Os descendentes e o segredo
4 We'll make a memory out of it
Notas iniciais
Oh easier and easier somehow Vai ficar mais fácil, mais fácil de alguma forma
Oh I'm calling, I'm calling Estou chamando, estou chamando
And it isn't over? E isso não acaba?
Unless it is over A menos que esteja acabado
I don't wanna wait for that Não quero esperar por isso
It's gotta get easier and easier somehow Vai ficar mais fácil, mais fácil de alguma forma
But not today Mas não hoje
Not today Não hoje
(Not Today – Imagine Dragons)
P.O.V. James Sirius Potter
" Eu corria, mas não dava tempo, o feitiço era mais rápido, ele estava a pouco segundos de atingi-la, porém algo o impediu, duas novas figuras estavam lá, perto da entrada, a mais próxima tirou o capuz e só pude perceber que era uma garota pela voz e pelo cabelo. "Lily", veio em minha cabeça, então corri para ela a abraçando.
— Calma! Eu estou aqui, Lils. – passava as mãos pelo cabelo dela. Alvo chegou logo depois.
— Lily, você está bem? Como... – ele parou, abaixando a cabeça – Desculpa, eu... eu... não ia conseguir.
— Alvo – ele me olhou – já passou. — eu também me culpava, pois, caso não fosse pelo o que a protegeu, ela... ela... Sua voz interrompeu meus pensamentos.
— Eu... eu estou bem, eu acho. – ela olhava para a frente, para onde vinham luzes de feitiços
Uma voz masculina surgiu e ouvi um “pai!” fraco atrás de mim, acho que o professor Longbottom chegara. Olhei para a luta, os dois adolescentes pareciam ter certeza do que estavam fazendo, agiam com precisão, derrubando os comensais pouco a pouco, o jeito deles era impressionante, a garota se movia muito, tanto para atacar quanto para desviar, já o garoto lutava parado, mas lançava um feitiço atrás do outro. Conforme a luta continuava, era possível sentir algo se expandindo e cujo centro era a cena a frente.
A garota olhou em nossa direção, permitindo-me ver seu rosto delicado, porém logo virou-se, bloqueando o acesso ao seu rosto novamente.
— James, Alvo – o professor Longbottom se aproximou – vocês estão feridos? Como ela está? – apontou para Lily no meu colo.
— Nada sério, professor. E Lily vai ficar bem. – meu irmão respondeu, a ruivinha continuava observando a agitação.
— Potter, – a diretora chegou – como ela está?
— Melhor do que pensávamos. – minha voz estava estranha, meio trêmula, fraca.
— E vocês?
— Nada sério. – ela assentiu e foi ver os outros. Alvo fez um sinal estranho e, olhando ao redor, percebi que alguns alunos e os professores já haviam saído. Na minha preocupação com minha irmã, nem havia percebido qualquer outra coisa ao redor. A luta também havia acabado – Alvo, pegue Lily. – ele concordou.
— Onde você vai?
— Preciso fazer uma coisa.
Aproximei-me dos recém-chegados.
— Com licença. – a garota me olhou e percebi um leve tom de azul em seus olhos – Obrigado por salvar minha irmã. – apontei para a ruivinha. – Sou James Sirius Potter. – peguei sua mão, levando-a até minha boca e a beijando. A garota a puxou.
Depois tudo aconteceu um pouco rápido, o Mason chegou falando que a conhecia, logo após Malfoy ter dito para eu não paquerá-la, porém, no final, Lily desmaiara bem em seguida do Mason ter me provocado”.
— James. James. – alguém me balançava, abri os olhos devagar, uma mulher ruiva estava na minha frente. – Bom dia.
— Mãe?
— Sim, James. Já amanheceu, você quer ir tomar café? – podia dizer que não estava com fome, mas na hora em que ela me ofereceu essa oportunidade, meu estômago roncou. Dei um sorriso amarelo. – Vai lá. Eu fico com sua irmã. – concordei, porém perto da porta, eu parei.
— Mãe? O que você está fazendo aqui?
— A professora McGonagall nos chamou. Seu pai, Teddy, Rony e Mione também estão aqui.
— Teddy está aqui? – um sorriso se abriu em meu rosto.
