Os Mortos Também Amam - Livro 1
40 Inauguração
Notas iniciais
Damon sentiu-se vitorioso naquele momento, quando segurou Bella em seus braços e a tomou possessivamente, ela tinha correspondido à altura. Com aquilo tinha deixado o Senhor Topete espumando de raiva. Era óbvio que tinha acabado com o clima de diversão dos Cullen, mas não se importava, pois se eles achavam que tinha sangue de barata correndo em suas veias, estavam enganados. Mostrou com aquele beijo que Bella já era sua e não permitiria que Edward ficasse no caminho.
Pelo menos a sua ida até lá foi útil de alguma maneira, pois estava decidido que a inauguração do café seria no próximo fim de semana. Bella convidaria todos os seus amigos, assim como seus pais já que era um ambiente para toda a família. Ela se certificaria de que todos permanecessem lá durante o tempo em que Edward, Damon, Emmet, Jasper, Alice e Rosalie estivessem na casa de Riley. Carlisle como o marido da proprietária deveria estar durante toda a festa. Helena e Stefan também deveriam estar ao lado de sua sobrinha para protegê-la de Klaus, isso seria óbvio até para ele que desconfiaria caso não fosse dessa maneira. Para todos os efeitos os outros estariam caçando e chegariam mais tarde na festa. Bella estava preocupada com todos, mas eles estavam seguros de que dariam conta dos novos vampiros criados por Klaus sem problemas.
Damon levou Bella para casa em seu carro antes de Helena e Stefan voltarem para casa. Parou em frente e ficou olhando para ela. Bella era tudo o que sonhara discretamente todos esses anos. Sem dúvida era o seu sonho esquecido que teimou em surgir quando não havia mais esperança. Ela sorriu para ele vendo como encarava.
– Você demorou a chegar. Perdeu as minhas performances. – Ela brincou.
– Consegui ver a última. A propósito muito ousada. – Ela gargalhou e depois pigarreou.
– Sabe, eles estão tentando então você poderia tentar também. – Ela pediu mudando de assunto.
– Não quero falar dos Cullen. – Ele bufou.
– Quer falar sobre beijos? – Damon a analisou sorrindo descarado.
– Na verdade não. – Bella fez um breve beicinho. – Prefiro agir do que falar. – E a beijou como antes na casa dos Cullen.
Bella se viu de repente com os joelhos um em cada lado do corpo de Damon em sua frente. Ele pegou em sua cintura e fez seu corpo descer todo até que seus sexos tocaram-se. Damon a segurava com desejo, suas línguas em uma dança sensual e ávida. As mãos de Damon passaram do seu bumbum e subiram para suas costas, Bella se contraiu de dor. Ele tocou em algum lugar marcado por Klaus.
– O que houve? – Ele perguntou preocupado.
– Cócegas. – Mentiu facilmente o que a fez sentir-se uma traidora ainda pior.
Damon tocou em seu queixo sorrindo e a beijou mais docemente. Levou suas mãos até o cós da bermuda dela e a abriu lentamente enquanto a beijava. Bella suspirou ansiosa, seu coração estava disparado o que fez Damon sorrir presunçoso.
Ele forçou de maneira delicada a passagem de sua mão entre a bermuda dela. Tocou-a carinhosamente por cima da calcinha. Bella fechou os olhos gemendo sem conter a sensação boa daquela caricia inesperada. Quando abriu os olhos, encontrou os de Damon escuros. Ele a tocou um pouco mais daquela maneira e depois sua mão entrou por baixo de sua calcinha. Bella sentiu seu coração gelar com o toque, Damon permaneceu acariciando seu clitóris e vez enquanto seu dedo tocava próximo a sua entrada mais íntima. Bella o beijou com volúpia, Damon sentia-se por um fio naquele momento. Segurou em sua blusa e a tiraria se Bella não se esquivasse.
O beijo foi interrompido e a expressão assustada de Bella o deixou preocupado. Bella percebeu a sua reação exagerada e enquanto se arrumava, ignorando a sua excitação e a dele pensava em como poderia ter sido diferente aquele momento. Algo realmente mais íntimo poderia ter acontecido entre os dois se não tivesse que esconder coisas dele, principalmente as marcas em seu corpo.
– Não estava gostando do que... – Damon cortou o silêncio.
– Claro que estava. – Bella não o deixou terminar a frase. – Só acho que o local é inapropriado. Mesmo com os vidros com película, ainda assim alguém pode ver e meus tios...
