Os Opostos Se Atraem

18 E Quando As Luzes Se Apagam


Notas iniciais
Oi Amores!!! Espero que gostem do cap de hoje, vocês estão muito quietinhos. Vou dedicar o cap de hoje pra Cinthia @_CrazyLeone que resolveu dar vários tiros na madrugada

Era praticamente uma da tarde quando Marina e Clara acordaram. Não voluntariamente, já que Roberta e Luiza tacaram dezenas de almofadas nas duas, gargalhando feito loucas. Meirelles foi para seu quarto, tomar um banho e mudar de roupa, e Clara fez o mesmo, enquanto as garotas tagarelavam em sua cama.
– Pega uma blusinha pra mim? – Clara pediu e Robby tacou uma regata preta em sua direção. Ela sorriu, colocando-a. – E a Vanessa?
Perguntou, sentindo um nó na garganta. Luuh deu de ombros.
– Não sei. Bom, ela não estava lá embaixo quando acordamos, e ninguém sabia de nada.
Clara ia perguntar mais alguma coisa, mas resolveu não fazê-lo. Pegou as amigas pelas mãos e desceu as escadas, vendo Fernanda com cara de pânico. Então viu que Marina e Vanessa estavam frente a frente, no meio da sala, a uma distância mínima. Flávia, Gisele e Fernanda estavam mais adiante, observando apreensivas. Clara Rapidamente, correu e puxou as amigas com ela.
– Vocês não estão brigando, não é? – Perguntou Clara, sua voz estava falhando e odiava quando isso acontecia. Robby apertou sua mão com um pouco mais de força, tentando frear a amiga que ia se meter entre as duas.
– Não. – Marina olhou para o lado, sorrindo fraco – A gente só está conversando.
– No meio da sala com essas caras de assassinas ? – Luiza se intrometeu – Gente, se vocês se socarem eu vou chamar a polícia, juro!
Vanessa rolou os olhos.
– Eu não vou socar ninguém. – Respondeu baixo, e logo as outras três estavam perto das garotas.
– Vocês podem ir, eu garanto que não vai acontecer nada e... — Marina tentava dizer, mas fora rapidamente interrompido.
– Não preciso que ninguém vá embora. A conversa aqui é rápida, Meirelles.
Marina levantou as mãos ao lado da cabeça, como quem se rendia.
– Eu não acredito no que você fez, Marina! – Vanessa chacoalhou a cabeça – Eu nunca esperei isso logo de você!
– O que eu fiz, Vanessa? Eu não fiz nada de errado! – Marina dizia, aparentemente calma – Eu não planejei isso, simplesmente aconteceu! E eu não estou nenhum pouco arrependida.
Clara tentou sorrir, mas o misto de sensações que tomava conta dela não permitiu. Achava que teria um colapso, seria eternamente grata pela mão de Roberta e pelo abraço de Gisele, que era a única coisa que a mantinha em pé. Sua mente desviou por alguns segundos, e quando voltou ao foco, Vanessa já gritava.
– Caralho, com tantas meninas nessa merda de lugar e você tinha que escolher justo a minha irmã? – Vanessa gritou, visivelmente transtornada, e então respirou fundo, deixando transparecer toda a decepção em seu olhar. – Você era minha melhor amiga.
Marina sentira os olhos arderem, não queria acreditar que aquilo estava acontecendo. Encarou Fernandes nos olhos, respirando fundo.
– Como assim eu ERA sua melhor amiga?
– Isso mesmo que você ouviu! Depois de tudo o que você fez... – Dessa vez Marina interrompera Vanessa, agora já perdendo o controle.
– Eu não fiz metade do que eu devia ter feito com você, Fernandes! Talvez se eu tivesse revidado seu soco, você não estaria falando tanta merda agora! – Marina gritou, e Vanessa a encarou, incrédula.
– Você acha que eu GOSTEI de bater em você? Porra, Marina! Quem você pensa que eu sou? – Vanessa gritou – Eu te conheço, Marina! Você pode estar curtindo agora, mas vai passar outra gostosa e você vai esquecer da Clara! E aí, você acha que EU tenho que deixar isso acontecer?
– Você tá maluca, Vanessa! – Marina também gritava – Eu não sou essa pessoa que você tá dizendo!
Vanessa gargalhou.
– Quantas vezes eu te ajudei a fugir de meninas no teu pé? Quantas vezes eu vi você pegar quatro na mesma noite? – Vanessa parou, chacoalhando a cabeça – E não era com qualquer garota! Até tua ex, que todo mundo achava que você gostava, você traiu!
– PUTA QUE PARIU, a Clara não é qualquer uma! – Marina berrou, interrompendo – Sabe qual é a diferença? A diferença é que eu gosto da tua irmã! De verdade, e até demais! Você acha que eu me senti bem quando descobri isso? Quando eu percebi que era ela quem eu queria? – Marina disparou a falar, deixando Vanessa completamente pasma – Eu posso realmente ter feito A cidade inteira sofrer, e eu admito isso! Mas eu nunca faria isso com ela, Vanessa! E se um dia eu fizer, vou ser eu quem vai pedir pra você me bater, porque eu vou ter perdido a única que eu realmente quis! E com ou sem sua aprovação, eu não vou...
Marina parou de falar, percebendo o silêncio absurdo que a sala estava. Olhou para o lado, e viu Clara dois passos adiante dos demais, com um sorriso quase infantil no rosto.
– Você não vai...?
Ela a incentivou, e Marina aproximou-se, com as mãos nos bolsos. Não sabia como aquilo tinha simplesmente escapado de sua mente. Tinha esquecido totalmente que tinham seis pessoas além dela e Vanessa na sala. Mas já era tarde para ficar com vergonha. Sorriu, a encarando.
– Eu não vou deixar você. – Marina disse baixo, e Clara sorriu, pulando e a abraçando.
– Isso foi perfeito! – Clara disse baixo, mas todos da sala ainda podiam ouvir – Você derreteu meu coração, docinho. – Clara disse rindo e olhando nos olhos de Marina, que sorria idiotamente, aproximando a boca da dela.
– EI! – Vanessa berrou – O que vocês pensam que estão fazendo? – Vanessa Disse, sério. – Eu ainda não terminei a conversa aqui!
– Vanessa, cala a boca! – Clara dizia, fechando os punhos, e ela arqueou uma sobrancelha.
– Você pode ter “derretido” o coração dela... – Vanessa disse fazendo aspas – Mas eu tô de olho em você! – Disse Vanessa, dando uma piscadinha, e o queixo de Meirelles caiu. – Eu fui uma idiota, Marina. Cuida bem da minha irmã.
– QUE? – Clara interrompeu, incrédula.
– Acho que esse cara gosta de você, baixinha. – Vanessa disse sorrindo – E se vocês estão felizes... Quem sou eu para dizer não?
– Minha irmã idiota e ciumenta? – fez bico e Vanessa riu.
– Me desculpa, Marina. – Vanessa falou baixo, olhando para os pés. Meirelles sorriu.
– Você tá falando sério, Van?
– Nunca falei tão sério em toda minha vida.
Meirelles ficou em silêncio, em seguida abriu um sorriso maior que o próprio rosto.
– Aaaaah, dá aqui um abraço, Vanessinha! – Marina a puxou com a voz afetada e as duas gargalharam, assim como Clara . – Obrigada, Van. Você não vai se arrepender!
Marina piscou e puxou Clara pela mão, encostando os lábios nos dela.
– Eca! Não! Não! – Vanessa interrompeu de novo – Demais pra minha visão! Uma coisa de cada vez, argh!
Vanessa disse engraçadamente e todos gargalharam, derrubando-a no sofá sob um montinho sufocante. encarou Marina, que ria sem fôlego, e sorriu largamente, sentindo que talvez Marina fosse muito mais do que ela pensava. Tudo aquilo era inesperado, mas aquele era o sorriso, o olhar, a pessoa que tinha realmente conseguido mexer com ela. Como nenhuma outra jamais conseguiria.

