Uma hora depois que Lass chegou, Lothos aparecia com o antídoto. Ele estava em um vidro verde, contendo um líquido dourado cheio de pedaços verdes e vermelhos. A comandante reuniu toda a elite, menos Elesis, na sala de estar.

-Bem gente, acabei de terminar o antídoto, e preciso que duas pessoas vão até o hospital St. Louis e entreguem o antídoto ao dr. Hosh. Ele é um velho amigo meu, especialista em toxinas no hospital, portanto ele saberá o que fazer.

-Mas porque só duas pessoas? – Arme dava por falta de Elesis.

-Porque a Elesis acaba de cair da escada, e bateu a cabeça muito forte. Portanto, ela ficará no quarto dela, de cama, e de lá não pode sair. Assim, preciso que alguém fique vigiando-a pois preciso comprar alguns pergaminhos, e não posso deixar a Base sozinha. Então, quem se candidata?

-Eu vou comandante! – Lass se levanta e pensa: Posso convencer esse tal de “Ryan” a entrar na Grand Chase, e aí vou ter um amiguinho ^^– Uma pergunta: Isso conta como uma missão =P?

-NÃO. Eu digo quando contar como uma missão.

-Ahhhhhh... T.T

-Bem, Arme e Lire, preciso de uma voluntária, alguém se candidata?

-*Cochichando on* Lire, eu não entendo muito de doenças, e preciso recrutar reforços. Você dá conta sozinha da Elesis?

-Claro Arme. Vai lá! Se precisar eu dou um sossega-leão nela ^^ *cochichando off*

-E então, nenhuma das duas vai ir com o Lass?

-Eu vou comandante – Arme se levanta. – Quais as coordenadas do hospital? Preciso delas para me teleportar até lá.

-Exatamente SW (sudoeste), 10,98,-20.

-Obrigada Lothos. – Arme se prepara, faz alguns cálculos mentais e lança a magia. -TELEPORTE!

-ESPERE ARME!! – Lothos tenta parar Arme, mas já é tarde demais. – Vocês vão ter que andar até lá...

Arme e Lass não são teleportados para o hospital. Ao contrário, vão parar em um supermercado.

-WTF?! – Lass e Arme caem em cima de um monte de laranjas, na seção de hortifruti, e derrubando todas elas. – Ficar em cima de laranjas em um supermercado depois de um teleporte é esperado Arme?

-Claro que não! Lothos deve ter passado as coordenadas erradas!

-E agora? O que faremos?

-Se não estivermos muito longe, podemos perguntar onde fica o hospital e ir andando, caso contrário, teremos que voltar à base e ligar para Lothos. Espero que ela tenha levado o celular!

-Ué, você não pode ligar daqui?

-É que, sabe, eu esqueci o celular...

->.<...

-Bem, vamos perguntar! – Arme e Lass saem do supermercado e vão até uma praça em frente. Uma velhinha estava olhando para eles, e Arme decide perguntar para ela.

-Senhora, por favor, você sabe onde é o hospital St. Louis?

-Hããã... E-ele F-faliu!

-Faliu? Tem certeza? – Arme achava que aquela velhinha tinha uma voz muito familiar...

-Não muita certeza... – A velhinha começava a tremer. – Tenho que ir, desculpe meus jovens!

-0_0’ Lass, era só eu ou aquela velhinha era muito familiar?

-Não sei... – Lass estava com os olhos no infinito, não prestando muita atenção.

-LASS!

-Oh, desculpe, o que foi Arme?

-O que aconteceu? Você não viu aquela velhinha que estava na minha frente um pouco antes?

-Não.

-Lass, você está bem, aconteceu alguma coisa?

-...Não, não aconteceu nada. Esquece. Venha, vamos perguntar onde fica o hospital. – Lass caminha até o guarda da praça – Senhor guarda, por favor, você sabe onde fica o hospital St. Louis?

-Sim, fica há algumas quadras daqui, é só seguir reto.

-Muito obrigado. – Lass e Arme começam a andar. Cinco minutos depois, Lass não consegue calar uma pergunta que queria fazer há muito tempo. – Arme...

-Sim?

-Você sabe bastante coisa sobre mim e Cazeaje, não?

-Bem... Mais ou menos... Não tenho todas as informações...

-Eu quero saber o que aconteceu. Você pode me contar?

-Lass, isso pode ser muito forte pra você, tem certeza?

-Absoluta. Se não sabemos nossa história, não sabemos quem somos. E eu quero e preciso saber quem sou!

