Bocejou pela terceira vez, segurando-se a um apoio dentro do metrô. Maka, aquela noite, não tinha dormido mais do que duas horas. Soul tinha invadido seu quarto, e disse que iria cancelar aquela marca a qualquer custo — mas a loira sabia que sua intenção era outra. E foi exatamente aquilo o que aconteceu. Quando saiu de casa, o Evans ainda estava dormindo. Ele não tinha que ir pra faculdade ou acordar cedo, afinal.
Chegou à universidade adiantada de alguns minutos. Entretanto por motivos desconhecidos a ela dezenas de entrevistadores, câmeras e carros de companhias de TV estavam de frente para a mesma, o que impedia a passagem para dentro do estabelecimento.
- O que diabos está acontecendo aqui? — ela perguntou à primeira garota que viu, totalmente confusa.
- Você não sabe? — Maka permaneceu calada, ainda esperando algo que respondesse a sua pergunta — O principe da Nepólia, Alfred Gimberg, vai estudar na nossa faculdade! A impresa não fala de outra coisa há quase duas semanas!
- O-O QUE?! — gritou, atordoada. Era uma brincadeira de mal gosto ou algo assim? — Ah, o-obrigada... — inclinou-se por um momento, referindo-se à estudante que logo se afastou de perto dela — Hmpf. Eu tenho que assinar um jornal ou algo do gênero.
- Maka-chan! — a loira virou-se assustada, encontrando Tsubaki atrás dela — Então o principe veio mesmo?
- Tsubaki... — ela estranhou sua presença ali, logo lembrando-se que por conta de alguns acionistas que não admitiam a Nakatsukasa ter saído da escola tão cedo tivera que arranjar um curso de administração — Hoje é seu primeiro dia, né?
- Sim. Ontem eu te liguei pra gente vir juntas, mas ninguém respondia.
- Ah, o Soul tava lá em casa, e... — comentou, emcabulada.
- Não precisa dizer os detalhes. — interrompeu-a, forçando um sorriso — Mas... Que sorte a sua! — mudou de assunto, olhando para a confusão na entrada do edificio — Você quer fazer uma tese sobre a avó dele, certo? Pode até mesmo perguntar diretamente.
- Sim, eu também me espantei e pensei nisso. — Maka passou uma mão entre as madeixas loiras, soltando um suspiro — Mas isso me parece suspeito demais.
- Por que? — indagou, desconfiada.
- Ah, por nada. — respondeu, apontando para uma entrada lateral — Acho que a gente consegue passar por lá. Eu tenho só alguns minutos antes que comece minha aula.
- Certo. — disse, acompanhando a Albarn que havia começado a caminhar.
Enquanto caminhava sozinha em direção à sua sala depois de ter deixado Tsubaki na dela, Maka pensava sobre o que estava acontecendo; Um dia antes Wes fazia aquela proposta, e na manhã seguinte o principe Nepoliano batia em sua porta? Ela achava aquilo estranho demais. Tinha que ter o dedo do Evans no meio daquilo tudo. Mas ele também não poderia ter autoridade o bastante para tirar um monarca de seu país. Então, como...?
E poderia ter continuado com seu belo discurso, se não tivesse ouvido uma voz. Uma voz bem familiar que vinha de dentro de uma sala bem ao lado da sua que já estava ao seu alcance. Uma voz que ela não pôde ignorar. Apressou o passo, escorando-se à porta mal fechada. Abriu-a vagarosamente até obter uma fenda grande o bastante pra poder ver quem estava lá dentro.
Aquele era Kid, ela não tinha errado. E não estava sozinho; ao seu lado estava ninguém mais, ninguém menos que Alfred, o principe da Nepólia. Ele deveria ter 19 anos ao máximo. Aquele garoto era bonito, e ligeiramente mais baixo que o Death — o que era bem estranho para uma pessoa européia. Possuía cabelos loiros e olhos azuis — extremamente tipico -, e traços angelicais. Seu corpo parecia bem frágil também, comparado ao de Kid.
Pareciam estar conversando com alguns professores, o que explicava os vários estudantes que vira nos corredores pelo caminho. Ele estava falando uma lingua que ela desconhecia — muito provavelmente nepoliano — e parecia ter uma boa familiaridade com o sovrano.
- Maka? — ouviu alguém chamá-la, fechando a porta e virando-se em um solavanco.
- Stein-sensei, que susto! — berrou, apoiando uma mão ao peito e suspirando aliviada. O homem à sua frente era pálido e seus cabelos poderiam até mesmo se confundir com a pele se esta não fosse repleta de costuras. Entretanto, apesar do ar grotesco, o professor não chegava a ser assustador ou feio.
- Deu pra bisbilhotar a conversa dos outros, agora? — indagou com os olhos cansados, enquanto enroscava um gigantesco parafuso que estranhamente trespassava sua cabeça pelo lado direito.
- Eu não entendo nepoliano, mesmo. — ela disse, dando um sorriso sem-graça — Agora eu... estou indo. — completou, tentando fugir de Franken.