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– Ei, dá pra tirar a língua da boca da minha irmã? — Vanessa chegou na sala, tacando uma almofada em Marina e Clara, que gargalharam.
– Vanessa, vai ver se eu tô lá na esquina, vai amorzinho? — Clara disse rindo da cara de indignada da irmã.
– Eu já falei pra vocês: Só passaram quatro dias desde quando eu autorizei isso aí – Ela apontou abanando a mão – Quando der uma semana, eu deixo você dar um selinho nela, Marina. Mas só selinhos!
Então a risada de Luiza ecoou na sala.
– Pobre iludida... — Ela ria junto com Clara e Marina, enquanto Vanessa fazia careta – Vai nessa, Vanessinha, vai nessa...
– Ei, o que ela quis dizer com isso? — Perguntou com uma voz afetada, e os olhos de Clara arregalaram.
– Ela não quis dizer nada, chuchu, a Luuh é maluca. — Disse entredentes, enquanto Meirelles segurava o riso.
– Ai, ai! — Vanessa já ia começar outro discurso, quando a sala fora invadida por um furacão, que atendia pelo nome de Flávia .
– Vanessa, porque você não cuida da sua vida ao invés de ficar controlando o casal docinho? — Ela disparou, mas antes que a Fernandes protestasse, continuou – Eu preciso da sua ajuda pra carregar minha sacolas.
– Desde quando eu carrego sacolas pra patricinhas no shopping?
– Desde quando sou em quem pede, e desde quando tem um stand do Beatles Rock Band onde você pode competir enquanto eu me divirto. — Flavinha sorriu com todos os dentes, e Vanessa, assim como as demais da sala, ficaram boquiabertas – Acredite, Vanessa, eu só preciso da sua ajuda quando acabar.
– Você vai me pagar uma coca? — Vanessa sorriu marota, e a Flavinha riu.
– Pago duas.
– Até mais galera, comportem-se, vou fazer compras! — Vanessa disse com uma voz afetada, e ela e Flavinha riram, antes de sumir do campo de visão das demais.
Assim que sairam, o silêncio pairou na sala por alguns segundos.
– Ok, fui só eu que achei isso... Estranho? — Marina se pronunciou e as garotas riram.
– Não mesmo. — Responderam juntas.
– Ah... E o que temos com isso, não é mesmo? — Meirelles arqueou uma sobrancelha de um jeito maliciosa, e Clara riu, mordendo seu lábio inferior.
– Definitivamente nada.
– Ah, adoro segurar vela! — Luuh reclamou, fazendo as duas rirem – Se me dão licença, vou comer um doritos, porque ficar aqui já aumentou consideravelmente meu teor de diabetes! — Ela gargalhou.
– Vá a merda! — Clara gritou, olhando por cima das costas do sofá, rindo alto.
– Também te amo, docinho! — A amiga gritou de volta.
– Que folgada! — Clara reclamou, ainda rindo, deitando o corpo por cima do de Marina no sofá.
– Nem ligo... — Marina disse baixo, distribuindo alguns beijos no pescoço da garota, e sorrindo ao ver que ela estava arrepiando.
– Ela vai pagar e...
– Dá pra você ficar quieta? — Marina disse, mordendo o lóbulo da orelha de Clara, que riu baixo.
–Ah, você vai ter que me calar... — Sorriu maliciosa, vendo Meirelles rir e aproximar suas bocas.