-Está bem, se é assim... O plano de Cazeaje começou a entrar em ação há 2 anos atrás, quando sua mãe, Lisette, foi seqüestrada, fato que você já sabe. – Arme olha para Lass, esperando que algo acontecesse, que alguma lágrima caísse, mas como nada aconteceu ela decide continuar a história. – Cazeaje já havia, há muito, planejado em te possuir. Quando você foi em procura de sua mãe, Cazeaje... *POF* – Por mais incrível e idiota que isso seja, Arme bate a cabeça em um poste e desmaia .

-Arme... continue. ARME? – Lass finalmente vê que a maguinha desmaiou, e fica preocupado. – E agora x.x?

Enquanto isso, Lire está cuidando de Elesis, mas a teimosia da ruivinha é muito grande... Lire entra falando no quarto de Elesis.

-Elesis, trouxe um chá de camomila e um dramim® pra você dormir sem problemas... ELESIS??? – Lire olha para a cama, mas Elesis não está lá. Então, Lire ouve um barulho de descarga.

-Eu estou aqui Lire, só fui ao banheiro.

-Você sabe que você não pode sair da cama! Você bateu a cabeça muito forte!

-Que nada Lire! E afinal, o que pode acontecer? O curativo da minha cabeça pode cair? – Elesis começa a descer as escadas.

-Elesis, volte!

-Quero descer as escadas! Quero ir até a cozinha! Estou com fome!

-Eu trago comida para você!

-Não precisa Lire, você já vez coisas demais por hoje.

-Está bem, mas tome cuidado... – Lire dá as costas e vai para o quarto de Elesis, mas de repente ela ouve um grande estrondo. – Elesis, você está bem?

Ninguém responde.

-ELESIS??? – Lire começa a descer as escadas, e vê Elesis caída, toda jogada, com a cabeça na parede. – Lá vai ela de novo... Acho que ela caiu mais uma vez da escada x.x

A mais ou menos 10 quadras do hospital St. Louis, Lass está carregando Arme nas costas, de cavalinho (que nem a gente faz com criança ou o irmãozinho).

-Puxa, ela é tão delicada... – Lass olhava para Arme, com compaixão.

-Ai, minha cabeça...

-Ah, finalmente você acordou Arme! Tava quase te derrubando!

-Derrubar? – Arme finalmente percebe que Lass estava carregando ela. – Opa, pode me descer agora ^^ Obrigada por me carregar!

-Você pode continuar a história agora?

-Posso, claro ^^ Onde eu parei?

-Você parou quando minha mãe foi seqüestrada...

-Ah claro. Bem, Cazeaje te motivou a ir atrás de sua mãe, e assim te capturou, enfeitiçou e possuiu. Depois disso você já sabe né?

-... – Lass não havia prestado nenhuma atenção, algo em Arme parecia mais importante... – ...ah, e como ela é linda, e inteligente também! É atenciosa e...

-Lass?

-Eu?

-Você me ouviu?

-Er... Sim, claro! Olhe, chegamos ao hospital!

O hospital era enorme, muito bem feito, com uma arquitetura colonial, com uma pintura e uma limpeza impecável. O jardim da frente não tinha um papel de bala, toda a grama estava com orvalho e cortada uniformemente. O único defeito do hospital era que a segunda metade não estava concluída, ou seja, estava ainda em construção (leitores de desventuras em série sabem de que hospital eu estou falando...). Arme e Lass ouviam de dentro do hospital, uma canção... um tanto... estranha. “Pegue um balão de coração!” Era a única frase que eles conseguiam definir.

-*Gulp* V-vamos entrar?

-T-temos outra escolha Arme?

-A-acho que não T.T

Entrando lá, um monte de balões de coração podiam ser vistos com o nome da organização: Combatentes pela Saúde do Cidadão. Só não era possível ver a cara de dois Combatentes: eles estavam com um balão de coração na frente da cara (acho que basta de trechos das desventuras por agora...). Exatamente no fundo do primeiro corredor que eles acham é a sala de toxicologia. Lass bate na porta, com Arme atrás dele.

-PODE ENTRAR!

-Ola, dr. Hosh. – Arme pula na frente de Lass antes que ele possa falar – Sou Arme, e esse aqui é Lass. Somos da elite “Grand Chase” e fomos enviados por Lothos para entregar-lhe o antídoto Mansirena (para quem não entendeu o nome do antídoto, aqui vai: MANdrágora+baSIlisco+medalhas da aRENA).

-Lothos os mandou? Hmm... Bem, diga a ela que mando abraços. Agora, vou administrar o antídoto, mas preciso que fiquem para fora, por precaução. A recompensa lhes entrego depois.

Lass e Arme saem da sala. A essa hora, já haviam passado duas horas desde que Elesis tinha batido a cabeça pela segunda vez. Lire começava a ficar muito preocupada.

