Notas iniciais
alô! Eu escrevi uma fanfic, há algum tempo, em que cada capítulo era uma cor do Teddy. O problema foi que eu nunca consegui prosseguir, escrevi apenas três cores. Por isso decidi escrever essa one-shot, que basicamente engloba todas as cores que eu queria escrever só de maneira mais profunda e mais curta também.

Enfim, boa leitura!

Edward Remus Lupin era feito de inúmeras cores.

Dentre elas, o castanho; cor de sua nascença, vovó Andrômeda comentava que era parecido com os cabelos do pai, antes que eles se tornassem repletos de fios brancos.

Também havia o verde de quando conheceu Victoire, ainda muito novo. Para Teddy, significava o atraente, admirável e desconhecido. Apesar de ficar vermelho e corado quando atrapalhava-se e acabava batendo nela, sem querer (ele podia jurar que se amaldiçoava no mínimo trinta vezes, como podia ser tão atrapalhado?), Victoire era seu verde, pois trazia calma e equilíbrio.

Mas antes do verde, havia conhecido o cinza; a neutralidade espelhada em seus sentimentos, a má vontade e o desejo único de solitude. Sua avó associava a cor com o isolamento e deprimência, mas para Teddy aquela era somente mais uma cor necessária em seu âmbito de inúmeras outras cores; pois nenhum ser humano de várias cores sempre será.

Após o cinza, o amarelo tomou conta de seus cabelos por um longo tempo; Harry trazia luz e calor, felicidade e esperança. Era uma porta aberta em uma casa escura, era onde podia fugir, não importa o problema, pois Harry Potter parecia compreendê-lo como ninguém nunca conseguiu.

Quem chegava perto desse sentimento era, na verdade, Andrômeda Tonks, sua amada avó. Emanava preto brilhante e admirável. Para muitos, preto era a ausência de cor, para Teddy, era o respeito e a admiração. Era a confiança e a seriedade. Era exclusivo de Andrômeda.

E como o preto, outras cores também possuíam o seu próprio significado, como o vermelho escuro. As expressões revoltadas, o andar duro e os cabelos coloridos em vermelho, eram a mais pura raiva. Lhe revoltava quando enxergava alguém ser injustiçado ou maltratado. Também lhe enfurecia quando tratavam nascidos trouxas, abortos e principalmente lobisomens de uma maneira monstruosa. Sentia orgulho de seu pai e orgulho de ser metade lobisomem.

A família era o branco; a pureza e a exaltação. A nostalgia de anos que não se recordava, de embalos leves e repletos de olhares carinhosos de seus pais, avó e padrinho. Era a cor da paz, o fim da guerra, o luto, a genuíno de seus pais e os momentos serenos ao lado dos que amava.

Seu azul tinha um significado similar, era a harmonia e a calmaria; o mar agitado e o extenso céu tranquilo. O azul transcendia o sentimento mais puro, pois era unicamente Teddy Lupin, assim como todas as infinitas outras cores.

Notas finais
Obrigada por ler!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!