Os Mortos Também Amam - Livro 1
9 Mais Tristeza
Notas iniciais
E porque haviam vampiros esperando por Damon na casa dos Gilbert?
- Quem são vocês? — E o que diabos estão fazendo aqui? Completou em seu pensamento.
- Chamo-me Edward e este... — Edward apontou com um gesto de cabeça em direção ao outro. -... Jasper. — Jasper apenas trocou o peso de uma perna à outra. — Somos amigos de Stefan e Helena. Estamos apenas aguardando o seu regresso, mas vimos a sua chegada.
- Viram a minha chegada? — Damon não entendeu de imediato o que Edward dizia. Na verdade estava muito mais interessado nas presenças que sentia dentro da casa. Havia mais dois vampiros lá e não era o seu irmão nem Helena e havia um humano, com certeza era um humano.
- Sim, vimos. — Edward continuou suavemente. — Fazemos parte de uma família, se quiser denomina-nos assim. Somos os Cullen, existem mais duas de nós lá dentro, estão cuidando de Isabella. — Edward falou o nome feminino com grandeza. Como se fosse saboroso pronunciá-lo.
Isabella?
- Ela é filha de Reneé, sobrinha de Stefan e Helena.
Damon não tinha se dado conta de que o tempo havia passado tão depressa. Quando viu a pequena Reneé pela ultima vez a sua gestação ainda estava no inicio e ela aos olhos humanos não parecia ter qualquer sinal de gravidez.
- O tempo passa muito rápido, Damon, pelo menos para nós. — Edward enfim, relaxou os braços paralelos a seu corpo.
- O quê? — Deu-se conta do que se passava finalmente. — Por acaso... — Ele lê minha mente?.
Edward sorriu para Damon, confirmando o que havia pensando.
- Onde estão Stefan e Helena? — Damon deu um passo ameaçador na direção dos dois.
- Temo não ter que dar boas notícias. — Edward ficou sombrio de repente e Damon não gostou nada daquilo.
- Fique calmo. — Jasper pediu.
- Não estou com paciência para tantas baboseiras. Digam-me de uma vez onde estão. — Não era um pedido. Jasper sentiu a irritação de Damon e tentou suavizá-la.
- Eles foram tratar do enterro, junto com Carlisle, um dos nossos.
Damon quis entender do que aquele irritante vampiro estava falando, mas não conseguiu juntar as peças.
- René e Charlie sofreram um acidente de carro. Eles estavam passando sobre a velha ponte da cidade e ela cedeu sob os pneus. O carro caiu no rio, não conseguiram sair dele.
Os olhos de Damon fez um gesto nervoso, contraindo e relaxando duas vezes. Era uma informação que o pegou desprevenido. A pequena Reneé estava morta, mas ainda ontem ele a encontrou. A garota estava feliz por causa de seu casamento.
Helena deve estar arrasada. Reneé era a última família humana que ela tinha. A sua irmãzinha, que tanto amava e quis sempre proteger. Não sabia exatamente que tipo de sentimentos estava sentido no momento e de repente parecia anestesiado... Algo anormal... Sim, anormal.
Damon olhou para o vampiro de ar leonino. Ele estava encarando-o e teve certeza. O vampiro estava usando seu talento nele. Odiava quando esse tipo de coisa acontecia. Não gostava de ser influenciado, ele era o influenciador.
Seus dentes trincaram e quis sentir raiva. Fechou os punhos, mas a raiva não surgia. Piscou os olhos e tentou se concentrar para reverter o efeito do talento do vampiro em seu sistema.
Droga — Ele pensou. Tinha que sair dali.
- Eles gostariam de vê-lo. Não vá antes de falar com eles. — Edward disse.
- Não preciso de suas sugestões. Guarde qualquer coisa para si mesmo, garoto. — Damon falou com escárnio e saiu em disparada.
Damon vagou pela cidade, preocupado com Helena e de certa forma, pensava em Stefan também. Amargurou-se por lembrar-se de ter ameaçado a vida da pequena Reneé anteriormente. E ao pensar no amor que Helena sentia pela irmã não conseguiu compreender. Por que Helena e principalmente por Stefan permitiu isso? Por que eles não evitaram mais esse sofrimento? Sim, porque eles poderiam ter evitado.
No dia seguinte pela manhã ocorreu o enterro dos dois. Isabella tinha ficado em casa com Esme que adorava crianças e estava cuidado da pequena com amor que já tinha por ela. Os tios da menina ficaram sabendo da visita de Damon. Ao irem para o enterro sabiam das visões de Alice. Ela ora via Damon aparecer no enterro, ora não.
Helena estava bastante abalada durante o enterro. Ela estava inconformada. A sua irmãzinha estava morta. Todos que faziam parte de sua antiga família tinham ido embora de maneira drástica. Primeiro seus pais, de maneira semelhante. A sua tia Judith e Robert por vampiros sádicos e agora a sua princesa.
Ela ainda lembrava-se de Reneé pequena, seus olhos expressivos e inteligentes assim como os de Bella, a sua sobrinha querida. Helena lembrou de que se culpou por não estar perto na morte de seus tios, achou que poderia ter evitado. Mas, no entanto, estava aqui, com sua irmã e não conseguiu evitar.
Era o dia em que Charlie e Reneé comemorariam 1 ano de casados. Helena e Stefan ficariam em casa para cuidarem da pequenina resmungona. Não poderiam prever o que aconteceria mais tarde. Houve neblina à noite, provavelmente eles queriam abreviar a viagem indo pela velha ponte. Helena fechou os olhos querendo negar a visão que se fez em sua cabeça. Jogou uma rosa no túmulo de Reneé e outro no de Charlie. Stefan tocou-lhe o ombro.
- Preciso caminhar... Sozinha. — Sua voz saiu com dificuldade. Stefan a analisou por um instante e depois considerou o seu pedido.
- Ficarei com Bella em casa esperando você. — Ele jogou sujo usando a pequena. Helena não se demoraria na rua.
Afastou-se dos outros o mais rápido que pôde em passos humanos. Caminhou paralelo ao grande espaço arborizado ao lado do cemitério. Sua mente fervia e deixou então suas lágrimas correrem a vontade pelas suas faces.
De repente um movimento atrás dela a fez parar e virar-se. Ficou sobressaltada, sentiu uma presença em seu alcance, uma presença vampiresca. Houve novo ruído novamente em suas costas e virou-se outra vez. Arfou ao reconhecer a pessoa em sua frente. Seu coração deixou de bater completamente naquele momento.
- Damon... — Ela suspirou e correu em direção a ele, abraçando-o e chorando. Damon foi pego de surpresa, mas então, devagar fechou o circulo entre eles com os seus braços fortes.
- Ficará tudo bem. — Damon a consolou.
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