Os Últimos Hérois - Fic Interativa
11 Sonhos horríveis e encantos incríveis...
Notas iniciais
Enfim, eu queria dedicar este capítulo a crazy friends forever e PrincessClumsy pelas lindas primeiras recomendações (se quiser se juntar ao grupo... Estou brincando kkk Mas você pode fazer...) dessa fic! Também queria dedicar a cachorros abandonados... Eu explicarei nas notas finais. Boa leitura!
Vagalumes — Pollo (part. Ivo Mozart)
http://www.youtube.com/watch?v=kszkoFI84JU
Julia
Eu acordei assustada. Havia tido o mesmo pesadelo que eu vinha tendo a algumas semanas: Eu tinha sete anos novamente. Estava sentada em frente ao espelho de meu quarto vestindo um curto longo vestido azul ciano eu tinha escolhido para usar naquele dia especial. Eu encarava o reflexo de minha mãe penteando meus longos cabelos castanhos. Minha mãe sorria docilmente enquanto eu esperava impacientemente que ela acabasse. Íamos à festa de aniversário de três anos de minha prima.
– Por que temos que ir nesta festa idiota? – perguntei irritada. – Eu nem conheço essa pirralha direito!
– Porque ela faz parte de sua família! – ela respondeu ainda com aquele um olhar de reprovação pelo modo como eu havia falado – E alguém um dia já me disse que nunca devemos abandonar nossa família! (N/a: É a frase de Stitch!) Agora fique quieta porque seu pai está nos esperando há mais de vinte minutos na sala de estar!
– Ah – disse sem animação e passamos o resto do tempo sem nos falarmos. Até que ouvimos um barulho vindo da sala. Minha mãe faz uma cara assustada, larga a escova em uma bancada qualquer e corre para ver o que tinha causado o barulho. Eu a sigo também correndo.
Cheguei à sala de estar e me espantei ao ver aquela cena. A sala estava toda desarrumada. Havia um jarro quebrado no chão. O sofá bege que ficava na frente da televisão estava de cabeça para baixo. Meu pai estava em cima da mesa de vidro que costumávamos jantar e com uma faca de cozinha na mão. Em frente a ele havia um cachorro negro que rosnava sem parar.
Assim que eu cheguei à sala o cachorro dirigiu seu olhar até mim e deu um sorriso medonho com aqueles dentes pontiagudos. Ok, eu sei que cachorros não conseguem sorrir, mas de algum modo aquele conseguia. Era como se tivesse finalmente achado o osso que não se lembrava de ter enterrado.
Meu pai aproveitou esse momento de distração do sinistro cachorro para lhe atacar. Pulou em cima dele e gritou:
– Para o quarto! AGORA!
Sem pensar duas vezes, minha mãe me segurou pelo braço e me puxou de volta para o quarto. Trancou a porta e fomos para o canto oposto do quarto. Nós sentamos no chão. Minha mãe me abraçou forte e começou a cantar uma música estranha enquanto alisava meus cabelos. Eu nunca havia escutado aquele idioma até aquele dia.
– Que música é essa mãe? – perguntei tentando me distrair. A cara daquele cachorro sorridente não saia de minha mente e eu queria ao máximo me distrair para esquecê-la. Uma sensação de frio invadia meu corpo inteiro. Cruzei os braços tentando proporcionar um pouco mais de calor a meu corpo.
– É uma música antiga minha filha! – ela respondeu sorrindo nervosamente. – Ela era cantada para grandes guerreiros que possuíam habilidades extraordinárias. O povo antigo acreditava que dava sorte a esses corajosos guerreiros.
Continuamos abraçadas até ouvirmos meu pai falar:
– Podem vir! – sua voz continha dor – Ele já está morto!
Fomos até a sala e nos deparamos com meu pai caído no chão cheio de uma poeira estranha e cinza. Havia vários arranhões em seu braço e sangue escorria pelo seu pescoço. A mesa que ele estava em pé antes estava quebrada e havia cacos de vidro em seu corpo.
– Pai! – eu gritei e corri até ele. Ele me olhou com um olhar preocupado e sorriu (Quem sorri a beira da morte!?). Tocou meu rosto levemente fazendo carinho e uma lágrima desceu pelo meu rosto.
