Os Sete Lugares Para Se Ficar Com O Malfoy
4 A Enfermaria
Notas iniciais
O dia seguinte amanheceu, e Gina ainda não havia conseguido parar de falar de Blás.
– Ginevra, pela milésima vez... EU NÃO QUERO SABER SE ELE BEIJA BEM! – Hermione gritou. E logo depois rio... ela não conseguia evitar, ainda estava flutuando de prazer.
– Tudo bem aí sua bipolar? – Gina disse, jogando uma toalha na amiga. – Ainda quero saber o que melhorou seu humor nesses últimos dias.
– Não é nada Ginny. – Hermione falou contida.
A verdade é que, não havia sido só o sexo que a deixara assim, mas a sessão de beijos que tiveram depois. Ela beijou Draco, até sua língua ficar dormente e seus lábios incharem. Não podia negar, adorava a boca dele, o gosto dele e o que ele vazia com a língua em sua boca... Era como se conversassem ali. Ela entendia muito bem.
Draco acordou, ainda sentindo a língua dela na sua e o gosto dela em sua boca. Nunca na vida, passara tanto tempo beijando a mesma garota. Hermione era diferente em quase tudo.
– Cara ela beija muito bem... E nossa ela tem umas pernas de enlouquecer. – Blás dizia enquanto penteava o cabelo.
– Blás, não me leve a mal, mas não quero ficar ouvindo – Draco disse tentando se concentrar nas suas próprias lembranças.
– Sei lá... Acho que vou chama-la pra sair. – O moreno continuou, como se não tivesse escutado o amigo.
– Cara... – Draco desistiu de fazê-lo calar – Você sempre faz isso, e as garotas sempre te dão um pé.
– E daí? Talvez ela seja diferente.
Draco suspirou. O moreno era um pseudo Don Ruan, que sempre se apaixonava por suas vítimas. Os dois terminaram de se arrumar, pois Pansy já estava soltando fogo pelos olhos.
Os três amigos desceram para o café, apenas falando bobagens. Ao cruzarem um corredor, de onde saem os alunos da Grifinória, viram Hermione se aproximando. Draco sorriu e abriu a boca para dar uma desculpa, mas suas exatas palavras saíram pela boca de Pansy:
– Vão na frente. Acho que esqueci um livro. – Blás reclamou sem parar, mas continuou andando. Draco lançou um olhar irritado à amiga, mas seguiu em frente.
Hermione chegou até ela, mas não reparou em sua presença, e continuou andando:
– Granger. – A morena disse.
– Ah... – Ela virou-se – Olá Pansy.
Parkinson estreitou os olhos, não esperava essa saudação.
– Olha Granger, sobre aquela frase, não é nada disso que você está pensando... quer dizer, não faz sentindo...
Ela ia continuar com o discurso que planejara, mais Hermione a cortou:
– Pode parar Pansy, faz todo o sentido do mundo. Não se preocupe, eu não vou dizer nada a ninguém... Só me conte como aconteceu.
Pansy suspirou frustrada, não esperava que Hermione confiasse fielmente em meia frase que quase nada revelava. Mas por mais que tentasse, sabia que a castanha não ia mudar de ideia. Derrotada, ela seguiu Hermione até o café e resumiu como havia se apaixonado por Harry.
– E é isso... Agora sabe de tudo – Ela disse meio irritada, não acreditava que estava contando seu maior segredo.
– Olha Pansy, você parece ser legal. Ele deve estar devastado por causa do pé na bunda que levou de Gina. Aproxime-se com cuidado, ele não vai rejeitá-la.
Pansy piscou os olhos chocada. Notou a sinceridade dela, e a única coisa que conseguiu fazer foi assentir e seguir para sua mesa. Hermione caminhou satisfeita, até a mesa da Grifinória.
– O que falava com Pansy? – Quis saber Harry.
– Ah... nada demais. Ela é muito legal sabia? – Harry deu de ombros.
– Talvez. Ela é a mais educada daquele bando.
– A qual é – Disse Gina se intrometendo – Faz tempos que paramos com nossas desavenças. Brigávamos o tempo todo quando eram crianças. Hoje em dia, eles são mais na deles.
– Claro, tem coisas que ficam mais importantes quando crescemos – Disse Rony, sentando-se ao lado de Harry – Namoros, notas, amigos...
Hermione perdeu o fôlego quando o viu. Esperou as reações de raiva, mágoa e ódio... Mas não vieram. Depois de dois dias, já estava viciada na sensação que Draco a proporcionava. Mesmo assim, ainda havia algo lhe incomodando:
– Cadê o seu chaveiro Ronald? Ela não está pendurada em você? – Hermione falou venenosa, se referindo a Lilá. As orelhas do ruivo ficaram vermelhas.
– Pergunte ao Neville.
Os três se viraram e quase não acreditaram no que viram. Lilá e Neville, no maior love, ela levando a colher a boca dele e ele sorrindo como um bobo. Os três seguraram a risada, Rony parecia magoado. Então apenas viraram para seus pratos e terminaram de tomar café.
