Our Babies
2 Introdução - Primeira Parte
POV Kristen Stewart
Bem, a “nova fase” da minha vida começou na manhã em que eu procurava as chaves do carro pela pequena e bagunçada casa que eu morava com Rob. Eu estava em estado de estresse emocional gigantesco, não apenas por estar “naquelas dias” e não poder transar com o meu “pequeno”, mas sim por que hoje seria a noite de lançamento da segunda parte do filme Amanhecer.
Vou ser sincera, as vezes eu adorava ser”Bella Sawn” e ser casada com o vampiro mais gostoso daquela época – o que já faz muito tempo, pois hoje todos já esqueceram de vampiros e lobisomens – mas a maioria do tempo, era estressante. Ter que dar autógrafos em cada esquina, ficar sendo “flagrada” por pessoas desconhecidas e o pior de tudo, tendo que ouvir chamarem seu namorado de “maior tesão”.
Fala serio! Vocês já passaram uma noite com Robert Pattison para saber se ele realmente é o maior tesão?! Não que eu esteja dizendo que ele não é. É claro que sim, ou eu não estaria com ele até hoje, mas é irritante um monte de criançinhas de 5 anos de idade falando o quanto o seu namorado é perfeito.
Voltando ao assunto em questão, enquanto eu procurava as chaves do carro para correr para o salão de beleza, e deixar meu cabelo “pelo menos uma coisa passável”, como todos diziam, Robert pedia para eu relaxar e fumar um cigarro, o que seria muito bom para mim.
- ROBERT! – sim, às vezes eu realmente queria que minhas palavras o ferissem. – Eu estou atrasada, nervosa, cansada, e com TPM, não me peça para “relaxar”. Você sabe como eu fico em dias de estréia.
- Calma meu amor. – ele veio até mim, com um sorriso brincando em seus lábios finos. – Vamos lá, fume um cigarrinho, tenho certeza que você vai se sentir mais feliz.
Suspirei rendida, e estendi a mão para pegar a caixa de cigarro que ele segurava. A peguei, e estranhei o quão leve ela estava. Foi então que eu abri, vi lá dentro uma aliança e minha “nova fase” começou, bem no momento em que ele perguntou: “Quer se casar comigo?” e minha mente gritava “SIM!SIM!SIM!”.
Para encurtar a historia, eu fui bem feliz para a estréia do segundo Amanhecer, minha TPM passou, transei varias e varias vezes com Robert depois disso, nós casamos escondidos para que ninguém indesejado – lê-se: fãs e paparazzi – “furasse” a festa, e antes mesmo que nós pudéssemos entrar no avião para passarmos nossa lua de mel no Caribe, descobrir que estava grávida.
E que hoje, 14 anos depois, eu teria uma filha chamada Ruth, de longos cabelos loiros e olhos verdes que tira nota dez em todas as matérias, não é revoltada contra a vida como um adolescente normal, usa óculos fundo de garrafa e que critica Robert e eu quando nos encontra fumando.
Pode não parecer, mas ela foi à melhor coisa que me aconteceu.
POV Miley Cyrus
Quando eu estava fazendo Hannah Montana, e ainda vivia sobre o véu preto da Disney, me fazendo não ver as verdadeiras coisas boas da vida, eu ficava imaginando se eu realmente gostaria de ter um filho. Aquela idéia era seriamente nojenta, já que olhar aquelas crianças andando de um lado para o outro com um álbum de figurinhas de coisinhas bestas como HM, era como olhar para a morte que falava: Venha comigo, venha comigo.
Eu pensava em como aquelas mães agüentavam seus bebês, e ainda, os amavam. Ter um filho para mim era questão de suicídio.
Mas digamos que essa idéia de “crianças = morte” mudou um pouco, há exatos quatro anos atrás, quando vi que o teste de farmácia de míseros 8.59 dólares, deu positivo. E bem, não foi apenas um, ou dois, ou três. Foram nove teste de gravidez que deram positivo. Não podia mais negar, eu estava grávida. Gravidissima.
Eu acho que estava com a cara branca quando entrei na sala da minha casa a pouco construída, a qual eu comecei a dividir com Liam depois que casamos. Ele me olhou com os olhos arregalados, parecendo preocupado, e perguntou:
- O que foi meu amor? O cano da pia do banheiro estourou de novo?
- Não. – respondi, engolindo seco. – Eu estou grávida.
- Não meu amor, você só está inchada, é que hoje você comeu muito hambúrguer, só isso.
- Não Liam! Você não entendeu! Eu estou grávida! Grávida! G-R-A-ACENTO AGUDO NO A-V-I-D-A!
- GRAVIDA?! – Liam gritou assim que (finalmente) entendeu o que eu queria dizer.
