Os Opostos Se Atraem

11 Você só precisa sentir isso


Notas iniciais
SUUUUPRISEEEEE!! Olha, o que teve de gente que saiu da moita.. Não é melhor assim? Um cap atrás do outro, e se vocês deixarem a moita de lado pode ser que a qualquer momento role um cap novo. HAHHAHA. Obrigada pelos comentários, vocês são totalmente demais

Talvez aquilo representasse mais do que duas bocas que pareciam aflitas para nunca desgrudarem, mais do que respirações ofegantes e muito mais do que vários objetos que foram derrubados no trajeto pela casa. Mas quem conseguiria explicar, quando os corações batiam mais forte que o normal e seu objeto de ódio parecia ter se tornado tudo aquilo que você necessitava pra sobreviver?
– Outch! – Clara reclamou quando algo não identificado caiu em seu pé. Ouviu a risada baixa de Marina em seu ouvido e acabou rindo junto.
– Desculpe!
Marina disse num sussurro enquanto beijava o pescoço de Clara. Não sabiam exatamente há quanto tempo estavam ali, não estavam mais medindo conseqüências de absolutamente nada. Clara sentiu sua pele arrepiar com os beijos de Marina e a puxou para mais perto, o que provavelmente seria humanamente impossível, roçando o nariz no dela. Encostou os lábios suavemente nos de Meirelles, e fechou os olhos sentindo a respiração quente em sua pele. Os lábios de Marina se curvaram em um sorriso, e Clara pode perceber sem olhar. Continuou com selinhos demorados até que não resistiu em aprofundar o beijo calmamente. Não precisavam ter pressa, o mundo não importava. Nada importava. Percebeu que Marina começara a andar de costas e a puxar com ela, ao mesmo tempo que o beijo ficava mais rápido. Parecia que Marina sabia exatamente o que fazer, e como fazer. As mãos de Clara já passeavam descontroladamente pelas costas de Meirelles, enquanto ela a deitava sutilmente no enorme sofá da sala. Colocou uma perna de cada lado do corpo de Clara sem partir o beijo, e Clara já começara a arranhar sua barriga por baixo da camisa. Marina começou a sentir o coração bater estranhamente de novo. Mas que porra era aquela? O que aquela garota fazia para deixá-la daquele jeito? Não teve muito tempo pra pensar, sua respiração estava ofegante demais e suas mãos já agiam sozinhas, apertando o lado da coxa de Clara e avançando por dentro do vestido que ela usava. Clara desceu uma das mãos pelas costas de Marina e parou em sua bunda, apertando consideravelmente. Marina partira o beijo e as duas desataram a rir, completamente sem fôlego.
– Tarada! – Marina disse com um falso tom de indignação e Clara gargalhou ainda mais.
– Eu? Olha onde sua mão está, Meirelles! – Clara respondeu rapidamente e Marina viu sua mão apoiada em um dos seios de Clara. Começou a rir de novo.
– Elas trabalham sozinhas... – Sussurrou presunçosa e Clara mordeu seu ombro, ainda rindo um pouco demais. Provavelmente devido ao excesso de álcool que tinha ingerido na danceteria.
– Eu acho que eu estou bêbada! – Justificou a risada e Marina mordiscou o lóbulo de sua orelha, fazendo-a estremecer.
– Muito bêbada? – Meirelles a encarou apreensiva. Clara não podia estar bêbada, se estivesse, faria coisas de que se arrependeria. Marina não gostava de se aproveitar de garotas, ainda mais de Clara. Marina também estava um tanto alterada, mas tinha plena noção do que estava fazendo. Clara viu Marina morder sutilmente o próprio lábio, e achou aquilo extremamente fofo, e bastante sexy. Sorriu.
– O suficiente para saber exatamente o que eu quero. – Respondeu arqueando uma sobrancelha e Marina ia abrir a boca para dizer algo, mas Clara a calou com um beijo rápido. – E o que eu quero é você.
