Fomos todos conversando enquanto caminhávamos pelas ruas da bela ilha. Roxy e Terry em todas as resistências em que trabalharam, nunca tinham saído das cidades. Apenas em um rancho, mas eram pequenas demais para trabalhar duro na opinião dos adultos. Nós ficaríamos hospedadas na área rural, o que para mim seria como Sta. Edwiges.

Acordar as 6 da manhã, pegar o leite, escovar os cavalos, pegar os ovos, alimentar as galinhas, e depois os porcos, ir para dentro, preparar o almoço, almoçar, estudar para os testes, e estudar violino, dançar um pouco de ballet, ler pelo menos dois capítulos, tomar um banho e ir dormir... Era uma rotina ótima.

Chegamos na fazenda em que iríamos ficar, e pelo rosto de Roxanne e Teresa Marie, “Não me gusta!”. Mas era uma casa de madeira bem bonita, e bem conservada. Havia ao longe um galinheiro caindo aos pedaços, e um estábulo um pouco sujo, mas isso eram apenas detalhes. No alto da colina, ao lado da casa, balançava solitário, um balanço de pneu.

Annamei e Tristan trocaram um olhar cúmplice e subiram a colina correndo e se empurrando. Roxy, Terry e eu reviramos os olhos ao mesmo tempo e apressamos o passo para dentro da casa.

-Ah! Vocês devem ser as pequenas rebeldes de quem Jeb tanto me falou.

Disse uma senhora bem idosa saindo de dentro da casa. Ela se vestia quase como eu, vestido cor de rosa e bosta de caubói.

-Você falou com tio Jeb?

-Ele está bem?

Perguntamos eu e Roxanne juntas.

Hoje em dia as coisas estão bem mais fáceis para os humanos, com redes de telefonia secretas e a nova intranet, criada por um ex-companheiro do Bill Gates, onde podemos acessar como a internet comum, mas qualquer coisa fora dos conformes que possam de algum jeito alertar as almas, é excluída.

Mas apesar disso, nunca conseguimos contatar umas as outras e nem as nossas famílias.

-Ah sim queridas, ele está bem sim, entrem, entrem, essas malas devem estar pesadas! Tex!

Entramos na humilde sala de estar com móveis antigos, mas bem cuidados e deixamos nossas malas no chão. Da porta lateral, chegou Ele. Não era Thony, era realmente ele.

Tex devia ter um pouco mais de altura que eu, mais ou menos 1,70, e os olhos eram como os meus, completamente prateados. Cabelos loiros como eu sempre sonhei, abdômen perfeito por baixo da camisa de flanela.

-Chamou, Sra. Gilbert?

-Chamei sim, leve por favor, a mala dessa mocinhas lá para cima.

Tex olhou para nós e sorriu. Senti meu coração se acelerar como se mil motores de ferraris o montassem.

-Oi, meu nome é Texas.

-Eu sou Roxanne – Disse Roxy me tirando do meu transe. – E essa é minha irmã Saralynn e minha prima Teresa Marie.

-Muito prazer.

Ele disse apertando as mãos de cada uma de nós e em seguida pegando todas as malas de uma vez para levar para cima.

-Então meninas – Disse a senhora Gilbert – Não falta alguém.

-Ah sim, nossos primos, Anammei e Tristan estão lá fora brincando em seu balanço, espero que não se importe.

-Ah não, aquilo é um antigo brinquedo do Tex, ele nem usa mais!

Eu me distrai do resto da conversa, olhando para a escada por onde Texas tinha desaparecido.