Os Sete Lugares Para Se Ficar Com O Malfoy
1 O Acordo.
Notas iniciais
Hermione corria desesperada pelos corredores, a sua vista embaçada impedia de ver para onde ia, mas a garota não ligava, apenas queria ir para um lugar onde não houvesse dor.
Estava tudo indo tão bem, a Grifinória havia ganhado o primeiro jogo contra a Sonserina, todos estavam comemorando alegres e então aconteceu. Enquanto ela se aproximava para parabenizar Rony, pelas defesas incríveis, um loura se jogou nos braços dele e o beijou intensamente. E ELE CORRESPONDEU! Ela ficou estática em seu lugar, até sentir uma lágrima fujona rolar pelo seu rosto e logo depois ela estava correndo.
A castanha em percebera que correra tanto, até se ver no sétimo andar e uma porta se materializar.
– A Sala Precisa – Ela sussurrou – Mas... — Pela lógica, Hermione sabia que ela não devia aparecer, pois ela não desejara nada. Mesmo assim ela entrou, se deparando apenas com uma cama confortável.
Sem pensar, ela se jogou nela e pôs-se a chorar. Doía tanto amar sem ser correspondida, doía ainda mais ver que o objeto de afeição realmente não se interessa por nós.
– Ronald você é um maldito! — Ela exclamou – Não pode conquistar as garotas e depois beijar outras!
– Mas ele nem sabe que a conquistou – Uma voz, muito próxima disse. Hermione olhou ao redor alarmada e quase pula da cama de susto. Ao seu lado estava uma mulher alta, magra e muito loura. Ela era visivelmente mecânica, mas algo nela lembrava as suas antigas bonecas Barbies.
– Quem é você? — Hermione perguntou.
– Apenas uma criação da Sala, acho que você precisa de uma amiga. — A Babie disse.
– Não preciso, estou bem – O orgulho da castanha falara alto.
– É acho mesmo que você precisa é de uma bebida. — A boneca disse e logo se materializou uma garrafa de uísque de fogo,
– Eu não bebo – Hermione torceu o nariz.
– Poise, devia começar – A boneca insistiu.
Depois de uns 15 minutos, Hermione entornava o terceiro copo de bebida. As lágrimas já haviam sumido do seu rosto e ela tagarelava sobre a imbecilidade dos garotos.
– Ah para – A Barbie disse – Deve haver algum garoto, fora o Rony, que você ache bonito.
– Victor Krum... Ele é bem bonito sem roupas – Hermione disse safada.
– Esse não conta, você já pegou – A Barbie retrucou – Pense em alguém gato, gostoso e que faça o Rony subir pelas paredes de raiva e ciúme. — Hermione fitou a boneca e gritou o primeiro nome que lhe veio a cabeça.
– DRACO MALFOY! — A Barbie e Hermione riram histericamente.
– Talvez você deva fazer uma lista de lugares que você adoraria pegar o Malfoy – A loura disse maliciosa.
Logo pergaminhos, penas e tinteiros surgiram e a castanha topou a ideia.
– Mas só vale se for lugares perigosos – A Barbie disse – Tipo lugares inimagináveis, como...
– Sala Comunal da Sonserina? — A castanha completou e ambas riram.
Para uma boneca que devia ser infantil, ela era bem safada. Hermione já estava altamente bêbada e rindo da própria sombra, mas conseguiu, sabe-se lá Merlin como, concluir uma lista com sete lugares (O número do pecado), para se ficar com o Malfoy. A lista ficou assim:
Sete Lugares Para Se Ficar Com O Malfoy
Por Hermione Granger
1 — Sala Comunal Da Sonserina
2 — Biblioteca
3 — Enfermaria
4 — Salão Principal
5 — Sala de aula do Snape
6 — Jardins
7 — Banheiro Masculino
Ao fim da lista, Hermione acabou caindo tonta de cansaço e dormiu ali mesmo.
Nessa mesma hora, do outro lado do castelo, um certo Sonserino praguejava aos quatro cantos. Odiara perder em um jogo de estreia, principalmente contra a Grifinória. Ele se revirava na cama e se mal dizia, não acreditava no próprio azar de ter deixado o pomo escapar.
Levantou-se e saiu do quarto afim de encontrar alguém para lhe distrair, mas mal saíra das masmorras e já voltava. Estava tão frustrado que não queria ter o trabalho de enganar mais uma vítima e não queria se dar o trabalho de ficar com as disponíveis, ele queria carne nova.
Então apenas tomou banho e tentou dormir.
Parecia que ele dormira apenas segundos, antes de Blás vir lhe acordar:
– Levanta cara! — O moreno exclamou – Vai perder o café.
– Me deixa! — Draco resmungou.
– Se você não aparecer, os grifanos vão achar que você está com vergonha.
Draco grunhiu de insatisfação, mas logo se arrumou para descer. Os amigos foram juntos para o Salão sentaram-se a mesa e se serviram. Se Draco já não queria se levantar antes, agora mesmo que preferia estar na cama. O Salão estava lotado de gente gritando e ainda comemorando a primeira vitória dos grifos, vermelho e dourado passou ser a cor onipresente. O louro ficou enjoado e se levantou, não estava com cabeça para aquilo. Resolveu ir a única Sala em que seus desejos seriam atendidos.