Um sorriso tomou conta do rosto de Meirelles e ela não disse mais nada. Não precisaria dizer, era péssima com palavras e Clara a acharia uma perfeita idiota se ela tentasse dizer alguma coisa. Colou sua boca na de Clara e a beijou de um jeito que ela nunca conseguiria explicar, mas que se estivesse em pé, seus joelhos teriam a derrubado. Marina entrelaçou suas mãos no cabelo da garota enquanto intensificava o beijo. Clara já tirava a camisa de Meirelles e ela sorriu percebendo esse detalhe. Marina Começou a subir o vestido – Adorava vestidos, eram extremamente práticos – E parou o beijo encarando a barriga descoberta de Clara. Riu pervertidamente e continuou puxando a peça para cima, enquanto beijava seu pescoço.
– Marina... – Clara murmurou com a boca colada na dela,sentindo os beijos que já desciam de seu pescoço para o colo.
– Hum.
– Esse barulho tá estranho. – Clara disse baixo e Marina riu.
– Que barulho?
– Shhh. – Clara a calou com um selinho e as duas ficaram em silêncio, tentando normalizar a respiração. Então Meirelles ouviu algo que se assemelhava muito a uma risada. Uma risada bastante conhecida. Clara arregalou os olhos.
– Merda. – Marina sussurrou. – É a Gisele.
– E a Fernanda. – Clara completou baixo e empurrou Meirelles para trás, ajeitando o vestido e correndo em direção a escada.
– Aonde você vai? – Marina fez cara de pânico e falou um pouco alto demais, mordendo o próprio lábio por isso.
– Pra cima. Fica aí, finge que tá sozinha! – Sussurrou ouvindo a chave virar na porta – Puta que pariu!
– Clarinha, olha o meu estado! – Marina disse e Clara percebeu que Meirelles estava totalmente desarrumada. Gargalhou.
– Finge que estava dormindo – Respondeu rindo e sumiu escada acima. Marina ficou com cara de nada, mas depois começara a rir e se jogou no sofá. Aquela garota não era normal.
– Mas Fê, ela era gostosa pra caralho! – Gisele disse entrando em casa e Fernanda riu alto.
– Sei lá, eu preferi a morena que eu peguei quando cheguei... Muito mais gostosa! – respondeu acendendo a luz e avistando Marina jogada no sofá. – Puta merda, que susto!
Marina gargalhou.
– Achou que um ladrão tinha dormido no sofá? – Respondeu com a voz tediosa embaixo de algumas almofadas. Gisele arqueou a sobrancelha.
– O que você tá fazendo aqui, Marina? Aliás, você saiu arrastando a Clara pela escada totalmente revoltada e agora... Tá aqui? O que aconteceu? Cadê ela? – disparou em perguntas e Fernanda segurou o riso.
– Nada, não aconteceu nada! – Marina respondeu de imediato com a voz trêmula – Acabei de chegar, não faço a mínima de onde ela está!
– Mas vocês estavam brigando por quê? – Gisele insistiu.
– E desde quando a gente precisa de motivo pra brigar? – Marina respondeu e quase riu, sabendo que de certa forma aquilo era verdade – Eu tava puta porque ela não me deu um recado, sabe da francesa? Ela ligou desmarcando, mas a Clarinha... A Clara não me avisou, aí eu fui tirar satisfação! Ela não voltou pra balada? – Marina perguntou contente por ter respostas tão rápidas. Fernanda arqueou a sobrancelha.
– Nem, acho que não... – Gisele disse. – Vou subir pro meu quarto, infelizmente não é hoje que rola uma festinha lá... Mas aquela ruiva vai se ver comigo amanhã, ah vai! – Gisele disse é as amigas gargalharam. – Beijos nas bundinhas sexys de vocês! – Gisele disse com a voz afetada, fazendo Marina rir ainda mais.
– Sua sapata! – Marina disse rindo.
– Olha quem fala! – Gisele respondeu e subiu as escadas.
– Fugiu direitinho Meirelles, passou quanto tempo bolando essa resposta? – Fernanda sacaneou e Marina deu o dedo.
– Trinta segundos. Eu sou foda!
– Quem vê pensa... – Fernanda riu – Agora me conta, o que houve lá fora?
Marina olhou para a escada, e voltou o olhar pra Fernanda. Não sabia o que Clara estava fazendo lá em cima, se estava se escondendo ou coisa do tipo. Mas queria ir lá saber, queria continuar o que tinham parado e conversar com não era muito promissor.