Quatro dias. Exatos quatro dias desde que tudo estava as claras para Marina e Clara. Quatro dias praticamente sem brigas – Pelo menos não as tradicionais e sérias. Apenas aquelas briguinhas bobas de sempre, porque por mais que estivessem juntas, ainda eram as mesmas. As coisas com Vanessa e o resto das amigas estavam bastante fáceis, e de fato, o surgimento de um casal tão inesperado quanto esse, melhorou o relacionamento das amigas de Clara e Vanessa. Elas não tinham mais tanta implicância em conviverem em harmonia. Cada qual a seu modo, obviamente.

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Estavam as oito na sala de estar, comendo hot-dogs e bebendo. Uma chuva torrencial caía do lado de fora, impedindo que saíssem para curtir a noite francesa.
– Ah! — Flavinha berrou, apertando o braço de Vanessa. Mais um trovão.
Todas riram ao ver Gisele cuspir a Coca, por causa do susto, mas apenas Vanessa sorriu ao sentir o braço arder um pouco com as unhas da Flávia. Vanessa estava adorando aquela chuva, mais dois ou três trovões ou raios, e teria uma Flávia em seu colo. Riu sozinha do próprio pensamento.
– Calma amiga, foi só um... Ah! — Robby dessa vez gritou, fazendo com que as amigas rissem ainda mais. Não tinha medo, mas o barulho realmente estava ensurdecedor.
– Garotas... — Fernanda murmurou, encarando seu lanche – Marina, segura bem a Clara aí, se seguir a ordem, o próximo grito é dela! — Disse, rindo. Clara chacoalhou a cabeça, enquanto Meirelles a encarava.
– Eu não vou gritar, é só um trovão... — Clara riu baixo, enquanto Flavinha a encarava de cara feia – Eu não preciso que me protejam.
Marina arqueou uma sobrancelha, enquanto todas riam baixo.
– Ela não é um amor? — Marina disse rindo, enquanto Clara fazia o mesmo – Não quero mais você, vou proteger a Luuh. — Disse Marina fazendo bico, e partindo pro outro lado da roda, arrancando uma risada alta de Luiza.
– Vai lá, se a luz acabar eu dou uns beijos na Fernanda, né delícia? — Clara piscou para Fernanda, enquanto todas riam muito.
– Ah moleque, perdeu! — Fernanda disse, malandra, quando a luz piscou de verdade, por três vezes seguidas.
E depois apagou de vez.
– Ah, dá pra tirar a mão daí, Gisele?
– Daonde? Minha mão tá no copo!
– Ei, de quem é essa mão?
– Eu to com medo!
– Dá pra todo mundo calar a boca e alguém achar uma vela ou coisa do tipo?
– Ah claro, porque eu carrego velas comigo all the time!
– Cala a boca!
– Alguma alma pura pode acender a merda de um celular?
– Clara, você tá com seu celular? — A voz de Marina ecoou entre as demais.
– Ela não pode falar, tá muito ocupada aqui comigo... — Fernanda disse e todas gargalharam.
– Ai Fernanda, como você é sexy! Isso, faz assim!
– ALGUÉM ACENDE A PORRA DO CELULAR?

Luiza acendeu a luz, entre gargalhadas. Marina abriu os olhos rapidamente, vendo que Fernanda e Clara estavam bem distantes, e percebendo que Marina realmente estava checando, todas caíram na gargalhada.
– Ai docinho, não acredito nisso! — Clara dizia, entre risadas, enquanto ia ajoelhada até onde Marina estava.
– Não quero papo com você.
– E quem disse que eu quero papo, chatinha? — Ela sussurrou, cruzando os braços no pescoço de Marina, que deu um sorriso torto perfeitamente lindo, fazendo-a sorrir junto.
– Ah, vão pra um quarto! — Gisele interrompeu, e tomou uma latinha vazia de Coca na cabeça.
– Quer parar de dar ideia? — Vanessa disse, enquanto Robby ria. Marina mordeu o lábio de Clara, rindo baixo, e a puxou para seu colo.
Vanessa olhou para o lado e viu que Flávia abraçava as pernas, olhando para o nada. Sorriu brevemente, e chegou um pouco mais perto.
– O que foi? — Vanessa perguntou baixo.
– Nada. — Flavinha sussurrou, a voz quase inaudível.
– Ainda tá com medo dos trovões? — Vanessa perguntou.
– Não, eu tô com dor de cabeça.
– Medo dos raios? — Van insistiu, fazendo-a rir.
– Dor de cabeça. — Ela repetiu.
Então Vanessa, timidamente, passou o braço por trás de suas costas, fazendo com Flavinha apoiasse o rosto em seu pescoço. A respiração quente da menina fez com que Vanessa se arrepiasse, e ela fechou os olhos ao sentir o perfume de Fernandes invadir seus pulmões.
– Medo dos trovões. — Flávia riu baixo, e Vanessa também.
– Sabia. — Vanessa disse rindo, apertando-a um pouco mais, numa tentativa muda de dizer que ela a protegeria. Ela entendeu o recado.

