Os Mosqueteiros
4 Capítulo 4 - Presentes de Despedida
Erik despertou vagarosamente, como fazia todas as manhãs. A diferença é que hoje ele estava no sofá e tinha algo pesado sobre ele. “Eim? Eu não lembro de ter pego tantas cobertas assim...”, Erik abriu os olhos e notou algo sobre ele.
– Que é isso? – Ele puxou a coberta, tomou um susto e acabou gritando. Ele se arrependeu na mesma hora.
O totodile de Leah acordou assustado e pulou em sua cabeça, mordendo com força. Erik gritou alto tentando puxar o bicho de sua cabeça. Leah e Lizzie apareceram na sala com cara de sono.
– Droga, cala a boca, queremos dormir.
– OK Leah, mas tira ele daqui! – O rapaz estava ficando desesperado. A menina de rosa se aproximou e tirou o totodile com a maior facilidade do mundo.
Erik ficou mais calmo e observou as duas garotas. Leah estava totalmente descabelada, ela havia encontrado a única camisa cor de rosa que ele tinha e decidiu usar de pijama. A outra garota pegou um shorts e uma camisa preta, mas ambas eram maiores que ela, então ela estava sempre arrumando a camisa ou puxando o shorts pra cima. É claro que ele nunca mantinha mais do que 3 segundos de visão sobre elas, elas eram fofas demais daquela maneira para sua própria segurança.
– Bem, já que todos acordaram, acho melhor tomarmos um café e depois descobrirmos como ajuda-la. Que tal? – As duas acenaram e voltaram para o quarto dele. Depois de 10 minutos voltaram trocadas. Foi a vez dele de fazer o mesmo, ele voltou com sua camisa de manga curta marrom, seu sobretudo e uma calça jeans azul-marinho. O all-star preto ainda era sua escolha de calçado.
Eles se demoraram indo ao plaza para pegar café, a garota de preto se sentia maravilhada com os artigos de natação, o que aumentava a certeza de Erik que ela era de Unova.
Retornando, eles se sentaram e começaram a conversar.
– Então Lizzie, você tem alguma idéia da onde estão seus pais? – Eles estavam na sala, e apesar de tentar muito, ele não conseguia fazer aquilo não parecer um interrogatório.
– Hm, eu não me lembro bem. – Ela nunca conseguia lembrar muita coisa. Tudo o que descobriram foi a confirmação do nome dela, da idade e do porque ela usar aquela roupa. De acordo com ela, deixava ela mais fofa.
– De novo? Tem que se lembrar de algo! – Leah era mais energética. – Já sei! Onde você conseguiu a sua amiga? Quando se encontraram? – A garota pensou um pouco e respondeu.
– Foi em uma área de florestas. Eu lembro que tinha uma cidade e uma caverna perto. – Leah e Erik ficaram pensando no que foi descrito.
– Bem, considerando seu jeito de falar, o que descreveu e até mesmo sua surpresa com equipamento de natação, você realmente deve ser de Unova.
A porta da casa abriu. Todos olharam e uma velha senhora entrou no recinto.
– Ora, ora. Eu viajo por uma semana e você trás duas lindas jovenzinhas para casa? – A senhora o olhou de maneira intimidadora, o que o fez ficar com medo e começar a gaguejar.
– N-não é nada disso vovó! – A senhora não desistiu até que Leah teve uma ideia maldosa.
– Erik? Quem é ela? – Ela correu e se jogou no colo dele. Erik ficou envergonhado e nervoso, enquanto a senhora só ficava ainda mais certa de que tinha pegado ele no flagra.
– Muito bem Erik, se explique ou então terá problemas sérios. – Lizzie se levantou e parou na frente da senhora.
– Aquela garota está só brincando, ela é amiga dele e eles me encontraram com problemas e estão tentando me ajudar. – A senhora a olhou com o mesmo olhar. – Alem do mais, eu sou muito fofa para estar com ele. – Ela apontou para o rapaz.
A senhora começou a rir.
– Ora, ora Erik, eu estava me divertindo só com a Leah, mas parece que essa aqui também é bem divertida. – O rapaz estava quase morrendo.
– Ah! A senhora me reconheceu? – Ela se levantou e cumprimentou a senhora.
– Mas é claro querida. Mas devo dizer que parece menor do que da última vez que te vi, como é possível? – Ela ficou chocada.
– Me-menor?! Não! Não pode ser!! – Ela se encolheu num canto choramingando.
– Vó, você sabe que ela quer muito crescer, não brinque desse jeito.
Eles acalmaram a garota traumatizada e explicaram tudo para a avó. Ela tirou a mesma conclusão.
– Sim, ela só pode ser de Unova, mais especificamente da cidade de Striaton. Vocês poderiam leva-la até la e ver se alguém a conhece.
– Por mim tudo bem, eu queria visitar os ginásios fantasma de todas as regiões de qualquer forma.
– Sim, você quer se tornar o líder de um ginásio não é?
– Sim vó, é meu sonho.
– Eu quero ir também! Pode haver pokemons que precisam de ajuda pelo caminho. – Leah se levantou sorrindo. Erik sabia o quanto ela amava eles e como queria ajudar a todos.
– Muito bem, então está decidido. Eu e Leah vamos te levar para Unova Lizzie. – Erik sorriu e a garota retribuiu contente.
– Muito obrigado. – Ela deu um abraço apertado em Erik que fez o garoto corar.
– Não há de que.
Após Erik arrumar sua bolsa, a avó chamou os três para a sala.
– Eu encontrei esses pokemons e alguns outros perdidos de suas famílias, precisando muito de ajuda. Eu gostaria que cada um ficasse com um, assim serão sua nova família. – Ela entregou uma pokebola para cada um.
Lizzie recebeu um Ratata, em quem ela logo colocou uma fitinha no pescoço. Leah recebeu uma Gothita, que ela abraçou e chamou de Estrela. Erik recebeu um Cubchoo, que ele apresentou para Gastly e prometeu cuidar.
– Vamos pessoal, nossa primeira parada será a cidade de Olivia e depois, Unova! – As duas garotas acenaram.
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