Os Olimpianos E Os Astros Medievais!
8 "Como assim? Puck, o Druida?"
Notas iniciais
AnneCharming
- E os vencedores da captura de bandeiras são... Amn, os guerreiros da Idade Média!? – Quíron, o diretor do Acampamento parecia atordoado. Incrédulo. – Bem, vamos dar os parabéns aos novos participantes! – Quíron foi o único que realmente parecia estar feliz com aquilo.
Os outros campistas aplaudiram os 8: Puck, Rachel, Blaine, Mike, Brittany, Sam, Quinn e Jesse sem entusiasmo algum beirando pontos de interrogação na cabeça, incredulidade raiva e um pouco de... Vamos dizer, inveja.
Os guerreiros do New Direction riram por dentro, da cara dos semi-deuses, sátiros, e as outras criaturas que ali estavam, levantando a bandeira da equipe de Percy Jackson.
- Ainda não caiu a ficha! – disse Grover, desconcertado.
- Pra mim também não! – disse Annabeth, raivosa – isso, não é possível!
- O que aconteceu!? – gritou Clarisse, estupefata – vocês são mesmo uns molengas! – Annabeth fechou a cara ao comentário da amiga.
- Vem! – chamou Annabeth – vamos! Vou contar pra vocês o que eu vi e o resto temos que descobrir sozinhos! – ela olhou enraivecida para os donos da bandeira dourada e correu, descendo o morro.
- Peraí! – Grover gritou, correndo atrás da filha de Atena e sendo seguido por Clarisse.
- Temos que ir! – disse Puck.
- Amn, valeu! – disse Mike.
- Já!? – Sr. D perguntou – Bem, acho que já é hora de todos irem dormir!
Os campistas concordaram, embora no fundo, quisessem saber o que tinha acontecido. Mas isso, só seria possível no dia seguinte.
- Vamos! – chamou Rachel.
- Que pressa é essa!? – disse Blaine, arqueando as sombrancelhas.
- Precisamos descansar – respondeu Jesse St. James. – E além disso...
- Santana! – interrompeu Sam, preocupado — precisamos...
- Será que tá tudo bem!? – perguntou Blaine, novamente.
- Claro! – Brittany era a única que estava feliz e totalmente segura. – É a Santana, lembram-se!?
- É verdade! – riu Quinn – Não se preocupem. Amanhã estaremos de pé em frente a enfermaria.
- Ok! – disse Rachel – vou levar mashmellow e escolher a melhor música pra gente cantar!
- Ué!? A gente vai cantar!? – perguntou Blaine, confuso.
- Naturalmente – respondeu Jesse – Não é o que sempre fazemos!? – Rachel sorriu, corando, mas não deixou transparecer.
- Vamos precisar disso pra enfrentar situações difíceis! – complementou Puck.
- Então vamos ter que cantar o tempo todo! – disse Sam, e todos caíram na risada. – Porque não agora!?
- Tô cansado! – disse Mike, arfando.
- Eu também! – disse Puck.
- Rachel, o que você tem aí no celular!? – perguntou Blaine, olhando para a baixinha. Rachel não pensou duas vezes, e pegou o fone do bolso do suéter.
- Na mosca! – disse Puck rindo.
- Mercedes, Artie e o Glee club!? – Blaine riu – você tá bem, Rachel!?
- Tô com saudades deles! – ela disse, apertando o play em Lean on me e ouvindo Mercedes e Artie, arrasando. Haviam cantado essa música quando mesmo? No segundo ano!
Lean on me, when you're not strong
And I’ll be your friend
I'll help you carry on
For it won't be long
'Til I'm gonna need
Somebody to lean on
Reforçados com a música e esperançosos, desabaram no mundo do subconciente, o mundo dos sonhos.
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Percy’s POV:
Acordei com uma baita dor de cabeça. Tinha sonhado com alguma coisa, mas não lembrava exatamente o quê. Zonzo, quando percebi que estava na enfermaria do Acampamento.
Peraí, enfermaria? O que eu tô fazendo aqui!?
- O que aconteceu!?
- Bom-dia, dorminhoco! – rapidamente reconheci a voz de Grover. Minha cabeça começou a girar, quando flashes de um sonho esquisito vinham à tona. Tentei levantar.
- Calma lá, cabeça-de-alga! – eu podia ver Annabeth, com o boné dos Yankees na cabeça – você ficou de molho por pelo menos 18 horas, não pode querer sair assim!
- 18 horas!? Mas...!?
- Ela tá certa, cabeça-de-alga! – demorei para perceber que Clarisse também estava ali. Parada a beira da cama, riu – sabia que você baba enquanto dorme!? – fiquei de boca aberta, enquanto Clarisse caia na risada. Grover e Annabeth a acompanharam.
- Mais alguma coisa!? – eu fiz cara feia.
- Aham! – Grover incrivelmente parou de rir e ficou sério – a sua colega de quarto já foi dispensada faz tempo!
- Colega de quarto!? – arqueei as sombrancelhas – quem!?
- Você sabe! – ele começou — aquela menina com quem você lutou ontem! – foi pior do que levar um soco no estômago.
Então aquilo não foi um sonho!
A espada de ferro, seu corpo e seus olhos vivos estavam envoltos por uma cor, algo rosa-avermelhado tão brilhante como fogo!
Havia mesmo lutado com Santana. E havia perdido. Ela me venceu.
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- Você foi demais! – Blaine disse.
- É isso aí, Satan! – riu Puck.
- Para de me chamar assim! – Santana gritou.
- Ela voltou ao normal, gente! – Rachel riu.
- Estoy bien! – Santana tinha mania de falar espanhol sem parar, quando ficava nervosa – Já disse!
- Se recuperou tão rápido! – disse Sam, surpreso.
- Aquele cara que lutou contra você ontem, ainda tá na enfermaria! – Puck disse, quase rindo.
- Noah, se controla! – disse Rachel, vendo o amigo fazendo o maior esforço para não rir.
- Ele mereceu! – disse por fim, Mike.
- Agora sim, que eu quero ver! – Santana disse, com o costumeiro riso desafiador.
- Estamos orgulhosos de você! – Quinn declarou, serena. Santana riu, enquanto viu Brittany com alguma coisa entre as mãos.
- Isso é um cavalo!? – Santana perguntou, felicíssima – é sério que é um cavalo!? – ela começou a brincar com o presente, o cavalinho cor-de-rosa que não havia dado importância.
- Eu prefiro unicórnios! – disse Brittany – mas você disse que gostava de cavalos!
Os amigos riram juntos, descendo um tapete verdinho, o sol invadiu todo o Acampamento e Santana pensou estar novamente em algum lugar, no interior do Arizona.
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Percy’s POV:
Pra ser sincero, eu não tinha entendido nada da noite passada, na captura de bandeiras. Aquela sensação esquisita de quando aqueles nove venceram a Hidra, aquela raiva, me pegou de novo quando caiu a ficha de que aquela menina tinha me derrotado.