– Ah não, que saco, que chuva dos infernos! — Gisele reclamou, enterrando o rosto numa almofada – Vamos fazer alguma coisa? Vamos? Diz que siiiiiim! — Ela chacoalhava Fernanda como uma criança de cinco anos.
Luiza e Clara voltaram correndo da cozinha, com uma garrafa de tequila fechada, copinhos e pedaços cortados de limão. Os olhos dos demais brilharam, entre vários comentários.
– Essas são minhas garotas! Eu nem dou a ideia, elas já trazem pronta! — Gisele riu.
– Isso só prova que nós somos muito mais avançadas que vocês, queridinha... — Luiza jogou beijo no ar, enquanto as meninas riam e Gisele e Fernanda reclamavam.
– Tá, então vamos encher a cara pra tirar o tédio e... — Marina ia pegar um copinho, mas Clara estapeou sua mão – Ei! Outch! — Marina reclamou, e ela riu.
– O que vocês acham de um pouco do clássico “Eu nunca...” — Clara disse maliciosa, enquanto as garotas riam.

– Lembrei da festa da Cora! — Robby desatou a rir, assim como as garotas.
– Prefiro nem perguntar o motivo dessas risadas... — Fernanda disse fazendo uma careta, e Luuh sentou ao seu lado.
– Melhor não perguntar mesmo. — Ela gargalhou – Ok, mas chega de falar de festas passadas, o que importa é o aqui e o agora! — A garota encheu calmamente cada um dos oito copinhos. — Prontos?
Todas concordaram rapidamente, cheios de olhares maliciosos e risadas.
– Eu começo! — Robby deu um pulo, fazendo Vanessa rir.
– Eu tenho a sensação de que a Roberta curte esse joguinho...
– Quietinha, Vanessa! — Ela riu – Ok. Eu nunca colei nas provas de francês do colégio.
– Mentirosa! — Luiza, Flavinha e Clara gritaram juntas, fazendo a garota gargalhar.
– Sou mesmo! Só queria ver se vocês estavam espertas! — Robby deu uma piscadinha – Bom, dessa vez é sério. Eu nunca peguei ninguém atrás da capela do colégio, acho pecado.
Todas riram do comentário da garota, e Marina arqueou uma sobrancelha, levantando o copo e bebendo. Clara gargalhou, fazendo o mesmo. Em seguida, Fernanda, Luiza e Flávia .
– Nossa, suas pecadoras! Vocês vão pro inferno! — Gisele disse e todas riram.
– Eu só acho um bom lugar, é seguro... — Fernanda deu de ombros.
– Não é como se fosse dentro da sacristia e... — Marina ia falando, quando todas a encararam, fazendo-a rir muito alto – Ei, eu nunca peguei ninguém dentro da sacristia!
Todas riram, mas ninguém bebeu mais. Nenhuma delas havia chegado a esse ponto.
– Ufa, se alguém tivesse tentado reproduzir a espécie numa igreja, eu parava por aqui! — Luiza riu – Tá, eu nunca dormi com uma pessoa na mesma noite que a conheci. — Luiza arqueou a sobrancelha, rindo para a Vanessa, Marina e Fernanda, que levantaram os copos rapidamente, sem excessão.
– Não vale, você sabia que a gente ia ter que beber... — Vanessa reclamou.
– Cada um no seu quadrado, Vanessinha! — Ela gargalhou.
– Beleza, se é assim, minha vez então! — Vanessa disse desafiadora, fazendo Luuh rir – Eu nunca tive um caso com nenhum professor.
Todos encararam Luiza abruptamente. Luiza arregalou os olhos, tentando abrir a boca para falar algo, mas não conseguiu emitir som algum.
– Tá maluca, Vanessa? Eu também nunca dormi com nenhum professor! — Ela despejou.
– Eu disse ter um caso. — Vanessa seguiu, rindo.
– Nem tive caso! — Luiza rolou os olhos, impaciente – Você não devia acreditar em tudo o que ouve naquela merda de colégio, Fernandes! — A garota disse séria, fazendo Vanessa engolir seco.
– De-Desculpe. — Vanessa gaguejou.
– E para sua informação – Ela cruzou os braços – Estagiários de Educação Física não são professores. — Luiza gargalhou, sorrindo vitoriosa da cara de pasma de Vanessa. Todas começaram a rir, ainda um pouco assustadas com a revelação repentina, e Fernanda se movimentou rapidamente, desconfortável. Rolou os olhos, e encarou a garrafa.
– Eu nunca peguei mais de seis garotas na mesma noite. — Fernanda disparou, e Robby deixou o queixo cair.
– E você acha isso pouco? — Ela perguntou, fazendo-a rir. Então olhou para o lado, e viu Gisele e Marina levantando os copinhos – Puta merda! Quantas?
– Dez. — Gisele disse, o rosto vermelho. Não que alguém fosse reparar no escuro quase completo.
– Doze. — Marina fez uma careta, e Clara franziu a testa.
– Quantidade não é qualidade.
– Esquece o passado – Marina respondeu no mesmo tom – Quem importa agora é você.
Clara sorriu largamente, sentindo um arrepio na espinha, quando Marina finalizou a frase com um beijo demorado em seu pescoço.
– Eu nunca peguei a Tess Baker!
Gisele gritou do nada e os olhos, principalmente das garotas, arregalaram. Vanessa fez uma careta absurda, sentindo o rosto praticamente em chamas. Levantou o copinho, enquanto todas a encaravam.
– A TESS? — Flavinha e Robby gritaram em uníssono, enquanto Marina rolava de rir.
– Cachorra, eu vou te matar! — Vanessa apontava para Gisele, que gargalhava também.
– Vanessa, meu amor, minha irmã, QUE NOJO! — Clara riu com as mãos na cabeça – Eu não acredito, Vanessa! Aquela garota é simplesmente NOJENTA!
– Ei, em minha defesa, eu tava MUITO CHAPADA!
– Aquela ali nem chapada... — Fernanda ria – Van, a garota tem bigode!
– Mentira! Mentira! — Vanessa ficava cada vez mais irritada e envergonhada, enquanto todas riam dela.
– Claro que tem! — Luuh disse, boquiaberta – Vanessa, amiga, só Deus pode te salvar. Ninguém merece! — Ela gargalhou, e todas começaram a sacanear Vanessa, que não sabia onde enfiar a cara. Lembrou mentalmente de fuzilar Gisele quando tudo aquilo acabasse. Ou algo mais dolorido.