– Querida! – ele disse com um pouco de esforço – Tenha cuidado com o País das Maravilhas! – ele adorava isso. Comparar-me a Alice. Uma pequena garota que se perdeu em um mundo de fantasias, e que agora tinha que lutar para escapar daquele misterioso lugar. Ele colocou sua mão sobre a minha e soltou uma pequena corrente. Ele a usava para dar força e coragem nos piores momentos. Depois de dizer essas breves palavras e me dar sua corrente, seu corpo, que até então estava tenso, relaxou e seus olhos se fecharam, para nunca mais se abrirem novamente.
***
Acordei a beira de lágrimas, mas me forcei parar de chorar. Eu era um exemplo naquele Acampamento. A todos que, assim como eu, haviam perdido tudo. Olhei para a janela. O sol ainda estava nascendo.
Enfiei minha mão embaixo do travesseiro até sentir a textura suave do papel. Puxei-o. Era um envelope que eu tinha encontrado após a morte de minha mãe. Abri-o e o holograma apareceu na minha frente.
– Já está gravando? – uma mulher perguntava na frente do envelope, apesar de não haver ninguém perto dela. Era a deusa Íris. Seu cabelo preto estava bagunçado e ela estava com uma cara de medo. – Ella, eu tenho pouco tempo para explicar! (N/a: Para quem não se lembra, Ella é a mãe de Julia).
– Eles finalmente chegaram! Os únicos deuses restantes somos eu e Zeus. – ela falou — Zeus está me ajudando a lhe enviar esta mensagem, mas o tempo restante é pouco! Está na hora de Julia saber de sua missão! Ela terá que encontrar os treze mortais escolhidos pelos deuses da profecia e reuni-los. Ela é a única que é capaz disso! Ela tem que achar os escolhidos e explica-los sua missão! – Ela disse em um tom aflito e ouviu-se um grito perto de onde ela estava. Íris olhou de onde ele viera. — Zeus! –disse quase que em um sussurro. Dirigiu sua atenção para o envelope novamente falando mais apressada. “Escute! Leve-a ao Acampamento! Lá ela saberá de tudo! E Julia, se você estiver vendo esta mensagem” O barulho de alguém que tentava arrobar a porta. “Boa sorte meu anjo!” ela disse e passou a mão pelo ar fazendo a mensagem desaparecer. O último barulho que se foi escutado foi do monstro que conseguiu arrombar a porta.
***
Alguém bateu na porta. Eu estava tão absorta em meus pensamentos que não dei muita atenção.
– Julia? – Jason perguntava abrindo a porta de leve. – Você está pronta? – ele perguntou e eu me lembrei. Hoje fazíamos dois anos de namoro e Jason tinha pedido para que eu me arrumasse logo cedo por causa de uma surpresa que ele preparara.
– Me dê um minuto! – eu disse enquanto dava um pulo da cama e colocava as primeiras roupas que achei em meu armário. Escovei os dentes e rapidamente corri até onde Jason me esperava do lado de fora.
– Você se esqueceu não foi? –ele perguntou para mim rindo.
– Eu não usaria a palavra esquecer! Talvez o termo demorar a lembrar se encaixe melhor – eu disse e nós dois rimos. – O que vamos fazer agora? – eu perguntei curiosa.
– Espere para ver! – ele disse e pegou tapou meus olhos com as mãos. Começamos a caminhar para o lugar da surpresa que ele tinha preparado.
– Você não pode me dizer o que é? – eu perguntei morta de curiosidade.
– Eu acho melhor você ver com seus próprios olhos! – ele disse tirando as mãos de meus olhos.
Estávamos no Lago do Acampamento. A sua margem havia uma jangada pequena na qual estava uma toalha e uma cesta de piquenique. Jason foi para frente da Jangada e esticou a mão para mim.
– A senhorita irá querer ajuda para entrar nessa humilde jangada? – ele perguntou e eu ri.
– Com certeza! – eu disse pegando em seu braço e usando-o como apoio para subir na pequena jangada. Sentei-me e esperei que Jason subisse. Ele subiu e eu percebi que a jangada era mesmo pequena. Tínhamos que ficar bem perto um do outro para que não caíssemos no lago. Isso parece ter sido proposital, pensei, típico de Atena. Ele deu um pequeno empurrão e a jangada começou a ir ao meio do lago.
Ele pegou a cesta de piquenique e colocou o meu café da manhã preferido na minha frente: Panquecas, ovos e bacon! Comi como se eu não tivesse visto comida há muito tempo. Estava delicioso!
– Foi você que preparou tudo isso? – eu perguntei – Quero dizer, a jangada, o piquenique, a comida...