-Ai meu deus, Lothos vai me banir da Grand Chase por falta de responsabilidade, vou acabar sendo perseguida pela FBI e vão me prender por toda a eternidade!!! Quem me dera ter atirado meu dardo com sossega-leão na Elesis pra ela não descer as escadas T.T

-Dardos? Sossega-leão? Que rox! Porque você não me contou que tinha todo esse armamento Lire? – Como que por mágica, Elesis ficava sentada na cama e falava com Lire.

-AAAAAAHHHH!!!! Que susto! Como que você acorda assim sem mais nem menos?

-Sei lá, acho que aquele sanduíche escondido na escada devia estar estragado...

-Então você não caiu da escada?

-Claro que não! Só inventei essa história pra Lothos não contar pra todo mundo que eu desmaiei com o cheiro de um sanduíche estragado!

-AHHH VOCÊ ME PAGAAA!!!! E EU AQUI TODA PREOCUPADA, TRAZENDO COMIDA E REMÉDIO!!!!

Assim, Lire e Elesis começam a correr por toda a Base. Lire pega um dardo sonífero, atira em Elesis e faz a amiga dormir.

-Desta vez você vai ficar na cama como Lothos mandou ^^

Enquanto isso, no hospital St. Louis, o dr. Hosh finalmente acaba com o procedimento e deixa Arme e Lass entrarem.

-Aqui está o garoto. Como o antídoto tem efeito imediato, ele está acordado e vocês podem conversar com ele. – A voz do doutor havia mudado um pouco, e ficou muito parecida com a voz da velhinha da praça...

-Olá turma ^^ — Um garoto de cabelo laranja e um colante verde levanta da maca. Era da mesma altura de Lass, talvez um pouco menor. Ele tinha as orelhas pontudas, logo era um elfo. Ele cumprimenta nossos “voluntários de Lothos”, curioso. – Então foram vocês dois que fizeram o antídoto pra mim? Mas porque?

-Não fomos só nós dois. Mais duas amigas também ajudaram.

-Ah é? Ah, esqueci de me apresentar! Meu nome é Ryan, e venho de uma ilha, chamada Eruel.

-Meu nome é Lass e essa é Arme. Nossas duas amigas se chamam Lire e Elesis.

-Peraí, você disse Lire?

-Sim, porque, você a conhece? Ela veio de Eruel também!

-Será que é ela, a Lire, a maior arqueira da ilha? Por quem eu sempre fui...

-Ryan, você a conhece?

-Acho que já ouvi falar. Mudando um pouco de assunto, porque vocês fizeram o antídoto para mim?

-Nós somos de uma tropa de elite (osso duro de ruer, pega um pega geral, também vai pegar você huahuahua) chamada Grand Chase. Nós lutamos contra Cazeaje, a mulher que te envenenou.

-Puxa, vocês me salvaram! Muito obrigada mesmo! E... hã... bem... Ai que vergonha! Eu já li sobre eles no jornal! Eles são os maiores guerreiros do continente!

-O que foi Ryan? Pode falar! – Arme sempre sorrindo e tentando ser simpática, para tentar convencê-lo a entrar na Grand Chase.

-É que eu queria saber se tem alguma vaga para entrar na Grand Chase!

-Amigo, claro que tem! Elas me salvaram da Cazeaje também! – Lass se sentia cada vez mais confiante em ter um amigo.

-Mesmo? Uau! Temos de ir pra lá agora!

-Espere! – O dr. Hosh entra na sala e interrompe a conversa – Ryan, você precisa ficar, ainda tem algumas toxinas no seu corpo e preciso fazer alguns exames!

-Puxa, que pena... Mas voltamos amanhã para buscá-lo então! Tchau, precisamos ir para casa! Está ficando tarde!

-Tchau! E obrigada novamente!

Arme e Lass se teleportam para a base, vão a seus quartos e caem na cama de tão cansados, Lass por carregar Arme e Arme por fazer tantas magias. Eram 10 da noite. Lire e Elesis estão dormindo também, depois de uma longa corrida...

E assim acaba o dia, com todos dormindo e com seus deveres cumpridos. Mas Lothos só volta no dia seguinte...

Notas finais
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As 'desventuras' citadas na fic se referem ao livro 'Desventuras em Série', do Lemony Snicket. É uma ótima série, recomendo. O hospital e os balões dentro dele são parte do cenário de um dos livros da série que eu estava lendo na época.
A fic começa a ficar mais madura, após algumas críticas construtivas do fórum onde eu postava que me ajudaram muito a evoluir.

Lembrando que reviews são muito importyntes! Deixe seu review!

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