Eu nunca tinha perdido uma luta. Ainda mais com minha Contracorrente de 90cm em bronze.
E lá vinha aquilo de novo, quando eles passaram por nós, na hora do jantar, rindo, conversando, brincando. Eu ainda vi o olhar e o riso torto de Santana me queimarem como se quisessem jogar isso na minha cara. E até que tava funcionando!
- Droga! – bufei, de repente minha cherry coke azul não tinha o mesmo gosto. Grover, Annabeth e Clarisse perceberam. Queria que dissessem alguma coisa! Qualquer coisa! Foi aí que eu tive que sair dali as pressas, antes que acabasse enlouquecendo.
Resolvi ir para o campo de treinamento, Grover, Annabeth e Clarisse me seguiram. Só que pro meu azar, aquela menina também resolveu aparecer. E não veio só, seus amigos estavam ali também, acompanhando de longe. E é claro, com a sua espada de ferro, como podia me esquecer.
Fiz cara feia. Os campistas rodearam o campo, esperando que houvesse briga.
- Quer perder de novo!? – Santana riu.
- Pega leve, Santana! – o mauricinho disse, baixo.
- Tá tudo bem! – disse, no mesmo tom – E aí!?
- Percy, você não vai... – Grover tentou.
Na hora, destampei Contracorrente que cresceu 90 em bronze, e em menos de 15 segundos, atacamos. Quando nossas espadas iam se cruzar, apareceram Quíron e o sr. D.
- Parem com isso imediatamente! – Quíron gritou – onde já se viu!? Já não basta por ontem!? – abaixamos nossas armas rapidamente. Santana me queimou com os olhos e eu fixei-me nela. Que raiva!
- Sr. Jackson e Sta. Lopez, quero que mantenham 3m de distância um do outro! – disse sr. D, impaciente – vocês – apontou para os nove – venham comigo!
Olhei para aquela menina mais uma vez e xinguei alto, quando eles subiram a colina.
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- Esse lugar de novo!? – perguntou Blaine.
- Você não cansa de fazer perguntas, Harry Potter!? – gritou Santana.
- Querem parar de gritar!? – resmungou Mike.
- Xiu, mais uma identidade vai ser revelada! – disse Rachel.
- Não diga! – riu Sam.
- Gente! – gritou Puck para que os amigos olhassem o centauro e sr. D.
- Desculpe. Estamos todos apreensivos! – explicou Jesse.
- Tem certeza!? – perguntou Quíron.
- Duvida!? – perguntou sr. D fazendo cara feia.
- Não, é claro! Amn, vamos começar!? – disse – onde está a tocha!?
A tocha de bronze estava no meio da sala. Como sempre, estava escuro. Aquele lugar, era novo no Acampamento, e com certeza, não tinha nada a ver com os gregos antigos, e sim com a essência mágica da Idade Média. Havia uma mesa, coisas espalhadas pra todo lado, só que ali era um breu tão grande, que a única coisa visível era mesmo a tocha.
Os guerreiros do New Direction fizeram um círculo. Santana apertou a espada e o caderno de couro marrom. Assustados, ficaram quietos por alguns minutos. Sr. D estava impaciente.
As cores brilharam então, enchendo toda a sala, e voltaram para a tocha, que acendeu. Letras embaralhadas em outra língua, transformaram-se em algo que parecia ser latim.
- Você! – os nove levaram um susto, quando sr. D gritou, do nada.
- Eu!? – Puck perguntou.
Sr. D pareceu traduzir as palavras.
- Noah Puckerman, o Druida! – gritou.
- O que!? – Puck não entendeu, se sentiu ligado a tocha, e aquelas luzes. Foi aí que se tocou – tinha descoberto sua identidade.
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Percy’s POV:
- Ai, isso aí é o meu pé, cabeça-de-alga! – Annabeth gritou – Grover, ouviu alguma coisa!?
- Psst! – Grover se abaixou e encostou a cabeça na porta — eu não consigo ouvir quase nada, ainda mais com vocês aí, gritando!
- Grover, você é um sátiro! Ouve como ninguém! – eu falei — O que deu em você, cara!?
- Percy, cala a boca! – Clarisse se espremeu na frente da porta.
- Desiste, Clarisse! Nem eu tô conseguindo ouvir nada!
- Ei, o que tá querendo dizer, cabeça-de-alga!? – gritou.
- Vamos embora! – Grover falou – eu já tentei. Não dá!
- Porque!? Essa sala parece normal pra mim... – Annabeth olhou para os lados, desconcertada.
- Annabeth, nós nem sequer entramos! – eu gritei, impaciente. – vamos embora!
Pra me deixar mais raivoso, Annabeth me ignorou por completo e continuou olhando para os lados, procurando uma pista.
- É como se tudo estivesse em outra freqüência nessa sala – disse preocupado – mesmo que fosse uma sala qualquer, tem alguma coisa aí dentro que não bate com mitologia grega!
- O universo diferente, o universo medieval – Annabeth disse, atônita – é por isso que não conseguimos ouvir nada! – Grover assentiu com a cabeça – droga! Vamos embora!
- Vocês lembram como chegamos aqui!? – perguntou Clarisse, atordoada.
- Ué, a gente seguiu eles! – eu ri – pelo menos, alguém tinha que pensar em alguma coisa! – Grover, Annabeth e Clarisse fizeram cara feia, olhando pra mim, e eu apressei o passo.
- O que eles tão fazendo aqui!? – Grover perguntou.
- Provavelmente descobrindo mais identidades! – Annabeth arriscou.
Eu engoli o seco, raivoso. Não estava agüentando mais toda aquela frescura. Corri para o refeitório do Acampamento, queria beber o quanto antes, cherry coke azul.
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- Ei, Puck, você tá legal, cara? – Sam perguntou.
- Aham! – disse – Tô ótimo!
- Não parece! – Blaine riu.
- Eu vou ali consertar o telhado do chalé, beleza!? – desconversou Puck, nervoso.
- Tá! – Mike riu – Isso quer dizer que ele não tá bem mesmo, certo!?
- É o mesmo padrão... – Jesse disse de repente – as revelações seguem o mesmo padrão...
- Do que você tá falando!? – perguntou Blaine, confuso.
- Nós vamos até aquela sala escura, com o diretor de atividades e o tal e o sr. D – fez uma pausa – esperamos alguns minutos, em círculo olhando para aquela tocha de bronze...
- E ela revela as nossas identidades, é isso!? – indagou Sam, pensativo.
- Puck tá do mesmo jeito que a Santana, lembram!? – observou Mike – Todo calado, na dele...
- E com aquele bendito caderno marrom! – completou Blaine.
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Puck estava pensativo.
- Que sensação esquisita! – disse – aquelas luzes! – gritou — Me senti ligado a elas de alguma forma!
- Você também!? – Santana riu – é, parece que vai ser do mesmo jeito com o New Directions!
- Vamos! – ele falou – o tal de Quíron tá chamando!
- Gente! – disse Rachel – hora de ir!
- Calma, baixinha! – falou Blaine – to indo!?