– É... Claro. – Mesmo concordando, Damon estava desconfiado. Bella seria a ultima a conjecturar e a temer essas coisas. De repente ele fechou os olhos, e sua desconfiança foi substituída por gratidão. Foi bom que ela tenha o parado. O que estava pensando mesmo? Se continuasse com aquilo não poderia parar até que a tivesse por inteira e não tinha certeza de que era a hora de Bella. Ela ainda era muito nova e nem Helena e nem Stefan o perdoariam. – Vamos para dentro. – Falou abrindo os olhos e fazendo com que ela sentasse ao lado. Bella mordeu o lábio, sabia que tinha estragado o momento deles ali.
O clima tornou-se estranho para os dois. Entraram na casa e ficaram sentados no sofá. Damon estava imóvel. Pensava na pequena recusa que ela fizera. Lembrou-se dos últimos dias, aquela mudança que notara ha poucos minutos estava gradativamente acontecendo nos últimos tempos. Damon só pôde pensar em uma causa para aquilo. Edward Cullen.
– Você está tão calado. – A voz de seda trouxe-lhe a realidade.
– E você está estranha. – Acusou-a sem olhá-la ainda. Ela se encolheu perante a acusação. – Porque eu sinto que esta acontecendo algo que não esta me contando? – Damon enfim olhou para ela. Ela negou com a cabeça. Damon tocou-lhe o rosto com carinho. – Bella, não quero que nada fique entre nós dois. Preciso que me conte se... Existe algum homem que tenha um carinho especial... Como sente por mim. – Bella ficou chocada com aquilo. Não poderia imaginar que Damon estaria inseguro com relação a relacionamento deles. Pensava que ele abordaria outra suspeita.
– Então é disso que se trata? – Bella expressou sua surpresa. – Damon... Já falamos sobre o seu ciúme, não há razão de ser. Nem pelos Cullen, muito menos por qualquer outro homem. Eu amo você. – Afirmou.
– Então... Sem qualquer outro homem?
– Não.
– E nem vampiro? – Bella paralisou. Na verdade pensou imediatamente em Klaus. Bem... Ela não sentia nada por ele, mas do jeito que ele a tratava e como ela tinha que aceitá-lo, parecia uma traição.
– Não, Damon... – Falou insegura e ele notou.
– Claro que tem. – O tom de acusação apareceu novamente.
– Do que está falando? – Ele afastou-se dela, levantando.
– Aquela estória de querer protegê-la desde que era um bebezinho, era um desculpa, ele sempre a quis para si. Quando me viu com você... Percebi o quanto ele se controlava. Não era preocupação, ele está apaixonado. Aquele Cullen não a tomará de mim. Se ele tentar estará arruinado!
– De quem você está falando? – Estava muito confusa naquele momento.
– De quem mais? Do Topetudo!
– O que?!
– Vai me dizer que ele não tentou algo com você essa noite? Nenhuma aproximação? – Ele estava convicto do que falava.
– Para com isso Damon! – Foi a vez de Bella levantar e ficar cara a cara com ele. – Edward e eu somos como irmãos.
– Aquele cara é tanto seu irmão quanto sou seu tio! — Vociferou.
– Não acredito que esteja insinuando que Edward está apaixonado por mim. – Bella não podia nem considerar essa ideia, era absurdo demais.
– Não acredito que esteja se fazendo de desentendida pra mim quando é óbvio que notou o interesse dele sim.
– Co-como? – Bella estava prestes a explodir. Estava visivelmente sendo acusada, mas de quê? – Você deve estar ficado louco, só pode ser. Edward não esta apaixonado por mim, isso só é a sua imaginação destrutiva.
– Se ele se atrever encostar um dedo em você... – Falou entre dentes, seus olhos flamejando.
– Não vou ficar aqui ouvindo suas loucuras. Até mais, Damon. – Bella falou irritada subindo as escadas e o deixando para trás.
Era só o que faltava, pensava Bella. Damon ter uma crise de ciúmes e acusar Edward de estar apaixonado por ela. Bufou sem paciência. Não precisava lidar com mais isso. Já tinha muito que pensar sobre Klaus, aquele sonho a perturbara, e teria que passar mais uma semana fingindo para ele.
Antes de dormir pegou a caixa de música que Edward lhe dera e ficou ouvindo a música tranquilizadora. “Edward apaixonado por mim? Damon não sabe o que diz” Foi o ultimo pensamento que teve antes de cair no sono.
