Os Mosqueteiros

7 Capítulo 7 - Vamos de Barco para...Kalos? Parte 1


– Erik-kun! Olhe ali! – Lizzie apontava para uma placa.

CIDADE DE OLIVIA

– Uau, é uma cidade e tanto mesmo. – Erik comentou ao avistá-la.

Olivia não era uma cidade tão grande, mas seus pontos principais a faziam ser muito bela. O cais era incrível, vários navios imponentes ancorados, cada um com seu destino próprio. O ginásio chamava a atenção de vários jovens treinadores, juntamente da sua líder, Jasmine, que Erik achava “Uma garota muito fofa e linda”. Ele se arrependeu do comentário depois que as duas deram cotoveladas e chutes nele. O farol era muito bonito, e por pura reclamação de Lizzie, eles passaram a noite na cidade para vê-lo brilhando. Ela sumiu durante um tempo a noite dizendo que ia ver o farol de perto.

– Droga, esse quarto foi uma merda. Toda hora a luz do farol entrava e me acordava. Foi um milagre eu ter dormido. – Erik estava com olheiras. – Mas vamos, temos que comprar as passagens para Unova, estamos quase lá Lizzie. – Ele sorriu pra a garota e ela deu um berrinho.

– E-eu me lembrei de algo ontem! – Ela parecia meio ansiosa. – Meus pais disseram que iam para Kalos visitar minha avó que morava em...hmm... – Ela estava se esforçando para lembrar. – Ah! Santalune, isso. – Ela sorriu e o rapaz retribuiu.

– É bom ver que está se lembrando. Bem, então já que eles estão em Santalune, se não me engano precisamos de um barco para Coumarine. É a cidade mais próxima com um porto.

Eles compraram os tickets e subiram a bordo.

A viagem estava tranquila, Leah e Lizzie se divertiam no deck, avistando pokemons aquáticos a todo o momento, enquanto Erik relaxava em uma cadeira. Uma barulheira foi ouvida e de uma das cabines saiu um homem bravo, ameaçando e xingando com toda a força. Ele dizia sobre “pokemons burros e feridos enchendo o meu saco!”. Os três ouviram o comentário e foram checar.

No quarto, um pequeno Abra estava deitado num canto respirando rápido. A sua frente, um Budew o observava. Ele notou os garotos.

– Aquele Abra está doente Leah, será que você consegue fazer algo por ele? – Ela observou a situação e suspirou.

– Infelizmente aquele Budew não parece querer deixar ninguém se aproximar do amigo dele.

– Deixa comigo. – Erik foi se aproximando, mas Leah o segurou.

– Não quero ter que cuidar de dois pokemons, entendeu? Não batalhe. – Ele sorriu.

– Eu sei.

Erik se agachou e se aproximou devagar de Budew. Ele estendeu a mão com cautela, mas o pokemon o atacou com uma chuva de sementes que machucaram um pouco o seu rosto.

– Ai. Budew, calma. Só queremos ajudar, é o melhor pra vocês. – Ele continuou se aproximando, mas o pokemon não queria permitir. Ele se aproximou o suficiente e pegou o Budew no colo, o abraçando e tentando acalma-lo. – Vai ficar tudo bem, relaxa Budew. Só queremos ajudar, é verdade!

O pokemon foi lentamente se sentindo mais seguro, e passou a confiar mais neles. Leah pode se aproximar do Abra e começou o tratamento dele.

Eles cuidaram do Abra durante o resto da viagem, no fim das contas, ele havia ficado doente por causa de enjoo do mar.

Enquanto desciam do barco, um rapaz loiro se aproximou do grupo.

– Vocês tem um jeito muito bom com pokemons não é? – Ele observava todos, principalmente Erik. – Devo supor que são treinadores?

– Somos. Quem é você? – Erik foi direto. O rapaz sorriu.

– Eu sou Maximillian, mas pode me chamar de Max, é mais simples.

– Sou o Erik, ela é a Leah e essa aqui é a Elizabeth.

– Prazer garotas. – Ele sorriu para as duas. — Erik, me daria a honra de uma luta? – Ele encarava Erik com um sorriso.

– Olha, sinto muito, mas estamos com pressa. – Eles foram se virar, mas Max os chamou.

– Oras, então é um covarde? Foge de combates? – Erik ficou quieto, mas o Budew que ele carregava ficou agitado. Ele desceu do colo de Erik e ficou gritando com Max. – Até seu amiguinho patético é mais corajoso. – Erik se virou. Chamar o Budew de patético havia sido desnecessário.

– Muito bem, Lizzie, vamos ter que atrasar um pouco. Você me desculpa? – Ela sorriu pra ele.

– Acaba com ele. – Erik sorriu de volta. – Quais as regras?

– Uma melhor de três, que tal?

– Ótimo, vamos acabar com isso. – Os dois se encaram sérios, Erik iria batalhar dando o seu máximo, não ia aceitar as ofensas de Max sobre o Budew.

O clima esquentava na cidade litorânea de Coumarine.