– Erm... Depois eu te conto, vou tomar um banho... To com dor de cabeça! – Marina desconversou indo em direção a escada e franziu a testa.
– Marina...
– O que é?
– O que você tava fazendo?
– Eu tava aqui deitada, já falei! – Marina rolou os olhos impaciente.
– Porque sua camisa está amarrotada de forma estranha? – Fernanda perguntou e Marina engoliu seco – Melhor! Bela marca no seu pescoço, gatinha... – gargalhou e Marina arregalou os olhos.
– Arrumei companhia na saída... – Respondeu tentando parecer despreocupada – Tô subindo!

Marina subiu as escadas rapidamente – dois degraus por vez – E foi praticamente correndo para o fim do corredor, em direção ao quarto de Clara. Passou a mão nos cabelos e sentiu-se uma idiota por estar se arrumando antes de encontrá-la: não tinha a menor noção do poder que essa garota exercia sobre ela.
– Mari, vem aqui! – Gisele apareceu no fim do corredor e Marina bufou. Aquilo não estava acontecendo.
– O que é, ? – Perguntou impaciente e Gisele fez careta.
– Que mau humor! Vem aqui, deixa eu te mostrar uma parada aqui no pc!
– Eu não tô com tempo agora! – Respondeu rolando os olhos.
– Vem logo, caralho! – Gisele reclamou e Meirelles rolou os olhos, seguindo-a. Nunca tinha odiado tanto sua amiga como naquele momento.

Clara desencostou da porta xingando mentalmente. Tinha escutado toda a conversa, mas não poderia fazer nada. Já tinha colocado sua camisola e estava morrendo de sede. Sua respiração falhava só de lembrar das coisas que haviam acontecido naquela noite. Chacoalhou a cabeça para espantar os pensamentos que faziam com que saísse de si e abriu a porta, indo em direção à cozinha. A luz estava acesa, e ela não lembrava de ter visto isso. Aliás, não lembrava de ter visto nada naquela casa. Hesitou em olhar para trás e ver se tinha algum estrago mais sério na sala de sua tia, e entrou para beber alguma coisa. Foi quando deu de cara com Fernanda, que preparava um sanduíche.
– Fernanda! – Exclamou um pouco surpresa. Como era idiota, tinha esquecido que também tinha chegado. Fernanda nada disse, apenas desatou a rir compulsivamente. – Você bebeu, amiga?
– Ah... ah... Isso é muito bom! – disse e Clara arqueou a sobrancelha, e depois estremeceu. Havia algo de bem estranho ali.
– Oh céus, Fernanda enlouqueceu de vez! – Rolou os olhos teatralmente e fingiu indiferença, indo até a geladeira – O que aconteceu, Fernanda?
– Comigo nada. – respondeu aproximando-se – Com você e a Marina eu já não sei. – Disse maliciosamente e Clara bateu a cabeça no teto da geladeira, assustada.
– Porra! – Reclamou segurando a cabeça, enquanto Fernanda ria ainda mais. – Você tá maluca, só pode!
– Confessa, Clarinha! Primeiro eu chego aqui e vejo a Marina deixada igual maluca, o que é bem suspeito – Fernanda riu e Clara segurou o riso – Depois, percebo que minha querida amiga está com a camisa totalmente amarrotada e com marcas suspeitas no pescoço. Agora você tá aqui. Legal né? – riu.
– Não significa nada, amorzinho. Se a Marina andou de pegação por aí eu não sei, porque não sei se você reparou, mas eu estou de camisola, eu estava dormindo! – Clara respondeu com um tom quase óbvio. Adorava suas veias artísticas, quase ninguém desconfiava quando mentia. Quase ninguém.
– Engraçado, porque até onde eu sei, vocês saíram juntas da balada... Agora estão as duas aqui... Bem estranho. – Fernanda sorriu pervertida e Clara abriu a boca, mas não emitiu som algum. Então Marina entrou na cozinha, para completar a felicidade de Fernanda.
– Clara, você tá aqui! – Marina disse com olhar de espanto e riu novamente.
– Claro que estou, sua idiota! – Clara respondeu rapidamente e Meirelles franziu a testa – Agora vocês duas me dêem licença, porque estão estragando meu sono de beleza!