- Baixinha!? – Rachel riu – e você, Harry Potter!?
- Argh, tinha que ser a Santana pra me inventar um apelido desse! – resmungou – agora vocês não largam de mão!
- Bem-feito pra você! – Santana riu. – Agora é oficial, quando quiserem irritar o Blaine já sabem o que fazer! – lá vinha Santana com seu costumeiro jeito irônico de ser. O glee club caiu na risda.
- Mas o Harry Potter é tão fofinho! – disse Brittany feliz como sempre – Não é!?
- Não! – gritou Blaine raivoso. Os amigos começaram a rir – não tem graça, tá!? Vamos descer logo a colina!
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Percy’s POV:
Reunidos perto do riacho de Zéfiro, e eu gostava daquele lugar. Quíron queria falar com a gente, por isso eu, Grover, Annabeth e Clarisse estávamos reunidos.
- É uma missão! – disse Grover – tenho certeza!
- Não é bem uma missão! – Annabeth disse – é tipo...
- Um teste! – completou Clarisse – é, deu pra perceber!
- Do que vocês tão falando!? – perguntei, confuso.
- Todas as missões que a gente já fez, lembra!? – Grover falou – A Hidra, a captura de bandeiras!
- São testes porque o oráculo não nos deu nenhuma profecia até agora! – Annabeth falou, de cara feia – e parece que sempre tem a ver com eles.
- Peraí, não vá dizer que... – comecei, Grover, Annabeth e Clarisse assentiram com a cabeça – Mas que droga! – falei quando vi os novatos descerem a colina.
O clima entre nós ficou meio pesado. Santana me queimou com o olhar, só que dessa vez ela parecia confiante, diferente de quando tomou banho de rio, quando lutamos na captura de bandeiras.
- Lá vamos nós de novo! – ri – acho que não é coincidência estarmos sempre juntos!
- Não é coincidência!? – Annabeth falou – isso é azar! – os nove novatos a queimaram com os olhos.
- Concordo! – disse a baixinha de olhos e cabelos castanhos. – Cadê o Noah!?
– É verdade! – Santana disse com o seu tom irônico de sempre – cadê ele pra dizer que o nome dessa menina é ridículo!? – os nove novatos riram. Eu e Annabeth a queimamos com o olhar.
- Finalmente chegamos! – Quíron disse, interrompendo a nossa troca de farpas – Noah Puckerman, não é!?
- Puck! – disse o bad boy de moicano – tá tudo bem, gente!?
- Íamos perguntar o mesmo pra você! – o oriental disse – isso aí é...
- Eu explico no caminho! – ele arqueou as sombrancelhas, nervoso.
Annabeth me disse alguma coisa, mas eu tremi quando vi o machado. Era bem menor do que Contracorrente, o cabo era pequeno e verde. As lâminas da arma, porém, apesar de curtas, eram 3 vezes mais grossas em ferro do que a minha espada de bronze. Tinha o mesmo brilho metálico da arma de Santana.
- Peraí – me dei conta – que caminho!?
- Calma, Percy – disse Quíron – tenho uma missão pra vocês!
- A gente dá conta! – falou Grover – vamos, gente!
- Eu quero dizer, todos vocês! – quando íamos em direção à barreira, paramos. Droga, porque tínhamos que ir com eles!? – Por que tanta pressa!?
- Desculpe! – falei – o que temos que fazer!? – percebi que os nove novatos estavam quietos, prestando atenção.
— É um resgate! – Quíron explicou – um unicórnio está preso e não consegue sair devido à intromissão de monstros... – ele fez uma pausa – parece que o animal tem efeito curativo.
- Um unicórnio! – a cheerio loira disse com entonação – precisamos salvá-lo!
- Eu já sei! – o mauricinho gritou – sangue de unicórnio!
- Blaine, você não acha mesmo que... – Santana tentou, mas foi interrompida.
- O que foi, criança!? – Quíron perguntou. Detestei quando Annabeth virou-se para prestar atenção:
- O sangue de unicórnio te mantem vivo mesmo que você esteja à beira da morte! — eu, Grover, Annabeth e Clarisse hesitamos.
- Não vou deixar! – o cara de moicano gritou, apertando o punho – vamos! – os guerreiros da Idade Média se assustaram com a reação dele, mas assentiram, decididos.
- Precisamos fazer alguma coisa! – falou Grover – ele tá certo! – gritou — Eu sou um sátiro! É o meu dever proteger os animais!
- Cheguem o mais rápido possível – Quíron tossiu – mas não tragam o animal, o deixem em um lugar seguro!
- Staten Island! – gritei – Annabeth!
- É bem possível – ela falou – vamos dar uma olhada!
- Olhada! – gritou Clarisse – é uma viagem!
- Levem-nos! – falou Quíron apontando para os nove – e fiquem sempre juntos!
- Ok! – falei sem muito entusiasmo. Eu, Grover, Annabeth e Clarisse íamos na frente, cochichando, enquanto eles nos seguiam
--------------------------------------------------------------------------------------------------------Percy’s POV:
Viajamos de trem. Achei que íamos precisar de horas de ônibus até chegar no Steten Sland. Não me perguntem porque, mas Annabeth ficou felicíssima em saber que alguém entre nós, tinha mais de 20 dólares no bolso do casaco.
Que raiva!
É, tinha que ser aquele mauricinho metido de novo! O filhinho-de-papai estava lá, com um risinho estampado na cara, enquanto guardava um cartão de crédito vermelho na mochila Lacoste.
O trem não estava tão cheio, mas sentamos atrás. Quase no último vagão. Os nove estavam no vagão da frente, conversando sobre alguma coisa que eu tentei ouvir, mas que eles não deram brecha.
- O que tá fazendo!? – perguntou Clarisse à Annabeth, ela riu – ah, deixa pra lá!
- Monumentos!? – falei – essa é a nossa Annabeth! – eu ri, Annabeth corou e apontou para a janela.
Ela sabia o nome de todas as construções, como sempre. Não me perguntem como, mas Clarisse estava prestando atenção, e Grover estava olhando a grama verdinha e os animais que passavam.
Não consegui ouvir direito o que aqueles nove conversavam. Espremi o ouvido no banco. Dei uma olhada. A baixinha e o mauricinho não paravam de falar ao celular. Eu, Grover, Annabeth e Clarisse, já íamos dar uma bronca neles, mas lembramos de que somos de universos diferentes, então, provavelmente falar ao celular não atraia monstros, ao contrário de nós, meio-sangues.
- Era o Finn, Rach!? – Puck perguntou, Jesse estremeceu, sério. – ele não larga a mão!
- Aham! – respondeu Rachel, atônita – ele tá desconfiado! Faz quantos dias que saímos de Ohio!?
- Alguns... – disse Sam, preocupado – o que vocês disseram pra eles!?
— Estágio! – falou Mike – pelo menos, enquanto não chegam férias de verão!
- A mesma coisa! – falou Rachel – Mas o Finn não acredita!
- Em partes é verdade! – Santana riu – Afinal estamos em Nova York.
