Os Últimos Piratas.- História Interativa.
3 Cap 02- Ocupações.
Notas iniciais
Eu não prometo trazer de sete a cinco capítulos por semana. Vou me esforçar e trazer pelo menos dois por semana ou três dependendo da situação. Se eu for fazer algo tem que ser algo bom. Mas enfim.
O capítulo está ae. Todos aqueles que deixaram reviews no cap anterior receberam 5 pontos. Mais 5 e sobem de nível, então vão evoluir o personagem. No próximo capítulo explico melhor.
Esse capítulo é mais descontraído, não tem muita ação e tentei introduzir novos personagens e tal. Não fiquem me cobrando a aparição de personagens, isso é desagradável :v Espero que entendam que todos terão um espaço ae. Até!
----------// Calista.
Estou junto a Elizabeth, porém a chamamos de Jane. Ela é bem baixinha. Seus cabelos são negros, longos e ondulados. Possui olhos esverdeados, um rosto delicado, nariz fino e um belo sorriso. Seu corpo é definido, pernas grossas, seios médios e cintura fina. Diferente de meu corpo que é parecido com uma tabua. Não me importo muito com padrões estéticos, por isso sempre mantenho meus cabelos ruivos na altura do pescoço para evitar a atenção dos homens. Odeio ser bela!
Estamos na proa do navio observando a cidade da qual nos aproximamos. Estou a bordo do navio do capitão Henry.
-Acha que podemos comprar rum de qualidade nesta cidade? – ela indaga com seus olhos esmeraldas. Sorrio com os cotovelos apoiados na madeira e de frente com o mar. A cidade é bem bonita, um belo porto, pescadores, barracas e casas grandes.
-Espero. Mulheres não são bem-vistas em tavernas. Mas não somos mulheres comuns! – ela olha para a cidade enquanto falo. Tenho o costume de falar demais.
-Não mesmo. – sua voz soa em um tom meio melancólico, nestes meses de amizade Jane nunca se abriu para minha pessoa. Sinto-me meio distante dela nestes momentos... Mas eu gosto de homens! É claro!
-Senhoritas. – olho para detrás e vejo todos os marujos exercendo suas funções abaixando as velas para zarpar. Eles estão eufóricos e animados, mas continuam fedendo muito. Quem nos chamou fora Flynn, uma espécie de “assistente” do capitão.
Ele possui os cabelos alaranjados bem curtos, olhos castanhos, um rosto nada atraente cheio de sardas, com poucos dentes na boca. É muito magro, tem um jeito estranho, usa óculos e fede. Mas é uma pessoa muito legal e engraçada! Mesmo sendo desastrado...
-O que foi Flynn? – o questiono. Jane continua lá admirada.
-O capitão... Ele quer conversar.
-Com nós duas? – Jane se recompõe e passa por Flynn atraindo os olhares de todos os marujos. Ela é pequena, mas tem um corpo quente e muito chamativo.
-É... – como Jane já se foi sem me avisar eu o segui. Sabe-se lá o que o capitão quer conosco.
---------// Spartus.
De cima daquela arvore de quase cinco metros eu efetuo um salto em direção a dois homens cavalgando em cavalos um ao lado do outro. O clima está nublado por estes lados da Inglaterra. Com as facas em mãos cravo-as em suas cabeças e os derrubo no chão com muita força, os cavalos seguem seus caminhos com velocidade e levanto-me do impacto no chão. Giro as facas ensanguentadas e as embainho em minha cintura.
Meu nome é Spartus Rankiev terceiro, filho de Roman Rankiev segundo. Sou um matador de classe, trabalho diretamente a um homem de codinome Sombras. Quaisquer sinais de traição, roubos e assassinatos eu sou chamado para investigar e “limpar”. Como no momento, estou caçando uma mulher chamada Daphné. Ela traiu a corte inglesa e revelou todas as estratégias para pegar os contrabandistas na fronteira.
A casa dela fica no meio da floresta. Checo o corpo dos homens mortos e depois os arrasto lançando seus corpos em um riacho ali perto. Ajeito meu casaco e continuo a caminhada em direção à casa de Daphné.
Passo entre as arvores altas, gramado seco e pedras pontiagudas. Avisto a casa do alvo. Está rodeada por quatro guardas armados e com casacos negros. Mercenários.
Visualizo Daphné conversando com alguns deles, ela lhes oferece chá quente e se adentra da casa. Puxo de minha cintura meu sabre afiado e brilhante.
-Esse chá está uma merda. – eles cochicham entre si. Os outros dois estão sentados fumando charutos enquanto os outros discutem.
-Jogue ali e depois diremos que estava uma delicia, a vagabunda esta pagando bem, temos que agrada-la.
-Será que ela quer um agrado maior? – eles riem baixo. Olho de relance pelo canto da arvore e vejo os outros dois fumando.
-Meu filho completou dezessete anos ontem, já tem barba e bigode. É um homem.
-Tenho três filhos, um ainda é criança.
-Meu filho é um orgulho, ingressou no exercito inglês.
-Qual seu nome?
-Leroy.
-Nunca ouvi esse nome antes.
-É um nome francês.
Já é o bastante. Empunho o sabre na mão direita e ajeito o coldre com minha pistola de cano duplo. Saio do esconderijo e corro rumo à direção dos homens que fumam com a espada abaixada, eles arregalam seus olhos com o susto.
-Merda! – grita o pai do jovem Leroy em uma tentativa frustrada de desembainhar sua espada. Atravesso seu coração com minha lamina, a retiro rapidamente e corto a garganta do outro sem que façam quaisquer movimentos bruscos.