– Tem certeza que você vai dormir, Clarinha ? – Fernanda disse e Marina respirou fundo, vendo Clara se virar e andar em direção à porta. Colocou uma mão de cada lado do corpo de Fernanda, prendendo-a ali, e viu a amiga arregalar os olhos.
– Por quê, está pensando em me visitar à noite? –Clara Disse com um sorrisinho malicioso e Fernanda não conseguia responder nada, fazendo-a rir. – Foi o que eu pensei. Se mudar de idéia, a porta está aberta, sexy... – Clara Concluiu e passou ao lado de Meirelles, que estava boquiaberta.

– Mas que garota idiota, será que eu precisava desenhar pra ela entender que a minha porta ia ficar aberta? ABERTA!
Clara murmurava rolando na cama. Eram quase cinco da manhã e ela não conseguira pregar o olho. Tinha escutado as vozes de sua irmã chegando – bêbada, por sinal – de Flávia e Robby, mas nada de Marina ter coragem e entrar naquele quarto. Depois de xinga-la de todos os palavrões e em todos os idiomas que ela tinha conhecimento, virou para o lado e começou a se esforçar para dormir. Demoraram mais quarenta e cinco minutos, mas muito contra sua própria vontade, o sono a venceu.

– Clarinha... Acorda.
Ouviu a voz de Vanessa e achou aquilo bem estranho, então abriu os olhos devagar.
– O que foi, coisa fofa? – Clara Disse e Vanessa riu.
– Não me chama de coisa fofa, é estranho... – Vanessa Disse baixo – Já tá tarde, é pra você levantar.
– Quem disse?
– Eu. – Vanessa respondeu e Clara riu. – Chata. Foi a Flávia quem pediu.
– Hm. — Clara murmurou, ainda meio lerda aquela hora da manhã – Ei! A Flávia te pediu algo e você tá obedecendo? – Clara disse subitamente acordando e viu a irmã ficar extremamente vermelha.
– Só estou fazendo um favor e...
– Pra Flávia ? Ah, conta outra! – Clara riu – O que aconteceu?
– Não aconteceu nada... É que ela... Me ajudou ontem. – Vanessa disse tímida e Clara já estava sentada, interessada. – Eu bebi demais, ela me ajudou.
– Meu Deus, viraram esse mundo de ponta cabeça e esqueceram de me avisar! –Clara Sacaneou e Vanessa deu o dedo, fazendo-a rir ainda mais. – Tá, desculpa chuchu! E porque ela não veio me acordar?
– Porque ela e as meninas foram pra praia, vão te esperar lá... Acho que a Roberta tá no quarto, ela amanheceu de ressaca – Vanessa disse rindo e Gisele apareceu na porta.
– Vanessa, anda logo! – Gisele gritou – Oi, Clara!
– Oi, Gisele!
– Bom, vou nessa! – Vanessa disse beijando a testa da irmã – Até mais tarde.
– Até.
Clara foi até o banheiro para fazer sua higiene matinal e lembrou do que tinha acontecido na noite anterior. Agora, sóbria, era mais fácil de entender as coisas, e ela mal sabia o que pensar. Sempre disseram que o amor e o ódio são sentimentos muito próximos, mas o caso dela com Marina era surreal. Preferiu não pensar muito nisso e se prender ao fato de que Marina estava na praia com as amigas, então poderia respirar normalmente naquela casa. Colocou o biquíni, um short jeans e uma regata por cima e saiu do quarto, para ver o que ocorria com Roberta. Deu alguns passos para frente no corredor e foi puxada para dentro do quarto de Flávia . No susto, quase deu um berro, e sentiu uma mão tampar sua boca e a virar de frente.
– Até que enfim! – Marina disse baixo puxando Clara pra si em segundos. Clara mal teve tempo de pensar, sentiu um choque percorrer seu corpo quando as línguas se tocaram. Marina parecia aflita para aquilo, pressionava os lábios contra os dela até que conseguiu arrancar um gemido de Clara, que bagunçava os cabelos de Meirelles enquanto arranhava insistentemente a nuca de Marina.
– Marina... – Clara tentou interromper o beijo, mas sua voz saía fraca. Seu corpo não correspondia mais à sua razão – Marina! – Clara Disse um pouco mais alto, e Marina parou o beijo, encostando a testa na dela e tentando recuperar a respiração.
