Os Olimpianos

2 Capítulo 02 - A nova profecia


Chegamos a caverna onde minha tia estava, e notei que tinha um pano vermelho entre duas tochas ardendo em chamas douradas cobrindo toda a entrada da caverna. Logo que entramos vi o quanto era legal a caverna, era toda hi-tech e toda a mobilia era branca ate mesmo a tv de 50 polegadas na parede que tinha um ps3 ligado nele. Parecia que minha tia estava jogando pois o jogo estava pausado, então ela entrou na sala vestida com um roupão vermelho vivo e com uma toalha nos cabelos. Sorrindo ela disse:

Bem vindo a caverna do Óraculo de Delfos, sente-se e iniciaremos.

Logo que me sentei na cadeira de frente a minha tia ela comecou a ficar com os olhos esverdeados e uma fumaça verde comecou a rodear seu corpo e ela falou numa voz ancestral:

“O céu entra em colapso mais uma vez,

Da batalha não participarão os filhos dos três.

Tempestade e fogo logo se encontrarão,

Os descendentes dos doze é que batalharão.

Sem luz nem sombra o mundo estará acabado,

À Glória ou à Ruína ao tempo chegado.

Seis novos responderão aos chamados,

Defendendo a honra, chegarão os doze renegados.”

E depois desabou na poltrona mais próxima.

Tia Rachel, você esta bem? – perguntei

Ela abriu um olho e respondeu:

Claro meu querido, só preciso descansar um pouco, o que eu disse dessa vez?

Depois de Quíron recitar a profecia disse:

Doze renegados? Isto me soa estranho, preciso pensar. Mas não disse nada sobre meus pais – resmunguei Teremos que trabalhar nisso agora mesmo – retrucou Quíron Dédalo, se quiser pode ficar aqui comigo meu querido – disse tia Rachel E o que vou ficar fazendo enquanto você pensa tio Quíron? – perguntei ansioso Pode dar uma volta pelo acampamento se quiser.

Depois de um longo dia, o que eu queria apenas era deitar e esquecer tudo, mas nada é perfeito na vida de um semideus. Então, fui andar pelo acampamento e olhar a paisagem, o que vi me deixou maravilhado, grandes bosques a noroeste, uma linda praia, um riacho, o lago de canoagem, campos verdejantes e os chalés – um bizarro conjunto de construções dispostas em semicírculo de um jeito que formavam a letra grega ômega (Ω), com um gramado no centro e dois anexos nas extremidades.

Eu contei vinte chalés. Um era dourado, outro, prateado. Um tinha grama no telhado. Outro era vermelho vivo, coberto de arame farpado. Havia um todo preto, com tochas de chamas verdes na entrada. E tem ainda a Casa Grande, quartel-general do acampamento, que é uma mansão antiga pintada de azul-claro com acabamentos em branco. A varanda que a rodeava tinha espreguiçadeiras, uma mesa de carteado e uma cadeira de rodas. Sinos dos ventos pareciam ninfas se transformando em árvores enquanto giravam. Na parte mais alta do telhado um cata-vento no formato de uma águia de bronze girava com o forte vento.

Fui dar um passeio pelos chalés quando alguém me chamou a atenção, era uma campista que estava treinando arco e flecja em vários alvos, e era muito boa nisso. Me aproximei para olhar melhor e notei que ela tinha ao lado de seu corpo uma espada negra e comprida que contrastava com seu visual. Ela estava com uma trança em seus cabelos compridos e escuros como a noite e usava roupas pretas por debaixo da camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue.

Ela me viu e disse envergonhada:

— O.. oi!

— Oi eu sou Dédalo, quem é você: — perguntei.

— Meu nome é Bianca di Angelo, prazer. — sorriu.

— Você é filha do tio Nico? – me surpreendi.

— Isso mesmo – sorriu novamente — sou a mais velha.

Não consegui parar de encarar seus lindos olhos azuis, estava embasbacado.

— Seus olhos são muitos lindos – sorri.

— Obr… obrigada — ela corou.

— Qual sua idade: — perguntei.

— Tenho doze anos, igual a você – sorriu.

Depois de um longo e constrangedor silêncio falei:

— Posso treinar com você:

— Claro, use meu arco.

Eu peguei o arco que ela estava usando, e notei que ele era bem leve, quase não sentia seu peso. Então começei a me exibir um pouco, eu vivia treinando em casa com minha mãe então arco e flecha era uma das minhas especialidades.

Acertei três flechas certeiras bem no alvo e Bianca também, então começamos uma pequena competição que atraiu diversos campitas, e cada flechada no alvo eramos ovacionados. Ficamos mais de um hora, nenhum do dois dava o braço a torcer, mesmo nos sentindo esgotados no bico do corvo. Eis que Bianca errou um alvo e eu acertei o próximo, o que me deu a vitória, e os campistas foram a loucura.

— Você é muito bom, onde aprendeu a técnica? – perguntou Bianca.

— Minha mãe me ensinou – sorri.

— Você é o filho de Percy e Annabeth? – perguntou

— Sim isso mesmo. – sorri envergonhado.

— Então isso explica sua habilidade no arco e flecha – concluiu.

— Pois é, mamãe é muito rígida no treinamento.

— E você nunca treinou no Acampamento? – pergutou.

— Não – respondi – recebi treinamento apenas de meus pais em casa.

— Isto está para mudar pirralho – disse uma voz grossa atrás de min.

O dono da voz era um rapaz gigante, corpulento, de cabelos compridos e não cheirava bem. Pelo visto era um dos filhos de Ares.

— Por que mudar cheiroso? — ironizei.

— O que você disse tampinha? — retrucou nervoso.

— No chalé de Ares não há chuveiros? – continuei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.