- Eu quero que as férias de verão cheguem logo! – falou Blaine – ainda bem que o Kurt acreditou na minha história de viagem de visita a nova casa dos meus pais!
- E o que você disse a eles? – indagou Quinn – Nós não podemos ficar fora por muito tempo. – os guerreiros ficaram tensos, era verdade.
- Eu disse que o meu irmão estava me enchendo o saco! – disse Blaine, fazendo cara feia. Todos sabiam o quanto eles brigavam. – e que eu ia fazer uma viagem por tempo
indeterminado! – eles riram. – tão rindo de que!?
- Deixa pra lá! – Sam abafou o riso – isso é porque você não tem dois irmãos! Aliás, eu ainda nem liguei pra eles ainda...
- O que foi que você disse!? – perguntou Brittany brincando com o cavalinho de pelúcia de Santana.
- Que tinha arrumado um emprego temporáreo! – ele falou – nem sei como meus pais engoliram, e nem sei como vou arranjar dinheiro na volta!
- Vou te ajudar! – falou Blaine dando um murro no ombro do amigo – tá tudo bem!
- Nós vamos ajudar! – corrigiu Santana, raivosa – deixa de ser exibido, Harry Potter!
- Argh! Esse apelido sem-graça de novo! – cruzou os braços, enquanto os amigos riam e brincavam com ele — e eu não pareço com o Harry Potter!
- Parece sim, parece sim! – Brittany ria, e Rachel fazia caretas.
A brincadeira durou pouco. Percy Jackson, Grover, Annabeth e Clarisse os chamaram e os provocavam, resmungando que eles não deveriam estar ali. Eles desceram do expresso, e correram adentrando á Staten Sland.
- Ei, tô sentindo cheiro! – Grover gritou, assustando a todos. Os guerreiros do New Directions tremeram – monstros!
- Nos parques!? – perguntou Annabeth – fica longe daqui!?
- Não muito! – falou Percy, correndo – Vamos, o que vocês estão fazendo!?
Os nove começaram a correr atrás deles, mas eles eram muito rápidos.
- Vem, gente! – Puck gritou – também sinto a presença de alguma coisa!
- Calma, Noah! – Rachel gritou – eu tô indo!
- Um parque! – falou Grover – é claro!
Eles haviam corrido algumas ruas e algumas pistas. Apesar de haver grandes áreas verdes em Staten Sland, o cheiro dos monstros era reconhecível de longe.
Entraram no parque. As crianças e seus pais brincavam e passeavam tranquilamente próximas as fontes, nas partes pavimentadas do parque. Parecia um dia normal. Passarinhos aqui e ali, e piqueniques em baixo de árvores copadas. Só que uma movimentação esquisita nas áreas arborizadas e mais verdes, apareceu. Algumas pessoas começaram a correr e falar coisas sem sentido. Dois meninos gritavam ter visto monstros gigantes perto dos macacos que eles alimentaram.
- É verdade mamãe! – um dos meninos disse – era feio, grande e babão!
- Já chega! Vamos pra casa! Venham!
- Mas... !
- Vamos! – Percy gritou – eu acho que...
- Eu também! – falou Clarisse – andem!
Eles correram a toda, passando pela área cimentada do parque, e sumiram em meio as árvores.
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Percy’s POV:
- Ah não! – Grover gritou – é muito azar!
- Droga! – Annabeth gritou – a gente tem que dar conta!
- Vamos lá! – Clarisse era a mais animada a essa altura do campeonato. – vamos acabar com eles!
Eram grandes, altos, gordos, feios e babões – eu concordava com a descrição dos menininhos que tinham visto, mas sua mãe custava a acreditar – e que sorte a dela!
Os rostos amassados e rechonchudos fizeram cara feia quando nos viram. Eram dois, vestiam jeans e camisa amarrotada e suja – embora eu me pergunte aonde eles arrumaram roupa daquele tamanho. Viraram-se rindo, quando os humanos apareceram.
- Mais comida!? – um dos monstros gritou com uma voz abobada.
- Os semideuses estão tão fracos que precisam de ajuda de humanos, agora, é!? – o outro zombou, com a mesma voz abobada.
- Cala a boca! – eu gritei, puxando minha caneta do bolso. Destampei, e vi crescer uma espada de 90cm em bronze. Annabeth agora, diferente da última vez, estava com sua faca (pois ela era horrível usando espadas) Grover com sua flauta, e Clarisse com sua lança.
O primeiro monstro gigante, atacou, gritando e correndo a toda, Grover tentou tocar música com sua flauta, pra que raízes crescessem e pegassem suas pernas, mas foi inútil. Percebi quanto tempo eu não lutava com monstros e não praticava. Não queria admitir, mas eu meio que me acomodei depois da grande aventura que tive há um tempo atrás, cheguei a pensar que Cronos fosse realmente o único problema. Como eu estava errado!
Annabeth correu, tentando cortar o pé do primeiro com a faca, saiu um pouco de sangue do tornozelo dele, o que pra minha surpresa só fez com que o monstro ficasse ainda mais raivoso.
- Urgh! – gritou, dando um chute de lado em Annabeth que escorregou e caiu.
- Annabeth!
- Eu tô bem, Percy! – ela gritou de volta, tonta – vou ajudar vocês a vencê-los, eu sempre tenho um plano! – eu dei um riso fraco, embora não fosse hora pra isso.
Annabeth estava atrás do monstro, o outro ficou confuso, mas já estava lambendo os beiços.
- Annabeth! – eu gritei – cuidado!
- Ok! – ela gritou de volta, e antes que eu e os monstros percebêssemos, ela já tinha sumido com o boné dos Yankees na cabeça.
- Ela sumiu! – falou o mauricinho, muito surpreso – como...!
- Aquele é o boné de invisibilidade de Atena, mãe da Annabeth! – eu disse em resposta, um pouco amargo – ahn? Qual é o seu nome mesmo!?
- Blaine! – ele gritou, raivoso, por eu ter perguntado o nome dele, como se ele já não tivesse dito milhares de vezes – Blaine Anderson! – eu ri. Mas ele pareceu surpreso por saber que existia um boné de invisibilidade, e ainda, era um presente de Atena, deusa da sabedoria, mãe de Annabeth.
- Boné de invisibilidade!? – o primeiro monstro riu – sério!?
- Você e a sua boca grande, cabeça-de-alga! – Clarisse resmungou. Percebi a besteira que tinha feito de novo. Ao contrário do que a maioria dos campistas acha, o chalé de Ares não é burro. Bom, pelo menos não Clarisse, na verdade ela era bem esperta quando se tratava de lutas, e esse tipo de informação nunca deveria ser revelada! Droga, eu e minha boca grande!
- Bob, o que você tá fazendo!? Ache aquela pirralha! Ande!
- Já vou, irmão! – respondeu o monstro, atrapalhado. Ele saiu correndo. É, parece que os Lestrigões não eram tão estúpidos assim.
- Muita conversa e pouca ação! – gritou Clarisse, vendo que a flauta de Grover não fazia efeito. – Vamos lá!
