Os Mutantes: Duplo Destino
39 O Destino - Parte 4
Claude se aproximou de Cris, que caiu de joelhos no chão.
— Acabou, Cris... Você encontrou alguém mais forte do que você.
Maria e Marcelo se aproximaram correndo. Renata continuava ao lado de Claude.
— Claude?! Renata?! — Gritou Marcelo.
— Vocês estão bem?! — Gritou Maria.
— Sim, estamos... — Respondeu Claude.
Cris olhou para Marcelo e Maria.
— Vocês... Vocês também estão contra mim?!
Claude apontou sua espada para Cris.
— Pare de distorcer as coisas... A questão aqui é apenas entre eu e você. E tem sido assim desde o início!
Cris baixou a cabeça enquanto respirava ofegante.
— Claude... Essa é a sua última decisão. — Disse Maria.
— O que você vai fazer? — Perguntou Marcelo.
Claude olhou para Renata.
— É com você, Claude... Esse era o momento que você tanto esperava... O assassino do seu irmão está na sua frente.
Claude pegou a espada e por pouco não encostou a lâmina no pescoço de Cris.
— Se fosse algum tempo atrás, a lâmina teria atravessado seu pescoço... Mas eu cresci muito nos últimos tempos... Ao contrário de você, eu não acho mais que a morte é a solução para tudo.
Claude guardou a espada.
— Cris... Eu não vou te matar por um único motivo... Eu não quero acabar como você.
Cris levantou sua cabeça, ainda sem conseguir respirar direito.
— Olha o seu estado... Esse é o seu destino, Cris... Se eu te matar, eu vou me tornar exatamente o que eu mais odeio.
Claude se virou para o grupo.
— Vamos embora...
No momento em que se preparavam para voltar ao helicóptero, Cris se levantou.
— ...Claude... — Gritou Cris.
Todos se viraram para ele.
— ...Me perdõe... Pelo seu irmão... Eu fiz algo terrível, eu reconheço... Mas eu não estava em sã consciência... Eu nunca consegui superar a morte da minha mãe!
— Se tivesse pensado assim desde o começo, isso nunca teria acontecido... Pense bem nisso. — Disse Claude.
O grupo voltou para o helicóptero, deixando Cris sozinho.
De volta à mansão, Maria, Marcelo, Claude e Renata contaram tudo que aconteceu para o restante do grupo. Todos ficaram satisfeitos com o resultado.
— Estou muito feliz que ninguém precisou morrer. — Disse Pepe.
— É, mas estávamos todos desesperados aqui... — Disse Aristóteles.
Ângela se aproximou de Claude.
— Claude... Acho que todos nós aprendemos algo muito valioso com você...
— Hum...?
Metamorfo estalou os dedos.
— Espera, deixa eu ver se eu sei... Aprendemos que humanos podem ser tão fortes quanto mutante, e também ter um grande senso de justiça sem se deixar apelar para a matança!
Todos riram.
— Ué, não foi isso?
— Quase isso, Meta... — Disse Gór.
César se aproximou de Claude.
— Então, Claude... A partir de agora a Mx vai ser revelada à população. Também vamos estudar um pouco mais a vacina, mas o uso será apenas em casos de emergência.
— Entendido.
Beto cruzou os braços.
— Então... O que você vai fazer agora, Claude?
— Eu pretendo voltar a ser policial.
Beto se espantou.
— Legal! Alguma chance de trabalharmos juntos?
— Quem sabe...
Maria se aproximou de Claude.
— Claude... Eu espero que daqui pra frente a sua vida seja apenas felicidade.
Claude olhou para Maria.
— Obrigado...
Todos concordaram com Maria.
Algum tempo depois, Claude e Renata se sentavam no banco da praça, em frente ao lago.
— Nossa missão acabou, Renata...
— Ah... Eu me diverti tanto...
Claude riu. Naquele instante, os dois tiveram uma surpresa: Rafael e Carol estavam se aproximando dos dois.
— Claude! — Gritou Rafel.
Renata se levantou.
— Carol!
— Oi, Renata.
Renata e Carol caminharam em frente ao lago. Rafael se sentou ao lado de Claude.
— Então... Eu recebi uma ligação dizendo que você ia... Resolver o problema de sua vida.
— Sim, e felizmente... Deu tudo certo. — Disse Claude.
Rafael pensou.
— Você... O matou?
— Não. Mas vamos dizer que agora ele sabe o quão forte pode ser um humano determinado a alguma coisa.
— Eu fico feliz em saber disso... Acha que sua vida vai melhorar daqui pra frente?
— O tempo vai dizer... Mas eu estou confiante, Rafael... Aliás, eu decidi voltar para a polícia.
Rafael se animou.
— Que ótimo! Você é mais do que bem-vindo por lá!
Enquanto isso, Renata e Carol conversavam.
— Então você encontrou o mutante mais forte de todos? — Perguntou Carol.
— Sim, e lutei com ele!
— Que demais! Agora talvez você consiga me derrotar em uma luta.
Renata riu.
— Eu não sei... Acho que eu já conseguia fazer isso antes.
— Sério mesmo? Não é o que parecia...
As duas riram.
— Então... O que você vai fazer agora?
— Ainda não sei, mas... Eu tenho amigos por toda a parte. Claude, toda a Liga do Bem... Eles estão sempre do meu lado.
Carol pensou.
— Eu ouvi dizer que estão pretendendo criar uma ONG para os Mutantes... A ONG "Caminhos do Coração". Parece que a sede será nessa cidade mesmo.
Renata cruzou os braços.
— Uau... Eu posso acabar pensando em me juntar à eles.
— Se você for, eu também vou.
— Sério?
— Ei, você ainda me deve algumas lutas.
Claude e Rafael se juntaram a Renata e Carol.
— Então... Parece que tudo acabou, não? — Perguntou Claude.
— Felizmente... Agora podemos todos viver em paz. — Disse Rafael.
Renata respirou fundo.
— Tudo que nós passamos vai continuar em nossas mentes... Mas somos mais fortes do que essas lembranças...
— Ei, Renata... Eu ouvi vocês falando sobre a ONG Caminhos do Coração... Você vai viver com eles? — Perguntou Claude.
— Eu não sei... Talvez eu vá. Mas só se você me prometer uma coisa...
Claude estranhou.
— O que é...?
— Que você me deixe te visitar sempre que eu quiser!
Claude riu.
— Claro que sim, Renata... Nós temos uma forte ligação agora!
Rafael e Carol olharam um para o outro com um estranho sorriso.
— E... Ei, o que vocês querem dizer com esses olhares? — Perguntou Claude.
— Nã... Não é nada que estão pensando... — Disse Renata.
Rafael riu.
— Carol... Que tal deixarmos os dois a sós?
— Boa ideia... Eles podem estar querendo privacidade. — Disse Carol.
Os dois se levantaram e caminharam pela calçada. Claude e Renata se olharam, em seguida correram atrás deles.
— Ei, vocês!! Voltem aqui! — Gritou Claude.
— Isso não tem graça!! — Disse Renata.
— Rápido, Carol, eles vão nos pegar! — Disse Rafael.
— O amor é lindo!! — Disse Carol.
A história acabou com essa cena... Rafael e Carol correndo de Claude e Renata que queriam pegá-los a todo custo.
Fale com o autor