Os Mosqueteiros
2 Capítulo 2 - O Neto de Agatha - Parte 2
Notas iniciais
– Gastly, use Thunderbolt! – O pokémon obedece e lança uma descarga elétrica em seu oponente que o recebe em cheio.
– Apenas isso não irá machuca-lo! Fire Punch agora! – Magmar se solta da descarga e avança com o punho em fogo que golpeia o oponente em cheio.
– Gastly, se recupere e contra ataque com Energy Ball! – O golpe acerta, mas não causa muito dano.
– Idiota, golpes do tipo grama não surtem muito efeito em tipos fogo. – Zero começou a xingar.
– Você que é o idiota, Sludge Bomb! – Uma bomba venenosa é lançada contra Magmar que não consegue desviar em tempo, o pokemon fica bem fraco depois do golpe. – STABs são sempre muito fortes.
– Magmar, use Thunder Punch e acabe logo com isso! – Magmar correu em direção à Gastly.
– Sludge Bomb agora! – Gastly carregou seu ataque e o lançou na hora que Magmar o atingia, causando uma grande explosão.
Ambos os pokémons estavam desacordados: empate. Leah se levantou com tanta força que seu Totodile caira no banco. Ela começou a gritar coisas do tipo “mandou bem!” ou “Erik seu cabeça de vento, podia ter vencido!”. Os garotos não ligaram para ela, apesar de Zero se perguntar o que aquela menina fazia ali.
– Volte Gastly, foi uma boa luta. – Erik recolheu Gastly e se aproximou de Zero que também recolhia Magmar. – Você tem futuro, mas minha avó não teria sequer sido atingida pelo seu Magmar. Ela está em um nível totalmente diferente.
– Não vou desistir, farei parte da Elite Quatro um dia. Quem sabe eu retorno. – Zero se virou e foi andando embora.
Algumas horas se passaram, Leah continuava na casa de Erik sem dizer o que queria e o garoto apenas aceitava a companhia da velha amiga. De algum jeito, ambos se sentiam bem em estar juntos.
Leah era uma garota com um jeito e rosto infantil, mas que tinha um temperamento e uma habilidade com palavras que ninguém sabia concorrer. Para Erik, no entanto, aquilo era normal, ele não se importava em algumas respostas grossas, afinal era o jeito dela, e em partes, o seu “charme”.
Erik era um rapaz que preferia ficar na dele, não era de fazer amizades, mas cuidava muito bem das que fazia, apesar de ser muito simpático e acolhedor. Os dois passaram o tempo todo conversando e colocando o papo em dia, já que faziam anos que não se viam. Mas ao fim da tarde, quando o assunto era menos, Erik sugeriu:
– Leah, bem que podíamos sair não acha? Afinal, faz um tempo que não nos vemos mesmo. – A garota analisou a situação, pegou o seu Totodile no colo e se levantou com um rosto animado como uma criança.
– É, tem razão. Onde podemos ir? – Ela estava com os olhos brilhando e parecia extremamente fofa segurando o Totodile. Erik corou um pouco.
– Ehm, podemos ir ao Plaza, que tal? – A garota não parecia ter gostado muito, mas Erik adicionou. – Tem uma loja de doces ótima.
– VAMOS! – A garota começou a pular e a ficar agitada. Erik riu dela e abriu a porta.
Dessa vez ele não pegou o sobretudo, sabia que ia morrer se fizesse isso, então estava apenas com sua camisa comum. Durante todo o trajeto, Leah ficava murmurando de forma cantada “Doces...doces....doces....” e Erik começou a ficar constrangido de ser visto com ela. Ele só não fugiu de vez porque a aparência infantil dela fazia parecer com que ele estivesse levando sua irmãzinha para comer doces. “Como essa garota tem 17 anos?” era o que Erik se perguntou o caminho todo.
O Plaza era um lugar grande, tinha lojas de quase todos os tipos com uma praça de alimentação no meio. Eles visitaram um mercadinho, onde Leah comprou mais poke puffs para o seu Totodile mimado que estava todo alegre se equilibrando em sua cabeça. Depois viram em uma vitrine um modelo novo de celular que chamo a atenção da menina.
– Quem é o idiota que troca um celular só porque o novo pode baixar jogos? É melhor gastar com doces! — Leah comentou em voz alta na loja, onde a vendedora não se sentiu muito feliz. Erik a tirou rapidamente do local, pedindo desculpas a todos que estavam por ali.
Eles ficaram um bom tempo na loja de doces, esgotando todo o dinheiro de Leah e quase conseguindo acabar com o de Erik. Ele conseguiu impedi-la de fazer isso dizendo que pretendia comprar aquele novo celular, o que na verdade era uma mentira.
Uma chuva forte começou de repente com sorte Erik conseguiu comprar dois guarda-chuvas, um rosa e um preto. Eles começaram a voltar para o apartamento de Erik, já estava ficando bem tarde.
No meio do caminho, parada debaixo de um poste, estava uma garota tomando chuva olhando para baixo o tempo todo, o que fez com que Leah achasse estranho e parasse de andar. Ela tinha um cabelo preto comprido, parecido com o de Leah, e usava um vestido preto de babados, além de estar descalça. Erik parou junto de Leah e ficaram observando. A garota desmaiou para surpresa dos dois e Erik correu até ela.
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