começou a rir depois daquilo. Dar nomes a bebês através dos significados era uma das coisas mais ridículas que tinha ouvido. E desse jeito jamais poderia decorar o nome daquele garoto. Como se precisasse... Logo, logo, iria dar o fora dali...
Mas algo que a maga do ferro não queria era encontrar com os membros de sua antiga guilda, a Fairy tail. O único motivo disso era o simples fato de que Grace era orgulhosa demais para admitir que havia sido revivida por um garoto mimado de alguma família rica e cara que pelo visto cuida de fantasmas como se fossem pokémons.
— Mas voltando ao assunto, volta para casa.
— Não. Eu vou ficar.
— Você esta doida? Olha eu vou te chamar de volta...
— Esse é o problema... Vai ficar me chamando e me obrigando a voltar como se eu fosse um espirito celestial ou algo assim. Não, obrigada. Eu volto com a promessa de que não irei mais ser chamada por você.
— Eu não vou fazer isso. O.K. Fica aí então. Faça o que quiser, eu não ligo.
Segundos depois, Faizel estalou os dedos e Carlos, outro morto surgiu confuso, mas provavelmente já acostumado com Farell. Esse espirito era de um homem grande e musculoso. Os cabelos vermelhos estavam presos em um rabo de cavalo. Dava para perceber que Carlos não era um mago, mas provavelmente aquele garoto havia o chamado por algum motivo.
— Carlos. – Faizel disse. – Tenho algo a te pedir.
— Foi só isso? – perguntou Grace confusa.
- O que foi agora?!
— Não vai ter nenhuma frase de efeito, não?! Você só vai estalar os dedos e ele aparece? Você não vai pegar uma chave? Ou ao menos gritar: “Carlos, eu escolho você!” ou algo assim? Tipo, como da pra saber se você esta chamando ele ou qualquer outro?
— Eu penso na cara dele. Não preciso gritar nada para ninguém. Mas agora, vamos voltar ao assunto. – disse ele ajeitando a roupa e entregando um envelope que estava no seu bolso para Carlos. – Preciso que envie isso para a Sabertooth. Diga que vamos nos atrasar um pouco e que só chegaremos no dia dos jogos mágicos.
— Espera aí. – o interrompeu Grace.
— Eu mandei você ficar calada!
— E você está nervoso hoje ou é impressão minha? Posso saber por que está mandando um homem grande e forte com mais de 2 metros de altura entregar uma mensagem? Ele pode ser útil para outra coisa, não?
— Ei! – reclamou Carlos. – Isso é preconceito! Sou grande, mas sou rápido! Posso enviar essa mensagem em apenas dois dias! Não se preocupe Faizel!
— Você não me preocupa Carlos. – disse Farell com um sorriso no rosto. – O problema é outros mortos que ainda não aprenderam em que situação estão.
— Sinceramente, eu já estou morta. Não mereço indiretas.
Mas a ignorando, segundos depois, ali só sobraram Faizel e Grace.
— Ok... – murmurou o loiro. – Vamos às pirâmides. Ah, que felicidade, minha primeira múmia.
— Você tem problemas... – disse Grace. – Toda a sua família é assim também?
— Toda a sua família é cheia de pessoas baixas?
— Não faço a mínima ideia.
— Então não saia por aí perguntando da vida dos outros. Da pra saber que você não teve educação... Mas também não precisa dar uma de cara de pau por aí. Olha, só vou dar um aviso para você. Posso invocar apenas dois espíritos por vez. Terá que me ajudar caso seja atacado lá dentro.
Mas Grace ainda estava curiosa quanto uma coisa.
— Como isso funciona? Quero dizer... Isso de ressuscitar pessoas... Não faz sentido... Nenhum.
- Bem... Acho melhor contar uma história, talvez assim ajude.
— Aff... Histórias são chatas.
— Você perguntou, agora vou te responder. Imagine um homem loiro e bonito que nem eu...
— Você?
— Meu bisavô na verdade. Ele era muito parecido comigo. Mas continuando, esse homem, que era um vendedor de camisas personalizadas, tinha um sonho de se tornar um grande mago. Mas como era pobre e sem talento para isso, já havia perdido todas as esperanças.
“Quando ele se apaixonou por uma mulher. Uma moça de 20 e poucos anos, também loira e muito bonita. E alguns meses depois, eles já estavam prontos para se casarem. Porém, um dia antes do casamento, o irmão da noiva sofreu um assalto. Os ladrões eram magos, e um deles usava fogo.”
“E foi com esse fogo que a bela mulher fora morta, protegendo o irmão e a família. Meu bisavô com raiva e ódio em seu coração, se dedicou o resto de sua vida até encontrar uma magia que pudesse a trazer de volta.”