- Ei, pare ai. — ele voltou-se para ela, juntando as sobrancelhas enquanto tirava um cigarro do bolso — Maka, reclamaram que você tem chegado atrasada e faltado bastante. Se não consegue combinar trabalho com estudos, pare com um dos dois.
- Desculpe, Stein-sensei... Mas eu não posso parar comdeixar de lado nenhum deles. — Maka obedeceu-o, parando de andar e logo virando-se para conversar com o professor — E... Eu tenho boas notas, de qualquer forma! Não é o bastante?
- Pra uma garota como você, que não tem pais ricos, seguir as regras é essencial. — Stein acendeu o cigarro, dando dois passos para frente até chegar à aluna — Está aqui apenas por que passou pelo Shibusen, e sabe disso. Se não tivesse frequentado aquela escola ninguém teria te deixado entrar, mesmo com as notas mais altas do Japão.
- Eu sei disso. — ela disse, desviando o olhar — Mas é por não ter pais ricos que eu trabalho. E este é o que paga melhor até agora.
- Só espero que não acabe se ferrando por causa dele. — Franken soprou a fumaça — E sua tese? Vai conseguir nos surpreender ano que vem? Todos os outros do terceiro ano já começaram a fazer a deles.
- Eu ainda tenho que começar. Mas vou sim, pode apostar. — ela sorriu, voltando a olhá-lo — Foi muita sorte o principe nepoliano ter vindo aqui, né?
- Ah, sorte? Se você diz...
- Agora tenho que ir! — falou, correndo pra dentro de sua sala.
Stein a observou, meio preocupado. \"Essa garota vai longe\", ele deixou sua mente dizer, apagando o cigarro na parede mesmo. \"Hm, será que eu consigo dissecar esse tal principe...?\" sua mente mudou de assunto, enquanto suas mãos procuravam os bolsos do jaleco branco e ele caminhava em direção à sala onde Alfred e Kid estavam.
Ao chegar na classe, Maka mudou de expressão; ela estava extremamente preocupada com aquilo que tinha acabado de ver. Sentou-se no primeiro lugar que viu, olhando pro professor que tinha acabado de entrar sem o ver realmente. Iniciou a pensar. Deveria ter mais de um motivo atrás do fato de Wes ter-lhe feito tal proposta, e por algum motivo sentia que Kid teria muito a ver. Fora que... Qual era o real problema de estar com Soul? Eles se amavam, e se ela ficasse famosa um casamento seria bom pros dois lados, além da publicidade pro nome dos Evans.
Ela teria continuado em seus devaneios se uma voz masculina não tivesse se intrometido com uma pergunta banal. Estava tão distante em seus pensamentos que não havia percebido a aproximação do homem.
- Este lugar está vago? — ela voltou-se, encontrando os óculos exagerados e estranhos de Ox Ford. Ela assentiu, voltando a olhar pra frente. Ox era o tipo de aluno modelo que ela mais odiava. Sabia tudo de tudo e todos. Maka espantou-se com essa frase, escorrendo os olhos até seu lado e vendo-o abrir seu caderno em péssimas condições. Ele sabia tudo de todos, afinal. Poderia utilizá-lo pra algo.
- Escuta, Ox-kun — se pronunciou, voltando-se pro colega de curso — Você é muito bem informado, certo?
- Eu sei muito mais do que essa sua cabecinha loira pode imaginar. — o rapaz lhe reservou seu melhor sorriso, por mais que este fosse medonho, olhando-a com certo ar de sarcasmo.
- Ahaha, muito engraçado. Sério. — ela tentou conter um soco, pensando que iria valer a pena suportar um imbecil daqueles — Então eu posso te pedir uma coisa?
- Fique à vontade.
- Sabe qual é a ligação entre o principe Alfred e Death the Kid?
- Claro. Todos aqui sabem.
- Então fala.
- O pai de Kid era o embaixador japonês na Nepólia um tempo atrás, antes de fundar a Shibusen. Parece que periodiacamente seu filho ia visitá-lo, e que conheceu o principe em uma dessas ocasiões. Desde então eles se comunicam, e agora o principe veio estudar no Japão pois quer uma esposa japonesa como sua avó.
- Meu Deus. — a loira arregalou os olhos, percebendo as intenções do mais velho dos irmãos Evans — E não me diga que o único modo para falar com o principe seja através de Kid.
- Hm? — Ox arqueou as sobrancelhas — Exatamente.
- Eu mereço. — ela jogou o corpo inteiro sobre o a mesa que se extendia por quase quatro metros, assustando os alunos que estavam ao seu lado.
Ela iria ser obrigada a passar mais tempo do que esperava com o herdeiro dos Death... E com certeza Soul não iria ser muito entusiasta.
Notas finais
Eae, como foi?
AGORA começa o verdadeiro desenvolver dos fatos. Até agora o Soul não fez merda nenhuma, mas apartir do próximo ele também vai ter uma boa participação... Fiquem tranquilos. Como pode estar dando pra ver, essa fic vai ser bem mais complexa e longa que Ai Nanka Kowakunai.
Review pea esta pobre fic writter sem muito o que fazer? ;_;
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