O álcool entra, a verdade sai. Depois de umas brincadeirinhas sem sentido, muitas risadas e muita tequila, estavam todas consideravelmente bêbadas, e a coisa começou a baixar o nível e esquentar.
– Eu nunca transei com duas pessoas ao mesmo tempo. — Flavinha disse, encarando firmemente Fernanda, que engoliu seco.
– Nem eu, pra mim é só a partir de três. — Fernanda gargalhou, deixando a menina sem resposta. Antes que alguém se manifestasse, virou mais um copinho.
Roberta riu, e tentando levantar, caiu no colo de Flávia , fazendo todas rirem.
– Jesus, eu estou muito bêbada! — Ela olhava para o nada, fazendo Marina e Clara gargalharem. — Eu nem queria ir ao banheiro mesmo... — Deu de ombros, rindo como uma louca.
– Eu tenho medo de você, Robby. — Marina disse, e a garota riu.
– Ah, você acostuma! — Clara se apressou em dizer.
– Ok, já que eu não consigo levantar... — A garota lançou um olhar malicioso — Eu nunca transei com ninguém que está aqui nessa roda, nessa viagem. — Robby sorriu com todos os dentes, fazendo com que Clara apertasse as unhas no braço de Marina, involuntariamente.
De repente, todas, sem exceção alguma, olhavam para ela e Marina. Clara movimentou os dedos, sinuosamente, até perto do copo. Sentiu Marina apertar sua cintura.
– Você quer me ver morta? — Marina sussurrou, a voz fraca de pânico em seu ouvido.
– Deixa de drama, não vai acontecer nada... — Ela riu baixo – Eu te protejo. — Respondeu no mesmo tom.
Marina sorriu, mas ainda atordoada com a menção que Clara fazia em levantar o copo, começou a pensar em modos ágeis de correr dali caso Vanessa tentasse matá-la. Nunca tivera medo da amiga, mas depois da reação da Vanessa quando soube das duas, ficara com um pé atrás.
– Quer dizer que ninguém aqui transou com ninguém? — Robby continuou, rindo.
– Roberta, lindinha... — Gisele disse baixo – Eu acho que você bebeu demais... — Gisele a encarou de perto, nervosa.
– Foi só uma pergunta, ué. — Ela fez bico.
– Qual é, não vai levantar esse copo? — Vanessa levantou o olhar, que estava fixo na mão da irmã, e a encarou – Eu fecho os olhos pra ficar menos constrangedor. — Van riu, estava bêbada, mas parecia ser sincera. Marina e Clara se entreolharam, rindo, e viraram os copinhos. — Eu vi isso!
Vanessa disse, fazendo uma careta.
– Você trapaceou, disse que ia fechar os olhos e... — Clara dizia, divertida, quando algo que simplesmente ninguém esperava, aconteceu.
Fernanda e Luiza trocaram um longo olhar cúmplice, e em seguida, em perfeita sincronia, viraram seus copinhos de tequila, dando uma risada alta no final.
– O que... O que... Vocês...? — Vanessa estava com os olhos arregalados, fazendo Luuh rir muito mais.
– Meu queixo acabou de abrir uma cratera no chão. — Clara disse, jogando o corpo pra trás, totalmente pasma.
– Ok, vocês estão brincando, né? — Flávia disse, olhando para Fernanda, que negou com a cabeça.
Quando todas começaram a falar ao mesmo tempo, bombardeando-as com perguntas, Luiza teve um acesso de riso ainda pior, o que fez Clara rir.
– CALA A BOCA TODO MUNDO! — Luuh berrou – Nós bebemos porque é verdade.
– E vocês estão esperando o que pra contar essa história pra gente? — Gisele deu um pulo, fazendo as garotas rirem.
– Gisele, amor, prenda q sapa aí dentro de você, tudo bem que já passou da meia noite e...
– Luiza Luiza, foco por favor! — Flavinha berrou.
– Tá, tá, não posso nem mais terminar uma piadinha...- Luuh fez bico – Vai lá Fernanda, conta pra elas!
Ela deu um tapinha nas costas de Fernanda, que abriu a boca indignada.
– Por que eu?
– Porque a culpa é toda sua. — Ela riu e Fernanda também.
– Tá, tá.

