Os adereços do Faraó sem Nome
1 Entre peões & espadas
Notas iniciais
A loja de jogos possuía todos os tipos de jogos.
E pelo o que Yugi havia lhe contado com um entusiasmo pouco contido, sempre chegavam novos jogos conforme as temporadas passavam. Franquias eram renovadas. Títulos inéditos eram criados. Um sempre mais recente e inovador que o anterior entretanto, nenhum deles parecia ser como os jogos que costumava jogar segundo suas lembranças que eram tão incertas quanto eram confusas.
Lembranças que invés de o ajudarem só o confundiam cada vez mais.
Monstros de Duelo ao menos lhe era familiar.
Sua estratégia com o jogo vinha quase que naturalmente tendo as cartas de monstro em mãos mas ainda escondia falhas que Yugi era grato em preencher com sua sorte e astúcia afinal, o que duas mentes pensantes não eram capazes de produzir, não é mesmo?
Entretanto, quando encontrou aquela velha caixa de madeira no depósito — uma caixa esguia e ladrilhada por quadrados claros e escuros que se abria em um quadrado completo — fora quando ele encontrara algo semelhante a um jogo que ele adorava quando não passava de uma criança cheia de energia.
Shoji poderia ser muito bem ser considerado um senet dos tempos modernos por sua pessoa, mesmo que com peças e regras diferentes, uma partida de senet sem apostas não era senet de fato. E uma partida de senet sem algo em jogo era azar na certa.
Uma pena que sua alegria diante do jogo de tabuleiro fora tirada de seu corpo a medida que ele crescia e as aulas de combate e manejo da espada passavam a ser a norma da casa, tal como aprender a cavalgar e cuidar dos cavalos da realeza. Ele fora um príncipe afinal.
Um príncipe perdido no tempo, desgarrado de suas raízes que agora encontrava divertimento aprendendo a promover as peças de shoji junto do avô de Yugi, que parecera igualmente surpreso em ver a figura do neto interessada naquele jogo de tabuleiro que apenas os mais velhos pareciam interessados em disputar.
Fale com o autor