Notas iniciais
Bom gente, esse é meu conto, espero que vocês gostem, eu vou começar a contar sobre 'Os contos de Heildich'. Eu sei que é muito nome no começo sem 'motivo', mas espero que vocês tenham paciência pois como a maioria dos livros, o autor simplesmente não coloca tudo de uma vez, vai sempre apresentando aos poucos. Mas eu peço por favor, comentem, curtam e compartilhem a história assim vocês vão me incentivando cada vez mais e mais. E também opinem, pois é sempre bom uma crítica construtiva.
Abraços a todos,
Visitem o meu site: http://www.tabernaliteraria.com/2014/07/os-contos-de-heildich-prologo.html
“Não aguento mais essa estiagem que estamos passando”. Adlez só sabe reclamar, eu odeio quando ele fica chorando no meu ouvido. Ele pode ser meu irmão de 17 anos mas é uma criança chorona. Se ele choramingar mais um pouquinho vou dar um soco na cara dele. Nossa mãe pediu para que buscássemos água no rio Chyard, fica a 5km da nossa casa. Infelizmente com a estiagem que estamos passando é o único rio do qual conseguimos pegar água. O rio Khuan, que fica a 1 km de casa e o Rio Law, que fica a 1,7km ao norte do rio Chyard ambos estão seco. Os outros rios fazendeiros ou Senhores fizeram cercos e matam quem ousar chegar perto do rio. Não precisa estar querendo a água, mas se passar perto do rio e algum soldado não gostar da sua cara, você está considerado morto.
— Cinos !! CINOOOS!!!! CINOOOOSS!!
— Que foi Adlez? – Bati no peito de Adlez com tanta força que ele caiu no chão, não aguentava aquele choramingo dele. Nossa mãe sempre fez de tudo por ele, e eu sempre falei que ele seria uma menina, que não aguentaria viver no mundo se tivesse todas aquelas mordomias que ele estava tendo.
— AII !! Cinos, idiota. Ainda vai ter troco. Mas olhe ali, acho que aquela carroça vindo são os soldados do Lord Nöl.
Merda, eram realmente soldados do Lord Nöl, no elmo deles estava o N vermelho, o símbolo mais ridículo de todos os tempos, eu nunca ouvi canções citarem algum Lord ou Rei que fizera a primeira letra do seu nome como o símbolo. E mais idiota que o símbolo era esse gordo do Nöl, que estava a procura de um homem que tinha matado o seu filho. Contam que o seu filho estava num bordel e quando saia um homem tirou uma adaga e matou o seu filho com três facadas. O estranho disso tudo é que seu filho nesse dia não estava com a segurança ao seu lado, eles jamais saiam do lado dele. Se ele precisava ir no banheiro eles iam junto, esperando do lado de fora. O rei esta suspeitando que alguém da sua guarda de confiança o esteja traindo. “ Vamos Adlez, continue andando de cabeça baixa, e não faça nada, não chore, não olhe eles nos olhos e nada vai acontecer. ENGOLE ESSE CHORO MOLEQUE !” Ele sempre chora depois de um soco meu, eu gosto. Me sinto forte. “Acalme irmão.” Adlez é único irmão, ele é somente 3 anos mais novo que eu, mas nosso jeito de perceber as coisas é completamente diferente, ele aprendeu a ler e escrever sozinho com o Ozi, o velho que mora na casa do lado, nunca soube o passado do velho, mas tem pessoas que falam que ele já fez grandiosidades que são cantadas em canções, mas com outros nomes, que Ozi não era o nome verdadeiro dele. Eu não sei ler nem escrever, mas sei atirar uma flecha a quase 200 metros do alvo, sei manejar uma espada de duas mãos. O filho de Ozi, o Sir Aegis, ele foi um soldado do próprio Rei Velstadt. Estava morando com o pai por que foi ferido em batalha e perdeu uma mão. Ele pediu ao próprio Rei, para que pudesse voltar a casa do seu pai pois já não tinha condições de proteger o reino, mas queria viver o resto da sua vida cuidando de seu pai, já que era o único que restara na vida dele. O Rei aceitou tal proposta, desde que se um dia o Rei precisasse dele, ele voltaria ao seu posto enquanto não resolvesse o problema.