Fernanda's P.O.V ON
Flashback.

Eu acho que a maioria de vocês sabem que eu sempre tive uma queda pela Luiza. Isso nunca foi novidade pra ninguém, muito menos pra ela. Sempre achei que ela queria alguma coisa, mas nunca tive coragem de perguntar, afinal, ela sempre estava ocupada demais com os casos lamentáveis dela...

– Ei! Olha como fala dos...
– CALA A BOCA Luiza! — Todas gritaram.
– Ignorantes. — Luiza rolou os olhos, fazendo Fernanda rir.

Continuando... A gente sempre se deu bem, mas nunca achei que pudesse rolar mais nada. Semana passada, depois que a Marina e a Clara foram pegos no flagra, e aquela confusão toda, a gente ficou conversando de madrugada na piscina, falando disso. Conversa vai, conversa vem, resolvemos rachar uma garrafinha de Smirnoff Ice, nada demais, rachamos mais duas depois disso. Então eu me aproveitei do fato de que eu estava completamente lúcida, mas podia alegar que estava bêbada, e resolvi levar a conversa pro lado mais... pessoal.
– Luuh... Você já pensou em ficar com alguma de nós? — Perguntei, e ela me encarou, a testa franzida.
– Com uma das garotas daqui? — Ri, sentindo as mãos suarem.
Ela deu uma risada alta, tomando um gole da garrafa.
– Essas eu peguei, não tem mais graça. — Disse, séria, e eu gargalhei. — Tá, falando sério... Não sei, acho que nunca parei pra pensar nisso.
– Acabei de dar a oportunidade pra você pensar pela primeira vez. — Sorri da maneira mais sedutora que consegui.
– Por que você não diz primeiro quem de nós você pegaria, enquanto eu penso? — Ela sorriu, duas vezes mais maliciosa. Droga.
– Hummm... — Fingi pensar muito na hipótese, enquanto ela mantinha os olhos fixos em meu rosto.
– Você. — Respondi firmemente.
Os olhos de Luiza arregalaram.
– Eu? — Sua voz saiu baixa. Assenti com a cabeça.
Encarei apreensiva, esperando qualquer reação. Se ela não gostasse, eu fingiria não lembrar de nada no dia seguinte. Então ela abriu um sorriso enorme e lindo, e eu sorri sem nem saber porque.
– Boa escolha, Fernanda. Porque eu já tinha escolhido você.

Fernanda's P.O.V OFF.

– Ownnnn! — As garotas disseram juntas.
– Isso foi absurdamente fofo! — Clara sorriu. — Vocês são umas gostosinhas e eu vou mordê-las. — Clara Disse, depois fez uma careta – Tá, isso soou meio estranho.
– Ok, a parte love da história já foi contada, mas quando é que vocês... — Vanessa perguntou, e Luuh a interrompeu.
– Ontem. — Ela disse, envergonhada.
– Onde? Que horas? Como que ninguém viu? Como ninguém ouviu? — Flavinha disparou em perguntas, e todos riram.
– Respira, Flávia . — Fernanda disse, e a garota mostrou o dedo do meio.
– Ontem quando a gente sumiu da balada, não lembro que horas eram, no meu quarto e CHEGA! — Luuh escondeu o rosto, e Fernanda a abraçou de lado, rindo.
– Vocês estão juntos? — Clara perguntou.
– Estamos? — Luiza perguntou, sorrindo meio idiota.
– Por mim, estamos. — Fernanda sorriu de volta.
– Então estamos. — Luiza riu, e as garotas começaram a emitir sons graciosos.
– Muita informação. — Robby arregalou os olhos, fazendo Luiza rir – Preciso da minha cama.
Roberta levantou, cambaleando, e segurou a cabeça. Gisele levantou num pulo.
– Eu te ajudo. — Disse baixo, e a garota sorriu, aceitando.
– Quem diria... — Clara disse baixo, rindo – Minha irmã do lado da Flavinha, a Gisele ajudando a Robby, a Luuh e a Fernanda juntas... — Ela sorriu, sem terminar a frase.
– Tudo culpa nossa. — Marina riu, mordendo o ombro da garota.
– Tá parando de chover... — Flavinha disse aleatoriamente.
– Acabou a tequila. — Vanessa virou a garrafa, com cara feia.
– Eu to morrendo de fome e não tem comida. — Clara fez bico, e Marina riu.
– Padaria 24 horas? — Marina sorriu de canto, e a garota riu.
– Só se for agora!