A lança elétrica de Clarisse – presente de seu pai, Ares surpreendeu ainda mais aqueles novatos. Eles estavam atônitos e parados. Santana deu um passo pra trás.
- Clarisse! – eu gritei – Contracorrente estava na minha mão direita. – Ei vocês! O que tão fazendo aí parados!? – eles fixaram em mim – ah, finalmente voltaram ao planeta terra!? – eu ralhei, Santana me queimou com o olhar – Fujam!
- Até parece! – o tal Puck gritou – gente, coragem! Vamos lá!
- O que vamos fazer!? – perguntou Blaine, preocupado.
- Vamos deixar que Santana e Puck tomem a frente, por enquanto... – disse Quinn, serena, por incrível que parecesse.
- Mas...! – gritou Rachel, interrompendo.
- Acalmem-se, precisamos elaborar um plano. – ela continuou arqueando as sobrancelhas – e ainda falta achá-lo.
- Achar o que!? – perguntou Sam.
- O unicórnio! – apressou-se a responder Brittany. – A Quinn tem razão!
- Mas a gente vai ficar aqui parado!? – perguntou Mike amedrontado – precisamos...
- As árvores! – completou Jesse com entonação – escondam-se nas árvores, mas fiquem atentos, pois esses Lestrigões não vão ser tão fáceis de derrotar!
- De onde você saiu!? – perguntou Rachel, incrédula. – Les o que!? – perguntou ela, atordoada, pois certamente ele não estava falando de Les Miles, um de seus musicais prediletos.
- Eu? Eu estava aqui o tempo todo. – ele respondeu calmamente, mas Rachel não pareceu totalmente convencida. – Lestrigões, uma tribo canibal de gigantes. Como podem ver, são grandes e fortes, mas eles não aparentam ser muito inteligentes.
- Porque você acha isso!? – perguntou Puck, prestando atenção.
- Eles se separaram. – quando Jesse disse isso, com um sorriso torto, todos entenderam instantaneamente.
- Se escondam! – falou Puck – Santana!?
- Aqui – respondeu a latina, com os olhos fixos no monstro – Vamos acabar com ele! – ela disse, convicta, agarrando sua espada de ferro de lâmina larga e fina, como um serrote. Puck pegou seu machado ansioso, apertou-o com força e correu, determinado.
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O que aqueles malucos estavam fazendo!? Era o que eu me perguntava. Eles ficaram conversando no meio de uma luta, e depois correram para as árvores. Eu pensava que nem tudo estaria perdido, até ver dois deles – Puck e Santana – em direção ao monstro.
O monstro 1 lambeu os beiços. Disse:
- Então, eles podem ver através da névoa!? – ele riu – isso é...
- Olhe pra mim, seu monte de carne moída! – eu falei, tentando fazer com que ele se virasse pra mim.
- Vou esmagá-lo! – ele gritou raivoso – e ainda vou levar uma quentinha pro jantar!
- Cala a boca! – gritou Clarisse.
Eu e Clarisse corremos pra acertá-lo. Levantei Contracorrente tentando um ataque de frente, mas não consegui nada mais do que cortar sua camisa suja ao meio. Ele não gostou nada nada, e tentou pegar minha espada. Eu não deixei, me abaixando e cortando-lhe o tornozelo mais fundo, onde Annabeth tinha acertado.
- Isso foi pela Annabeth! – eu gritei.
- Ai! – ele gritou de dor. O tornozelo sangrou. Se ao menos Tyson estivesse com a gente! Esses monstros estão mais fortes do que o normal... Mas não deu tempo de pensar nisso. Clarisse levantou sua lança com força e com coragem, acertou o peito do monstro, que estremeceu, como se estivesse sendo eletrocutado. Mas o ataque não foi forte o suficiente pra derrotá-lo, e sim pra deixá-lo ainda mais raivoso. Agora, o gigante tinha uma cicatriz que rodeava toda a sua barriga, e que sangrava ainda mais do que seu corte no tornozelo.
- Argh! Pestinhas!
- Calado! – eu gritei – quer mais uma cicatriz, monte de carne moída!? – ele gritou ainda mais forte, porque não gostou nada do meu apelido. Queria nos fazer em pedaços, e nos mastigar com gosto.
- Percy, eles estão mais fortes! – gritou Clarisse – tem alguma coisa errada por aqui! – eu assenti, sério. Já era pra eles terem morrido. Quer dizer, morrido não, porque os monstros não morrem, só somem por um tempo, mas eles sempre revivem.
- Onde tá!? – gritou Puck correndo e nos assustando – onde tá!? Diga, seu bobalhão!
- Onde tá o que!? – eu falei – vocês estão malucos! Deem o fora daqui!
- Mais comida!? – falou o monstro rindo – que bom!? Quentinha de carne humana, humm!
- Comida é no que você vai se transformar, depois que eu te esmagar e te jogar pros abutres do campo! – Puck estava com muita raiva. Pela primeira vez, ele segurava aquele machado pronto para lutar – agora, cadê ele, seu brutamontes!?
O monstro ficou vermelho de raiva, devia estar se sentindo humilhado, depois da ameaça de alguém jogá-lo como comida para os abutres – o gigante parecia estar amedrontado com a ideia.
Enquanto o monstro preparava-se pra um ataque final, eu tremi:
- Ele!?
- O unicórnio, seu idiota. – era a voz inconfundível de Santana, com aquele tom irônico de sempre – Ou você acha que viemos brincar de pega-pega no parque com o Golias!? – não acredito que eu tinha esquecido completamente o objetivo da missão. Fiz cara feia. Eu estava mesmo me arriscando a sair do Acampamento só pra derrotar alguns monstros!? É, parece que era isso. Bem imprudente da minha parte, mas que droga! Essa Santana sabe mesmo como me deixar com raiva! E o pior é que Clarisse e Grover deram risadinhas, como se dissessem: “É, ela é boa!”.
- Percy! – Grover gritou.
Percebi que todos estavam bem longe.
Clarisse tentou acertar o monstro mais uma vez, mas percebi que ela estava ficando cansada. A lanças costumam ser mais pesadas do que as espadas. Ainda mais a de Clarisse – uma lança elétrica presenteada por Ares, o deus da guerra.
Mas Santana e Puck pareciam estar com a energia a toda. Santana foi a primeira a atacar, os 2 primeiros cortes foram no ar, mas o 3 cortou a barriga do monstro de raspão, e rápida, Santana lhe cortou a mão direita.
O monstro ficou tão surpreso do tipo “essa humana me acertou?” e ficou tonto.
- Como!? – ele falou – quem são vocês, pirralhos!?
- Guerreiros da Idade Média – Santana respondeu com tom irônico – prazer em conhecê-lo!
O monstro estremeceu, ficou parado, como se tivesse recebido uma notícia horrível – a morte de sua mãe monstra da tribo dos Lestrigões ou a 3ª Guerra Mundial.