A semana passou rapidamente, Bella só não achava rápidos os momentos em que se encontrava com Klaus que se mostrara de certa forma, muito mais carinhoso com ela, o que a fez temê-lo ainda mais. Ficou aliviada quando soubera que Klaus não tocara nos pais de Riley, eles pareciam bem por enquanto. Porém na sexta, Klaus passara por ela pelos corredores sorrindo.
– Tenho uma novidade. – Poderia dizer que as novidades dele não lhe interessavam, mas não saberia o que aquilo implicava. Bella o deteve, pois ele iria passar direto. Deixá-la nervosa era a intenção dele.
– Que novidade? – Perguntou olhando para os lados para que seu tio não a visse com ele.
– Fica muito linda com esse brilho de curiosidade no olhar. – Ele a acariciou levemente no queixo e ela se afastou.
– Estou curiosa para saber qual o seu próximo plano maligno. Isso não é o que você faz? Passa todo o tempo de sua eternidade infernizando os outros?
– Estou te infernizando? – Com aquela cara de anjo ele poderia ganhar qualquer prêmio de atuação. Bella apenas fez uma careta. — Eu sei que não... Posso apostar como sonha comigo. – Ele estava tão perto que podia sentia sua respiração em seu rosto. Ela lembrou-se do sonho com ele e aquilo a fez arrepiar.
– Qualquer que seja a imagem, a cena que eu imagine sua ao dormir, seria um pesadelo e não um sonho. – Ele sorriu.
– Conheci uma pessoa essa semana. Loura, alta, muito atraente. – Falou ignorando a sua última frase.
– Ótimo, espero que me deixe em paz agora.
– Ah Bella, nada disso. Já disse que você é especial. – Klaus tocou em uma mecha do cabelo dela.
– Me diz por que eu gostaria de saber sobre essa pessoa?
– Porque essa pessoa guarda rancor por você. – Bella franziu o cenho tentando lembrar-se de alguma inimizade de cabelos louros. Lembrou-se de Caroline, mas esta parecia nem lhe conhecer. Desde quando Damon a hipnotizou para deixá-la em paz, é isso que ela e todas as líderes enjoadas faziam. Tanto melhor assim. – Mas não precisa ficar preocupada. Tenho tudo sobre controle. Você me deve isso, e eu vou cobrar. – Ele deu um passo para ir embora, mas retornou. – Na inauguração, gostaria que usasse o vestido que lhe dei. Seja educada, querida e use-o. Não deixe Damon mordê-la em lugares que o vestido não possa cobrir. Não quero desculpas. – Klaus piscou para ela e prosseguiu em seu caminho deixando uma Bella pensativa nos corredores.
Chegou o sábado, dia da inauguração do “Cullen’s Coffee”. Todos os Cullen e Salvatore ficaram empenhados durante toda a semana na preparação da festa e últimos detalhes para abrir o empreendimento. Bella acordou ansiosa, na verdade não havia dormido muito bem, muitas coisas lhe consumiam. Além do óbvio e da curiosidade que Klaus havia lançado, tinha Damon e sua rixa com Edward que parecia diferente esses dias. Edward havia momentos que estava prestes a explodir. Aquilo não era típico dele.
Então a noite chegou o momento da inauguração também. Esme, Carlisle, Helena, Stefan e Bella já estavam no local. Bella vestia o vestido vermelho emoldurando as suas curvas. Seus cabelos estavam presos e um coque jovial ao alto, com muitos fios em cachos perfeitos despencando. O relicário que Damon lhe dera fez o seu visual parecer ainda mais impressionante.
Esme contratara um músico que estava cantando acompanhado de seu violão enquanto os convidados/clientes enchiam o local. O ambiente estava muito bem decorado com lamparinas por todos os lados, e o reconhecimento do cardápio estava sendo feito por muitos já. Bella, no entanto parecia tensa mesmo entre Mike, Leah e Emily. Ao erguer o olhar para a entrada, viu Riley aparecer com seus pais. Acenou para ele que a viu e depois de falar algo para os pais correu em sua direção. Mas antes que ele chegasse perto dela, viu Klaus adentrar e ao seu lado, segurando o seu braço estava uma loura. Talvez a moça que ele dissera na escola, a pessoa que nutria rancor por ela. Encarou o rosto dela e percebeu que era familiar, claro... Tanya Vadia Denali estava de volta e acompanhada por Klaus.