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– Eu quero levar essa padaria comigo pra Casa! — Marina disse, voltando para o carro que tinham alugado. Clara riu.
– Eba, vou ganhar pães de graça! — Clara riu, andando rápido sob a garoa fina.
– Quem disse? Pra você é mais caro! — Marina mostrou a língua, depois riu da cara de indignada de Clara.
– Que absurdo! Vou comprar a padaria antes de você, e não deixar que você pise nem na minha calçada! — Clara fez bico, e Marina riu, abraçando-a pela cintura, fazendo com que tirasse um pouco os pés do chão. — Não quero papo com você.
– E quem disse que eu quero papo, docinho? — Marina sussurrou, fazendo a garota rir alto.
– Pare de roubar minhas frases! — Clara disse baixo, sentindo alguns beijos em seu pescoço. — Sabe o que eu quero levar pra Casa comigo?
– O que? — Marina encostou a testa na dela, sorrindo.
– Você. — Clara deu uma piscadinha, e Meirelles riu.
– Mas eu já ia pra Cidade de qualquer forma...
– Argh, Marina! Estragou toda a magia da minha cantada! — Clara disse, e as duas gargalharam.
– Eu só fui realista.
– Insuportável.
– Chatinha.
– Cala a boca, por favor?
Clara riu, mordendo o lábio de Marina, e sentindo que Marina a prensava contra a porta do carro. Passou a língua devagar em seus lábios, e Clara não hesitou em dar passagem para que todos aqueles sentimentos estranhamente bons a entorpecessem. Bagunçou os cabelos úmidos de Meirelles, enquanto ela apertava sua cintura e subia a barra de sua blusa sutilmente.
– Acho melhor a gente sair daqui... — Marina respirou fundo, e Clara riu.
– Concordo.
Marina sempre se via pensando no poder que Clara exercia sobre ela. Chegava a ser ridícula, Marina não conseguia controlar os próprios atos quando estava perto dela. Bastava um toque, um beijo, e o mundo parecia resumir-se a uma só pessoa: Clara. Sempre ela, por todos os lados e por todos os cantos.