Hermione acordou tonta e confusa. Levantou-se lentamente e se espreguiçou, até que percebeu que aquele não era o seu dormitório na Torre da Grifinória. Sua cabeça se inundou de imagens confusas de uma Barbie gigante e Draco Malfoy.
– Porque diabos eu estou pensando em Malfoy? — Ela falou para si mesma, o que foi um erro. Sua boca estava seca, causando um desconforto em sua garganta e sua cabeça explodiu de dor.
Porque ela estava com dor de cabeça? Hermione não se lembrava de nada. Então se agarrou a última lembrança que sabia que era real: Rony e Lilá se beijando para todo mundo ver. Seu peito se apertou e ela quase cai no choro novamente.
“Tenho que ser forte”
Ela pensou e levantou-se da cama e se encaminhou para saída. Saiu, fechou a porta e começou a caminhar lentamente, até que ela bateu em algo e caiu, porém caiu em algo macio demais para ser o chão:
– Será que não olha por onde anda Granger? — Hermione ergueu o olhar e encontrou um par de íris cinzentas nada amigáveis. Sua dor de cabeça aumentou.
– Fale baixo Malfoy, minha cabeça está explodindo – Ela sussurrou.
– De ressaca Granger? — Ele perguntou apenas para se divertir, já que reconhecia o cheiro da bebida nela e os efeitos do dia seguinte. Hermione, porém, corou levemente e disse:
– Eu não sei, não lembro.
Draco fitou a garota, ela ainda estava com as mesmas roupas do dia anterior e parecia realmente desorientada. Notou que a queda deles fez com que as suas pernas ficassem entrelaçadas e percebeu que ela era mais baixa que ele, já que ela estava com a cabeça erguida em cima de seu peito. Ele olhou para baixo e pode notar um decote generoso. Era impressão dele, ou ela parecia linda? Ele sacudiu a cabeça para espantar tais pensamentos:
– Gostou do meu corpo foi? Vai ficar ai em cima de mim o dia inteiro? — Ele disse irônico.
– Você é um mal educado mesmo. — Hermione disse ainda envergonhada, se ergueu e foi embora deixando-o para trás.
Ele logo saiu do chão e foi até a entrada da Sala Precisa, notou que a porta de Hermione ainda estava ali, e resolveu entrar. Não tinha nada ali de interessante, apenas uma grande cama de casal, ele olhou o lugar mais atentamente e viu, jogado ao lado da cama, uma garrafa de uísque e copos de papel, também notou que havia um pergaminho. Ele se esticou e juntou o pergaminho. Seus olhos se arregalaram ao ler o que estava escrito. Será que Granger, a garota certinha de Hogwarts, podia ser tão fogosa e safada assim?
Draco sorriu malicioso e teve uma ideia, sabia que ela não se lembrava daquela lista, mas não custava nada tentar:
– Se você quiser, assim será. Seu desejo é uma ordem – Ele sussurrou para si mesmo, antes de sair da sala e ir atrás dela.
Hermione chegou a Torre da Grifinória e notou que não havia mais ninguém ali. Pegou o relógio mais próximo e viu que estava atrasada:
– Ai meu Merlin, estou muito atrasada – Ela sussurrava, enquanto arrumava a sua mochila. Só deu tempo de jogar uma água na cara, tomar uns analgésicos, que seus pais sempre a forçava trazer e correu para tentar tomar café.
– Mione do céu, onde você se meteu – Exclamou Gina assim que ela se sentou a mesa.
– Ai Gina fale baixo, estou com uma dor de cabeça horrível – A outra resmungou – Dormi na Sala Precisa. — A ruiva abriu um sorriso malicioso
– Com quem foi? Me conta!
– Com ninguém Ginny. Você sabe que não fiquei com mais ninguém depois do Krum. — Gina soltou um muxoxo de tristeza.
– É mas sabe não adianta só fazer uma vez. Abrir a perna de vez em quando faz bem à saúde – A ruiva disse na maior cara de pau
– Você só diz isso porque já ficou com metade da Grifinória. — Hermione retrucou ofendida. Gina não conhecia os limites de nada.
Elas terminaram de tomar o café em silencio e cada uma rumou para sua aula. A manhã passou corrida, as aulas estavam chatas e monótonas e a dor de cabeça de Hermione não cedia. Na hora do almoço, depois de comer um pouco, ela foi até a enfermaria e Madame Pomfrey curou de vez a sua ressaca.
– Devia parar de tomar bebidas fortes senhorita — A velha enfermeira disse
– Mas eu nem lembro o que eu tomei – Hermione respondeu fazendo a mais velha dar um sermão sobre jovens inconsequentes.