Quando Riley a abraçou, Bella estava boquiaberta com a cena que se desenrolava em sua frente. Klaus parecia radiante ao lado de Tanya. Muitos viraram para vê-los passando, com certeza formavam um belo par. “Um belo par de demônios”, pensou Bella consigo. Tanya estava com a mesma cara que Bella lembrava cara de nojenta sem salvação. Klaus a viu de longe e sorriu satisfeito ao vê-la com o vestido. Ao longe pôde sentir seus olhos queimarem de admiração. Tanya ao percebê-la ergueu uma sobrancelha com desdém, mirando-a de cima a baixo. Seus tios, assim como Esme e Carlisle foram pegos de surpresa com Tanya ao lado de Klaus, ela sorriu para eles e lhes mandou um aceno divertido. Stefan discretamente enviou uma mensagem do seu celular para Damon: “Klaus esta aqui.” Essa era a deixa para que eles atacassem a casa de Riley. Estavam pelas redondezas a quase 10 min.
10 min atrás
Estavam enfim reunidos a uma distância razoável da casa de Riley.
– Só precisamos agora esperar a bandeira verde para entrarmos sem perigo de sermos pegos de surpresa por Klaus. – Jasper falou para todos que assentiram.
Estavam todos concentrados, não poderiam deixar nenhum deles vivo. Depois disso pegariam Klaus e ele não teria ajuda. Damon e Edward estavam mais distantes possíveis um do outro e não mantinham contato visual de maneira alguma. Depois do último fim de semana, Edward pouco falou com Bella. Estava sendo difícil manter-se sã e era doloroso vê-la apaixonada por Damon.
Edward estava tentando manter-se em alerta quando Alice entrou em transe. De repente viu Klaus entrando no Café de sua mãe acompanhado por Tanya sorridente com um vestido branco bem curto. O que aquilo significava? Tanya estava na cidade desde quando? Aquilo o pegou de surpresa, estava atônito.
– Alice? – Jasper notara que sua companheira estava tendo uma visão.
– Algo sobre o nosso plano? – Emmet perguntou.
– Klaus aparecerá na festa e estará acompanhado. – Ela disse um pouco chocada.
– Por quem? – Rosalie ficou curiosa.
– Tanya. – Alice olhou para Edward, estava confusa assim como todos.
– Quem é essa? – Damon perguntou.
– Uma velha e desagradável conhecida. – Rosalie soltou. – O que essa vampira esta fazendo aqui e ainda mais com Klaus?
– Com certeza nada de bom. – Alice respondeu, Edward estava distante pensado nos problemas que a sua ex-companheira estava providenciando. Foi neste momento que Damon recebeu a mensagem.
Tempo atual
Todos eles se separaram para cuidarem de toda a extensão da casa. Jasper com uma única mão forçou a maçaneta da porta que cedeu facilmente. Antes mesmo de entrar ouviu uma voz feminina dizendo:
– A festa já acabou – A vampira assustou-se vendo que não era Klaus. Seus olhos estavam assustados.
– Na verdade, ela acaba de começar. – Jasper sorriu e quando ela tentou correr, foi pega por trás. Jasper quebrou seu pescoço e depois retirou o seu coração com as próprias mãos.
Alice tinha ido por trás e foi diretamente para o porão e lá encontrou dois vampiros, pareciam ter sido transformados muito jovens. Um corpo humano jazia aos pés deles que tinha se alimentado a pouco. Ela não deu chance para eles que por conta da surpresa e da inexperiência foram liquidados em poucos minutos.
Ela ouviu um barulho a cima de sua cabeça, era Emmet o seu irmão grandalhão. Estava se divertindo treinando socos em um deles. Até que ao se distrair, baixou a guarda e o novato lhe acertou um soco na barriga. Emmet pareceu crescer ainda mais com a raiva que sentia e pegou-o pelo pescoço lançando-o na parede. Parecia um boneco sem vida no chão quando Emmet terminou de matá-lo.
Rosalie estava em um quarto à frente do que Emmet estava e saiu toda ensanguentada. Emmet esbarrou com ela no corredor e a olhou divertido.
– Sabia que não precisava esquartejá-lo, não é? – Perguntou.
– Não pude evitar. – Falou diabólica e desceram juntos.
Um dos vampiros ouvindo o que acontecia, fugiu por uma das janelas laterais. Ele só não esperava dar de cara com Edward.