Enquanto Aegis estava com o seu pai, ele me ensinava as artes da luta, ele via em mim a fúria de um guerreiro Nahk, eram antigos guerreiros poderosos que conseguiam acabar com 50 inimigos para cada guerreiro Nahk, quando ele estava na casa do seu pai, ficávamos praticamente juntos o dia todo, ele me orientava a como usar uma espada leve e o arco e flecha. Mas após seis meses treinando com espada leve eu não conseguia dominá-la nenhum pouco, sempre me cortava, ela era leve, eu colocava muita força e sempre me cortava quando treinava os movimentos sem um alvo. Então ele me emprestou a sua espada de duas mãos que ele usava antigamente nos torneios do Rei, e em menos de duas semanas eu já conseguia fazer ela deslizar pelo ar, cortar o ar com uma destreza que poucos conseguiam. Sempre fui louco pela Irmão. Irmão era o nome da espada longa. Sentia que ela era uma extensão do meu braço, que com ela nada me atingiria. Com ela eu era invencí.. “MOLEQUES! PAREM AGORA.”, esse cretino está querendo morrer? Que porra é essa? Adlez já está chorando!! Espero que ele esteja chorando por causa do meu soco, por que se não for, vou jogar esse balde de água na cabeça dele.
— O que vocês dois estão fazendo com esses baldes cheio de água ?
Esse cara está me estressando, mas não posso fazer nada, não estou com a Irmão aqui e tem mais outro soldado que estava guiando a carroça.
— Desce dessa carroça e vem olhar.
O rosto do infeliz ficou vermelho de raiva enquanto o outro segurava para não rir. Ele desceu e ergueu a mão para dar um tapa no meu rosto. Fechei os olhos para aguentar a dor. Mas não veio. Quando abri os olhos vi a mão parada a cinco centímetros do meu rosto. O rosto dele ainda estava vermelho de raiva. Ele virou o rosto lentamente para o meu irmão que estava chorando agachado, ele tinha deixado os baldes cairem. Ele desceu a mão de perto do meu rosto e foi indo para o lado do meu irmão e falou perto do rosto dele “Levanta menininha, você está com medo? Não vou fazer nada com aquele dali, só vou destruir o rosto dele e você vai ver tudo. Se você arrastar um pé de onde você esta, você vai sofrer o dobro que ele, entendido?”. ‘Rrrrhhh’, eu não sei por que emitia esse grunhido, mas quando sentia a raiva em meu corpo, em meu coração eu sempre emitia esse som. Ele deu um chute no meu irmão. Filho da puta, você vai se arrepender por isso. Soltei os baldes, não esperei nem ele voltar com a perna após de atingir meu irmão e já pulei em cima dele. Esses soldadinhos de merda do Lord Nöl eram filhos de famílias um pouco mais ricas que as famílias pobres, famílias de pequenos comércios ou pequenos fazendeiros. Eles achavam que colocando seus filhos como soldados do Lord iam melhorar o nome da família. “Pirralho bastardo, saí de cima de mim !”,
Esse soldado tocou na minha segunda ferida, odeio que me chamem de bastardo! Para a infelicidade desse bostinha vou acabar com ele rápido, vi em seus olhos o medo. Ah o medo é o pior inimigo, com ele não conseguimos sair do lugar. Com ele deixamos de fazer grandes feitos. Enquanto ele estava se debatendo para me tirar em cima dele, peguei o punhal que estava em sua perna e cravei direto no coração, ele continou debatendo um pouco, mas parou assim que enfiei novamente em sua perna, sim, na perna, onde a dor é horrível caso você acerte o lugar certo. Esse um segundo de dor que ele sentiu, deve ter sido uma dor eterna para ele.
Sai de cima do soldado correndo, achando que o outro soldado já estaria perto suficiente para enfiar a espada em minhas costas, mas quando virei só vi a poeira levantada. O medroso do outro soldado saiu com a carroça. “Que merda, agora estamos com problemas sério Adl, vamos... vamos sair daqui enquanto há tempo.” Agora estamos ferrados, esse soldadinho vai contar para o Lord e todos vão achar que fui eu que matei o seu herdeiro. Eu tenho que ficar longe o suficiente de Adlez ele vai acabar morrendo por minha causa. — See more at: http://www.tabernaliteraria.com/2014/07/os-contos-de-heildich-prologo.html#sthash.RaUJdvgu.dpuf
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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