Os Opostos Se Atraem
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Bom, como prometido, aí vai o cap e desejo a tds uma boa leitura!
Nos vemos lá em baixo.
Forks. Esse era o pensamento de Edward enquanto estava no avião. Ele havia saído de Chicago, dois dias depois da morte de sua mãe. A dor da perda ainda era grande, mas tinha que suportar. Sua mãe era a coisa mais importante para ele, mas agora tinha ido embora. Para sempre.
Ele olhava para a janela do avião, encarando as nuvens suaves do céu. Logo logo, estaria em Forks, junto ao seu pai e seus irmãos. Seu pai já sabia que Elizabeth havia morrido, pois fora ele que organizou o velório e o enterro. E fora ele quem sugerira que Edward fosse morar com ele.
Edward aceitou, embora tivesse receio de deixar Chicago para trás, sem saber o porque desse receio. Achava que era porque ali, naquela cidade, estava o túmulo de sua mãe, para ele visitar quando quisesse, mas concluiu que uma vida nova, ao lado de seu pai, talvez fosse boa para ele. Ele só esperava ter razão.
Edward estava com imerso em pensamentos que não percebeu quando a aeromoça anunciou que o avião iria pousar em Forks. Edward endireitou sua cadeira e se preparou psicologicamente para encontrar seu pai e sua família.
O avião pousou, correndo rapidamente pela pista, dando a Edward uma visão parcial do aeroporto. Começou a ofegar e disse a si mesmo que precisava se controlar. Não queria dar a impressão de que estaria tendo um ataque agora.
Logo, o piloto deu a permissão para os passageiros pegarem suas bagagens e saírem. Edward pegou sua mochila e sua pequena mala de mão e saiu do avião. Ele caminhava calmamente pelo corredor de desembarque, agora ansioso para encontrar sua família.
Ele chegou as esteiras, para pegar sua outra mala que havia despachado. Não era muito grande, mas não podia carregá-la no avião. Sua mala chegou mais rápido do que pensava e a pegou, indo em direção ao portão sem pegar o carrinho.
Ele atravessou o portão e procurou por seu pai no monte de gente. A entrada estava abarrotada, quase claustrofóbica, mas isso não o abalou. Continuou procurando até que o viu. Os cabelos castanhos de seu pai e seus olhos verdes brilhando de felicidade ao ver seu filho. Viu seus irmãos também, ao lado de seu pai, também com os olhos brilhando de felicidade.
Carlisle diminuiu a distância entre eles e abraçou fortemente seu filho. Edward retribuiu ao abraço cheio de saudade. Quando Carlisle o soltou, Alice, sua irmã mais nova, correu ao seu encontro e pulou em cima dele. Seus cabelos espetados castanhos escuros voaram com o movimento.
- Edward! Senti tanto sua falta mano! – Alice disse feliz com sua voz de soprano. Edward riu e se afastou do abraço dela.
- Eu também senti sua falta anã. – Alice fez uma careta, mas não deu seu costumeiro tapa nele. – Emmett! – Edward exclamou e abraçou seu irmão mais velho. Emmett retribuiu o abraço fortemente, mas não o esmagou. – Cara, senti saudades de todos vocês! Onde está a Esme? – Edward perguntou por sua madrasta. Esme era querida a todos como se fosse uma mãe.
- Também sentimos sua falta filho. Esme está no trabalho, não pode vir aqui, mas disse que vai te dar um mega abraço assim que chegar em casa. – Carlisle disse com a mão no ombro do filho. Edward assentiu.
Eles foram pro carro e Emmett carregou uma das malas de Edward e colocou no porta malas. Como o carro era grande, as duas malas de mão couberam no porta malas. Edward sentou-se no banco da frente, no carona, enquanto Carlisle assumia a direção e Emmett e Alice iam para o banco de trás.
Demoraria apenas 20 min para chegarem em casa. Como Forks era demasiadamente pequena, tudo era perto de tudo. Os pneus do carro corriam rapidamente pelo asfalto, riscando o concreto e deixando a paisagem como um borrão.