– They love to tell you "stay inside the lines", but something's better on the other side...
Clara cantava baixo enquanto batucava nas pernas. Marina achava aquilo simplesmente adorável, sorriu sem tirar os olhos da estrada, a visibilidade estava horrível. Não era nem de longe a melhor cantora, mas sua voz já a fazia sorrir. Clara a encarou, percebendo que sorria. As duas riram, e continuaram cantando, juntas.
– I want to run through the halls of my high school, I want to scream at the top of my lungs!
– I just found out there's no such thing as the real world, just a lie you've got to rise above!
Começaram a rir, ao perceber que estavam cantando alto demais.
– Nossa, seu agudo foi ótimo, quase acreditei que a Shakira estava do meu lado... — Clara riu, fazendo Marina corar.
– Quem é essa ? Shakira não é nada perto de Marina Meirelles! — Disse, presunçosa, e Clara teve um ataque de riso.
– Esqueceu a humildade em casa, né?
– Nada, eu sou super modes...
O carro parou de andar. A chuva caía mais forte do lado de fora, e estavam passando por uma rua coberta de lama.
– Merda. — Disseram juntas, mas suprimiram a vontade de rir.
– Perfeito, sem sinal... — Clara mostrou o visor do celular, e Marina fez uma careta. — Sai daí...
Clara soltou o cinto, fazendo sinais para Marina, que a encarou de sobrancelha erguida.
– Ahn? — Ela riu.
– Vai empurrar o carro, Marina. Eu dou partida. — Disse, numa voz tediosa.
Então Meirelles começou a rir, chacoalhando a cabeça.
– Tá bom, já tô lá nessa puta chuva empurrando o carro só porque você quer. — Disse, ainda rindo.
– Mas que saco, Marina! Vai querer que eu empurre? — Clara disse, um pouco irritada, e Meirelles parou de rir.
– Você tá gritando porque? — Marina mudou de expressão, parecia repentinamente nervosa – Então eu tenho que enfrentar essa chuva só porque a patricinha não pode esperar um pouco dentro da porra do carro? — Dessa vez Marina quem gritou.
– Patricinha? Não querer ficar parada no meio do nada com o carro atolado nessa puta chuva é ser PATRICINHA? — Clara passou a mão pelos cabelos, indignada – Tá bom, Marina, tá bom. Você não quer empurrar, foda-se. Eu empurro.
Clara disse decidida, alcançando a maçaneta para abrir o carro. Marina chacoalhou a cabeça, numa risada cínica, e segurou-a pelo pulso.
– Pára de ser ridícula, como se você fosse mesmo conseguir empurrar um carro sozinha! — Marina falou com desdém.
– Eu vou fingir que não ouvi isso, Meirelles. — Clara bufou – E eu só vou empurrar esse carro, porque eu não sou obrigada!
– Eu que não sou obrigada ficar com você aqui azucrinando... — Marina disse, destravando a porta.
Clara deu um pulo, passando a perna e o braço por cima de Marina, batendo a porta com força.
– Eu não preciso mais da sua ajuda! Eu não quero mais que você empurre essa merda de carro, EU vou fazer isso! — Ela gritou, tentando voltar para seu banco, e assim, sair.
– Você não vai a lugar nenhum! — Marina a segurou pela cintura, puxando-a pra trás.
Clara caiu em seu colo, com rosto quase colado no seu, as pernas prensadas nas suas. A respiração pesada de Clara começou a falhar perto de seu rosto, e num impulso, Marina a segurou pelas costas e apertou seu corpo contra o dela, como se pudesse fundi-los num só. Sem pedir permissão alguma, colou a boca na dela, num beijo voraz, rápido, mal conseguia respirar. Clara arranhava insistentemente sua nuca, enquanto suas mãos passeavam por baixo da camiseta que Clara vestia. Ela mordeu o lábio de Meirelles, fazendo com que um gemido escapasse.
– Tentando me mostrar que consegue me tirar do sério ? — A voz dela saía falha e abafada, enquanto distribuía beijos e mordidas no pescoço de Marina.
– Não... — Marina disse, fechando os olhos e sentindo arrepios que percorriam toda a extensão de seu corpo, enquanto Clara mordiscava sua orelha – Isso você já sabe. — Marina apertou sua cintura com força, puxando a regata de Clara para cima.
– Então o que você quer provar? — Ela sussurrou, encarando-a com a luz mínima que vinha do lado de fora. Marina sorriu de lado, o sorriso preferido de Clara. Clara mordeu o lábio, também sorrindo.
– Eu vou provar que eu sou sua.
Marina disse, e Clara sentiu que se o mundo acabasse ali, ela morreria indescritivelmente feliz. Não teve tempo de responder muita coisa, Marina a calou num beijo calmo, porém quente, que faria qualquer uma enlouquecer. Clara desabotoou rapidamente os botões da camisa que Marina vestia, sem separar o beijo, que acelerava cada vez mais o ritmo. Assim que a camisa tomou um rumo desconhecido por ambas, Meirelles começou a beijar a barriga nua de Clara, subindo devagar até próximo ao sutiã dela, soltando-o sem dificuldade. Clara a encarou, soltando um pouco o peso nos joelhos, enquanto também soltava o sutiã e o short que Meirelles vestia. Clara fez uma careta, e as duas riram percebendo que tirar aquele short seria quase uma operação impossível.
– Banco de trás?
Clara sugeriu, e as duas foram pra lá em poucos segundos, enquanto Meirelles já se desfazia do short. Clara ficou por cima, tocou o rosto de Marina, desceu as mãos pelo corpo macio, tocando cada parte, sentindo a pele quente e macia que tanto adorava. elas estavam de lado, com as pernas encaixadas. A perna de Clara ficava por cima e logo sentiu a mão de Marina passeando por sua coxa. Clara chupava o seio de Marina com vontade, depois subia para o pescoço dando beijinhos, Marina gemia baixinho. Os lábios de Clava voltaram a descer até os seios e ficaram brincando ali, alternando entre eles, chupando em volta, sugando os mamilos. Enquanto Clara fazia isso, sentia as mãos de Marina se perderem em seus cabelos e logo enfiou uma das mãos na calcinha molhada e começou a estimulá-la. Marina não pensou duas vezes e a penetrou com dois dedos. Clara não parava de gemer e de se mover. Marina sentia o corpo todo tomado por sensações deliciosas, estava arrepiada e cheia de desejo, sentia um calor crescente de dentro para fora, sua calcinha cada vez mais molhada. Colocou sua mão por cima da mão de Clara e a guiou para dentro de sua calcinha.
— Vai, docinho...
Clara sorriu, e começou a fazer o que sua amada desejava. Seus dedos exploravam-na devagar, sem pressa, massageando seu clitóris de uma forma tão lenta que causava angústia, porque o tesão de Marina já era gigantesco. Sem prolongar muito a tortura, Clara puxou a calcinha de Marina para o lado e afundou seus dedos no interior quente e úmido, fazendo-a gemer bem mais alto e apertar seu braço.
os movimentos de Clara cada vez mais intensos, arrancando gemidos altos e arranhões de Marina em seu braço até que ambas chegaram num orgasmo.
Marina mordeu o lábio e colou a testa na de Clara. As duas estavam ofegantes, as respirações misturadas. Clara sussurrava seu nome, o que para Marina, era a coisa mais excitante do mundo.
– Marina... — Clara sussurrou, e Marina sorriu, olhando-a fixamente.
– O que? — Sua voz saiu baixa e rouca.
– Me diz que você é minha... — Clara perguntou enquanto mordia o lábio.
– Eu sou sua. — Marina disse baixo, mas com um olhar intenso. Clara sorriu.
– Diz do jeito que eu quero ouvir.
Marina sorriu largamente, apertando-a ainda mais contra si.
– Eu sou sua, docinho.

Notas finais
E por hoje é só .. Vocês estão muito calados, venham conversar comigo que estou carente rs. Até Sexta-Feira.