— Sim. – já tinha aberto a porta, quando ela me chamou. – James, sem aprontar, estamos aqui por causa de Lily. Merlin sabe o quanto peço para você não destruir Hogwarts. – saí da ala hospitalar rindo até alguém trombar comigo, olhei para baixo. Stacy McMillan, monitora da Grifinória estava no chão. Seu cabelo castanho caído sobre o rosto. Ela o tirou no momento em que aceitou minha mão.
Já de pé, pude vê-la melhor. O cabelo castanho liso estava caído parcialmente sobre seu ombro, os olhos castanhos grandes estavam brilhantes.
— Obrigada. – ela agradeceu sorrindo, um sorriso sincero em seu rosto angelical.
— Disponha – me curvei em um gesto de cavalheiro. – Belo anjo. – ela levou um susto.
— Belo anjo?
— Sim. Possui um rosto angelical e um sorriso lindo e tocante igual ao seu olhos. – ela sorriu, aproximei-me.
— Po-Potter?
— Chame-me de James, anjo.
— O que houve, James? – ela lutava para manter a voz calma, era possível perceber. Sorri. Um sorriso maroto, ajeitei meu cabelo e fiquei ainda mais perto. Ela não recuou.
— Belas meninas não devem andar por aí assim. – antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, eu a beijei. Suas mãos foram meus cabelos; as minha, para sua cintura. Quando cheguei em Hogwarts, jamais imaginaria que um dia estaria beijando Stacy McMillan, entretanto, quando se trata de James Sirius Potter, nada é impossível.
Depois de alguns minutos, nos separamos, ela estava sem fôlego.
— Uau. – ela parecia surpresa.
— Foi muito bom trombar com você.
— Digo o mesmo. – pisquei para ela, me virando e seguindo para a torre da Grifinória.
. . .
As aulas da manhã tinham passado bem rápido e, quando me dei por mim, já era hora do almoço. Comi rapidamente, seguindo para a Ala hospitalar, queria ver Lils.
— James Sirius Potter. Por onde você andou? – minha mãe estava parada na minha frente, os braços cruzados uma expressão séria no rosto. Olhei-me. Os primeiros botões da camisa abertos com ela fora da calça, a gravata solta, meus cabelos provavelmente estavam mais bagunçados que o normal devido às duas corvinas as quais encontrei no caminho.
— Eu estava almoçando – disse enquanto ajeitava minha roupa rapidamente. Meu pai parecia segurar um sorriso perto da cama de minha irmã. Minha irmã. – Como ela está? – a expressão no rosto da senhora Potter não se suavizou, mas mesmo assim me respondeu.
— Está melhor, pelo menos é o que parece. Ela, às vezes, acorda, porém volta a dormir logo em seguida. Como se não tivesse energia para nada, melhorou pouquíssimo, entretanto é melhor que nada. A enfermeira está procurando uma solução rápida, até Mione está participando.
— Vocês já almoçaram? Posso ficar com ela enquanto vão. – antes que a mulher pudesse dizer qualquer coisa, Harry se levantou, colocando uma mão em cada braço da esposa.
— Ele tem razão, Gina. Temos que comer. James cuida de Lily. Eles sempre cuidam. – a ruiva levou um certo tempo, porém acabou concordando. Eles saíram de mãos dadas.
— James? – ele ouviu uma voz fraca vinda da cama em que a pequena se encontrava. Aproximou-se.
— Lily? – ela sorriu – como está?
— Melhor, eu acho. Mas sempre estou e volto a desmaiar.
— Você vai melhorar. – a certeza em minha voz pareceu aliviá-la. Tentou se sentar, estava fraca demais, acabou ficando deitada mesmo.
— E os novos alunos? – então fiquei tenso, não queria falar sobre os Masons, ainda mais sobre recém-chegados. Devia algo para eles; salvaram Lils.
— Vieram de Beauxibatons.
— Aconteceu alguma coisa? – ela tinha preocupação no pequeno rostinho e eu odiava isso, isso e medo, principalmente se eu os havia causado.
— Eles foram para a Grifinória.
— Legal. – sorriu – Qual é o problema? – ficou séria quando não retribui.
— Eles são Masons.
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