Exatamente como Edward havia previsto, em 20 min eles chegaram. A casa ainda estava como ele lembrava. Branca, clássica e imensa. Era uma mansão, mas não havia diferença. Edward saiu do carro e esperou Carlisle abrir o porta malas. Carlisle o abriu e Edward pegou suas malas, esperando para chagar em casa e se jogar em sua cama, no seu antigo quarto. Todo esse estresse emocional o deixara exausto.
Carlisle jogou a chave para Edward, como se lesse os pensamentos de seu filho. Edward riu de leve e abriu a porta, entrando ansiosamente em seguida. Exatamente tudo estava no mesmo lugar de antes. Inclusive seu piano de calda marrom escuro. Afagou as teclas do seu piano. Sorriu. Ainda tinha o mesmo som afinado.
- Filho, se quiser ir pro seu quarto, fique à vontade. Amanhã a gente conversa, ok? – Carlisle disse. Edward suspirou aliviado. Havia se livrado da “hora de contar tudo o que você tinha feito em Chicago em detalhes” e suspirou aliviado, mas o alívio passou. Sabia que, assim que entrasse em seu quarto, Alice não o deixaria escapar.
Subiu as escadas e abriu a porta de seu quarto. Ele olhou em volta, surpreso por tudo estar exatamente no mesmo lugar. Acho que meu pai não deve ter deixado Alice mexer. Estou surpreso com isso. Ele pensou. Realmente Alice, assim que tivesse chance, enfiaria-se em seu quarto e fuçaria tudo, mudando os cômodos de lugar e jogando o que ela considerava lixo fora. Ela já tomou várias broncas por isso, mas nunca parou de fazer o que ela fazia.
Deixou suas malas dentro do closet e deixou para desfazê-las mais tarde. Jogou-se em sua cama, pronto para dormir, mas ouviu uma batida baixinha em sua porta. Murmurou um entre e Alice entrou feito um furacão quarto adentro. Ela sentou-se na cama do irmão e o fitou.
- E aí Edward? O que tem feito em Chicago? Tem aprontado muito... O que tem feito? – ela disparou feito uma metralhadora. Edward reprimiu um silvo. Sabia que isso ia acontecer.
- Alice, eu estou muito cansado e acabei de chegar de viagem. Não pode ficar pra mais tarde essa conversa? – perguntou, na tentativa de se esquivar.
- Agora é a hora sim. Anda, pode ir falando o que você tem aprontado. – merda, eu to cansado Alice! Eu quero dormir! Edward disse em pensamento, mas apenas gemeu em protesto. Alice era insistente.
- Eu não tenho aprontado nada. Só fiz as mesmas coisas que fazia aqui. – tentou convencê-la disse. Sem sucesso, claro.
- Ah, vai dizer que você não namorou ninguém? Anda, eu estou esperando você desembuchar. – ele ficou frustrado e decidiu contar de uma vez.
- Tá, eu namorei umas duas garotas. Satisfeita?
- Você perdeu a virgindade?! Eu sabia que isso ia acontecer! Usou camisinha né?
- Alice! – Edward disse com o rosto queimando de vergonha. – Tá, eu perdi com uma delas sim e usei camisinha sim! Agora pode sair do meu quarto?!
- E se eu não quiser? – ela desafiou.
- Eu te tiro daqui. – ele disse.
- Duvido.
- Duvida é? Então tá. – Edward se levantou da cama e pegou Alice em um braço só, a carregando. Ele a colocou do lado de fora do quarto e fechou a porta trancando-a, ignorando os protestos da irmã.
Edward jogou-se em sua cama, dormindo em seguida, extremamente exausto.
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Na manhã seguinte, depois de abraçar Esme e contar as novidades, Edward se sentou na cadeira, pegando seu café da manhã. Alice sentou-se ao lado de seu irmão, ainda chateada pela tarde anterior.