– Indo a algum lugar – Perguntou sério e a resposta veio em forma de soco que foi interceptado por Edward que pressionou a sua mão. O vampiro se contorceu de dor.
– Qual o plano de Klaus? O que ele queria criando vocês? – Mesmo sentindo dor ele ficou calado. – Diga! – Edward exigiu.
– Vai se ferrar! – Ele gritou, mas Edward leu a sua mente e já sabia sobre o plano. Edward apertou ainda mais a sua mão até ouvir os ossos dos dedos dele quebrarem. Pegou-o pelo pescoço, jogou-o no chão e arrancou seu coração.
Edward deixou o corpo perto da casa e ao entrar pela cozinha viu Damon cuidando de um no mesmo momento que outro vinha por trás para pegá-lo. Edward se interpôs enfiando em seu coração uma faca que estava por cima do balcão. Damon o olhou com ódio, não pedira que o ajudasse. Passou por Edward sem lhe dizer nada.
Na sala Jasper estava jogando um corpo de mais um que matara. Todos chegaram à sala para decidirem o que fazer em seguida.
– Temos que cuidar dos corpos. – Alice disse.
– Mas precisamos lidar com Klaus também. Essa é a chance que temos de confrontá-lo. – Damon exultou.
– Klaus os criou para nos distrair e irritar. O plano real dele era segredo até para eles. – Edward apontou para os corpos. – Agora com ajuda de Tanya não sabemos do que ele será capaz.
– Então temos que ir logo para a festa. — Disse Rosalie.
– Alice e eu cuidamos dos corpos. Vocês podem ir, nos encontraremos em seguida. – Jasper determinou e os outros assentiram correndo porta a fora. Por ideia de Alice eles não perderiam tempo para voltarem em casa e trocar de roupa, a pequena tinha obrigado a todos até Damon de levar a roupa extra que usariam na inauguração.
*****
Klaus e Tanya foram cumprimentar Esme e Carlisle. Tanya agia como se nada tivesse acontecido entre ela e Edward. Abraçou os dois com um carinho afetado, ela achava que os Cullen nunca aceitaram o relacionamento dela mais o filho preferido. As irmãs adotivas dele devem ter vibrado com o rompimento.
– Tanya, é uma surpresa vê-la aqui. – Esme começou polidamente.
– Ora, não é porque me separei do Edward que vamos nos afastar, não é? – Ela estava se segurando para não perguntar sobre ele, pois não o vira ali.
– Claro que não, Tanya é um prazer tê-la aqui neste momento. – Carlisle completou.
– É um prazer estar aqui. – Tanya disse.
– Quero parabenizá-los. O ambiente é muito agradável e charmoso. – Klaus elogiou com seu sorriso enigmático.
– Obrigada. – Esme agradeceu.
– Então vocês já tiveram a chance de conhecer, Klaus. – Tanya falou com ar de satisfação.
– Klaus... – Carlisle foi pego de surpresa. Não sabia que ele estaria disposto a se revelar naquele instante.
– Muito prazer. – Ele estendeu a mão para Carlisle como se estivessem se conhecendo naquele instante. Carlisle retribuiu o gesto para logo em seguida Klaus beijar a mão de Esme. – Acho que já ouviram falar de mim. Espero não causar aborrecimentos. – Klaus desviou o olhar deles para onde Bella se encontrava, eles notaram isso e ficaram apreensivos. – Com sua licença. – Klaus retirou-se com Tanya deixando os outros vampiros atentos. Stefan e Helena tinham escutado toda a conversa e sabiam que chegara o momento do confronto. – Fique a vontade, vou falar com algumas pessoas. – Ele disse a Tanya e foi de encontro a Stefan.
Stefan estava sozinho, segurava um drink em suas mãos, vigiava o local e estava pensando no próximo passo de Klaus quando este lhe abordara. Ficaram se encarando por alguns segundos.
– Então... Klaus. – Stefan começou fazendo o outro rir.
– Aquela encenação com a mão ferida te deixou confuso não foi? – Ele riu mais.
– É você me pegou. – Stefan sorriu e deu um gole em sua bebida.
– Onde está o seu irmão e os outros Cullen? – Quis saber com ar desconfiado.
– Caçando, chegarão logo. – Stefan disse tranquilamente. – Mas o que você quer Klaus? O que pretende… Não é por conta de Katharine, é?
– Ah, Katharine, Katharine... Sim, começou por esse motivo, não sendo mais o único. – Ele sorriu e se afastou deixando Stefan confuso.