– Foi sim! – ele respondeu sorrindo. Ele se aproximou de mim e colocou a mão sob meus cabelos, empurrando-os para trás da minha orelha. – Você fica mais bonita quando não se esconde atrás de seu cabelo! — Ele falou e eu não deixei de corar.
– Quando você fez isso? – eu tentei mudar de assunto.
– Eu construí a jangada quando você ia procurar outros escolhidos! – lembrei o meu sonho e passei a pensar em meus pais. Jason parece ter percebido porque logo perguntou – Ei, eu disse algo de errado?
– Não, não! Você fez tudo certo! – eu disse e dei meu melhor sorriso – Só estou preocupada, mas não vou estragar nosso dia falando sobre isso.
Eu me deitei sob seu colo.
– Você é quem sabe – ele disse passando a mão em meus cabelos – Mas saiba que eu sempre estarei aqui para te escutar! – eu sorri.
– Você é um doce! – eu disse me levantando o suficiente para encostar seus lábios aos meus. Beijei-o. Seus lábios se encostaram ao meu e era como se tudo estivesse completo. Eles tinham um saboroso gosto de chocolate. Deitei novamente.
– E você é a minha Rapunzel! – ele falou e me deu outro beijo. Desta vez mais demorado. Senti sua língua lutar por espaço dentro de minha boca e deixei-a entrar livremente. Era gostosa aquela sensação. Como se tudo na minha vida estivesse perfeito. Sereno. Simples. Feliz. Mas não estava.
Paramos de nos beijar e ele falou:
– Acho que esse é o momento que eu devia te entregar isso – ele foi até a cesta de piquenique e tirou uma pequena caixa. Me entregou e disse – Feliz aniversário!
Peguei o pequeno pacote de suas mãos e abri-o. Dentro havia um pequeno colar dourado de uma estrela.
– Obrigada! Eu amei! – dei um selinho nele — Agora é minha vez! – coloquei a mão em meu bolso e tirei uma corrente de prata. A corrente que meu pai me deu. – Desculpa, não deu tempo de embrulhar! Feliz aniversário!
– Julia... – ele falou. Ele conhecia aquela corrente.
– Shhh! – falei pondo meu dedo sobre sua boca, impedindo-o de falar. — Por favor, só aceite!
Ele assentiu e não discutimos mais. Paramos de nos beijar e nos deitamos para apreciar as nuvens. Achei algumas com formas de dinossauros, algodão doce e a de um sátiro correndo atrás de uma rosquinha (Nem pergunte). Nessa calmaria eu acabei por adormecer.
***
Acordei com Jason do meu lado. Ele me observava como se estivesse me admirando.
– Você é linda enquanto dorme sabia? – ele disse dando um beijo em minha bochecha. Eu sorri. – Olha – ele acenou a cabeça mostrando o sol que estava se pondo.
– É lindo – eu disse contemplando o sol se pondo atrás de algumas montanhas. O céu alaranjado parecia que tinha sido pintado só para que desse tudo certo nesse dia. – Ah, não! Não, não, não! Jason que horas são? – perguntei exasperada.
– São cinco e quarenta e oito. Por quê?
– Estou atrasada! – falei lembrando que eu tinha combinado de me encontrar com Etnos de cinco e meia. – Temos que sair daqui!
Ele percebeu a urgência em minha voz e pegou dois remos que estavam encaixados do lado da jangada. Eu peguei um e comecei a remar. Jason fez o mesmo. Mas nossas remadas estavam descompassadas e nós ficávamos girando no meio do lago.
– Vamos Jason! Seriedade! – eu disse rindo.
– Eu estou sério! – ele disse também rindo.
– Não está não! – eu ria muito agora.
– Nem você! – ele falou e se levantou no meio da jangada, pulando no rio logo depois.
Olhei para trás e nenhum sinal dele sob a água. Procurei-o, mas não o achava em lugar algum. Então senti mãos geladas em minha cintura, enquanto Jason me puxava para dentro da água. Eu cai e nós dois rimos naquele perfeito final de tarde.
Julia
Notas finais
Enfim, eu falei dos cachorros não foi? É porque na minha viagem eu encontrei vários cachorros por abandonados por aí. E encontrei uma em especial que estava grávida e abandonada no parque. Ninguém queria chegar perto dela pensando nela como uma cadela imunda e tudo mais. Então eu brinquei um pouco com ela e depois, sem opções, tive que abandona-la. Eu queria então fazer uma homenagem botando ela na história, mas vocês decidem o nome. Tem que ser um nome forte e de atitude. É isso. E que vença o mais criativo!
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