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4 Die Potsdamer Konferenz


Notas iniciais
Me perdoem sobre qualquer erro histórico sobre algo citado sobre a conferência. Faz muito tempo que vi esse assunto no colegial e, como disse no primeiro capítulo, escrevi todas estes capítulos no meio de aulas de exatas, então me permiti um pouco de licença poética -q

Acabada. Estava acabada. Aquela guerra maldita estava acabada.

Era a penúltima conferência a respeito, onde as punições aos responsáveis seriam oficializadas.

A reunião estava no meio e a atmosfera em nada lembrava as antigas conferências, descontraídas e até mesmo inúteis. Feliciano não encarava nada que não fosse a mesa ou seus sapatos – principalmente Ludwig. Todos estavam quietos, com exceção de Alfred que discursava, sério e sem hambúrgueres ou milk-shakes em mãos.

As punições à Alemanha prosseguiam, severas, até o momento em que Ludwig e Gilbert arregalaram os olhos.

A região pertencente à Prússia seria ocupada pelos soviéticos.

Ludwig abaixou a cabeça, punhos e dentes cerrados, imaginando o que aconteceria com seu irmão nas mãos daquele psicopata bêbado. O prussiano desviou seu olhar de Alfred para Ivan e o sorriso que o russo ostentava fez calafrios de antecipação percorrer o corpo albino.

Abaixou a cabeça, assim como seu irmão, sua franja cobrindo os olhos vermelhos. Ninguém notou a expressão atônita de Elisabeta — com exceção, talvez e apenas talvez, de Roderich.

Após algum tempo a reunião deu-se como encerrada e aos poucos os países deixavam a sala. Gilbert ainda estava sentado quando sentiu uma mão enluvada em seu ombro e ouviu uma risada sadicamente infantil atrás de si, seguida de um rosnado baixo vindo de seu irmão. Ivan afastou-se, ainda sorrindo, sendo seguido pelo olhar furioso e escuro do alemão.

-Venha, Bruder. Vamos embora.

-Vá na frente, West. Vou daqui a pouco.

Ludwig titubeou, porém assentiu após certificar-se que o soviético já havia deixado a sala. Alfred fechou a porta, murmurando algo para não tomar muito tempo ali.

E Gilbert chorou.

Debruçou-se sobre a mesa, soluçando, o rosto escondido entre os braços.

-Por quê? – murmurou, após alguns minutos, o nariz congestionado pelo choro – Por que ainda está aqui?

Levantou os olhos úmidos e inchados, encarando Elisabeta que permanecia imóvel em seu lugar — mesmo que Roderich tenha tentado lhe esperar por alguns momentos.

O germânico se levantou, esfregando os olhos com a manga do uniforme e contornando a grande mesa oval. Aproximava-se da húngara com passos pequenos.

-Por que fez isso sabendo que eu estaria deste jeito? Me odeia tanto assim, Elisabeta?

A moça não soube responder a nenhuma das perguntas, principalmente o porquê se levantara e se jogara sobre o albino quando este estava a uma distância mínima, abraçando-o forte e sendo abraçada na mesma intensidade.

Não sabiam por que se abraçavam, mas sabiam que era bom. Gilbert puxava a ex-rival pela cintura e podia sentir as lágrimas dela molharem seu ombro, enquanto afundava sua própria face por entre os cabelos compridos e castanhos.

E choraram juntos, em meio a tantas perguntas nunca respondidas ou refeitas.

Notas finais
Porque se não tiver um pouco de drama, oras, não sou eu!