Mike tinha se afastado para conversar com uma garota em que ele estava de olho há algum tempo. Emily e Leah foram chamadas procurar algo para comer, apenas Riley estava com Bella que não tinha desviado o seu olhar de Klaus nem por um segundo. Tanya aproximou-se dela com ar superior fazendo-a encará-la.
– Então a pentelha ganhou alguns centímetros. – Tanya falou com raiva.
– Por acaso perdeu alguma coisa aqui? — Bella perguntou olhando bem para ela.
– Sim... Algo meu veio parar nesse fim de mundo. – Falou referindo-se a Edward.
– Se eu fosse você voltava pelo mesmo caminho que veio. Nada aqui foi, é ou será seu. – Tanya espumou.
– Olha aqui sua pequena fedelha...
– Olha aqui você sua mocréia, se quando eu era criança você não me intimidava, o que te faz pensar que isso aconteceria agora? — Riley que até então assistia a cena segurou a amiga pela mão para evitar que ela agredisse a loura.
– Bella calma. – Pediu.
– Por favor, garotas, vamos nos conter. – Klaus tinha chegado bem no momento que Bella achava que iria dar um soco na mocréia. Ele segurava a cintura de Tanya com intimidade.
– Essa garota é uma estúpida. Não entendo você, Klaus... Perder seu tempo... – Tanya ainda estava irada.
– Você não entenderia. – Klaus acariciou de leve seus cabelos. – Porque não dá uma volta com o Riley? — Bella arregalou os olhos.
– Não! Riley não vai ficar por aí com ela. – Falou prontamente com Klaus.
– Bella, querida, Tanya não fará nenhum mal ao Riley, até então ele é o meu protegido. — Ele tocou com a ponta do dedo indicador seu nariz. – Leve-o Tanya.
Tanya segurou Riley pelo braço e se foi. Um garçom passava com taças de champanhe oferecido para comemorar o momento e Klaus pegou duas taças, ofereceu uma a Bella que hesitou um pouco mais aceitou. Ao olhar para um determinado local, viu Stefan conversando com Carlisle olhando para onde estava.
– Eles estão em alerta. – Klaus falou bebericando da taça.
– Eu já disse, eles ficam assim quando um vampiro maluco com complexo de superioridade se aproxima da família. – Bella foi sarcástica.
– Verdade. – Klaus limitou-se a dizer.
– De todas as pessoas ou vampiros que poderia imaginar... Não pensei que estivesse se referido a Tanya.
– Porque não?
– Pensei que ela estivesse definitivamente fora de minha vida. – Ela bebeu um gole do champanhe.
– Da sua vida ou da de Edward Cullen? — Bella o olhou incerta do que ele estava se referindo. – Sinto que tem um carinho especial por este Cullen. O quão profundo é esse sentimento? — Ela riu desconcertada.
– Edward é um grande amigo, é claro que sinto um carinho especial por ele e é claro que não entenderia sobre esse tipo de sentimento. Com certeza ele merecia algo melhor do que Tanya. – Ela suspirou. — O que pretende com ela?
– Não foi algo combinado. Encontrei-a na cidade. Descobri que tinha assuntos com os Cullen e que sentia rancor por você, já que tinha a veneração de seu ex-companheiro. Mas, uma coisa por vez. Onde esta seu namorado agora? – Quis se certificar da resposta de Stefan.
– Caçando. – Mentiu assim como o combinado.
– Que pena, espero que ele chegue logo. Estava querendo dar uma palavrinha com ele.
– Como assim? — Temeu pelo o que o vampiro sádico em sua frente quisesse “falar” com Damon. Talvez ele falasse mesmo algo, contasse então sobre a troca de sangue entre os dois. – Não se aproxime dele.
– Não se aborreça querida. – Klaus tocou-lhe em uma mexa de cabelo ao mesmo instante em que via Damon chegar à festa. – Olha que conveniente, seu querido namoradinho chegou. – Edward, Emmet e Rosalie chegaram logo atrás. – E os seus outros queridos amigos também. – Bella tentou virar para vê-los, queria saber se estavam bem, se havia se machucado, mas Klaus segurou-lhe o queixo para que continuasse olhado para ele. – As coisas continuarão as mesmas e espero que seja boazinha. – Damon olhou para Stefan que com um movimento de cabeça mostrou onde a sobrinha estava. Ele, Carlisle, Esme e Helena estavam atentos a Klaus conversando com Bella o tempo todo. Quando Damon viu Klaus tão perto de Bella quis correr para lá, Carlisle o alcançou e segurou o seu braço impedindo o impulso. – Você está mesmo linda nesse vestido, acho que fiz uma ótima escolha. – Bella sentiu um calafrio por todo o seu corpo quando sentiu os lábios dele roçarem nos seus e depois ele depositar um beijo em seu rosto.
