Os Quatro Dominadores
14 As Dúvidas do Texugo
Notas iniciais
O Pobre Texugo observava a expressão mista de confusão e mais confusão ainda nos olhos dos espadachins. Na realidade, Espadachim, Samurai , Gladiador, Andarilho e Arcano, mas todos tinham especialização em espada.
-Que lugar é esse? – Gaicoz perguntou. Os Membros da Grand-Chase já estavam cientes do plano de Thanatos e Gaicoz, portanto o samurai fantasma podia ser considerado do grupo.
Os 5 Heróis, Elesis, Ronan, Sieghart, Gaicoz e Zero, estavam no santuário de vento do Texugo. Um lugar que foi dado a ele por Arthos. O Homem com o domínio sobre os quatro elementos possuía a habilidade de ceder parte de seus poderes elementais para alguém. Como o Texugo era o seu melhor amigo e parceiro de aventuras, Arthos não viu nada mais justo de que o conceder parte de seus poder. Texugo escolheu o elemento vento, ou ar, e assim ele conseguiu seus poderes, herdando o santuário de vento, construído pelo primeiro Elemental do vento.
Arthos não doou todo o seu poder de vento, deu apenas uma parte insignificante. Porém uma parte insignificante para alguém no nível 200, é algo muito grande para alguém que está no nível 85 como o Texugo. E essa é a razão do Texugo ser, de fato, um inimigo poderoso, que não deve ser subestimado, mas ele não gosta de usar seus poderes para causar dor.
-Galera, nós estamos flutuando. E aqui não tem chãos, nem parede, nem teto. – Ronan ria, se divertindo um pouco com a situação.
-Algo aqui me cheira ruim, tomem cuidado! –Sieghart alertou.
-E o que faremos então? –Questionou o Andarilho. Logo todos resolveram andar para frente e ver se encontravam algo. Tiveram que ir voando para frente, como se estivessem em baixo da água.
O Santuário de vento era basicamente um lugar sem nada. Havia apenas ar e como o ar é o campo de domínio do Texugo, ele estava em pura vantagem. O Animalzinho, mesmo sabendo que podia derrotar todos de uma vez só, hesitava ao tentar fazer algo. Até então, ele estava camuflado, ou melhor, transformado em vento, portanto os outros não o viram.
Texugo estava em um conflito mental. Ele não queria atacar os espadachins, mas seu Amigo, o líder, Arthos, havia dado ordens claras para causar dor e deixá-los desmaiados.
-Texugo, se lembra bem do plano? – Arthos perguntou antes de se apresentar para Cazeaje e os outros.
-Sim! Causar dor e fazer eles desmaiarem! – Respondeu. Ele já sabia do plano apesar de não concordar, querendo causar o menos de dor possível. Mas tinha uma duvida – Amigo, por que você não quer simplesmente mata-los? – Texugo não queria matar, mas isso já havia se tornado algo comum para Arthos, então queria saber o motivo de seu amigo não querer o modo mortal.
-Ainda não está na hora –O Ex Gosma falou –Vamos deixar para depois quando eu tiver meu poder supremo!
O Texugo ficou em duvida com relação ao que Arthos disse, mas resolveu ignorar. Porém o que Arthos tinha em mente era algo mais avançado. Já tinha dominado quatro elementos, tinha 200 níveis e queria mais. Ao contrário de quase todos envolvidos nessa história, ele sabia muito sobre os Guerreiros do Triunfo e também sabia quem eram cada um deles. Em seus planos pretendia arrumar um trunfo contra cada um deles. O Seu objetivo era dominar Ernas (futuramente Elyos e Hades) e provar para todos que um dia subestimaram ele, que a pequena e inútil gosma, agora era alguém forte. Mas ainda não estava satisfeito, ele queria mais poder, entre eles ressuscitar mortos e fazer deles seus aliados. Seu primeiro teste seria no aliado de Cazeaje, que foi pego ao lado de Arme, quando Arthos recuperou Ryan e reconstruiu a Base da Grand-Chase. Isso mesmo. Krako.
Arthos também pretendia usar seus futuros poderes em Cazeaje, Tallis e Texugo. Para isso precisaria matar os três, inclusive seu amigo. E queria que esse momento estivesse o mais longe possível. Arthos sabia que a qualquer hora Texugo se uniria com os outros dois guerreiros do triunfo e o largaria, então teve a idéia de matar o seu parceiro previamente para usar seu poder de ressuscitar depois, mas não conseguia. Uma parte da Gosma ainda era boazinha e não conseguia deixá-lo matar seu melhor amigo, Texugo. E Arthos odiava essa parte de si mesmo.
Texugo não fazia idéia dos planos que Arthos tinha para ele, nem sobre os guerreiros do triunfo, nem sobre seus poderes ocultos. Ele era tão ingênuo e bonzinho quanto Krako era. O Único motivo que o impedia de fazer o bem era sua má companhia. Voltando ao santuaria de vento, Texugo não conseguia nem atacar os membros da GC e Gaicoz, que estavam em sua frente.
-Não, não atacarrei eles! – Pensou o Texugo, deixando seu coração falar mais alto.
Ronan, Elesis, Sieg, Gaicoz e Zero não sabiam o que fazer. Por mais que flutuassem para frente, era tudo infinito e só viam nada e mais nada.
-Ah, que ódio! – Berrava a espadachim.
Por fim, Texugo cedeu ao ataque, mas ele resolveu ser rápido. Apenas cortou um pouco do Ar que estava em volta dos cinco, fazendo-os desmaiar em menos de meio minuto. Ele pegou um por um dos corpos desmaiados e voltou para as Ruínas do castelo de Cazeaje, onde estavam no inicio, e colocou um por um no chão.
Ficou um tempo encarando os corpos e se sentiu culpado por atacar os seus oponentes. Ele não era assim, não gostava de Fazer Mal. Teve vontade de se matar e se vingar de si mesmo. Porém a única saída que encontrou foi chorar. Ainda assim, não queria que Luna, Ryan e principalmente Arthos o visse chorar, mas sabia que todos os três iriam demorar, pois queriam causar dor e ver sangue derramando. Então ignorou a vergonha e se pôs a chorar.
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