– Você tá maluca? A Roberta tá aqui! – Clara dizia ainda com os olhos fechados, sua voz era baixa.
– E daí? – Marina sorriu maliciosa e Clara riu.
– Você não apareceu ontem. – Clara ouviu sua própria voz dizer, mesmo contra sua vontade. Não queria que Marina ficasse se achando, não queria ter dito aquilo. – Não que eu estivesse esperando. – Clara Consertou e Meirelles sorriu de lado, acariciando o rosto de Clara com o polegar e fazendo-a abrir os olhos.
– Desculpe, sua irmã chegou bêbada e gritando pelo corredor, a Flavinha pediu ajuda... Depois já eram quase seis, você devia estar dormindo.
– Estava mesmo. – Mentiu. – Pensei que você estava na praia.
– Supostamente eu estou. – Marina riu alto e Clara riu junto, sem entender – Eu fui antes que elas, fique esperando na outra esquina... Quando todas saíram, eu voltei... – Marina deu uma piscadinha sexy e Clara riu.
– Voltou por quê? – Clara provocou passando a ponta do nariz no pescoço de Marina, que estremeceu.
– Não sei... – Marina respondeu baixo – Talvez você possa me explicar porque eu voltei... – Marina riu baixo e fechou os olhos, sentindo os beijos que ganhava no pescoço.
Clarinha sorriu e desenhou a boca de Meirelles com a língua, enquanto mordia de leve o lábio inferior de Meirelles. Qualquer garota que fizesse isso em Marina não conseguiria surtir um efeito tão rápido quando aquela. Clara parecia saber disso, quando sentiu novamente o beijo que a fazia ter sensações estranhas. As coisas aconteciam rapidamente ali – Quando deu por si, já estava com as pernas na cintura de Marina, que caminhava até a cama mais próxima. Jogaram-se ali, sem fôlego algum, enquanto Meirelles puxava a regata que Clara vestia para cima.
– Hey... Devagar, mocinha! – Clara disse rapidamente e Meirelles riu, derrotado, jogando-se ao lado dela na cama. Clara riu, tentando respirar.
– Caralho... – Marina murmurou e Clara a olhou com a visão periférica – Você pode me explicar o que é isso?
– Isso o que? – Clara Arqueou uma sobrancelha e fitou o teto branco do quarto. Marina riu.
– Você me tira do sério. – Marina disse e Clara sorriu – Porque eu não consigo me controlar?
– Porque eu sou a coisa mais sexy que você já viu na vida! – Clara respondeu gargalhando e Marina fez o mesmo, apoiando o cotovelo na cama e a olhando nos olhos.
– Tá se achando, docinho! – Marina riu.
– Eu não me acho, eu sou! – Clara respondeu rapidamente e as duas riram – Hum, acho que ando convivendo demais com você, eu não era assim tão pretenciosa!
– Shhh, menos conversa e mais ação, por favor! – Marina riu maliciosa e Clara abriu a boca, fingindo indignação.
– Quem disse que eu quero, docinho?
– Se você não quer, você vai me parar... – Marina sorriu vitoriosa a beijando rapidamente e mexendo em seu cabelo e barriga. Clara ainda tentara, por pura birra, fingir que não, mas em alguns segundos sentiu seus pulsos cederem, assim como o resto de seu corpo. Estava embriagada pelo cheiro, pelo gosto de Marina. E tudo o que conseguia pensar era como tinha sido estúpida o suficiente de não ter provado aquilo antes.
– Clarinha, você tá aí? – Ouviu a voz de Roberta do lado de fora e partiu o beijo, desesperada.
– E agora? – Perguntou com os olhos arregalados e Marina bufou.
– Vou pra varanda. Dá um jeito de tirar ela daqui. – Marina disse dando um selinho longo em Clara que transformou-se em um beijo rápido – Droga, melhor parar por aqui! – Marina Disse contra vontade e correu para a varanda.
Clara se arrumou rapidamente em frente ao espelho e abriu a porta, inventando qualquer desculpa para estar trancada no quarto de Flávia aquela hora da manhã. E Robby acreditou.

Notas finais
Já sabem né ? Saiam da moita ou então ........ @patydobrinescu Até a próxima