– Agora já chega! – Edward explodiu e teve que ser impedido de prosseguir também com Rosalie e Emmet lhe segurando.
Klaus estava maravilhado com as reações a sua volta, sentindo-se poderoso. Caminhou tranquilamente em direção a Damon. Este sentia seu corpo todo tremer de raiva pelo que viu. Edward sentia-se da mesma maneira e concordava em acabar com Klaus naquele instante sem piedade. Carlisle soltou o braço de Damon que estava agora encarando Klaus cara a cara.
– Você perdeu o momento da revelação.
– Revelou enfim que é um grande idiota? Se for isso, perdeu seu tempo, não era segredo. — Damon falou sarcástico.
– Ele se revelou como Klaus. – Carlisle informou.
– Então revelou mesmo que é um grande idiota. – Damon reafirmou. – Tanto teatro por causa de Katharine? Ela não valia a pena... Descobri isso há alguns anos. O que me força a também revelar algo para você, Klaus. – Damon falou o nome dele com desprezo. – Eu matei Katharine, segurei o coração daquela vadia com essa mão e o esmaguei. – Ele ergueu a mão direita. – Se você esta atrás de alguém, achou.
Por um momento Klaus não falou nada. Damon viu naqueles instantes algo ferver nos olhos do vampiro, mas ele se conteve e sorriu.
– Cuidado com as revelações, Damon. Eu posso lidar com as que você faz. Você pode lidar com as minhas? E sobre Katharine... Tornou-se uma questão a parte. Temos que aceitar a perda de pessoas que queremos bem, eventualmente isso acontece. O ruim é quando perdemos essa pessoa para outra. Como deverá ser ver a pessoa de quem ama implorar pra estar com outro? — Damon olhou para Bella que estava com sua tia. – E não estou falado de nenhum Cullen, Damon. Na verdade, todos vocês irão perdê-la. Muito preciosa para estar com vocês.
– Isso não vai acontecer. – Edward falou para si mesmo de onde estava. Klaus saiu e voltou a curtir a festa despreocupadamente.
– Olha só quem eu enfim encontrei. – Tanya se aproximou dos três.
– Vai rodando Tanya esquece o meu irmão ele não é pra sua laia. – Rosalie foi logo a cortou.
– Não seja mal-educada, Rosie. Estou aqui apenas cumprimentando o seu irmão que me deixou sozinha em Vancouver.
– O que foi tarde. – Rosie falou, Tanya bufou raivosa.
– Edward, não vai falar comigo? – Enfim Edward olhou para Tanya com frieza.
– Você já me cumprimentou Tanya, agora vá embora e não me faça perder mais tempo.
– É assim que me trata depois de me abandonar? – Falou ofendida.
– Como disse a Rosie, foi tarde. Estive cego por muito tempo, tive esperança onde não existia. Não te abandonei você abandonou a sua humanidade eu rompi com você da forma mais cavalheira que pude. Se você não aceitou, o problema com certeza não é meu. Não espere que eu volte pra você ou que te receba com sorrisos, nem ao menos mostra arrependimento. O que quer que eu faça, como quer que te trate se logo ao chegar à cidade se alia ao nosso inimigo? Apenas devo pensar que é a nossa inimiga também. – Edward deu as costas para ela e saiu. Tanya ficou boquiaberta com o tratamento recebido por Edward e Rosalie e Emmet sorriram.
– Você está bem? – Bella perguntou a Damon quando este se aproximou dela e de Helena. Damon a abraçou.
– Você está bem? – Ele perguntou para ela sem responder.
– Sim.
Damon não se afastou mais nenhum segundo de Bella, mas Klaus parecia alheio a tudo, parecia ter voltado a “ser” Benn Barnes, apenas. Mas aquela atitude dissimulada dele deixava todos tensos. Alguns minutos depois Alice chega com Jasper, logo Edward conta-lhes o que se passa deixando-os a par da situação.
