Claude se aproximou de Cris, que caiu de joelhos no chão.

— Acabou, Cris... Você encontrou alguém mais forte do que você.

Maria e Marcelo se aproximaram correndo. Renata continuava ao lado de Claude.

— Claude?! Renata?! — Gritou Marcelo.

— Vocês estão bem?! — Gritou Maria.

— Sim, estamos... — Respondeu Claude.

Cris olhou para Marcelo e Maria.

— Vocês... Vocês também estão contra mim?!

Claude apontou sua espada para Cris.

— Pare de distorcer as coisas... A questão aqui é apenas entre eu e você. E tem sido assim desde o início!

Cris baixou a cabeça enquanto respirava ofegante.

— Claude... Essa é a sua última decisão. — Disse Maria.

— O que você vai fazer? — Perguntou Marcelo.

Claude olhou para Renata.

— É com você, Claude... Esse era o momento que você tanto esperava... O assassino do seu irmão está na sua frente.

Claude pegou a espada e por pouco não encostou a lâmina no pescoço de Cris.

— Se fosse algum tempo atrás, a lâmina teria atravessado seu pescoço... Mas eu cresci muito nos últimos tempos... Ao contrário de você, eu não acho mais que a morte é a solução para tudo.

Claude guardou a espada.

— Cris... Eu não vou te matar por um único motivo... Eu não quero acabar como você.

Cris levantou sua cabeça, ainda sem conseguir respirar direito.

— Olha o seu estado... Esse é o seu destino, Cris... Se eu te matar, eu vou me tornar exatamente o que eu mais odeio.

Claude se virou para o grupo.

— Vamos embora...

No momento em que se preparavam para voltar ao helicóptero, Cris se levantou.

— ...Claude... — Gritou Cris.

Todos se viraram para ele.

— ...Me perdõe... Pelo seu irmão... Eu fiz algo terrível, eu reconheço... Mas eu não estava em sã consciência... Eu nunca consegui superar a morte da minha mãe!

— Se tivesse pensado assim desde o começo, isso nunca teria acontecido... Pense bem nisso. — Disse Claude.

O grupo voltou para o helicóptero, deixando Cris sozinho.

De volta à mansão, Maria, Marcelo, Claude e Renata contaram tudo que aconteceu para o restante do grupo. Todos ficaram satisfeitos com o resultado.

— Estou muito feliz que ninguém precisou morrer. — Disse Pepe.

— É, mas estávamos todos desesperados aqui... — Disse Aristóteles.

Ângela se aproximou de Claude.

— Claude... Acho que todos nós aprendemos algo muito valioso com você...

— Hum...?

Metamorfo estalou os dedos.

— Espera, deixa eu ver se eu sei... Aprendemos que humanos podem ser tão fortes quanto mutante, e também ter um grande senso de justiça sem se deixar apelar para a matança!

Todos riram.

— Ué, não foi isso?

— Quase isso, Meta... — Disse Gór.

César se aproximou de Claude.

— Então, Claude... A partir de agora a Mx vai ser revelada à população. Também vamos estudar um pouco mais a vacina, mas o uso será apenas em casos de emergência.

— Entendido.

Beto cruzou os braços.

— Então... O que você vai fazer agora, Claude?

— Eu pretendo voltar a ser policial.

Beto se espantou.

— Legal! Alguma chance de trabalharmos juntos?

— Quem sabe...

Maria se aproximou de Claude.

— Claude... Eu espero que daqui pra frente a sua vida seja apenas felicidade.

Claude olhou para Maria.

— Obrigado...

Todos concordaram com Maria.

Algum tempo depois, Claude e Renata se sentavam no banco da praça, em frente ao lago.

— Nossa missão acabou, Renata...

— Ah... Eu me diverti tanto...

Claude riu. Naquele instante, os dois tiveram uma surpresa: Rafael e Carol estavam se aproximando dos dois.

— Claude! — Gritou Rafel.

Renata se levantou.

— Carol!

— Oi, Renata.

Renata e Carol caminharam em frente ao lago. Rafael se sentou ao lado de Claude.

— Então... Eu recebi uma ligação dizendo que você ia... Resolver o problema de sua vida.

— Sim, e felizmente... Deu tudo certo. — Disse Claude.

Rafael pensou.

— Você... O matou?

— Não. Mas vamos dizer que agora ele sabe o quão forte pode ser um humano determinado a alguma coisa.

— Eu fico feliz em saber disso... Acha que sua vida vai melhorar daqui pra frente?

— O tempo vai dizer... Mas eu estou confiante, Rafael... Aliás, eu decidi voltar para a polícia.

Rafael se animou.

— Que ótimo! Você é mais do que bem-vindo por lá!

Enquanto isso, Renata e Carol conversavam.

— Então você encontrou o mutante mais forte de todos? — Perguntou Carol.

— Sim, e lutei com ele!

— Que demais! Agora talvez você consiga me derrotar em uma luta.

Renata riu.

— Eu não sei... Acho que eu já conseguia fazer isso antes.

— Sério mesmo? Não é o que parecia...

As duas riram.

— Então... O que você vai fazer agora?

— Ainda não sei, mas... Eu tenho amigos por toda a parte. Claude, toda a Liga do Bem... Eles estão sempre do meu lado.

Carol pensou.

— Eu ouvi dizer que estão pretendendo criar uma ONG para os Mutantes... A ONG "Caminhos do Coração". Parece que a sede será nessa cidade mesmo.

Renata cruzou os braços.

— Uau... Eu posso acabar pensando em me juntar à eles.

— Se você for, eu também vou.

— Sério?

— Ei, você ainda me deve algumas lutas.

Claude e Rafael se juntaram a Renata e Carol.

— Então... Parece que tudo acabou, não? — Perguntou Claude.

— Felizmente... Agora podemos todos viver em paz. — Disse Rafael.

Renata respirou fundo.

— Tudo que nós passamos vai continuar em nossas mentes... Mas somos mais fortes do que essas lembranças...

— Ei, Renata... Eu ouvi vocês falando sobre a ONG Caminhos do Coração... Você vai viver com eles? — Perguntou Claude.

— Eu não sei... Talvez eu vá. Mas só se você me prometer uma coisa...

Claude estranhou.

— O que é...?

— Que você me deixe te visitar sempre que eu quiser!

Claude riu.

— Claro que sim, Renata... Nós temos uma forte ligação agora!

Rafael e Carol olharam um para o outro com um estranho sorriso.

— E... Ei, o que vocês querem dizer com esses olhares? — Perguntou Claude.

— Nã... Não é nada que estão pensando... — Disse Renata.

Rafael riu.

— Carol... Que tal deixarmos os dois a sós?

— Boa ideia... Eles podem estar querendo privacidade. — Disse Carol.

Os dois se levantaram e caminharam pela calçada. Claude e Renata se olharam, em seguida correram atrás deles.

— Ei, vocês!! Voltem aqui! — Gritou Claude.

— Isso não tem graça!! — Disse Renata.

— Rápido, Carol, eles vão nos pegar! — Disse Rafael.

— O amor é lindo!! — Disse Carol.

A história acabou com essa cena... Rafael e Carol correndo de Claude e Renata que queriam pegá-los a todo custo.

Notas finais
Final da série
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!