Enquanto Hermione estava presa na enfermaria, Draco Malfoy a procurava insistentemente. Já havia rodado o castelo todo, verificou todos os banheiros e já estava até cogitando a possibilidade de perguntar ao Potter e aos Weasleys, pelo seu paradeiro. Mas antes que chegasse a isso, as aulas retornaram e o louro, frustrado, se dirigiu a Sala de Transfiguração.
Sua segunda aula estava mais chata que a primeira, olhou em seu horário que tortura haveria de aguentar no ultimo horário. Ele quase sorriu, pois constou que seria Poções, com a Grifinória. Ao pensar em Hermione, ele tirou o pergaminho dela que estava em seu bolso, e leu mais uma vez. Se ela topasse, essa seria a aventura mais louca que ele ia viver na vida.
Antes do que ele pudesse imaginar, a aula havia acabado e ele se pôs a correr para a sala de Poções. Chegou lá e viu, com certo alivio, que a garota de seu interesse estava presente e com uma cadeira vaga ao lado. Quando ele ia se aproximando dela, Parvati sentou-se ao seu lado. Ele suspirou de frustração e acabou sentando atrás dela.
A aula começou e ele se pôs a observar os movimentos da castanha. Percebeu que ela tinha uma cintura fina e curvas bem modestas, quando ela se esticou na mesa para pegar um ingrediente ele viu o quanto o bumbum dela era avantajado e suas pernas grossas. Draco estava, a cada momento, adorando mais a ideia dele.
– Quero 20 centímetros de pergaminho sobre as funções da poção que acabaram de fazer – Disse Snape – Estão dispensados.
Draco quase suspirou de alivio, era agora ou nunca. Os demais alunos quase correram porta a fora, Hermione guardou calmamente seus pertences e limpou o caldeirão e a mesa que usou. Quando ela terminou e levantou o olhar, todos já tinham ido, exceto o louro. Ela o fitou, colocou a mochila no ombro e rumou para saída.
– Granger, espere – Ele pediu.
– O que quer Malfoy? — Ela disse meio irritada.
– Bom, quero lhe devolver isso – E esticou a mão para ela – E dizer que estou disposto a satisfazer os seus desejos – E piscou para ela.
– O que é isso? — Ela perguntou, já abrindo o pergaminho. Hermione ficou vermelha de tanta vergonha que sentiu ao ler aquilo. Ali estava os sete desejos mais obscuros da garota e ele sabia. — Onde você conseguiu isso?
– Eu achei na Sala Precisa. — Ela encarava o pergaminho em completa humilhação. Quando na vida havia escrito tal coisa? Lembrou-se dos flashes que tivera ao acordar e como Madame Pomfrey insinuou que ela havia bebido. Hermione queria que um buraco se abrisse e ela caísse dentro.
– Hum... obrigada – Ela conseguiu balbuciar.
– Granger, é sério. Eu topo realizar suas fantasias – Draco disse fazendo-a o encarar chocada. Notou que o louro estava sendo sincero e ela só pode se sentir mais envergonhada. Então fez algo muito maduro, saiu correndo e o deixou ali.
Hermione só parou de correr quando suas pernas travaram e o seu peito protestou de cansaço. Sentou-se no chão, ali mesmo no corredor e pôs-se a pensar. Como ela tivera coragem de escrever essa lista? Esses desejos eram algo que ela não gostava de falar nem para si mesma, o que dirá escrever sobre isso. Por que será que Malfoy propôs aquilo? Claro, ele é uma safado mesmo, mas com a Hermione? Ele iria mesmo fazer isso?
Então lembrou-se o motivo de isso ter acontecido, o cara que ela amava estava com outra. Ela estava se sentindo horrível e por isso aconteceu o que aconteceu. Topar transar com o Malfoy, não parecia ser tão errado quando ela pesava os motivos.
Hermione suspirou.
Queria mesmo um lance carnal com Malfoy, apenas para tentar esquecer o Rony? Se ela dissesse isso a Gina, a ruiva ia fazê-la aceitar de qualquer forma.
“Curta o momento – Diria ela – Você pensa demais”.
Hermione levantou-se, ainda com os pensamentos confusos e desorganizados, mas resolveu fazer e não pensar.
Voltou pelo mesmo caminho que ela viera e encontrou Draco:
– Tudo bem, eu aceito. — Ela disse rapidamente.
– Aceita? — Ele espantou-se, não achava que ia ser assim tão fácil.
– Claro, claro – Ela disse rapidamente – Com uma condição, ninguém pode saber.
– Tudo bem. E como vamos fazer? — Ele perguntou interessado.
– Vamos começar amanhã, seguindo a ordem da lista – Ela tentou não parecer envergonhada, ela estava falando de transar com ele, não poderia sentir vergonha. — Temos do horário do café até o toque de recolher para fazer, tem que ser arriscado, só assim tem emoção.
– Não sabia que curtia adrenalina, Granger – Ele disse sorrindo de lado.
– Há muitas coisas que você não sabe sobre mim.
– Estou começando a perceber – Ele disse e ela tentou não corar – E como vamos fazer para saber que devemos ir?
– Use a criatividade Malfoy – Ela disse irônica.
– Tudo bem então.
– Okay.
– Okay.
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