Notas iniciais
De tres parágrafos fiz tres paginas, espero que gostem

Acordei cedo naquele dia. Havia muito trabalho a fazer e pouco tempo. Estávamos nos preparando para a chegada do senhor feudal ao nosso pequeno vilarejo. Os homens trabalhavam na lavoura enquanto nós, mulheres, cuidávamos da aldeia. Como já disse, era um tempo muito curto para tudo, então todos estávamos ajudando. Eu buscava e levava água a todos, sendo na lavoura ou para as mulheres que limpavam. Meu trabalho era simples, mas cansativo. Atravessar todo o vilarejo até o rio e depois voltar com o peso da água não era nada fácil.

Até mesmo minha irmã mais nova, Arisu, de apenas oito anos ajudava cuidando dos mais novos e evitando que eles causassem confusões desnecessárias.

-Obrigada Masumy – agradeceu-me Mitsuko.

Mitsuko é um homem bondoso, de grande coração, e feliz, muito feliz. Ele vive com a mulher Akemi em uma cabana muito simples no vilarejo. Os dois são como os chefes do local, mas não usam isso a seu favor, ganharam esse “posto graças aos seus feitos, vem ajudando a todos que necessitam desde que os moradores o conhecem.

Quando cheguei aqui com minha irmã e meus pais, nosso antigo vilarejo acabara de ser evacuado e tornou-se uma base dos soldados. Tivemos que sair de lá às pressas. Meu pai acabou se machucando no caminho, o que nos atrasou mais ainda. Quando finalmente conseguimos chegar a esse vilarejo meu pai piorou. Havia perdido muito sangue na viagem. Minha mãe estava muito preocupada com ele. A sacerdotisa do vilarejo cuidou dele, mas em duas semanas havíamos perdido meu amado pai.

Minha mãe foi atacada semanas depois por youkais próximo a floresta. Ela não conseguiu sobreviver aos ferimentos e também nos deixou.

Desde então vivemos com Mitsuko e Akemi. Eles não podiam ter filhos, então nos “adotaram”.

Aqui é tudo muito calmo. Nada chama atenção para este lugar.

E de repente o senhor feudal da região resolve nos fazer uma visita? Ah, que ótimo! Estava tão bom até agora...

-Masumy, você esta se esforçando tanto – Mitsuko colocou uma das mãos m meu ombro, enquanto com a outra apoiava-se no cabo da inchada- deveria descansar um pouco.

-Não se preocupe, eu estou bem –sorri de modo gentil, tentando parecer com que fosse verdade- sabe o motivo do senhor feudal vir para cá?

-Não, ninguém sabe – ele pareceu pensar, tentando decifrar os próximos acontecimentos- o mensageiro apenas nos informou sua visita.

-Então, o que acha que é? –perguntei trocando o apoio do meu corpo para o outro pé.

-Sinceramente pequena –ele sorriu bondosamente- não faço a mínima ideia.

Rimos juntos, peguei a jarra d’água e refiz meu caminho de volta ao rio. Cheguei ao meu destino e calmamente enchi a jarra com água. Pensei nos motivos que levavam a um senhor feudal até um vilarejo como o nosso. Meus pensamentos foram interrompidos pelos chamados de minha irmã:

-Irmã! Irmã! –ela vinha correndo, seus cabelos soltos esvoaçavam atrás de si, suas vestes azuis claras estavam presas ao corpo pelo vento.

-O que foi Arisu? Por que está usando suas vestes de festa? –perguntei enquanto a mesma chegava ofegante.

-O senhor feudal... acabou de chegar! –ela falava com dificuldade, ofegando.

-O que? –perguntei sem acreditar. Não, não, não! Ele só viria amanhã!

-Mamãe mandou que eu te chamasse! Você tem que se arrumar!

-Me arrumar? Mas ele veio ver o vilarejo, não agente!

-Ai, não reclame, vem logo! –ela foi me puxando de volta para casa.

-Ah, finalmente Masumy! –Akemi exclamou exasperada assim que chegamos- rápido se troque, ele já está chegando.

-mas por que precisamos nos arrumar? –perguntei enquanto me trocava.

-Por quê? Por que o senhor feudal esta chegando – ela respondeu pegando mexas do meu cabelo e o arrumando.

-E o que isso tem haver com nos arrumarmos? –perguntei fazendo uma careta de dor quando ela puxou meu cabelo.

Alguns quilômetros de distancia...

-E quanto ao pagamento? –a voz do moreno ressonou pelo aposento.

-Mil ienes agora, e o restante somente depois da execução do trabalho – respondeu uma voz grave vinda do outro lado do aposento.

-Perfeito –respondeu a primeira voz- qual o trabalho?

-O senhor feudal vai se afastar do feudo por pouco mais de dois dias, vocês tem esse tempo para executar, ele vai até um vilarejo próximo, ao que parece está atrás de uma futura esposa.

-Cuidaremos dele – respondeu novamente a primeira voz.

-É importante que não sobrem testemunhas – urrou a segunda voz.

-Será rápido – a primeira voz respondeu saindo pela porta apressadamente.

De volta ao pequeno vilarejo:

-Masumy, querida! Estamos sem água! –Akemi chamou enquanto eu ficava sentada na cozinha distraidamente.

-Ótimo, pelo menos não fico aqui sem fazer nada – sorri pegando o jarro de água e saindo dali.

Caminhei calmamente, aproveitando a brisa refrescante que batia em meu rosto. Tudo aqui era tão perfeito. Como morávamos próximo ao feudo não eram freqüentes ataques de youkais aqui na região, eles eram destruídos antes de chegarem aqui, mas em compensação, os ataques vindos de outros feudos são constantes.

O rio estava calmo esta noite, era como se os peixes estivessem ali, como se tivessem ido embora. Peguei a água e comecei a andar de volta para casa. Senti um cheiro estranho, cheiro de queimado. Algo estava queimando por ai, disso eu tinha certeza. No mínimo haviam ateado fogo a algo aqui por perto novamente. Ou acertaram algo ao feudo. Eu já estava acostumada a isso.

Cheguei a entrada do vilarejo. O jarro espatifou-se no chão no mesmo segundo em que minhas mãos foram em direção a minha boca. Tudo pegava fogo. Chamas estavam vivas por todo lado. Onde quer que eu olhasse só via destruição.

Ouvi passos se aproximando. Quem quer que fosse ficou em silencio. Senti lagrimas virem, e escorreram por minha face. Me virei calmamente e encarei aqueles olhos sombrios. Eram os olhos da morte.

Notas finais
Desculpem pela demora de quase tres meses
eu estava em aulas
quase não passei de ano
e assim que as aulas acabaram tive muitos problemas pessoais
mas espero que tenham gostado
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!