Os outros dois lançam suas espadas no solo e levantam as pistolas, retiro a minha em uma rápida ação e os dois disparam antes. Um dos tiros atinge meu peito e o outro fora errado. Disparo e acerto ambos letalmente os matando. Guardo a pistola e sigo até a casa.
Chuto a porta a desabando. A casa é toda revestida em madeira velha, está aos pedaços. Escuto do lado de fora nos fundos o galope de um cavalo seguido de esporadas.
Salto pela janela e Daphné foge em sua montaria junto a um mercenário do qual não vi. Sinto uma dor em meu peito, o ferimento parece ter sido grave, toda minha roupa está ensanguentada.
----------// Jane.
Finalmente zarpamos na desconhecida cidade. Henry conversou conosco sobe o espaço no navio. Eu e Calista vamos ter que dividir uma cabine agora.
-Vamos comer. – diz Henry. Ele é um homem grande, cabelos ruivos e compridos, barba longa e também alaranjada. É branco, olhos verdes e sempre anda acompanhado de Flynn e alguns marujos.
-Sim capitão. – diz Flynn carregando um baú que pertence a Henry. Ele se esforça muito para não derruba-lo. Eles param a nosso lado perto das barracas de frutas, peixes e verduras.
-Querem comer conosco garotas? – sua voz soa em tom malicioso. Henry ajeita suas calças largas nos encarando esperando por resposta.
-Não, estamos bem. – respondo. Calista sorri sem graça. Ele coça sua barba olhando para meus peitos sem disfarçar e vira-se rumo à taverna local.
-Ele é legal. – comenta Calista mordendo uma maçã. A encaro friamente, eu odeio Henry e sua tripulação, são imundos.
-Garota, se for comer tem que pagar. – diz a feirante dona da barraca de onde Calista pegou a maçã. Ela coloca a mão em seus bolsos e despeja algumas moedas sobe a mesa.
-Quero peras também. – enquanto ela negocia com a feirante observo os arredores. Mesmo estreita a rua é bem movimentada, todo tipo de pessoa pode se encontrar aqui, dos melhores aos piores.
O dia caiu e a noite chegou. Apossamo-nos de um quarto em um salão perto do mar. Calista contava seu dinheiro enquanto eu penteava meus cabelos negros trajada para dormir.
-Jane... – escuto a voz de Calista. Ela está sentada na cama de pernas cruzadas.
-Sim.
-Você confia neles?
-Neles quem?
-Henry e sua tripulação, você confia?
-Não.
-Você confia em mim? – a olho espantada com tal pergunta. Seus olhos alaranjados estão grandes como a lua e seus cabelos brilham como o sol, nunca vi Calista tão bela. Geralmente ela é uma “menina macho”.
-É claro, porque a pergunta?
-Porque se der algo errado lá, sei que posso contar com você, certo?
-Sim Calista, pode contar comigo.
-Obrigada Jane.
----------// Atlanta.
Dia 03 de Julho.
Estou no convés sentada em um barril vendo os homens trabalharem. Visto a roupa menos chamativa que encontrei, prendi meus cabelos e fiquei ali quase que a manhã toda sentindo o cheiro do mar e do ar.
-Atlanta, está se sentindo bem? – é a voz do capitão Elliot. Seus cabelos negros e lisos estão penteados para trás, olhos esverdeados bem claros e a barba rasa. Ele está sem o chapéu.
-Sim capitão.
-Então porque está aqui o dia todo? Eu lhe observei.
-Desculpe-me, é que ando... – melhor não dizer, o capitão deve ter problemas maiores.
-Diga, tenho que ouvir meus tripulantes, ainda mais você Atlanta. Uma jovem tão bela. – sorrio constrangida, todos os marujos olham-me atentamente enquanto exercem suas funções carregando caixotes, limpando o chão e cuidando das velas.
-Estou descontente com minhas ocupações a bordo do Spectrum senhor.
-Me chame de capitão somente Atlanta. O que lhe faz infeliz? Diga.
-As ocupações... Limpar o chão, carregar caixas, polir arcas...
-Oh... Então foi você que poliu aquela arca? Ficou maravilhosa.
-É... – ele sorri, mas ao notar que abaixo minha cabeça fecha o rosto.
-Compreendo. Mas você quer outras ocupações?
-Sim.
-Você pode cuidar de minha cabine, servir o vinho e banquetes. – parece que ele não compreende mesmo.
-Capitão, eu quero lutar como os outros! Quero ser uma pirata e viver aventuras! Meu desejo é este e não ser uma mera empregada. – acho que falei demais. O capitão fica quieto e todos os marujos desviam seus olhares temendo a fúria do mesmo. – desculpe-me, acabei falando muito e...
-Não. Você tomou uma atitude Atlanta, algo bom. Se for o que quer é o que terá. Mas ainda sim a convido para tomar um vinho comigo hoje à noite.
O capitão me convidando para tomar vinho... Bem estranho.
Notas finais
Para Spartus:
1-Seguir Daphné mesmo ferido.
2-Não segui-la e procurar uma maneira de se tratar.
Escolha para Atlanta:
1-Aceitar o convite do capitão.
2-Rejeitar.
Escolhas de relacionamento.
Jane.
Calista.
Flynn.
Capitão Henry.
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Teefa.
Madlen.
Mikael.
Atlanta.
Elliot.
Jeremy.
É isso pessoal. Flw e até mais. Espero que tenham gostado.
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