- Vocês precisam derrubá-lo! – falou uma voz feminina entre as árvores. A garota serena entre os nove de cabelos dourados e olhos atrevidos disse, com plena certeza.
- Porque!? – eu falei, desconfiado. Eles lá sabem alguma coisa de luta!? – quando eu falei isso, o mauricinho – o Blaine, argh – passou correndo de um lado pra outro e sumiu.
- Faça o que ela disse! – era a voz de Annabeth. Eu tentei alcançar, mas ela já tinha sumido de novo.
- A história de Golias – disse, pacientemente – Lembram-se de como Davi venceu Golias?
- É claro! – falou Santana – obrigada, Quinn!
Eu fiquei tonto. Mas Annabeth disse que deveríamos fazer isso, então eu não podia discutir.
- Já sei! – Puck falou – e se eu lançar o meu machado na cabeça dele, e vocês, que usam, ah, tanto faz – ele apontou pra minha espada e a de Santana, e a lança de Clarisse – aí vocês atacam com toda força as pernas dele, o tornozelo – ele disse – que já está machucado, e nós derrubamos ele!
- Ficou maluco!? – eu falei – como você vai jogar na direção da cabeça dele, vai acertar e ainda vai jogar com a força que é preciso!? – eu ri – eu duvido! Tá pra nascer!
- Vamos tentar, Percy – não acredito que Clarisse concordou com essa loucura – acho que é uma boa ideia! Vale a pena tentar, e é o único plano que a gente tem!
Eu queria falar mais alguma coisa, mas não tínhamos tempo, e eu já estava cansado. Além de tudo, precisávamos achar aquele unicórnio e Annabeth.
- Tá! Eu dou conta! – Puck falou – sei disso! – Puck parecia sério. Enquanto conversávamos, o monstro saiu do transe, estava louco da vida. Ainda bem que ele pareceu estúpido o bastante pra não prestar atenção no plano.
- Aqui, seu brutamontes feioso! – gritou Puck, ele era mesmo corajoso. – Vai amarelar, bobalhão!? Olha que eu esmago você com meu machado!?
- O que!? Seu pirralho metido! Vou jantar você com guarnição! – ele correu tentando atacar Puck com os pezões atrapalhados. Mas Puck correu, e ficou longe. Mesmo assim, era arriscado. O grandão não estava enxergando.
- Seu pirralho fujão!? Onde você tá!? – Foi aí que Puck apareceu, dando um susto no monstro:
- LÂMINAS GÊMEAS! – Puck jogou o machado com toda força, mas não era uma força qualquer, era uma força monstruosa, pois eu vi e senti algo que me fez estremecer quando o machado passou por todos nós, cortando as folhas das árvores – as cores em volta do machado brilhavam do mesmo jeito que a espada de Santana brilhou, quando lutamos no Acampamento, na captura de bandeiras e que tinha me derrotado. As cores eram de um verde-floresta, e o que ele gritado com entonação, saiu um eco estranho. Hesitamos, espantados com a cena, mas vimos o momento em que a lâmina grossa do machado de Puck atravessou a testa do Lestrigão, ainda com o verde-floresta em volta, e o brilho metálico da arma.
O monstro ficou paralisado, mas não perdemos tempo, eu, Clarisse e Santana, atacamos de uma vez os tornozelos do gigante, e o derrubamos em questão de milésimos.
— Conseguimos! – Puck gritou – eu sabia, eu disse pra vocês!
Antes que disséssemos uma palavra, tínhamos que saber se o Lestrigão ainda vivia.
- Argh! – Santana enojou.
O sangue de monstro brotou da testa do monstro, cortada pelo machado, e havíamos quebrado seus tornozelos. Mas não deu tempo de ficar olhando, ele logo sumiu, se desintegrando diante de nossos olhos.
- Isso foi incrível! – falou Grover, Clarisse assentiu rindo.
- Foi demais! – ela pegou a lança – só que eu queria saber como é que você fez aquilo!?
- Foi legal, né!? – Puck falou, rindo – mas eu não sei, parece que alguma coisa tomou conta de mim, uma determinação! – eu me lembrei do que Santana tinha dito no dia da captura de bandeiras, e era mais ou menos a mesma coisa – e eu fiquei mais forte, como se soubesse o que fazer!
Clarisse prestou muita atenção e eu também. Ela me lançou um olhar, dizendo: “é, parece que eles não são tão normais assim não!” e eu concordei.
Grover ficou muito feliz, principalmente com Puck.
- Eu queria ser mais corajoso, como você! – ele falou – eu senti uma coisa diferente, mas que de algum jeito eu parecia conhecer! Aquelas cores em volta de você e da sua arma... – nós paramos, tontos. Olhei para Clarisse e ela fez o mesmo – aquela força, parecia ter vindo da floresta, eu pensei que... – ele estremeceu – parecia muito com a presença de Pã!
Puck riu. Disse:
- É, eu acho que deve ser isso mesmo! – ele riu – porque eu sou o Druida! – Grover ficou parado e de boca aberta, como se não acreditasse. Do mesmo jeito que o monstro ficou ao saber que os nove eram guerreiros da Idade Média, como se tivesse tido um Deja Vu.
- V-Voc... – ele cambaleou – Mas, não p-pode ser o que eu tô pensand...
- Vamos! – Santana disse, quebrando o silêncio, e dessa vez, séria – New Directions, precisamos encontrar o unicórnio!
- O unicórnio! – gritou a cheerio de cabelos lisos e loiro-claríssimo e olhos azuis – Vamos, gente!
- Calma, Britt! – respondeu o oriental correndo em direção as árvores. – estamos rindo!
Eles tinham sumido. Clarisse e eu olhamos para o caminho de pedras do parque. Nada tinha mudado. Os pássaros pulavam de árvore em árvore a procura de comida e o sol já se punha. Nem parecia que acabávamos de enfrentar um gigante canibal faminto.
- Vamos! – falou ela – a missão não acabou ainda!
- E precisamos achar Annabeth! – falou Grover me dando o maior susto. Annabeth! Como eu tinha me esquecido dela! O que me deu na cabeça!?
Já tinham atravessado quase 2km quando acharam o animal. Ele parecia amedrontado com medo que o fizessem mal. Todos fizeram um círculo em volta dele, mas Percy foi o que pareceu entendê-lo.
- Tá tudo bem! – ele disse – não vamos machucar você! Vamos te proteger e te levar de volta pra casa!?
O animal respondeu, agora, sem medo:
Não tenho casa! Eu moro nas florestas mais distantes que vocês podem imaginar!
- O que ele disse, Percy!? – perguntou Annabeth – ele...
- Psiu! – gritou Percy – calma aí! – ele continuou olhando para o animalzinho que parecia um filhote de cavalo com chifres. Ele era pequeno, branco, porém seu pelo era limpo e brilhoso, e seu chifre pontudo e amarelado, era uma horrível arma de guerra.
- O que esses monstros queriam com você!? Não queriam comê-lo, né!? – perguntou Percy, preocupado, lembrando-se do que Blaine disse no Acampamento, antes de saírem para a missão.
