Os Mosqueteiros
10 Capítulo 10 – Reunião
Foi uma longa jornada no deserto. Todos estavam exaustos e nada os animou mais do que passar pelos portões da cidade de Lumiose.
Ela era elegante, imponente e moderna. Logo ao lado da entrada que eles usaram, havia um mini-hotel destinado a todos os que passaram pelo deserto, com banhos refrescantes, bebidas geladas e camas macias. Eles aceitaram todos, só decidiram que não iriam se demorar demais na cidade.No centro tinha uma espécie de Torre Eiffel que era o lar do ginásio da cidade. Vários tipos de cafés estavam espalhados pela cidade, além de centros pokemon, lojas de roupas, e grandes laboratórios. Eles foram dando uma olhada pela cidade, até que de um desses laboratórios saiu um rapaz forte e um rapaz muito desajeitado de óculos.– Olha só quem é! – Erik gritou. As garotas repararam e sorriram. Os dois olharam e sorriram também.– E ai, pensei que iam para Unova não? – Zero cumprimentou a todos.– Houve um imprevisto, parece que os pais dela vieram para cá. – A garota sorriu, mas se manteve afastada de Zero.– Parece que ela ainda não gosta de mim. – Ele sorriu nervoso.– Você é uma pessoa muito ambiciosa por poder. Não gosto de pessoas assim. – Ela respondeu baixo mas claro. Zero ia responder, mas Alex interrompeu com uma risada histérica.– Sim sim! Esse cara aqui é muito ambicioso! – Ele começou a bater no ombro de Zero enquanto ria. – Você devia ficar mais de boa, pra que mais poder se você já é tão forte?Zero considerou as palavras dele e sorriu.– Tem razão, já sou bem forte, não preciso estar sempre à busca de mais poder. – Ele riu e passou o braço pelo ombro de Alex. Os dois ficaram rindo feito bobos.– Mas e ai, estão fazendo o que aqui? Não iam treinar? – Leah perguntou.– Bem, é o que estávamos fazendo. Pegamos um avião em Kanto e viemos para Kalos, é um ótimo lugar, cheio de pokemons diferentes e poderosos. – Alex respondeu. – Acredito que até você poderia usar um pouco do treino daqui.Leah se sentiu ofendida pelo comentário.– Está querendo dizer que meus pokemons são fracos? – Ela encarava o garoto que apenas sorria. Lizzie se sobresaltou e começou a puxar Erik.– Que foi Lizzie?– Isso vai ser doloroso, vamos, quero ver o resto da cidade. – Ele se manteve firme.– É melhor não Lizzie, podemos nos perder de Leah. – Zero se prostou.– Eu levo ela, não se preocupe. – Lizzie ficou em dúvida se podia confiar, mas o sorriso encorajador que Erik deu a fez relaxar e aceitar a companhia.– Ora, não é isso que estou dizendo Leah. Mas deve admitir que teve muita sorte na competição, o seu charme ajudou muito nas vitórias. – No fundo, Alex não estava mesmo falando por mal, mas não tinha como Leah ver isso. Ele insultou os pokemons dela e ainda disse que ela dependia da sua aparência. Ela odiava isso.– Muito bem, por que não temos uma batalha para ver se tem razão mesmo? – Ela estava muito séria, não parecia ser mais a mesma garota de sempre.– Hm, não seria má ideia, ainda não te vi lutar e gostaria muito de ver como é seu estilo. – Ele sorriu e apontou para uma das entradas. – Perto dali tem um campo de batalhas, vamos lá.Os dois seguiram para o local e Erik foi atrás para ser o juiz.– Que tal uma batalha de duplas, algo contra? – Alex puxou duas pokebolas. Leah concordou, mas antes que pudesse escolher seus pokemons Totodile pulou para o campo e se preparou.– Ah! Você tem certeza disso Totodile? – Ele concordou e ficou animado. Um pokemon saiu da pokebola por vontade própria. Golduck se posicionou ao lado de Totodile. – He, vocês farão uma ótima dupla. Eles serão o meu time!– Muito bem, é um prazer conhecê-lo Golduck. Esses são os meus pokemons. Conheçam Stantler e Kirlia! – De suas pokebolas saíram o já conhecido Stantler e uma Kirlia que ele havia recém adquirido.– As regras são as seguintes! – Erik começou. – É proibido trocar de pokemons durante a partida. Se os dois pokemons de um lado forem nocauteados, a batalha chegará ao fim. Ambos os lados prontos?– Sim! – Eles exclamaram juntos. Leah estava séria. Alex limpou a lente dos óculos e seu sorriso ficou mais sutil. “Essa vai ser uma batalha e tanto”, pensou Erik.
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