O dia inteiro passou se arrastando. Cada aluno tinha um incentivo e um motivo para não jogar os cadernos pro alto e largar tudo. Os corvinos, tão inteligentes, já estavam cansando em terem de ser os melhores. Os lufanos, meigos por natureza, estavam resignados. Os sonserinos, por orgulha, continuavam a rotina sem reclamar. Os grifinórios, tão bravos, enfrentavam cada dia a sua maneira. Mas nos últimos meses para acabar o ano letivo, todos já estavam esgotados e não viam a hora de acabar... Com exceção, talvez, de uns certos jovens que ainda tinham o que esperar de Hogwarts.
Pansy aproveitou o horário do jantar, para admirar seu alvo. Ele estava lá, sentado e imerso em pensamentos. Mal tocara na comida. Passou uns minutos e ele se levantou. Ela suspirou cansada... quando haveria uma chance de falar com ele? Ela também não estava com fome, então se levantou e tentou segui-lo de longe. Mas ao virar no corredor que daria ao Salão da Grifinória, ela esbarra em uma garota loura.
– Ai você não olha por onde anda? – Pansy exclamou aborrecida.
– Foi mal Parkinson. Eu estava bem... eu estava. – A loura ficou tão vermelha, que deu impressão de até seus cabelos mudarem de cor.
– Me deve uma explicação, Lovegood. – A loura suspirou e pediu pra ela se sentar.
– Vai ser uma longa história.
Hermione corria pelos corredores afim de chegar a enfermaria. Draco havia deixado um bilhete, dizendo que estava passando mal e que precisava muito do conforto dela. Parou para recuperar o fôlego, antes de entrar. Draco estava deitado na última cama da enfermaria, quase não dava para distingui-lo. Madame Pomfrey, não era vista em canto nenhum. Hermione andou até ele:
– Cadê a Madame Pomfrey?
– Ela foi jantar... Disse que a minha dor de cabeça, na certa era fingimento e que não ia perder tempo. – Hermione rio.
– Então você ainda não jantou?
– Eu apenas estava com vontade de comer outra coisa.
Ao som de tais palavras, as pernas de Hermione fraquejaram. Ela logo tratou de subir na cama e beijá-lo desesperadamente. Foram apenas dois dias, mas o corpo dela já estava se viciando nele. Draco rolou e inverteu os papéis, a deixando por baixo. Quando o ar faltou, ele desceu os beijos por todo o corpo dela. Os seios, já desnudos, se exibiam deliciosamente para ele, mas ele queria provar outra coisa...
– Hermione... – Ele cantou o nome dela – Eu preciso provar você. – Hermione arfou em surpresa. E como reposta, ela suspendeu a saia e tirou a calcinha.
Os olhos de Draco escureceram ao vê-la exposta. Ele a pediu para dobrar os joelhos e abrir o máximo que podia. A excitação dela escorria, melando os lençóis. Draco lambeu a entrada e Hermione gemeu. Ele repetiu o gesto, e dessa vez foi mais profundo. Hermione agarrou os lençóis... Draco passou a lamber e a chupar seu ponto sensível, sugou todo o mel do seu clitóris, fazendo a castanha se contorcer embaixo dele.
O gosto dela era indescritível, e ao vê-la tão entregue a ele, tão sua... Draco não conseguiu, não ficar excitado. Ele a penetrou com dois dedos, trazendo o ápice de prazer a ela. Hermione grunhiu o nome dele, antes de se perder entre suas próprias sensações. Draco admirou o rosto dela se contorcer em prazer e sorriu consigo mesmo Assim que ela abriu os olhos, ele devorou seus lábios e a penetrou fortemente. Hermione se assustou com a agressividade, mas não a machucava... Era bom. Com o mesmo ímpeto que sua língua explorava a boca dela, o pênis dele socava dentro dela. Bombeado e se espremendo pelo canal estreito dela... A fricção dos seus sexos era intensa e ritmada, fazendo os seios dela balançarem e sua cabeça bater levemente na cabeceira da cama. Draco desceu a boca para os seios dela, e Hermione passou a morder seu ombro, e suas unhas arranharam as costas dele. O ritmo aumentou e em pouco menos de cinco minutos, os dois atingiram o orgasmo ao mesmo tempo.
O corpo de Hermione se expandiu em puro deleite, ela perdeu a consciência por alguns minutos. Draco ficou tão possuído pelo êxtase, que fechou os olhos e largou seu corpo em cima dela. Hermione foi voltando aos poucos, seu corpo estava cansado demais... Um orgasmo já deixa o sistema lento, o que dirá dois seguidos. Ela apenas queria um lençol e dormir. Draco se levantou lentamente e se ajeitou.
– Hermione... Se levante. Alguém pode vir.
– Ai não... você me esgotou. – Ela falou lentamente.
Draco rio e ele mesmo ajeitou o uniforme dela.
– Vamos logo Hermione.
Ela se levantou e os dois foram até a saída da enfermaria:
– Foi um prazer. – Ele disse.
– Com certeza.
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