Juro que enquanto descia as escadas, eu fiquei imaginando qual seria a reação dele. Mas por nenhum momento, eu imaginei que ele me pegaria no colo, me giraria até eu ficar tonta, faria a dança da alegria e começaria a gritar:
- Vamos ter um bebê! Vamos ter um bebê! Ele pode se chamar Jordan, de Michael Jordan, a fera com bolas de basquete. Ou Michael! Você escolhe Meu amor! Vamos ter um bebê!
Digamos que, Liam estava completamente errado. Não apenas com o nome do bebê que nunca seria Jordan, muito menos Michael. Mas sim com a quantidade em que eles viriam, afinal, ao em vez de um, vieram dois: Meaghan e Matthew.
Era estranho dizer, mas depois que virei mãe – e conseqüentemente mais responsável e menos... “vulgar” – eu adorava ter dor de cabeça. Contando que fosse por causa dos meus filhos, estaria tudo bem.
POV Nina Dobrev.
Foi apenas uma noite para tudo acontecer. Apenas uma noite foi necessária para me fazer terminar com meu namorado – que se vocês quiserem realmente saber, é um desconhecido qualquer, e que depois de 15 anos, eu nem me lembro o segundo nome dele – entrar em uma igreja com véu e grinalda, morar em uma gigantesca casa com um quartinho todo decorada de azul, com carrinhos vermelhos e acordar no meio da noite para dar de mamar.
Uma dica: se não quiser ter filhos, use sempre um diafragma, ou uma camisinha de menta, ou qualquer porra que faça você NÃO ter filhos do seu melhor amigo, por passar uma ÚNICA noite com ele, por causa de uma terrível dor de cotovelo de ambos.
E se você é burro o suficiente para não entender o que estou querendo dizer, nesses dois parágrafos, é que depois de brigar com meu namorado desconhecido, o qual ninguém precisa saber o nome, eu realmente passei uma noite inesquecível – literalmente – com Ian Somerhalder, meu “BFF” e esquecemos que existiam vários tipos de preservativos para que eu não engravidasse.
No final de tudo, acabei grávida, casando com meu melhor amigo, morando em uma linda casa, e tendo que aprender a cuidar do meu ex-pequeno filhote Alex. Digo “ex”, por que hoje ele esta um tremendo homem de 15 anos, lindo como o pai e maravilhoso como a mãe.
Um dia, depois de deixávamos Alex em uma festa de um coleginha, quando ele ainda tinha 10 anos, Ian confessou no meio de mais uma noite inesquecíveis de nossa vida, que sentia falta do chorinho do nosso bebê, que sempre nos atrapalhava em momento como esse. Eu sorri para ele e beijei seu pescoço.
- Eu também sinto. – concordei com ele. – Mas podemos nos lamentar depois? Agora eu quero fazer outra coisa!
Como já disse, aquela foi mais uma noite inesquecível, e nove meses depois, eu estava com um barrigão, em uma sala de parto, sentindo minha barriga sendo cortada mais uma vez, agora para deixar que uma linda garotinha como a mãe e de personalidade forte como a do pai, saísse pelo mundo: Heidi, de hoje quatro anos.
Mesmo que no começo eu tenha sido obrigada a me casar, e obrigada a aprender ser mãe, eu estava realmente feliz por ter dois filhos maravilhosos, e um marido delicioso.
POV Danielle Jonas.
Kevin e eu estávamos casados há 3 anos e nunca nem cogitamos em ter um filho, nós (leia-se ele) nunca parávamos quietos em casa, geralmente nossas noites eram em hotéis ou nos ônibus de turnê, sempre acompanhados de camisinhas de uva e anticoncepcional. Se cuidar de um cachorro era difícil, imagina de uma criança.
Bem, um dia que Kevin e eu conseguimos ficar em casa resolvemos usar nosso quarto pra algo além de dormir. O problema é que a pessoa muito esperta que vos fala tinha esquecido que as camisinhas e as pílulas haviam acabado.
Sim. Nosso bebê veio sem aviso e sem planejamento, o que era inadmissível, já que tudo na nossa “humilde” residência era planejado. Cada um que morava ou trabalhava lá sabia o que fazer a cada segundo do dia. Até o banheiro tinha tempo para uso.
Depois que John nasceu, a organização da casa desceu pelo ralo. Aquele projeto de ser humano conseguiu bagunçar tudo pesando 3 quilos e sem saber nem o próprio nome.
Em uma das milagrosas noites que minha querida sogrinha conseguiu tirar John de perto de mim (O moleque não desgrudava por nada), Kevin e eu resolvemos aproveitar que nosso filho não estava no meio de nós dois e tivemos a noite mais perfeita dos últimos três anos.
O que resultou em Peter. Que era pior que John. E apesar de que meus filhos, agora com 15 e 11 anos, serem dois capetinhas, eu os amo incondicionalmente. E, pensando bem, a casa fica bem melhor completamente bagunçada.
Notas finais
Muitos beijos,
Little_Angeel e LitlleGiirl.
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