- Edward, já sabe que a gente começa a estudar hoje não é? – ela indagou. Edward assentiu.
- Já comprei o meu material em Chicago. Onde vamos estudar mesmo? – ele perguntou.
- Universidade Kingston. Vamos ficar em dormitórios! – Alice disse empolgada.
- Hm. – Edward assentiu. Queria poder ficar na própria casa, mas, pelo menos, poderia visitar sua família nos fins de semana.
- Crianças, olhem a hora! Peguem as malas e vão logo ou vão se atrasar. – Esme disse olhando o relógio. Edward já tinha pego sua mala e a colocado no sofá da sala, juntamente com sua mochila.
- Vamos logo então! – Alice disse batendo palmas. Edward revirou os olhos. Era típico de Alice essa reação. Ficar animada por ir a um lugar diferente.
Os três irmãos pegaram suas malas e entraram no carro. A Universidade Kingston ficava a 30 min da casa deles. Os pneus do carro corriam e arranhavam o asfalto rapidamente. Logo, chegaram na universidade. Era bem grande e dava para ver os dormitórios. Edward suspirou.
Os três saíram do carro, pegando suas malas e se dirigindo a entrada da universidade. Várias pessoas os olhavam e os murmúrios de fofoca rolavam por aí. Foram recebidos por uma mulher de aproximadamente 48 anos, já com alguns pés de galinha. Ela explicou sobre o que precisavam saber e os guiou até os dormitórios.
Eles pararam em frente ao prédio de dormitórios, enquanto esperavam a senhora trazer as chaves. Edward batia o pé ansioso quando ouviu um murmúrio de Alice. Era um murmúrio assustado.
- Minha nossa! Aquela menina bem que podia usar roupas com cor. Será que ela veio de um enterro?! Quem será que morreu? – ele se virou e vu do que Alice falava. Estacou também, mas de surpresa.
Destacando-se do mar de cores da escola, havia uma garota que se vestia somente de preto. Seu sobretudo ia até o pé e estava aberto. Sua camisa de mangas compridas era preta, com uma regata, também preta, por cima. Sua calça jeans era preta e não muito justa e usava cuturnos. Sua maquiagem era uma sombra chumbo nos olhos e batom vermelho super escuro nos lábios. Seus cabelos negos caiam em cascata até a cintura, extremamente lisos.
Nunca havia visto nada parecido. Nunca mesmo. Ele já vira punks que se vestiam de cores escuras e emos, mas nunca havia visto um gótico antes. Ele se surpreendeu. Olhou em volta e viu que todos agora olhavam para a garota gótica. Ela falou com uma senhora, que tremeu de leve ao vê-la. Ela indicou e seguiu a senhora que falaram com Edward e seus irmãos antes e ela ia na direção deles. Olhou de lado e viu Alice pegar um crucifixo e agarrá-lo com força. Edward revirou os olhos. Que reação boba.
Olhou para Emmett e se surpreendeu ao ver que ele também parecia surpreso. A Srª Cope estava um pouco receosa e Edward viu que ela era religiosa um pouco acima do normal.
A garota parou na frente dos três e Edward viu a expressão em seu rosto. Era uma expressão fria e sem vida. Ela não sorria, mas não parecia uma assassina. Resolveu cumprimentá-la.
- Oi. – ele disse em voz baixa. A garota apenas acenou com a cabeça e entrou no prédio de dormitórios, indo atrás da Srª Cope.
A senhora indicou os seus quartos e eles entraram, mas a garota foi embora com a Srª Cope, indo pro dormitório feminino junto com Alice.
Edward e Emmett se jogaram em suas camas, dormindo logo em seguida, mas Edward dormiu com um pensamento. Eles vacilaram e foram em direção à garota gótica e seu rosto congelado e não amigável.
Ele dormiu tranquilamente com essa imagem na cabeça, mas não teve sonhos.
Notas finais
Mil bjs para tds! Amo mto vcs!
Até o próximo! >>>>>>>>>>>>>>>>>
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