Não! Nenhum monstro nos encontrou por muito tempo! Isso nunca aconteceu antes... Não sei como eles acharam a minha floresta! Parecem ter sido ajudados por uma coisa...
Percy contava o que o unicórnio dizia. Puck e Grover e Brittany ficaram mais raivosos que os demais.
- Percy!? – gritou Annabeth – você percebeu que matamos o monstro!? – Percy ficou tonto com a pergunta, mas era óbvio, pois o Lestrigão tinha sumido.
- Peraí, “matamos” o monstro!? Você e mais quem!? – Percy parou, desconfiado.
- Ele! Quer dizer, como é o seu nome mesmo!? Blaine, Blaine Anderson, né!? – Percy fez cara feia. Os outros soltaram risadinhas abafadas. Annabeth pareceu ter corado um pouquinho.
- Obrigada! – ela falou.
- De nada! – ele riu – mas eu não fiz nada demais, só distrai aquela coisa não sei como, e libertei o unicórnio!
- É isso aí, Blaine! – falou Brittany mais animada que o normal.
- Bom, de qualquer jeito, sem a sua ajuda eu não teria conseguido matar o lestrigão! – Percy fez cara feia para Blaine, apertando os punhos – o importante é que... – começou,
Percy, Grover e Clarisse olharam pra Annabeth, e ficaram sérios, pois a conheciam – quando a gente estava lutando – e olhou para Blaine preocupada – o monstro disse alguma coisa sobre o mestre...
- Mestre!? – Percy perguntou, tonto. A maioria ficou com pontos de interrogação na cabeça.
- É isso aí! – falou Blaine dando continuidade – parece que aqueles monstros trabalhavam pro tal mestre, por incrível que pareça eles não iam devorar o unicórnio, mas capturaram ele pra levar pro mestre!
- Com certeza esse tal mestre deve ser mais inteligente do que esses lestrigões! – disse Clarisse rindo – porque eu não me lembro de monstros querendo nada mais do que comida grátis por aí, e – Clarisse fez uma pausa, e ficou séria – eu senti alguma coisa diferente, uma energia mais forte neles!
- É verdade! – Percy falou, olhando para sua caneta de bolso – nós demoramos demais pra matá-los, tem alguma coisa aí que...
- Mas pra que que eles queriam o unicórnio!? – perguntou Grover, desconcertado.
- Não é óbvio!? – disse Santana, pela primeira vez, irônica – sangue de unicórnio! Você não prestou atenção no que o Blaine disse!? – Percy a queimou com o olhar.
- O que ele faz!? – Percy perguntou, fazendo cara feia, quando viu um risinho torto e se sentiu meio estúpido.
- Mantém o ser vivo, mesmo que esteja à beira da morte. – disse Quinn, arqueando as sombrancelhas, tensa. – Não entendo o que isso significa.
- Tem alguma ideia de quem pode ser!? – perguntou Puck, preocupado.
- Não! – disse Annabeth, fazendo cara feia — mas o monstro disse que era um monstro que os semideuses nunca vimos!
- Gente! – Puck gritou – não vamos nos preocupar com isso agora! – ele falou, dando tapinhas amigáveis no unicórnios – a gente tem que levar esse cara aqui pra casa!
Grover concordou fazendo um “sim” com a cabeça:
- Percy, pergunta pra ele como a gente pode ajudar!
- Tá! – Percy respondeu, e virou-se para o animal. – Ei, como vamos te levar de volta!?
Não precisa! Eu posso achar o caminho! Mas ele...
O cavalo relinchou trotando para o lado de Puck.
- O-O que ele quer!? – perguntou Puck, tonto.
- Shhh! – falou Percy fazendo cara feia.
Ele tem que me abençoar.
- O que!? – Percy estava com um ponto de interrogação na cabeça.
- O que ele falou, Percy!? – perguntou Grover. Os outros esperavam a resposta.
- Ele disse... – virou-se para Puck – que você tem que abençoá-lo!
- Eu o que!? – Puck deu um passo pra trás – sério!?
- Aham – Percy fez cara feia novamente – parece que é o único jeito dele voltar pra casa!?
- Beleza! – Percy, Grover, Annabeth e Clarisse levaram um susto quando ele assentiu com tanta firmeza. O New Direction riu, orgulhoso.
- Vai lá, cara! – Mike, o oriental do grupo, riu.
Puck olhou para sua arma, para o ambiente como se procurasse alguma coisa. Aquela mesma força da natureza que tomou conta dele.
- Que você volte pra casa com segurança, e ache sua floresta melhor do que quando foi embora, com água, comida e... Tudo que precisar, e livre de monstros! – ele riu – que a natureza do Senhor te proteja, amém! – Puck embaraçado, coçou a cabeça – acho que é isso!
O unicórnio relinchou em resposta e parecia feliz. Grover olhou para a cena meio desapontado. Queria que ele mesmo pudesse abençoar o animal. Ainda mais um bicho daqueles que nunca tinham visto antes. Riu amarelo – ao menos tudo correra bem, exceto... – os olhos ficaram esbugalhados de novo, enquanto olhava para Puck.
- O que ele quer!? – perguntou Annabeth.
- Eu fiz alguma coisa errada!? – Percy, Grover, Annabeth e Clarisse torciam pra que isso realmente acontecesse.
Obrigado!
Puck parecia ouvir, finalmente.
Quando precisar, me chame!
- Mas...
Até logo!
O unicórnio saiu trotando como um potrinho e logo sumiu do parque. Brittany ficou um pouquinho decepcionada, pois não pôde tirar uma foto.
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Percy’s POV:
Eu tava tentando entender o que aconteceu. Num minuto eu estava na enfermaria do acampamento, tendo flashs da... Amn... Minha última luta, e de repente eu, Grover, Annabeth, Clarisse e os nove novatos, voltávamos de uma missão esquisita em Staten Sland.
Eu precisava organizar minhas ideias.
Quando chegamos ao acampamento, fomos recebidos com vivas dos outros campistas, apesar da missão não ser assim tão perigosa, já que não tínhamos recebido nenhuma profecia horrível do oráculo.
Pro meu azar, os campistas não ficaram gritando, fazendo a maior bagunça e exigindo a expulsão dos guerreiros medievais. Eles faziam comentários desconfiados, acho que como eu, Grover, Annabeth e Clarisse começavam a pensar que talvez aqueles meninos e meninas não fossem tão mortais assim — afinal, nós derrotamos a Hidra, aquela cheerio morena, Santana Lopez conseguiu... Argh, me vencer numa luta corpo a corpo, não me pergunte como, e voltamos vivos depois de arrasar dois lestrigões e salvar um unicórnio.
Mas, eu, Grover, Annabeth e Clarisse nem ligamos muito para as festas que os outros nos davam. Até Clarisse, deixou seus irmãos do chalé de Ares pra lá, pra que pudéssemos marcar uma reunião.
- No bosque! – falou Grover – depois do jantar!
- E se nos pegarem!? – perguntou Annabeth, atônita.
