Os contos de Rang
6 Capítulo 6-1
Quando finalmente Rang saiu da floresta, ele conseguiu chegar em uma das aldeias vizinhas, onde assim como a sua, estava vazia, quase sem ninguém, com várias carroças e casas destruídas por causa dos ataques constantes dos Kobolds, eles atacavam todas as áreas, isso não era novidade para ninguém, mas Rang sabia que graças a névoa, os ataques ficaram ainda piores, agora os Kobolds atacavam quando quiserem, já que era impossível saber quando eles iriam atacar graças a névoa.
Rang se aproximou das casas, por enquanto, nada aconteceu, então ele decidiu entrar em uma pequena taberna abandonada.
Onde deveria ser o lugar onde os aventureiros se encontravam para falar de seus feitos heróicos e beber alegremente com mulheres e música, agora era apenas uma zona fantasmagórica, não se via nenhuma alma penada por ali, mesmo que tudo estivesse caindo aos pedaços, Rang decidiu chegar perto do bar para checar se não havia algo que os antigos moradores pudessem ter deixado para trás.
Rang não deu nem três passos para dentro do bar e já ouviu que alguém do lado de fora se aproximava.
Ele notou que não eram passos humanos, não usavam botas nem nada, sem falar que as unhas penetravam o chão de madeira, e o seu pé não parecia ser tão grande, já que Rang ouvia como se eles tivessem apenas andando da ponta dos pés, mas dando passos fortes, não tinha nenhuma dúvida: eram kobolds.
Mais cedo ou mais tarde, Rang sabia que teria que lidar com aquelas malditas criaturas, Rang só havia enfrentado dois Kobolds, sendo que esses dois que ele enfrentou, seriam apenas como ladrões de galinha, mas um Kobold guerreiro, isso não, Kobolds sempre viveram em sua região, mas era mais fácil contê-los, antes da névoa deixar tudo nublado, no final, Eles nos atacavam constantemente.
Agora Rang teria que pensar rápido no que faria, o kobold certamente sentiria seu cheiro, e certamente o mataria, então ele se lembrou daquele manto que ele usou no formigueiro, ele poderia sair de lá sem fazer muito barulho e o Kobold não o veria, com cuidado ele foi tirando aos poucos o manto para se cobrir com ele por inteiro, enquanto o Kobold se aproximava lentamente em sua direção.
Será que ele já havia sentido o seu cheiro, Rang pensou que talvez sim, já que o Kobold sempre estão farejando ao seu redor, Rang ainda não sabia se havia mais de um, mas ele não podia ficar ali por muito tempo, antes dele puxar manto por completo, ele ouviu barulhos de tiro vindos do lado de fora do bar, o Kobold que estava dentro correu para fora emitindo um rugido furioso, assim que ele saiu pela porta, ouvia-se mais um tiro, e um barulho de um Kobold sendo abatido.
Rang decidiu ainda não sair, já tinha posicionado o manto para cobri-lo por inteiro, e assim, o colocou.
Começou a andar devagar para a porta do bar, mas assim que chegou a metade do caminho, um sujeito chutou as portas, derrubando uma delas, e apontando o rifle para frente, apontando exatamente para onde estava Rang.
Rang ainda estava invisível para ele, decidiu silenciar a sua boca e dar pequenos passos para a esquerda, enquanto isso o manto com vida própria o ficava puxando para o outro lado, e ficou uma discussão muda entre Rang e o manto, e pelo jeito Rang estava perdendo.
— Tem mais alguém aí? — perguntou o homem, que assim que começou a entrar, revelou não ser apenas um homem, mas sim, um cadáver.
Ele já não tinha mais pele, as únicas partes que não eram cobertas são os seus braços e a sua cabeça, por incrível que pareça, ele ainda tinha o seus globos oculares, eram olhos verdes penetrantes, e com o seu sorriso de caveira, só fazia ele ser mais assustador, suas roupas eram trapos velhos quase iguais aos de Rang, mas ele pelo menos tinha um chapéu e um cachecol, calças justas e uma blusa com alguns buracos a mais, mas em lugares onde não se mostra muito os seus ossos.
— Não vou perguntar novamente — disse o esqueleto ainda com a arma apontada para cima — tem mais alguém aí?
Rang começou a controlar livremente seus movimento, o manto não estava mais o puxando, acho que ele deve ter ficado com medo do esqueleto, se bem que não acho possível mantos terem medo, mas vamos deixar isso de lado por enquanto.
Rang só estava a pelo menos três passos de sair da taverna, o esqueleto lentamente começou a entrar mais adentro, foi olhar do outro lado do balcão, rapidamente, com a arma em suas mãos, deu um pulo(que não sei se realmente possível um esqueleto pular) para rapidamente ficar do outro lado do balcão, o que deu tempo de Rang sair de lá em disparada, com isso, Rang correu para fora da cidade, do outro lado, que daria em direção a próxima estrada, deixando o esqueleto e quem quem que fosse dessa cidade para trás.
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