A festa para os outros alheios a pequena guerra ali estava perfeita. Muitas pessoas haviam ido embora depois de algumas horas, principalmente os mais velhos, ficando assim apenas alguns jovens. Klaus pegou Tanya que ficara um pouco amuada depois da conversa com Edward e se dirigiu para fora do café.
– Fique aqui com ela, Helena. – Pediu Damon ao vê-los partindo, seguindo-os.
– O que ele vai fazer? – Bella perguntou a tia, mas já indo atrás de Damon.
– Fique aqui, Bella. – Ela a segurou firme pelo pulso. Depois que Damon saiu Stefan, Edward, Carlisle e Jasper foram também.
– Muito bem, muito bem, Klaus. Que tal acabarmos com essa novela? É divertido, mas esta cansando. – Damon os alcançou já no carro. Ninguém estava do lado de fora.
– Jogando a tolha, Damon? — Perguntou irônico.
– Seria adorável, não? Lamento desapontá-lo. Acho que quem deve jogar a toalha é você.
– Eu?! Sério? Diga-me por que.
– Primeiro porque Katharine era uma vadia, segundo que ela já está morta, o túmulo dela? Mystic Falls, bem longe daqui. Terceiro, sabe aqueles bichinhos de estimação que você guardava na casa do garoto? – Klaus o olhou com interesse. – Eles tiveram o mesmo fim de Katharine, não sobrou nenhum.
– Uau! Isso é interessante. – Klaus deu um passo em sua direção. – Que sorte a minha que sempre tenho alternativas, algo que se adquire com os séculos. – Stefan e os outros estavam fazendo uma barreira atrás de Damon. – Sempre pensei que Isabella me trairia e contaria para vocês sobre mim, e vocês foram longe descobrindo sobre o meu pequeno clã. – Ele olhou nos olhos de cada um. – Mas vocês seriam tolos se achassem que eles são os únicos que transformei para me ajudarem. Existem outros, os primeiros que transformei enquanto ainda vinha pra cá. Eles são mais controlados... Ou nem tanto. – Todos hesitaram neste momento. – Sabem onde eles estão agora? Sim, lá dentro, pelo menos alguns deles. Agora eu pergunto a vocês, seguirão com o plano de tentarem me eliminar agora, ou defenderão os moradores dessa pacifica cidade, os amigos de Isabella? – Eles se encararam e voltaram para dentro temendo pelo o que poderia acontecer. Se houvessem muitos eles deveriam estar juntos para acabarem com todos.
Quando entraram novamente no café, um dos vampiros estava com os olhos negros e os dentes caninos alongados e iria atacar uma garota por trás, sem pudor algum. Jasper avançou sobre ele e começaram a luta, no mesmo instante, muitos outros vampiros se revelaram, começou assim a luta entre os dois lados. Os jovens ficaram aterrorizados com o que viram. Bella primeiro se sentiu anestesiada pela surpresa, depois começou a pegar os jovens e levá-los para a parte de trás do café. Eram ao todo 15 jovens que ali permaneceram. Ela não queria que eles corressem para fora e fossem surpreendidos por algum vampiro. Os Cullen e Salvatore mataram mais alguns vampiros, mas outros escaparam.
Depois da luta e de se certificarem que ninguém se machucou, eles acalmaram os jovens e os fizeram esquecer-se do ultimo acontecimento da festa. Porém Bella não esqueceria. Sentiu-se temerosa naqueles instantes, não queria que seus amigos se machucassem. Emily, Leah, Mike e Riley estavam bem e foram para suas respectivas casas assim como os outros.
Os vampiros se reuniram na casa de Stefan e Helena. Lamentavam por não terem acabado com Klaus aquela noite. Ele era uma ameaça ainda maior agora. Estavam angustiados, era óbvio o interesse dele por Bella. Tudo piorava, pois não sabiam o que Tanya estaria fazendo com ele e quantos outros vampiros foram transformados.
Bella custou a pegar no sono, mesmo sabendo que todos os vampiros que amavam estavam ali. Quase ao amanhecer ela conseguiu, mas arrependeu-se prontamente. Teve pesadelos com lutas entre seus tios, Damon e os Cullen contra outros vampiros sem rosto. Mas o piro de todos foi o que via-se dormindo em seu quarto quando alguém aproxima-se dela. Ela abre os olhos pensando que é um de seus tios, mas depara-se com Klaus.
– Você me traiu, Isabella. Receberá o castigo devido. – Ele falava implacável, fazendo-a acordar.
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