“Foi quando ele conheceu um antigo profeta e vidente, chamado Zeref, que prometera empresta-lo aquela magia em troca de que um dia, quando ele voltasse ao mundo, todos os descendentes dele deveriam ser seus servos e soldados.”
Faizel falou essa parte a ridicularizando, mas Grace ficou séria. Já ouvira o nome Zeref antes em algum lugar... Mas não conseguia lembrar-se de onde. Os pequenos detalhes de sua vida humana não haviam entrado em suas memórias de morta.
— Então aqui estou eu, que junto de meus seis irmãos, conseguimos ressuscitar, no momento, 50 espíritos... Juntos. Separados, é outra história. Eu só tenho você, Carlos e a Alice. É pouca coisa, por isso vamos às pirâmides.
— Mas tipo... Como você me ressuscitou? Que tipo de magia você fez?
— Você verá quando eu conseguir minha múmia. Não que você merecesse saber os detalhes de tudo, afinal, você é a morta mais chata que eu já vi. A não ser a tia Creusa... Essa é pior, que bom que não a herdei para mim.
Grace não ficou muito satisfeita com a resposta dele. Mas a maga do ferro achava que tudo aquilo era um grande mistério para ela. Faizel Farell... Alguma coisa lhe dizia que não conseguiria se livrar daquele garoto tão fácil...
***
Tatian estava desesperada. Corria de um lado á outro, sem saber como contar á seu mestre as noticias recentes. Aquela garota idiota estava morta. E agora? Qual seria o novo plano? E como eles deveriam fazer em relação a tudo aquilo...
***
Rain estava descansando em um banco da Praça de Magnólia naquela manhã. Sentia-se muito feliz naqueles últimos dias. Principalmente porque começou a ficar cada vez mais perto de conquistar Layla de uma vez por todas. E assim, o garoto nem se importava com exame classe-S, grandes jogos mágicos e esse tipo de coisa.
— Rain, é você?! – chamou uma voz que despertou o mago da neve de seus pensamentos sobre sua futura casa e família com a loira. Quando olhou para o lado e viu quem era... Pode ter certeza que seus sonhos iriam ser deixados de lado por alguns minutos.
É hora do...
\\o/Pergunte sua duvida\\o/
Layla: Então minna! Voltamos respondendo as perguntas antigas que sei que demoramos, e pedimos mil desculpas por isso.
Rain: Sim, gomen a todos!
Layla: Rain! Por favor, lembre-se, na hora certa, de um jeito de arrumar uma briga comigo.
Rain: Por quê?
Layla: As pessoas gostam de brigas. Mas agora, vamos a primeira pergunta!
E se o Johan vai fazer mais alguma coisa além de ficar jogando. Ele realmente é forte? — Helscy
Layla: Ah, Não, Johan, é bem forte sim... Pelo o que eu ouvi falar. Nunca lutei com ele. Mas nos dois últimos exames classe-S Johan quase chegou em primeiro.
Rain: Respondo o mesmo que a Layla.
Layla: Não! Discorde de mim!
Rain: Por quê?
Layla: -.-‘ Era tão mais fácil com a Grace. Rain, você é um ótimo treinador, mas não sabe responder perguntas de fãs.
Rain quantos filhos você gostaria de ter com a layla? – Monkey D luffyko
Rain:...
Layla: ...
Rain: ...
Layla: ...
Rain: ...
Layla: Acho que teremos que... Hã... Por causa do desmaio desse daqui, pularmos essa pergunta. Pedimos desculpas por isso. Espero que ele acorde logo... Mas enquanto isso, vamos para a próxima pergunta.
Karov como você se sente parecendo o pai da Grace? — Monkey D luffyko
Layla: Para responder essa pergunta, nós convidamos o Karov para...
Karov: Já estou aqui. Agora respondendo sua pergunta... Quem é o pai da Grace? Ele é forte? Autentico? Um grande mestre?
Layla: Karov, quem pergunta são eles... Não a gente...
Karov: ... Bem, se ele for como perguntei, então, sim, devo ser parecido com ele u.u.
Layla: Próxima pergunta, por favor.
Layla se você pudesse escolher a data do seu casamento com Rain quando seria? — Monkey D luffyko
Layla: ... Bem... Meu sonho sempre foi casar no meu aniversário... Mas eu não vou casar com o Rain! Ele só está me ajudando! Por que todo mundo...
Karov: Desse jeito você vai virar uma tia com 99 gatos que passa o dia regando flores.
Layla: ...
Karov: Estou indo. Tenho uma guilda para conquistar.
Layla: Mas o que esse menino está falando... Bem, acabamos as perguntas por hoje, espero que tenham gostado e até o próximo o/
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