- Annabeth, você tem um boné de invisibilidade! – gritou Clarisse. Annabeth corou – além disso, parece que...
- Quíron tá numa reunião com o sr. D – Grover tremeu – eu acho que... – ele olhou para o pavilhão – deixa pra lá, tô com fome!
- No bosque! – gritei – eu, Annabeth, e Clarisse, seguimos Grover.
Eu estava sozinho na mesa de Poseidon. Annabeth estava falando alguma coisa com seus irmãos do chalé de Atena, algo sobre construções no acampamento, novos chalés, monumentos e o resto eu não parei pra ouvir.
Jantamos churrasco, pães, uvas, maçãs, como sempre. Não vi sr. D e Quíron no jantar, e tampouco os nove, porque eles estavam em seu chalé, provavelmente em volta da fogueira.
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Acampamento, chalé dos guerreiros medievais, 8h45:
Santana estava com os olhos vidrados no fogo. Tinha uma estranha fascinação pelo elemento, ficava o mais perto possível da fogueira se esquentando, pelo menos pra ela, era uma sensação ótima.
- Tô cansado! – falou Puck, colocando mais lenha na fogueira.
- Você foi o que mais se esforçou! – respondeu Santana rindo – agora eu sei porque!
- A identidade! – falou Jesse, entrando na conversa – Parece que será a mesma coisa para cada um de nós.
- Do que vocês estão falando!? – Rachel perguntou, atônita. Queria saber de tudo, detestava ficar fora do assunto – vocês tão muito misteriosos ultimamente! – ela fez cara feia – quero saber quando vai ser a minha vez!
- Você quer ser o centro das atenções até aqui, Barbra!? – Santana disse, com um tom irônico – já chega, né!?
- Ai, Santana! – Rachel fez bico e atirou o cavalinho cor-de-rosa nela.
- Cuidado com o meu cavalinho sua cabeça-oca! – resmungou Santana colocando o bichinho em seus braços.
- É, parece que tá tudo bem! – disse Blaine rindo – graças a Deus ninguém morreu!
- Graças a Deus! – repetiu Quinn com mais entonação – Vamos orar e jantar, pois já está tarde.
- Aff, Quinn, você parece a minha mãe ás vezes! – disse Sam com o tom infantil, os amigos riram.
- Então eu ganhei meu dia, pois sua mãe é uma pessoa maravilhosa. – disse Quinn rindo também.
- Vamos jantar, tô com fome! – gritou Rachel agoniada.
As meninas colocaram peixes salgados e apimentados na roda. Mas dessa vez também havia suco natural, maçãs, uvas e morangos.
- Tá ótimo! – falou Blaine comendo pedaços de peixe de uma vez – não é que a Santana sabe mesmo cozinhar!?
- Isso é discriminação! Claro que eu sei cozinhar! – Santana respondeu enraivecida – era só o que me faltava!
- Não sejam tão maus! – disse Brittany rindo também – tadinha! – mais risadas.
Comeram felizes com conversas e risadas.
- Vamos cantar! – disse Rachel de repente.
- O quê!? – perguntou Blaine interessado.
- Que tal o Puck, aqui!? – Mike finalmente abriu a boca. Estava ocupado mordiscando pedaços de uvas – que foi!? — o New Directions caiu na risada. Mike corou, disse:
- Foi mal, gente! – ele riu amarelo – mas é muito difícil achar frutas tão gostosas assim em Ohio!
- Ok! – Puck riu – Ué, Rach, você não era vegan? – Rachel parou na mesma hora de comer, como se tivesse esquecido, atrapalhada.
- Era! – ela falou orgulhosa – mas uma guerreira como eu precisa se alimentar bem, não acha!? – mais risadas ecoaram pela fogueira. Eles se entreolharam. Apesar de ser algo assustador, o que estava acontecendo, unia mais ainda seus laços.
- Vai lá, Puck! – disse Sam, animado.
- Cante com paixão! – aconselhou Jesse, que era perito no assunto, esgueirou-se para prestar atenção.
- O Artie não está aqui! – Puck reclamou, fazendo cara feia. Os guerreiros tiveram uma espécie de flashback e ficaram tristes. Seus amigos tinham ficado em Ohio. O professor Will Shuester, a orientadora Pillsbury, Finn, Artie, Mercedes, Tina, Rory, Sugar, a treinadora das cheerios Sue e sua co-capitã Becky (que tinha síndrome de down, o que não diminuía nem um pouquinho a amizade que tinham) além de outros que estavam muito longe, mas que eles nunca esqueceriam.
- Tá tudo bem! – Rachel disse, firme – eu tenho certeza que vai ficar tão bom quanto da primeira vez!
- Obrigado! – Puck olhou para a amiga e riu. Rachel sempre dava um jeito de animar a galera, mesmo quando tinha a mania de criticar os erros segundo a mesma, que o Glee club cometia durante suas apresentações. No geral, apesar dos amigos detestarem quando fazia isso, servia pra deixá-los motivados. – você pode não me tacar pedras quando eu acabar!?
- Vamos ver! – Rachel riu. Todos ergueram os olhos, que sempre brilhavam quando cantavam. – gente, vamos ajudar também no back! – ela disse, séria.
- Vamos lá, New Directions! – Puck gritou.
[Puck]
One love, one heart
Let's get together and feel all right
[Puck e todos]
Hear the children crying (One love)
Hear the children crying (One heart)
Sayin', "Give thanks and praise to the Lord and I will feel allright."
Sayin', "Let's get together and feel all right."
Whoa, whoa, whoa, whoa
[Puck]
Let them all pass all their dirty remarks
There is one question I'd really like to ask (One heart)
Is there a place for the hopeless sinner
Who has hurt all mankind just to save his own?
Believe me
[Puck e todos]
One love, one heart
Let's get together and feel all right
As it was in the beginning (One love)
So shall it be in the end (One heart)
Alright, "Give thanks and praise to the Lord and I will feel allright."
"Let's get together and feel all right."
One more thing
Let's get together to fight this Holy Armageddon (One love)
So when the Man comes there will be no no doom (One song)
Have pity on those whose chances
There ain't no hiding place from the Father of Creation
Sayin', "One love, one heart
Let's get together and feel all right."
I'm pleading to mankind (One love)
Oh, Lord (One heart) Whoa.
"Give thanks and praise to the Lord and I will feel all right"
Let's get together and feel all right.
- Isso aí, Puck! – Rachel gritou. A música tinha animado a turma. Todos gritaram de felicidade! E também servia de agradecimento a proteção que Deus havia lhes dado aquele dia. Quinn fez menção de oração, e sorriu.
- Fiz alguma coisa errada!? – Puck brincou.
- Amn... – Rachel tentou, atrapalhada – não sei, esqueci!
- Esqueceu, sei... – Blaine desconfiou.
- Vamos, gente!? – Mike esfregou o olho esquerdo – to com sono!
- Ok! – disseram.
Eles voaram para o chalé, cansados. Adormeceram na hora, a espera não só de um novo dia, mas de uma nova aventura.
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